segunda-feira, setembro 09, 2013
Na MOURARIA - CAMILLA WATSON
sexta-feira, junho 08, 2012
BERTA CARDOSO na Eradogramophone
Com um especial agradecimento à eradogramophone pela divulgação destas preciosidades da música portuguesa.
sábado, dezembro 04, 2010
"Ovelha negra" - BEATRIZ DA CONCEIÇÃO - FLORA PEREIRA
Chamaram-me ovelha negra / Por não aceitar a regra / De ser coisa em vez de ser / Rasguei o manto do mito / E pedi mais infinito / Na urgência de viver
Caminhei vales e rios / Passei fomes passei frios / Bebi água dos meus olhos / Comi raízes de dor / Doeu-me o corpo de amor / Em leitos feitos escolhos
Cansei as mãos e os braços / Em negativos abraços / De que a alma foi ausente / Do sangue das minhas veias / Ofereci taças bem cheias / À sede de toda a gente
Arranquei com os meus dedos / Migalhas de grão, segredos / Da terra escassa de pão / Mas foi por mim que viveu / A alma que Deus me deu / Num corpo feito razão.
sábado, maio 29, 2010
Veja as diferenças

"-Posso estar muito enganada, mas, ou é o Jaime Santos, ou o diabo por ele!..." , pensei eu para mim própria, já alterada...
De facto, a que estado chegámos!... Ninguém terá dado por este engano de palmatória, antes de este CD entrar no circuito comercial?!...
Pobre Fado, que caminhos percorre a(os)-braços com e de "vendilhões do templo"...
Agradecimentos ao grande coleccionador e divulgador de Fado, Fernando Baptista, do utilíssimo blog Fado em Vinil, que encontrou e me enviou esta "preciosidade", permitindo a publicação e correcção, para o que abaixo se edita uma das verdadeiras fotos do (verdadeiro) artista recordado no album. Este, sim, é o Carlos Ramos!
Topam as diferenças?!...
terça-feira, novembro 10, 2009
BERTA CARDOSO - "Amor Filial" e "Cruz de Guerra"


Mais um belíssimo vídeo da EradoGramophone
com dois fados gravados por Berta Cardoso, em 78rpm, duas raridades - Amor Filial, de Luiz da Silva Gouveia e de Jaime Santos e Cruz de Guerra, de Armando Neves e de Miguel Ramos.
quarta-feira, agosto 12, 2009
ARMINDA DA CONCEIÇÃO - "Não me chames trigueirinha"
segunda-feira, janeiro 12, 2009
ALCINDO CARVALHO - "Tristeza, sai do meu Fado"

Neste site http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/101250.html poderá saber mais acerca deste "novo fadista da Velha Guarda"
segunda-feira, maio 19, 2008
BEATRIZ DA CONCEIÇÃO - "As meninas dos meus olhos"
VÍDEO DE HOMENAGEM
Beatriz da Conceição irá receber amanhã, 21 de Maio, o Prémio Carreira Amália Rodrigues. Aqui a lembramos na interpretação deste fado que tem letra de Fernando Pinto Coelho e música de Jaime Santos.
Divina Bia!
quinta-feira, maio 10, 2007
CARLOS RAMOS - "Oração à Nazaré"
Nazaré foi também inspiração para Frederico de Brito, que escreveu esta letra que Carlos Ramos interpreta; a música é de Jaime Santos; um fado-oração a lembrar a praia da Nazaré onde, nesta época quase estival, já bem sabe dar uma passeata refrescante no picadeiro .
VÍDEO DE HOMENAGEM
Nota biográfica:
Alfacinha de gema, Carlos Ramos tornou-se num dos fadistas mais queridos do público português, graças à sua voz quente e à sua postura modesta e discreta - e ao anormal número de grandes êxitos que teve, aliás ligados à popularidade crescente do disco e da televisão, meios de comunicação que explorou com grande sucesso no início da década de sessenta. Contudo, poucos se recordam que, apesar da sua apetência pelo fado vir de criança, só tardiamente Carlos Ramos o abraçou como carreira a tempo inteiro.De facto, Ramos gostava de ficar a ouvir o fado nas tascas de Alcântara, bairro onde nasceu em 1907, e foi como guitarrista acompanhante que iniciou carreira, aprendendo a tocar guitarra portuguesa na adolescência, nos intervalos dos estudos liceais. Estudou para médico, mas a morte do pai, com apenas 18 anos, obrigou-o a trabalhar para sustentar a família, dedicando-se à radio-telegrafia, ofício que aprendera no serviço militar e do qual faria carreira profissional. Continuava, contudo, a tocar e cantar nas horas vagas, primeiro apenas como acompanhante (nomeadamente de Ercília Costa numa digressão americana) depois também como fadista em nome próprio, acompanhando-se a si próprio à guitarra, acabando, a conselho de Filipe Pinto, por se profissionalizar como cantor em 1944. Estreou-se então no Café Luso, no Bairro Alto, criando Senhora do Monte o seu primeiro grande êxito.Ao longo da sua carreira, Carlos Ramos viria a especializar-se no fado-canção, género inicialmente pensado para os palcos de revista, e no qual conseguiria alguns dos seus maiores êxitos: Não Venhas Tarde e Canto o Fado. Frequentador regular das casas típicas de Lisboa durante as décadas de quarenta e cinquenta, fez também uma breve carreira internacional, participou em revistas e filmes e tornar-se-ia em 1952 artista exclusivo da casa de fado Tipóia, ao lado de Adelina Ramos, de onde sairia para, em 1959, abrir a sua própria casa, A Toca, experiência cujo sucesso não correspondeu às expectativas. Uma trombose ocorrida em meados da década de sessenta viria terminar abruptamente a sua carreira artística. Ramos morreria alguns anos mais tarde, em 1969.




