segunda-feira, setembro 09, 2013
Na MOURARIA - CAMILLA WATSON
quarta-feira, março 06, 2013
"LOUCURA"
"A sua alma profunda, de silenciosa sensibilidade", o seu talento, legaram-nos fados que continuam a ser verdadeiros êxitos e, se é possível dizê-lo, autênticos ex-libris fadistas.
Ora acontece que, dado o espantoso êxito obtido, Júlio de Sousa terá escrito, para Berta Cardoso, outra letra para esta sua música em que a fadista era exímia. Berta foi, pois, não só a grande especialista do Fado da Loucura, como igualmente a criadora desse fado com a letra que muitos fadistas também têm cantado e gravado e que aqui vamos lembrar interpretado por Mariza e por Carlos Zel
Assim parece ser, mesmo para os estrangeiros que cantam o Fado
(Verbete de 20.05.2011 reeditado)
sexta-feira, junho 10, 2011
"Deixem passar Portugal!"
Deixem passar Portugal!...
O seu melhor atestado
Vai nessas almas de ideal
Gemendo e chorando o Fado...
Ninguém lhes tome a passagem
E hão-de vencer afinal...
São espelhos da nossa imagem,
Deixem passar Portugal!
Esta canção que se fez
P'ra o coração português
Achou sempre o mundo estreito,
Canta-a com a guitarra ao peito,
Todos te dirão quem és.
domingo, abril 17, 2011
"POVO CATIVO" - Fernando Maurício
Fernanda do Carmo (letrista, empresária e irmã da fadista Cidalisa do Carmo) escreveu esta letra que Fernando Maurício interpreta na Marcha do Marceneiro, acompanhado pelos guitarristas Manuel Mendes e João Alberto, pelo viola Júlio Gomes e o viola-baixo José Vilela.
"Povo, que cantas o Fado / Que sonhas com o Infinito/ Que anseias Liberdade / Já não andas amarrado / Podes soltar o teu grito / Impor a tua vontade" ...
domingo, junho 27, 2010
Ronda do Fado - Alfama
TAVERNA D'EL REY - Largo do Chafariz de Dentro, 14 - 15
S. MIGUEL D'ALFAMA - R. de S. Miguel, 9
PARREIRINHA DE ALFAMA - Beco do Espírito Santo, 1
O PEREIRA D'ALFAMA - R. Guilherme Braga, 22
MARÍTIMA DAS COLUNAS - Largo Chafariz de Dentro, 17
MARIA DA FONTE - R. de S. Pedro, 5
FADO MAIOR - Largo do Peneireiro, 7
ESQUINA DE ALFAMA - R. de S. Pedro, 4
Com letra do Conde de Sobral, música de Casimiro Ramos, ALFAMA, nas inolvidáveis vozes de Natália dos Anjos e de Fernando Maurício.
domingo, abril 18, 2010
FADO na SR, Sveriges Radio, III

http://sverigesradio.se/sida/default.aspx?programid=2489
e aqui tem o link directo para audição do mesmo... basta aguardar que comece
http://sverigesradio.se/webbradio/webbradio.asp?type=broadcast&Id=2317814&BroadcastDate=&IsBlock=
domingo, julho 06, 2008
FERNANDO MAURÍCIO - "Na Mouraria"
o último fado de Fernando Maurício
Nas minhas andanças pelo mundo, no tempo que passa sem sentirmos, deixei-me vadiar pelas casas de fado, especialmente aquelas onde se cantava o fado amador e espontâneo, em ambiente simultaneamente rasca e fidalgo, numa perfeita comunhão do querer e do sentir. Na chamada “Linha”: Cascais, Birre, Alcabideche frequentei com alguma assiduidade O Tabuinhas, O Arreda, O Estribo e O Estribinho e pela Madragoa, em Lisboa, o Timpanas, a Cesária e o Solar da Madragoa, onde se ouvia o fado vadio até à exaustão e onde pontuavam figuras que pela sua forma de vida e pelo casticismo do seu cantar se transformaram em ícones de um imaginário fadista e da fadistagem. Alto, elegante, com um carismático bigode foi envelhecendo neste caminho, foram-lhe despontando cãs que lhe davam mais encanto e encantando-nos com sua voz, especialmente com o fadistar de “A Igreja de Santo Estevão”. Voz profunda, olhar penetrante não demos importância ao tempo que ia passando. Sempre pronto a partilhar a sua arte muito gostava de sair “fora de portas”, atravessar o rio e de Cacilhas, já não de burro que isso teria sido nos finais do século XIX, vir para junto do mar, e onde o fado fosse batido, num improvisado tasco de um parque de campismo ou na nobreza do Convento dos Capuchos, cantar o fado. Mas os contadores do tempo não param, mesmo quando estamos menos atentos e não sentimos a areia da ampulheta a esgotar. Fernando Maurício foi tudo isso. A fadistagem está mais pobre. Enriquecidos estarão sempre os que tiveram o privilégio de o conhecer e de o ouvir."
VÍDEO DE HOMENAGEM
domingo, dezembro 18, 2005
O MEU CORAÇÃO PAROU
O MEU CORAÇÃO PAROU
e tudo ficou parado
A voz de cantar meu fado
emudeceu na garganta
Não chego a saber quem sou
nem o que faço na vida
Sou folha no chão caída
Sou poeta que não canta
Nem um grito de revolta
nestes meus lábios cansados
Nos meus olhos magoados
o olhar de ver ninguém
Sou quarto onde ninguém volta
Sou um berço sem menino
Uma carta sem destino
que não sabe donde vem
Eu sou o louco mais louco
à solta por esse mundo
Sou um verso tão profundo
que ninguém o decifrou
Tudo isto porque, há pouco,
Quando cheguei não te vi
E até tu voltares aqui
O MEU CORAÇÃO PAROU !
(F.Menor, Letra de A. Ribeiro, interpretação de F. Maurício)
