Mostrar mensagens com a etiqueta Severa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Severa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, setembro 27, 2013

"A SEVERA"...

D.L.1923

... por André Brun que, com Júlio Dantas, transformou em "peça musicada o seu célebre drama A Severa"

sábado, agosto 25, 2012

BERTA CARDOSO - "O Homem da Berta"


...

Quando, no início da década de 50 do século passado, Berta Cardoso estreou este fado, o nosso mundo rural não era ainda, como hoje o é, uma espécie em extinção... A desertificação do Portugal profundo, o abandono das terras, a busca de uma outra vida nos meios urbanos, dentro e fora do país, ainda não ocorrera. Nesse tempo, as pessoas, mesmo as mais citadinas, conheciam bem essa outra realidade regida, mais pelas leis da Natureza do que pelas dos homens... E, assim, melhor entendiam e, portanto, respeitavam, esse mundo que tanto, obrigatoriamente, difere do citadino onde, quando chove, se pode mesmo assim calçar sapato de polimento, porque se anda na calçada... Nesse tempo, que era ainda um tanto o que a Severa vivera, as letras do Fado contavam histórias, descreviam personagens, que eram o elo de união entre esses dois mundos; mais, o Fado institui precisamente, como mito fundador, a Severa (uma personagem dos bas-fonds urbanos) e a história dos seus (des)amores por um fidalgo, que obviamente personifica o mundo rural, às portas da Cidade; é nesse mundo rural que se inscreve e escreve a ligação desses urbanos, que nunca cortaram o cordão umbilical com a terra, e que, por isso, ou continuam a procurá-la nos retiros e hortas onde vão farrar e fadistar, ou sistematicamente a importam para a cidade através de uma das suas mais ancestrais festas, a do toiro e do cavalo, isto é, através das largadas, entradas de toiros e das toiradas, esses novos urbanos matam saudades, revivem a sua natural união à terra... 
Ora, este fado, que vem na sequência do Tia Macheta (que diz do nascimento do "fado triste da Mouraria", na hora em que o fidalgo não voltou para a Severa) e do Cinta Vermelha (que estabelece a íntima ligação entre o Fado e a Festa Brava, que vive através do Amor dos seus mais representativos actores), forma com eles uma trilogia da temática fadista por excelência, sendo interessante verificar que tenha o autor da letra instituído, neste e no Cinta Vermelha, um certo paralelismo das personagens com as do Tia Macheta... mas isso fica para os estudiosos do Fado, por certo mais competentes do que eu nessas matérias. Curioso não deixa de ser igualmente o facto de, em qualquer das letras destes 3 fados, ser explícito o nome das cantadeiras - a Severa e a Berta - o que, lá por isso, não lhes retira a intemporalidade, permitindo um estimulante encontro com um passado que questiona e desafia o presente... 
Este Fado é, quanto a mim, um ícone da (ainda) nossa ruralidade, que perdura na Festa do Cavalo e do Toiro, amante da Canção, de todas mais portuguesa- o Fado, do qual se não deslarga e traz de braço dado, numa celebração amorosa que perdura(rá)...

  

sexta-feira, agosto 10, 2012

BERTA CARDOSO - "Tia Macheta"


Este é um dos mais emblemáticos fados do repertório de BERTA CARDOSO e é também, na minha modesta opinião, uma das mais conseguidas letras do genial J. Linhares Barbosa que, nesta aguarela fadista, representa a génese do Fado triste... uma fadista, a Severa, um fidalgo, o Vimioso, e o Amor presente, mas unilateral e impossível... e a Tia Macheta, a que tem poderes de adivinhar o futuro, a quem (ontem como hoje) se recorre como reduto da esperança, de que leia nas cartas os bons presságios e não os mais que certos"Maus Agoiros", como acontece nesta história e que, por isso, o poeta assim intitulou.
É curioso que o Fado tenha ficado depois conhecido pelo nome de quem anuncia a desgraça, a Tia Macheta, como se, na história e na vida, este personagem se confundisse com o próprio Destino...


VÍDEO DE HOMENAGEM

(Verbete publicado em 21.09.2009)

Para além de Berta Cardoso, criadora deste fado, algumas fadistas o interpretaram e gravaram, de entre as quais destaco Natalina Bizarro



Essa personagem, que Júlio Dantas criou na sua peça Severa, foi interpretada por Sofia Santos, tendo Júlia Mendes o papel da Severa.  

I.P.09

quinta-feira, abril 12, 2012

Pitoresco




Amen! 
Diria eu agora: "Ora, que os inovadores pancrácios se vão com a trúkia e não nos façam de pascácios"...

quinta-feira, março 22, 2012

A SEVERA




Ainda a Severa, essa figura basilar do Fado, desta vez pela óptica de Mário de Almeida (oficial do Exército e Professor na Escola Comercial de Veiga Beirão), para continuar a ler aqui.

sexta-feira, outubro 01, 2010

"Adeus Mouraria"



Sec. Ilust. 1948

Nesta crónica, Artur Portela, referindo-se ao desaparecimento de mais um velho trecho de Lisboa , "brasão de glória bairrista", sustenta que "O Arco do Marquês do Alegrete era o fado", o "velho fado", "o que já não se canta"... Pois, não cantará!..., mas que, felizmente, o Fado continua vivo e de saúde, ninguém duvida e que continua a contar com grandes letristas, compositores, instrumentistas e intérpretes, também ninguém põe em causa...
Exemplo disso, este "Adeus Mouraria", de Artur Ribeiro, interpretado pelo mais novo dos Moutinhos, o Pedro.

terça-feira, maio 25, 2010

"A SEVERA"





D.L. 1955

Foi esta uma das apreciações feitas aquando da reposição d' "A Severa", de Júlio Dantas, no saudoso Monumental, em 1955, cabendo então a Amália o desempenho do "papel principal", tendo correspondido "perfeitamente à expectativa". Uma peça emblemática da dramaturgia nacional, uma "obra de arte... com figuras magistralmente definidas num ambiente e numa acção poderosamente evocativos", como aqui se reconhece, "um supremo requinte de estilo, de estétismo, como toda a obra de Júlio Dantas", "um padrão imperecível na literatura dramática portuguesa".