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sábado, julho 23, 2005

"Todos os Fados de A a Z" - Revista Visão

O Sr. Osório e a Visão brindaram-nos com mais um volume - o 12º - desta colecção anunciada, entre outras coisas, como "o primeiro dicionário de fados", "um trabalho de investigação verdadeiramente único", trabalho esse de pesquisa e investigação levada a cabo pelo autor José Manuel Osório, durante 20 anos...
Permito-me pensar que terão sido uns escassos 20 anos, uma vez que, embora não sendo os intérpretes o principal objecto desta colectânea, logo, da investigação do autor, como o próprio tem vindo a esclarecer, não terá havido tempo para investigar devidamente os dados biográficos dos intérpretes apresentados. Tenho vindo a apontar algumas dessas incorrecções detectadas, do pouco que sei de fado. Mas, desta vez, o Sr. Osório conseguiu surpreender-me - mandou às urtigas os cânones académicos e, como durante os 20 anos de pesquisa e investigação não encontrou informações sobre a fadista Eduarda Maria, nem a terá nunca encontrado no meio do fado (?), a que ambos pertenciam/e, aviou a receita sem complexos e premeia os seus leitores com a melhor, digo, a mais esclarecedora das informações:
Dados Biográficos- Nome completo: Maria Eduarda Leite dos Santos
NATURALIDADE: DESCONHECIDA
LOCAL DE ESTREIA: DESCONHECIDO
Ora esta!
Alguém fará o favor de me indicar no mapa estes locais ?
É que, debalde, já procurei.....
Obrigada, Sr. Osório, por assim contribuir para a minha cultura geral!

sexta-feira, julho 08, 2005

"Todos os fados de A a Z" - Revista Visão

O volume nº 10 da colecção inicia com o Fado Magala, fazendo-se uma referência ao fado "Cinta Vermelha", do repertório de Berta Cardoso, letra de J. Linhares Barbosa, cujo manuscrito original se exibe e acerca do qual se concede ter sido um enorme êxito. No entanto, para ilustrar o Fado Magala exibe-se, na Faixa 1 do CD, não a interpretação de "Cinta Vermelha", por Berta Cardoso, mas a de Quadras soltas, por Fernanda Maria. É escolha do autor e ele lá sabe porquê...
Na faixa 2, para ilustrar o Fado Manuel Soares, reconhecendo J.M. Osório que "É, porém, na voz de Berta Cardoso, com poema daquele a quem chamavam o "Príncipe dos Poetas", João Linhares Barbosa, que este fado faz fulgurante carreira", é dada a ouvir uma versão de "Tia Macheta" pela fadista Maria de Fátima... É também escolha do autor e ele bem sabe porquê...
J.M.Osório tem a noção que estas suas escolhas (e outras anteriores) não deverão ser muito consensuais e poderão até levantar certas questões, pelo que, ele próprio se antecipa e se desculpa, como miúdo apanhado a cometer mais uma patifaria. Ora ouçamo-lo:
"OBS: Criado por essa grande cantadeira que se chamou Berta Cardoso. Alguns perguntarão: então porque não incluiu a versão da criadora? E eu tenho de responder, mais uma vez, que esta selecção não gira à roda de nomes de artistas, mas sim à roda de nomes de fados. ..."
E eu diria que tem dias, como a corrente!...
E, terminando, não quero deixar de, mais uma vez, chamar a atenção para o facto de todos os dados biográficos da fadista Mariana Silva se encontrarem errados (ver meu post de 17.06.2005) o que deverá ser entendido como uma falta de consideração por todos aqueles que compram a obra, não só para ouvirem fado, mas também para se informarem, nos quais me incluo.
Ninguém tem obrigação de saber tudo; é mesmo uma impossibilidade. Mas todos têm obrigação de informar com isenção e rigor.
Digo eu...

domingo, julho 03, 2005

"Todos os fados de A a Z" - Revista Visão


Caricatura de Berta Cardoso Posted by Picasa

No nº 9 da obra em epígrafe, ilustra a pg. 16 um "negativo" da caricatura que aqui se exibe e que é cópia do original; o "negativo" não é, pois, reprodução da caricatura primitiva o que, em legenda, deveria constar ; entendeu, contudo, o responsável pela obra - J.M.Osório- deixar-nos nessa ignorância e também não indicar o autor do desenho. Como investigador que se preza, legendou: "Caricatura de Berta Cardoso por autor desconhecido." Agradeço a informação!......
A pgs. 28/29 trata-se do Fado Loucura, do compositor Júlio de Sousa (1906-1966), figura maior das artes, mas a quem também se não tem dado a visibilidade merecida. Nomeiam-se vários intérpretes, mas nem uma referência a Berta Cardoso... Será por ignorância? Não me parece... Aqui se complementa a informação (depois hei-de fazer contas consigo, ó Sr. Osório) .
Na 1ª página da revista Guitarra de Portugal de 30.OUT.1930, pode ler-se:
"No meio fadista,... Berta Cardoso chegou, cantou e venceu.
.............
Não a lançaram com adjectivações retumbantes de cartaz; ela mesma se lançou, mercê do seu próprio mérito.
.............
Mas onde atinge o máximo, onde vinca mais brilhantemente a melhor faceta da sua personalidade - é no «Fado da Loucura», com o qual sabe conquistar e dominar quantos a escutam, tal o sentimento inédito que lhe imprime, tal a originalidade que empresta a uma canção que o uso - e principalmente o abuso, tornaram quási banal.
Berta Cardoso fez do «Fado da Loucura» uma verdadeira loucura..."
As editoras discográficas para as quais Berta Cardoso gravou, parece não terem acautelado cópias das gravações, mas isso é outra história que, a seu tempo, será também contada...
Mas por seriedade intelectual e rigor histórico, seria bom que estes livros, que pretendem ser de referência, respeitassem, mais do que qualquer outro interesse, a verdade, não é ?

sexta-feira, junho 17, 2005

"Todos os fados de A a Z" - Revista Visão


"Todos os Fados de A a Z" (Random Art) Posted by Hello

Com a revista Visão, saiu ontem mais um nº , o 7, da obra em epígrafe. Como gosto muito de fado, faço questão de acompanhar, tanto quanto me é possível, tudo o que se publica sobre o assunto. Mas já não sei se faço bem ou mal... o que sei é que, cada vez, fico mais desmoralizada...
A semana passada, foi o que foi... eu diria que é mesmo abaixo da crítica publicar-se aquele registo da Cruz de Guerra, que nem dá para ouvir ( parece que corre em 4o rpm não mais), e ainda, de um modo cínico referir-se, acerca das várias versões que terão existido desse tema, mas que não temos oportunidade de ouvir, que "A inspiração de Berta Cardoso terá sido variada e o resultado é uma delícia"... Qual resultado? Qual delícia? Será o resultado que resultou no registo apresentado e o único que nos é dado a ouvir??!!...
É bom não esquecer que a Cruz de Guerra esteve durante vários anos nos top; há mesmo quem tenha trabalhado na Emissora Nacional e testemunhe que, de tanto se por a tocar os disco que continham aquele tema, havia necessidade de os substituir amiúde... Será que o registo, agora apresentado, foi transposto dum desses exemplares, já gasto e em muito mau estado ????? Não havia necessidade, ó Osório! Mais lhe valia estar quieto... salvava a sua reputação e a dos seus colaboradores e a Berta Cardoso nem perdia nada com isso; só ganhava!
Relativamente ao volume desta semana, foi com pesar que, mais uma vez, verifiquei algumas incorrecções, que passo a referir:
- respeita a 1ª à Margarida Bessa (tb. conhecida por Margarina), e da qual se regista agora, nos Dados Biográficos, o nome de Maria Margarida Pires Martins, mas de quem, no vol. 4, consta o nome mais extenso de Maria Margarida Pires Martins de Paula Bessa; a que, neste vol., se indica como tendo nascido em 1954, quando, no vol. 4, se indicava o ano de 1955. Embora a foto seja da mesma pessoa, em ambos os volumes, será que é mesmo a mesmíssima Margarida?...
- a pgs. 15, aparece a foto da capa da obra "A History of the Portuguese Fado" (livro e CD), de Paul Vernon. Será uma boa referência? Rod Stradling, após uma longa e acérrima crítica, termina assim a sua apreciação da obra: "I've read one great book about music (Bernard Lortat--Jacob's Sardinian Chronicles, ISBN 0-226-49340-5, which also contains a wonderful CD), several good ones (including Georgina Boyes' The Imagined Village, ISBN 0-7190-2914-7), and a number of poor ones. I fear that A History of the Portuguese Fado falls into the latter category. It costs £39.50. (sublinhado nosso)
- a pgs. 22 deparamo-nos com mais umas incorrecções a nível dos Dados Biográficos, desta vez os da fadista Mariana Silva, cujo nome completo é: Mariana da Silva de Almeida e não Maria Silva de Almeida, como ali consta; a data de nascimento também não é a indicada: 1931, mas sim 1933 e também não é natural do Páteo das Águias - Rua Barão de Sabrosa - Freguesia do Alto do Pina - Lisboa, mas sim da Freguesia de Stª Engrácia, ex Monte Pedral, Lisboa, e nem se estreou no Páteo Andaluz, mas sim no Monumental, na R. Carvalho Araújo...
Desta, pode dizer-se que não acertaram uma!
E depois disto, vem o José Nuno Martins, no Correio do Leitor, da Visão, exaltar o esforço, a persistência e o rigor de José M. Osório... (o RIGOR ???????), verificar "que estava diante de um trabalho de compilação verdadeiramente fora do comum" (eu também acho, mas provavelmente por outras razões...), afirmar que "recupera uma autêntica diversidade de verdadeiras pérolas do universo do fado.... ao nível dos registos,..." (eu também acho e dou até como exemplo A Cruz de Guerra, da Berta Cardoso, cujo registo é uma verdadeira pérola, pois é...), e reconhecer J.M.Osório, porventura o mais sábio dos conhecedores do fado (com o que eu também não posso deixar de concordar, basta ver os exemplos dados, mas também acho injusto não referir os igualmente sábios: Daniel Gouveia, a Directora do Museu do Fado, Sara Pereira, o Rui V. Nery, a quem se deve a obra Para Uma História do Fado, para já não falar doutros, igualmente sábios, mas que não cabe aqui referir....).
Sempre valerá a pena lembrar que este texto, de José Nuno Martins, não é o texto de um qualquer leitor. J. N. Martins é um antigo e conceituado profissional de Rádio, especializado na área musical e responsável por programas de referência nessa área. Contudo, e muito embora o Fado se situe também nesse domínio, não é nem nunca foi a especialidade de J.N.Martins que, de resto, começa logo por admitir que se interessou "de modo meio desprendido" pela colecção em apreço e que "finalmente" arranjou "tempo e curiosidade para, um tanto displicentemente, «pegar no assunto»", o que, dito por outras palavras, significa que um dia lá teve pachorra para ouvir uns faditos que é um género musical que, de todo em todo , lhe não agrada, pudera, os intelectuais gostam doutras músicas e cantares, não é????!!!!!
Pronto. Se houver quem me leia, ainda bem; as correcções aqui ficam feitas e agora vou pensar seriamente se hei-de ou não pedir à Visão que me reembolse dos dinheiros gastos nestes documentos que, afinal, servem mal os fins propostos - INFORMAR.

quinta-feira, junho 09, 2005

Todos os Fados de A a Z - Rev. VISÃO

A semana passada, calei-me, mas já que hoje tenho aqui uns apontamentozitos para imprimir, aproveito para dizer o seguinte do volume 5 :
- não se podia ter poupado a caricatura da Berta Cardoso, não cortando a parte de cima do desenho????????????? Ou será para dar com a base, já que o Mário Avelar lhe "cortou" os pés ?????????????????????
Agora, acerca do vol. 6, o desta semana, direi:
- aquela fotografia com a legenda "Berta Cardoso em bebé" é para gozar com quem????????? Quem são os ignorantes que nos querem convencer que, em 1912/1913 (?) as fotografias já tinham tão boa qualidade??????????????????? Vejam lá a papelada que têm no Museu do Fado, não ande ela mal tratada............... INFORMAR É UMA COISA MUITO SÉRIA, ou melhor, devia ser... De resto, qual é a importância , em contexto, de uma foto da artista em bebé?????? De facto, começou a cantar muito nova, mas não tanto assim!...........
- assinalar que A CRUZ DE GUERRA ganhou o 1º prémio de poesia no Concurso Literário 1935
- rectificar que o CD da editora Estoril se intitula
Berta Cardoso
Orquestra de Guitarras
e não "Berta Cardoso uma orquestra de guitarras", o que faz toda a diferença, não é sr. Osório??
- referir que o registo apresentado é de péssima qualidade; eu tenho precisamente esse mesmo disco e o registo não tem nada a ver!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- finalmente, acrescentar, acerca do Fado Cravo, que Berta Cardoso foi considerada a "Rainha do Fado Cravo". Que pena o Sr. Osório não indicar nenhum tema da artista, a nível de exemplo... Também é verdade que não há, no mercado discográfico, discos de Berta Cardoso, para além do CD referido e, mesmo assim, esse só se vende na Discoteca Amália; os senhores editores discográficos não acautelaram registos tardios da artista e nem reeditaram gravações antigas e agora e desde há vários anos não há discos de Berta Cardoso para ninguém, nem em 2ª mão, em vinil.... De outros artistas, há para aí material ao pontapé, que acaba por ser vendido ao desbarato... Mas isso são outros negócios! O que me parece razoável afirmar é que uma cantora sem discos é como um escritor sem livros - não existe. Alguém quis "apagar" Berta Cardoso das mais importantes páginas de fado que ela própria ajudou a escrever, mas não conseguiu... Parece que há quem persista, tentando.............
Que se há-de fazer?
Tudo isto é fado!
p.s. - De facto, embora a Cruz de Guerra esteja inevitavelmente associada ao repertório de Berta Cardoso , há pelo menos mais uma gravação desse fado, na voz de Isabel de Oliveira, ed. de discos Rapsódia (EPF 5.284). Portanto, Sr. Osório, há outro "exemplo que se conhece ".........

quarta-feira, maio 25, 2005

Todos os Fados de A a Z

Acabado de sair, o nº 4 da colecção em epígrafe. Tal como os anteriores, visualmente muito interessante. Discutível a selecção dos intérpretes, dos quais os dados biográficos são mínimos... De qq modo, é sempre louvável um trabalho como este, trabalho que dá mesmo trabalho.
Pena é que a revisão tenha deixado passar a Margarida Bessa como Margarina e a Mercês como Merces...
Acontece...

sábado, maio 07, 2005

TERÁ VISÃO ?

Começou a sair, esta semana, com a Visão, mais uma colecção sobre Fado, intitulada Todos os Fados / No princípio era assim... Autor: José Manuel Osório.
Graficamente muito interessante e, no todo, inovador.
"Um Dicionário de Fados, em que a Música é o critério principal", na opinião de um tal Daniel Gouveia.
Promete-se a "divulgação de documentos de grande interesse para o conhecimento do que pensava o aparelho policial do Estado Novo sobre alguns fadistas."... É um enorme motivo de interesse que se aguarda impacientemente, digo eu... Enriquecerá, de certo, a História do Fado... Vamos a ver é se a História não colide com alguma estrela!...