quarta-feira, setembro 28, 2016

CECÍLIA DE ALMEIDA, a «Cotovia do Bairro Alto»

Em 1936, a cantadeira Cecília de Almeida, é assim lembrada na Guitarra de Portugal.

1936

"Filha do Bairro Alto", Cecília de Almeida estreou-se como cantadeira, em 1930, no «Salão Artístico de Fados», no Parque Mayer,

 1931

mas actuou também no «Moinho Vermelho»
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e no «Salão Sul América»
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Integrou o «Grupo Artístico de Fados Maria do Carmo»
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e a «Troupe Artística de Fados»
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tendo participado na festa de homenagem à distinta cantadeira  Deonilde Gouveia,
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Das suas criações, destaca-se o fado-marcha "Mimi", cuja música se deve ao guitarrista João Fernandes e a letra a J. Linhares Barbosa,

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cantado no «Solar d' Alegria» onde, ao tempo, também actuavam Maria Albertina e Hermínia Silva, entre outros
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Este fado foi inclusivamente dramatizado e levado a cena, num espectáculo em que Cecília d'Almeida não participou, vítima que foi de "doença repentina"

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Em 5 de Agosto de 1931, festeja-se a "insinuante cantadeira" no «Salão Artístico de Fados» onde pontificam Armandinho e Georgino de Sousa

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Nessa noite, Cecília de Almeida, a festejada, terá interpretado algumas das suas mais admiráveis criações, dentre as quais "Bate n'aquilo que é seu", uma letra de  Linhares Barbosa com música de Guilherme Coração,
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um fado que Hermínia Silva também gravou, com o título "Plágio", dada a autoria a Domingos Costa


e muito posteriormente Mª José Ramos também gravou como "Amo um fadista a meu jeito".

Em 1931, Cecília de Almeida, Ercília Costa, Berta Cardoso, Armandinho e Georgino de Sousa gravam, em Madrid, para a "Odeon", alguns dos seus maiores êxitos. 

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Para além dos já acima referidos fados, Cecília gravou "Justiça humana" e "Ruas do meu bairro"

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Em 23 de Janeiro de 1932, na coluna "Doentes" da "Guitarra de Portugal" prenuncia-se o lamentável e por certo inesperado desfecho ocorrido em pouco mais de uma semana - Cecília que então se encontrava "abalada de saúde", morre a 2 de Fevereiro desse ano, 


deixando na comunidade fadista um imenso pesar pela prematura partida da tão talentosa "Cotovia".


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Essa voz, nesses quatro fados, pode agora ouvi-la aqui

Aqui ficamos com o "Ruas do meu bairro" que termina com estes versos: "Vivo à espera da morte / Lá na travessa da Espera"... espera que não se fez esperar, hélas!...

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sexta-feira, setembro 23, 2016

"Géneros de Fados"

D.L.

Já para não falar do  fado fox, do fado canção, do pop-fado...

segunda-feira, agosto 01, 2016

MONIZ PEREIRA - "Tempo de Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM



A Moniz Pereira, "Senhor Atletismo", mas também "Senhor Fado"!

São dele algumas das letras e músicas de fados mais paradigmáticos



que também interpretava com mestria



Por tudo, muito obrigada!

domingo, maio 29, 2016

D. VICENTE DA CÂMARA - "Cai a noite sobre a vida"

VÍDEO DE HOMENAGEM



"O seu fado, castiço, bem timbrado, ficará na nossa memória pela sua nobreza e fidelidade" disse Marcelo Rebelo de Sousa ao referir-se a Vicente da Câmara que aqui lembramos como intérprete deste fado -"Cai a noite sobre a vida"- da sua autoria e de Francisco B. Rodrigues. 

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

SETE LETRAS

SAUDADE  -  CORAÇÃO
"Sete letras tem saudade
Sete letras, coração"
A pedido, este belíssimo fado interpretado por Mª Teresa de Noronha, com letra de Dom António de Bragança e música de A. Correeiro



e mais
"Sete letras de ternura
sete letras de ansiedade"
De Ary dos Santos, interpretado por Simone de Oliveira

sexta-feira, janeiro 22, 2016

A "Miúda do Alto Pina"




D.L.


"Fernanda Maria, voz nostálgica, impregnada de sentimento, de saudade, de tragédia e nostalgia, nasceu em Lisboa em 1937 começando desde muito nova a sua vocação como fadista. Com apenas 12 anos de idade gravou o seu primeiro disco e a sua estreia como fadista profissional ocorreu no “Parreirinha de Alfama”. A sua voz virtuosa chamou a atenção de todos e conquistou assim o seu lugar no mundo do fado, passando desde então a ser uma referência obrigatória.
Chegou a ser conhecida como “A Miúda do Alto do Pina” talvez porque a sua carreira se iniciou nas mesmas alturas de Tristão da Silva.... (daqui)

Ora aqui está uma informação inexacta, creio eu, que se foi replicando de blogue em blogue e chegou ao mundo dos discos...

Dos muitos documentos que tenho consultado, nunca encontrei a Fernanda Maria referenciada como a "Miúda do Alto do Pina". A Mariana Silva, sim, como consta dos recortes publicitários acima, ambos de 1947 teria, então, a fadista uns quase 14 aninhos e estreava-se a cantar no "tal Monumental" (o da Carvalho Araújo), ao lado de grandes figuras da época; e, claro, como morava no Alto do Pina, era conhecida como a "Miúda do Alto do Pina". Parece ter sido um costume da época,  esse de indexar os fadistas aos bairros onde viviam ou tinham nascido. Como repararão, estreava-se, com a juvenil fadista, Mário França (sobrinho do veterano Frutuoso França), jovem que, por aquele mesmo motivo, era conhecido como o "Miúdo de Arroios". De igual modo, o Tristão da Silva era conhecido como o "Miúdo do Alto do Pina"...
Agora, a Fernanda Maria???...  gostava que me explicassem e, já agora, documentassem, sim ?

sexta-feira, dezembro 25, 2015

"CANÇÃO DO NATAL" - Maria Pereira



Com votos de Boas Festas, relembro hoje Maria Pereira, interpretando esta "Canção do Natal", de J. Bragança e A. Melo, que também dirige a orquestra e o coro.