sábado, novembro 29, 2008

HERMÍNIA SILVA na Revista à Portuguesa


Lembrar a genial cantatriz Hermínia Silva, os inspirados autores César de Oliveira, Rogério Bracinha, Ary dos Santos e Thilo Krasman, as talentosas Lina Morgado e Nina Flores, através deste quadro da revista "Afinal como é?" E lembrar também alguns fadistas... que teriam constituído, provavelmente, um governo de sucesso!... E ainda alguns políticos, a quem tanto devemos e que nos devem tanto!...
E o Parque Mayer!, local de eleição da Revista à Portuguesa, esse género teatral tão português, em vias de extinção como o próprio Parque e os Teatros...
Se este Governo de Fadistas tem vingado, outro galo, agora, nos cantaria!...
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quarta-feira, novembro 26, 2008

CÂNDIDA RAMOS - "Lisboa velhinha"



Natural do Porto, Cândida Ramos confessa-nos o seu amor por Lisboa "Linda Lisboa velhinha / Que és minha, muito minha / E eu amo com devoção...", cidade onde viveu vários anos, tendo integrado o elenco do "Faia" e da "Adega Machado", cidade onde também faleceu.
A letra é de Zulmira Maria, a música de José Marques - uma interpretação notável do Triplicado para ouvir e recordar.
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domingo, novembro 23, 2008

ANTÓNIO ROCHA - "Cavaleiro Tauromáquico"


















Para além de talentoso fadista, António Rocha é também notável autor de letras de fado. Contudo, o fado com que hoje o lembro não é de sua autoria, mas sim de Lourenço Rodrigues e tem música de Jaime Mendes; neste fado, António Rocha, dando voz a um cavaleiro tauromáquico, confessa-nos que: "Eu, de cavalos e de mulheres, gosto como ninguém/ São dois prazeres, para mim, difíceis d'igualar/ É que o cavalo pode o homem dominá-lo bem, mas a mulher ninguém consegue dominar!..."
Como diria o Pessa: "E esta, hem?!..."

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Acerca deste fadista, aqui tem mais informação
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/71729.html

sábado, novembro 22, 2008

CIDÁLIA MOREIRA - "Fado Freira"


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"O Segredo da Freira", assim se intitulou originalmente este fado, da autoria de Armando Neves e de Miguel Ramos, que foi do repertório de Joaquim Campos, aqui interpretado por Cidália Moreira que, como se reparará, não canta a 2ª estrofe do poema.

G.P.36

"O QUE FEZ CIDÁLIA
O fado, queiram ou não, tornou-se um dos símbolos vivos da língua: saudosista de primeira, rebelde acima de todas as suspeitas, história em pacto de intimidade com quase tudo o que é comtemporâneo. Ao longo do tempo não faltaram tentativas de lhe atribuir parentescos, descobrir-lhe intenções, ou mesmo dar-lhe um corpo - Maria da Glória ou Glória Maria. Cada um vê o fado à sua imagem e semelhança. Quando Cidália Moreira tomou o lugar entre fios e microfones e, com uma voz meridional, começou a trabalhar como suas as palavras do fado, aquelas caras da noite que assistiam recapitularam todas as perguntas possíveis. Para uns o fado é uma "força cósmica universal". Será? ou antes, uma espécie de antropofagia'? Será? Para outros, um pouco de grito a que a minoria lusitana terá direito. De vez em quando era quase necessário que Cidália parasse para alguém dizer: é isso mesmo. Cidália Moreira é forte e frágil ao mesmo tempo. O olhar é bravo e comove-se: não é teatro onde a simulação tem o seu valor. E as mãos são transparentes e acompanham como ferro uma voz que não é claustro: sente intensamente o mundo presente. Tenta agarrar outras palavras quando estas a tentaram para formas de sentimentalidade. O fado de Cidália deixa bem claro, que é falsa a reputação de distância que cerca o fado. Será então, o fado, um serviço público? É enquanto gerava fado nos poemas de Vasco Lima Couto e de José Carlos Ary dos Santos, alguém se lembrou que fazer fado é uma forma de confissão, de nudez e se não for assim, será brincadeira ou mistificação. E porque não Camões ou Carlos Drummond de Andrade? O fado a prestar um serviço: deselitizar a poesia, pôr a língua na civilidade. Castiço é isto. Vêem alguns no fadista um profeta visionário a relembrar a face menos nítida e menos real de um país que não existe. Não vi Cidália a desgastar-se nisso. O que fez Cidália? Procura textos que digam alguma coisa ligada à vida de todos os dias? Cantigas de amigo? Foram umas longas horas de teste definitivo. A provar que a poesia pode estar no dia-a-dia. Num exercício solitário de fado. E mesmo quando se discorda do texto, Cidália transforma o fado numa adivinha: trabalha cada palavra como se cada palavra estivesse desligada dos que a ouviam. Forma umas longas horas com um fado que vai percorrer o purgatório das interpretações num país onde a educação poética e musical foi sempre moldada por padrões estrangeiros. Por isso, menospreza-se a categoria dos clássicos do fado. a não ser que fique arrumadinha na prateleira folclórica dos costumes vocais nativos. Todavia, a força manifestada por esta algarvia levanta questões e problemas cruciais à prática cultural no Portugal de hoje. Por exemplo: o dilema dos que hesitam entre cantar para o povo e não apenas sobre ele. É evidente que não compete ao fadista tentar sistematizar o estudo do carácter nacional a partir do "português" revelado no folclore, na mitologia e na tradição. Esta tarefa competirá aos que não receiam ser vítimas conscientes das contradições do sistema. Deste ou daquele sistema, é da teoria. Ao fadista compete reflectir deliberadamente um estilo, de vivência ou de narrativa. Cidália criou um estilo tanto mais forte quanto o texto é fruto de uma imaginação fértil. E um estilo que sofistifica o verso. Um estilo que provou, ao longo de horas, que o fado não é para iniciados. É para ser ouvido pelos que o próprio fado retrata. O valor permanente do fado está nessa sua pretensão: a aspiração do fadista que se dispõe a expressar o seu país em palavras e não apenas a entendê-lo. Nesse sentido, o fado é parte de uma luta entre a cultura oral e a cultura escrita. Não existe sem oralidade e não fica limitado a um público restrito. E a nostalgia vem desta identificação... O fado que fez Cidália aponta para tudo menos para o que tem sido entendido como "essencialmente destruidor" e não se circunscreve no que tem sido descrito como "uma vasta ilusão". Nem sequer para uma "orgia intelectual". O que se ouviu de Cidália, pela forma como se ouviu, é um antindividualismo dirigido voluntarioso, para não dizer implacável. Provou ao longo de horas que o fado tem, neste país, o elementar direito permanente à pesquisa estética, à actualização da inteligência artística portuguesa e à estabilização de uma consciência criadora nacional. Uma prova destas é uma conquista muito mais importante do que a sensualidade oral já conseguida para o fado, por exemplo, por Amália Rodrigues, e mais importante do que os cantares do submundo português dos anos 40 e 50 a lembrar as esperanças que restavam no crespúculo do arbítrio. Cidália, possivelmente alheia ao efeito teatral da sua voz, não se veste com fantasias. Tenta fazer uma história. A história do fado que se recusa a ser infeliz por um preço qualquer.
Carlos Albino Guerreiro "
( in http://www.macua.org/biografias/cidalia.html )

I.P.

domingo, novembro 16, 2008

FILIPE PINTO - "O teu cabelo"

















Mais um cantador da velha guarda, Filipe Pinto, "O Marialva do Fado", neste Fado Corrido.
Pode consultar aqui http://www.macua.org/biografias/filipepinto.html alguns dados biográficos sobre o fadista.

BOM DOMINGO!
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sábado, novembro 15, 2008

AUGUSTA ERMIDA - "Foi na Travessa da Palha"

Para o repertório de Maria Alice, Gabriel d' Oliveira escreveu este fado a que deu originalmente o título "Cena Fadista", mas que ficou posteriormente conhecido pelo nome de "Foi na Travessa da Palha", na voz de várias intérpretes, entre elas Lucília do Carmo e Augusta Ermida, cantado no Fado Britinho de Frederico de Brito.

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No blog BicLaranja, que recomendo e cujo editor daqui saúdo, pode saber mais acerca da Travessa da Palha e da Taberna do Friagem; um artigo muito curioso http://biclaranja.blogs.sapo.pt/269487.html

segunda-feira, novembro 10, 2008

MÁRIO ROCHA - "A vida no Ribatejo"

Um fado da autoria de Fernando Farinha e de Alfredo Correeiro, na interpretação de Mário Rocha. Uma homenagem ao Ribatejo, por altura destas duas grandes festas - o S. Martinho e a Feira Nacional do Cavalo.

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Plat.
 

domingo, novembro 09, 2008

TRISTÃO DA SILVA - "Chinela"


Este fado que, creio, foi criado por Tristão da Silva, é da autoria de Manuel Paião e de Eduardo Damas.
Aproveito para agradecer a sempre preciosa colaboração de Fernando Baptista 
e do fantástico fotógrafo Dias dos Reis

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sábado, novembro 08, 2008

ADA DE CASTRO - "Cigano" ou "Troca por troca"



Este fado, originalmente intitulado "Troca por troca", com letra de J. Linhares Barbosa e música de Armando Machado, foi criado por Berta Cardoso, mas ficou mais conhecido na interpretação de Ada de Castro, que o gravou.
Para saber mais sobre esta fadista, vá a http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/76350.html

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quarta-feira, novembro 05, 2008

JOSÉ COELHO - "Eu gosto daquela feia"


















José Coelho, um dos mais populares fadistas das décadas de (19)30/40, um "cantador nostálgico e de sensibilidade apurada" é de novo recordado neste espaço, interpretando mais um dos seus êxitos -"Eu gosto daquela feia".


Eu gosto deste cantador e gostava de poder ouvi-lo noutros fados que criou e fizeram enorme sucesso... (pois! continuo aguardando...)


Neste sítio http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/83257.html?view=165433 há mais informações acerca deste fadista
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sábado, novembro 01, 2008

MARIA ALBERTINA - "Meu filho"


















Lembro hoje esta cantadeira dos tempos áureos do Fado que, como se refere aqui http://www.macua.org/biografias/mariaalbertina.html , inexplicavelmente nunca alcançou o estrelato ou, diria eu, nunca quis alcançar... Conheci-a pessoalmente e guardo dela a imagem de uma pessoa verdadeiramente encantadora. Este é, de certo, o fado que sempre melhor viveu e cantou .
Gostaria que este blog tivesse outra dimensão e visibilidade e que o Cândido Mota visse este vídeo de homenagem à sua mãe. Pode ser que o improvável aconteça! De qualquer modo, aqui fica a minha saudação fadista ao inesquecível "Passageiro da Noite".
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Verbete publicado em 01.11.2008

(Ele há coisas!... Há bocado recorri ao site do Museu do Fado para ver o que lá constava acerca da Maria Albertina e eis que verifico que o tema escolhido para a Galeria Multimédia desta artista foi exactamente este seu emblemático "Meu filho"; porém, chamou-me a atenção ser indicado o João Linhares Barbosa como sendo um dos autores do tema e, como já não tenho grande confiança na minha memória, logo recorri a este meu blogue para tirar a dúvida que se me instalara 


Ora, como se verifica da ficha incluída no vídeo, aponto o famoso autor do Fado Malhoa como sendo igualmente o autor desta letra, de parceria com Raul Ferrão, autor da música; de facto, parece-me estar a razão do meu lado, tanto mais que é essa a informação constante do fonograma


Devendo ser o site do Museu do Fado a fonte on line mais credibilizada de tudo o que há na Net acerca de Fado, parece-me no mínimo caricata, por improvável, a ocorrência de lapsos destes, estando, demais, o MdoF tão bem assessorado quanto está!... Desculpem lá meus caros amigos, mas, como sabem, esta chamada de atenção em nada altera a consideração e estima que tenho por vós e espero que vice versa, ao contrário do que anteriormente já se verificou em casos semelhantes, se bem que com outros personagens, verdade seja... 
Atrevo-me ainda a acrescentar que não se perdia nada se dessem uma revisão geral à matéria publicada porque, para ser franca, este não foi e não é, nem o primeiro nem o único lapso que verifiquei e, desnecessário será lembrar a obrigatoriedade, por inerência, bem como a responsabilidade de ser "a referência", como acontece in casu. Bem já basta o tanto de incorrecções que se publica acerca do Fado, euzinha incluída porventura..., mas esse é um "luxo" a que o Museu se não pode/deve dar, presumo eu...
Como provavelmente não frequentam este sítio, espero que alguma alma caridosa vos recomende este verbete e que, com a humildade que a Sabedoria requer, emendem este e outros lapsos que não ficam bem no sítio do Museu do Fado. 
Desde já, os meus agradecimentos
Verbete acrescentado e republicado em 08.10.2012)
 
Em Paris
Plat.61