AS VOZES SÃO COMO AS CEREJAS...

De cima para baixo e da esquerda para a direita:
Elizeth Cardoso - Alcione -
Secos & Molhados- Ney Matogrosso 
Etiquetas: Opinião

De cima para baixo e da esquerda para a direita:
Elizeth Cardoso - Alcione -
Secos & Molhados- Ney Matogrosso 
Etiquetas: Opinião

Pena's Castle 
Por essas bandas é bem capaz de estar mais fresco...
Se quiserem, é só ir até www.waltergirotto.com
Já vou também

Roma 
...através da arte fantástica de BRUNO DI MAIO.
Apanhem a www.brunodimaio.it que chegam lá num instante.
Bom Domingo!

Sacred Valley, Perú 
Podem ver esta e outras maravilhosas fotografias em www.Kennethparker.com
Bom fim de semana. Boas viajens!
Etiquetas: Opinião
De entre os nossos cantores/compositores de música ligeira mais conhecidos, já lembrei Carlos Tê e Rui Veloso, responsáveis pelo FADO DO LADRÃO ENAMORADO.
Hoje vou lembrar outro cantor/compositor que, embora não sendo também fadista, cantou O FADO DE NOSSA SENHORA, de que igualmente gosto muito
Perguntei a uma velhinha
se já tinha amado alguém
e a velhinha respondeu
-Amei, como uma rainha
e sofri como ninguém
ninguém amou como eu.
Depois sentei-me com ela
nos degraus duma capela
e ela prosseguiu então
-Se amares alguém, tem cuidado
que amar pode ser pecado
ou talvez a redenção.
O amor é uma miragem
pode aparecer-te num pagem
ou transformar-se em algoz
Pode aparecer-te em pastor
ou ser Deus Nosso Senhor
que morreu por todos nós.
Depois de me aconselhar
a velhinha, coitadinha,
despediu-se e foi-se embora
E eu tenho estado a apensar
se aquela linda velhinha
seria Nossa Senhora!
Bonito, não é? Sabem quem é o autor?
Etiquetas: Fado
Etiquetas: Opinião

Dragão-Marinho 
Phyllopteryx Taeniolatus

CARACÓIS 
Moluscos Gastrópodes Pulmonados Terrestres

Maus Agoiros 
Este é um dos fados emblemáticos de Berta Cardoso, conhecido como Tia Macheta (Mancheta, no original).
Etiquetas: Berta Cardoso

Saloios 
Litografia sobre papel
Jorge Barradas (1894 - 1971)
Fogem como crianças nessa idade
em que as pesadas cãs não atraiçoam
a ver os rios que nascem na cidade
e as pombas de metal que a sobrevoam.
Nas curvas do caminho onde uma nora
fornece o combustível dos patrões
e a sua paciência se demora
a cultivar galinhas e melões
deixam cair os sacos de riscado
onde o pão seca e a fruta apodreceu
e deitam fora o pau que toca o gado.
Colam a cara aos vidros de um museu
que corre para trás desamparado
e catam uma saudade que nasceu.
Etiquetas: Armando Silva Carvalho

Papoilas 
DE TARDE
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!
(Hello!? : Alguém por aí que goste de pão de ló molhado em malvasia? 'bora fazer um pic-nic?...)
Etiquetas: Cesário Verde
Etiquetas: Opinião

Berta Cardoso no Teatro Sá da Bandeira 
Cartaz datado - 04.06.1946 - Porto
Etiquetas: Berta Cardoso

TOUREIROS 
Andei a fazer alguma pesquisa sobre este tema que, como já se viu, é recorrente neste blog. Encontrei duas frases fantabulosas:
"Amor eh igual tourada, marcou bobeira levou chifrada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"
(Superflog da Thay)
"Se Tourada é Cultura Canibalismo é Gastronomia"
(Blog da Drella)
Etiquetas: Tourada

Quercus suber - Sobreiro 
Árvores do Alentejo
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
Um belo soneto de _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Todos a banhos, hem!
Pois bem, então eu faço a pergunta e dou a resposta!... De resto, já estou habituada, tenho anos de experiência!.....
O soneto é de FLORBELA ESPANCA
Etiquetas: Florbela Espanca
Etiquetas: Beatriz da Conceição
Etiquetas: Opinião
EDUCAÇÃO SENTIMENTAL
Na janela mais alta de Lisboa,
és a ave chamada Todavia:
a que posta no céu não se desvia,
mas que perto do rio já não voa...
Hei-de ensinar-te, devagar (perdoa!),
a pressa com que Amor se pronuncia
e a conjugares a noite com o dia
quando o corpo do corpo se condoa...
Fecha os olhos, e voa! Mas não queiras
ao inferno do céu traçar fronteiras
nem ao céu do inferno pôr limites:
voar só vale a pena enquanto for
uma forma de amar além do amor,
furor que todavia não habites...
David Mourão-Ferreira é um dos meus poetas de eleição. A antologia poética As Lições do Fogo
é, para mim, desde há muitos anos, um dos meus livros de cabeceira. Como eu gostava de saber escrever assim!...
Óptima semana para todos.
Etiquetas: David Mourão-Ferreira

Cacti 
Passemos, tu e eu, devagarinho,
Sem ruído, sem quase movimento,
Tão mansos que a poeira do caminho
A pisemos sem dor e sem tormento.
Que os nossos corações, num torvelinho
De folhas arrastadas pelo vento,
Saibam beber o precioso vinho,
A rara embriaguez deste momento.
E se a tarde vier, deixá-la vir...
E se a noite quiser, pode cobrir
Triunfalmente o céu de nuvens calmas...
De costas para o Sol, então veremos
Fundir-se as duas sombras que tivemos
Numa só sombra, como as nossas almas.
Etiquetas: Reinaldo Ferreira
Etiquetas: Opinião
Etiquetas: Tourada
Etiquetas: Opinião

solsaph 
A cada qual, como a statura, é dada
A justiça: uns faz altos
O fado, outros felizes.
Nada é prémio: sucede o que acontece.
Nada, Lídia, devemos
Ao fado, senão tê-lo.
R.R., ou seja, R___________ R________
Etiquetas: Ricardo Reis