quinta-feira, dezembro 31, 2009

MARIA DO ROSÁRIO BETTENCOURT - "Feliz do que não sabe"

Plat.

VÍDEO DE HOMENAGEM
OU
Com este fado, de Reinaldo Ferreira e de António Chainho, interpretado por Mª do Rosário Bettencourt, me despeço, até para o ano, de todos os Amigos que aqui me visitam e também dos outros que por aqui passam, a todos desejando um FELIZ 2010!
"Feliz,
Felizes todos e benditos
Os que Deus fez iguais
Às pombas mansas"
BOM ANO! BONS FADOS!

terça-feira, dezembro 29, 2009

FADO NOSSO

G.P. 1938

Provavelmente, muitos conhecerão o "Avé-Maria do Fado", do Gabriel d'Oliveira... agora, o Pai Nosso do Fado, perdão, o "Fado Nosso", do Radamanto, creio que serão poucos os que já conheciam...

Oração boa de cantar ao Fado que se reza como a Deus, ó "Fado nosso que estás no coração da lusitana gente"!

segunda-feira, dezembro 28, 2009

A Personalidade de Portugal - FADO

Muito interessante, este artigo editado em 1937, na Canção do Sul, chamando a atenção para um livro acerca de Portugal - Neues Portugal -, da autoria do conceituado jornalista, escritor e crítico literário alemão Friedrich Sieburg (1893 - 1964), livro que foi traduzido em francês, mas que, creio, não chegou a ser traduzido em português (!?), e no qual o eminente escritor regista a sua opinião sobre a nossa Canção Nacional, o Fado, afirmando, entre outras coisas, que "Seria erro insinuar que as letras do fado emanam sempre daquela «sentimentalidade doentia» de que fala Salazar com tanta indignação."...

domingo, dezembro 20, 2009

CARLOS RAMOS - "Noite de Natal"

OU

http://www.youtube.com/watch?v=fDOmaXPmeXY

Uma belíssima letra de João de Freitas, no melhor estilo do fado descritivo, vestida a rigor com música de Miguel Ramos, interpretada por essa voz única de Carlos Ramos, celebrando o Natal, tempo de Fé e de Impossíveis...

Com este Fado, a todos desejo uma luminosa Noite de Natal e que, a cada um, o Menino traga o que mais deseje!

sexta-feira, dezembro 18, 2009

MARIA ARMANDA - "Natal na rua"

VÍDEO DE HOMENAGEM

OU

http://www.youtube.com/watch?v=kg0gPvY1Z1g

Interpretada por Maria Armanda, esta composição alusiva ao Natal, que reflecte uma realidade, infelizmente tão presente nos nossos dias, tem como autores Jerónimo Bragança e Joaquim Luís Gomes.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

«Grande Noite do Fado»

um texto sem pontuação

Isto de andar em "arrumações" de papelada tem como tudo na vida os seus prós e os seus contras encontram-se pedaços de vida tão importantes que foram guardados mas tão pouco importantes que foram depois abandonados e esquecidos por aí Encontrei mesmo há bocadinho este recorte de jornal e a primeira questão que me coloquei foi a de se terá havido neste ano da graça de 2009 uma Grande Noite de Fados Ando tão distraída Pareceu-me ouvir dizer creio que a um vereador ou assim gente poderosa aquando da festa de homenagem ao Casanova que iriam organizar esse espectáculo mas de facto não dei por isso mas isso é coisa que agora não interessa nada o que importa é este sensacional programa que o Diário Popular em boa hora registou e que deve ter sido qualquer coisa Só para ouvir os grandes artistas colaborantes já valeria a pena olhem lá Muito embora sem a Amália que creio a poucos destes espectáculos terá comparecido ou a nenhum não sei Estas manifestações populares eram ao tempo ainda genuínas duravam o tempo que tinham que durar levava-se farnel nunca fosse a fraqueza tomar conta dum indivíduo e diminuir-lhe o poder do aplauso ou da vaia que então bem se praticava e podia passar à chapada ou à chapelada ou assim mas pronto Esta GNF no Coliseu deve ter sido de estalo que é como quem diz do melhor Não sei se repararam bem nos nomes anunciados que sublinhei na notícia e aqui destaco novamente ADELINA RAMOS da Tipóia LUCÍLIA DO CARMO do Faia BERTA CARDOSO da Parreirinha FERNANDO FARINHA XAVIER PINTO MONIZ TRINDADE MARIA MARQUES da Severa e MARIANA SILVA do Mesquita De todos estes apenas a Mariana Silva continua entre nós e muito estranho que ainda se lhe não tenha feito uma festinha de Homenagem à semelhança do que se tem vindo e muito bem a fazer com outros fadistas menos antigos e por sinal ainda não jubilados mas enfim estas admirações são até algum do sal da vida e motivo para irmos escrevendo e andando e nem vinha ao caso foi mesmo de raspão O que eu queria era saber quem teria ganho a "Guitarra de Prata" deve haver por aí quem saiba e mo pudesse dizer mesmo sob a sempre confortável capa de Anónimo que toda a gente acaba por saber quem é mas enfim ficava mesmo agradecida E pronto como agora muito se diz De seguida e para não perder a embalagem vou ouvir um pouco da Rádio 92.0 que já foi do Fado mas é agora da Amália o que parecendo que não faz toda a diferença mas eles lá sabem quem sou eu para opinar mas o que me parece é que a todos os níveis é redutora esta nova designação de uma rádio temática que penso quisesse ser do Fado mas que afinal é da Amália Então porque não também uma Rádio Severa uma Rádio Marceneiro ou uma Rádio Berta ou Hermínia hem não alcanço mas não é grave é mesmo tão comum que já estou habituada Vou pensar estabelecer-me na concorrência então e garanto que não só apresentarei os fadistas de modo a que quem os apanhou a meio a cantar poder mesmo assim saber o nome deles como juro direi sempre o nome dos autores das músicas e das letras Isso é que é imperdoável meus queridos da 92.0 nem um umzinho que fosse de vez em quando vá lá Se não souberem as autorias consultem aqui o Tasco que já por cá têm andado e muito bem e podiam continuar sem revelar a Fonte que eu não me ralo Mas prometam que p'ró ano tudo vai ser diferente e vão mesmo preocupar-se em apresentar também os autores Ora essa também são gente não E digo mais minha querida radialista Isso é que seria uma bela "Troca por Troca" para além de absolutamente FANTABULOSO diria até ESPANTÁSTICO olé

domingo, dezembro 13, 2009

AMÁLIA RODRIGUES - "Vi o Menino Jesus"

VÍDEO DE HOMENAGEM

OU

http://www.youtube.com/watch?v=ujS8_OlanME

Reposição do verbete de 28.12.2007, com vídeo "melhorado", que, então, mereceu o seguinte comentário do meu desaparecido ciber-amigo "aideuseué": «Ao sentimento que Amália coloca nesta interpretação não é alheia a devoção que a fadista tinha. Lamentavelmente muitas procuram copiá-la, outras mais insanas ainda ultrapassá-la, mas nenhuma honrá-la cantando bem o fado tal como o sentem sem outros apetrechos ou malabarismos. Que saudades Amália!!!!! aideuseue@yahoo.com»

E eu, que saudades tenho dos seus comentários, meu caro Trovador! Ai Deus e u é ???...

Esta Cantiga ao Menino Jesus tem música de Carlos Gonçalves, sendo a letra de Amália Rodrigues, bem como a interpretação.

Que Nossa Senhora encha de rosas este nosso Natal!...

sábado, dezembro 12, 2009

NUNO DE AGUIAR - "Um fadista com alma"

A assinalar os 50 anos de carreira deste notável fadista

que aqui recordei interpretando "As duas rosas" http://fadocravo.blogspot.com/search/label/Nuno%20de%20Aguiar,

um espectáculo que promete estar à altura! É já na próxima 2ª feira, dia 14, pelas 21 h., no Forum de Lisboa, o antigo Cinema Roma, onde os bilhetes já se encontram à venda.

Até lá!

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Uma Ovação para MARIA DA FÉ !


Editados pela Ovação, com o apoio da RTP e da Antena 1, pode já adquirir 1 CD, 1DVD e uma edição especial composta pelo CD e DVD, que constituem o registo da Gala de Ouro que, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, deu início às comemorações dos 50 anos de carreira de Maria da Fé, espectáculo ao qual se associaram vários amigos, uns, que testemunharam as qualidades da fadista, outros, que juntaram as suas vozes à de Maria da Fé, todos eles prestando-lhe homenagem. Os admiradores estiveram presentes em grande número e igualmente algumas instituições a homenagearam, tendo recebido a Medalha de Mérito, grau Ouro, da cidade de Lisboa, uma placa de prata da Sociedade Portuguesa de Autores e uma placa comemorativa da Junta de Freguesia de Santos o Velho, onde a fadista reside.
Junte-se também a esta homenagem e aproveite para assistir, seja pela 1ª vez, seja mais uma vez, a este excelente espactáculo! E, já agora, não se esqueça dos seus amigos!...

Um abraço para a Maria da Fé, a deste "Divino Fado"
http://fadocravo.blogspot.com/search/label/M%C2%AA%20da%20F%C3%A9

segunda-feira, novembro 30, 2009

JOSÉ PRACANA - "Pelas ruas da cidade"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Mais uma "aguarela" de J. Linhares Barbosa, interpretada, no Fado Corrido, por José Pracana.

Nota biográfica em http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/126844.html

sexta-feira, novembro 27, 2009

MARIA MARQUES - "Contradição"

E.P. 1949


Maria da Conceição Pedro Marques (1934-2002), Maria Marques, iniciou a sua carreira artística, no Rádio Club Português, aos 14 anos, tendo então sido conhecida pela "Miúda de Belém". Trabalhou em várias casa de fado tais como "Café Luso", Casa Distrito do Porto, "Marquês de Pombal" (que foi da Márcia Condessa), "Parreirinha de Alfama", "Adega Machado", "Severa", "Tipóia", "Faia", "Nau Catrineta", "Tágide"... e também cantou no estrangeiro, em Espanha, Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália, Nova Iorque, Canadá, África do Sul, Londres, Paris... ex-colónias Portuguesas...

Participou no filme "Mundo da Noite", rodado na Nazaré, e foi personagem principal de um filme rodado no Líbano, acerca da história do país; no Teatro, entrou na revista "Eva no Paraíso", no Coliseu dos Recreios, ao lado de Hermínia Silva.

Para muitos, será mais uma ilustre desconhecida que aqui apresento... mas se o é, não será por certo porque não tenha tido uma vida dedicada ao Fado, e que não tenha, através dele, dado a conhecer Portugal ao Mundo... se é desconhecida, como tanta/os outra/os, será provavelmente porque "quem" deveria divulgar todos estes nomes da Canção Nacional não tem cumprido a sua obrigação... Aqui fica, então, a lembrança para os que já a conheciam e a apresentação para os que só agora a ficarão a conhecer, com os meus agradecimentos à Presidente da APAF, a fadista Julieta Estrela e a seu marido, Dr. Luís de Castro, por me terem facultado os dados para a nota biográfica.

VÍDEO DE HOMENAGEM

quarta-feira, novembro 25, 2009

MARIA PORTUGAL - "Do outro lado do mar"

VÍDEO DE HOMENAGEM
Uma letra de Fernanda do Carmo, com música de Armando Machado, interpretada por Maria Portugal.

Plat.

quarta-feira, novembro 18, 2009

JULIETA REIS - "Pensando em ti"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Uma das veteranas fadistas, que começou como cantora de música ligeira, mas que desde finais dos anos (19)50 enveredou pelo Fado, Julieta Reis edita um novo álbum, "Fados - Primeiro Amor".

Recebi a notícia, estava eu a acabar este vídeo de homenagem; e, como não direi mais nem melhor do que o nosso bom amigo, grande conhecedor e estudioso de Fado, Dr. Luís de Castro, aqui fica transcrita a sua abalizada opinião:

"Julieta Reis é uma referência de bem interpretar. Ouvir a Julieta Reis é uma lição de fado pela dicção, como sabe dividir o verso, a emoção que consegue transmitir ao cantar dando ênfase às palavras do poeta. Estas são características fundamentais do fado que Julieta Reis cultiva como poucas. Tanto no fado tradicional como no fado-canção, Julieta Reis tem uma capacidade única de interiorizar o que canta tomando-nos de imediato a atenção".

Os que já andam no Fado há algum tempo, bem se lembram de ter ouvido a Julieta Reis no Café Luso, no Solar da Madragoa, no Arabita, no Fado Maior...

sábado, novembro 14, 2009

MADALENA DE MELO - "Fado Armandinho"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Madalena de Melo é, provavelmente, das fadistas menos lembradas, embora tenha sido um dos grandes nomes do Fado e tenha tido um papel importantíssimo na sua divulgação. Com os também insignes Armandinho, João da Mata, Martinho d'Assunção e Berta Cardoso, fez parte do Grupo Artístico de Fados, responsável, no dealbar dos anos (19)30, por levar a Canção Nacional, pela primeira vez, a terras de Angola e Moçambique, entre outras.

ANTÓNIO CALVÁRIO - "Pop Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Lembrar António Calvário, uma referência da Canção Nacional, interpretando um original de César de Oliveira e de F. Carvalho, Pop Fado, com uma letra muito interessante que nos fala do novo fado, da época de então e também d'agora, que é democrata, que mudou de estilo, se ligou à arte abstracta, particularmente em concordata com tudo aquilo :) que se deixou da vadiagem, que é todo intelectualizado e quis portanto aprender a linguagem e a mensagem do pop fado, ah! ah! está-se bem, pois é, era :) ... Pop fadista, sem rei nem pop!... Popem lá, qu'é popelar!

Bom week-end!

quarta-feira, novembro 11, 2009

ADELINA FERNANDES - "Fado Anita"





VÍDEO DE HOMENAGEM
Com os meus renovados agradecimentos ao EradoGramophone, por mais este documento tão importante para a memória do Fado, que nos permite escutar esta notável actriz e cantadeira, vamos ouvi-la num dos seus êxitos, o "Fado Anita".

terça-feira, novembro 10, 2009

BERTA CARDOSO - "Amor Filial" e "Cruz de Guerra"





Mais um belíssimo vídeo da EradoGramophone

com dois fados gravados por Berta Cardoso, em 78rpm, duas raridades - Amor Filial, de Luiz da Silva Gouveia e de Jaime Santos e Cruz de Guerra, de Armando Neves e de Miguel Ramos.
Obrigada pela partilha.
De facto, a Cultura não deve ficar fechada em armários, nem arrumada em estantes...
Parabéns por pertencer ao grupo dos poucos que, no meio do Fado, têm esta disponibilidade, esta atitude, esta generosidade de partilhar estes bens raros!...

AMÁLIA NO PANTEÃO












Ainda está a tempo de visitar esta exposição "Amália no Mundo - O mundo de Amália"


Peças inéditas de Amália expostas
por JOÃO MOÇO 31 Julho 2009




Está patente no Panteão Nacional até 15 de Novembro a mostra 'Amália no Mundo - O Mundo de Amália', que destaca a carreira internacional da fadista
Ontem ao final da tarde um cantor espanhol cantava Amália no Panteão Nacional. A voz era de Juan Santamaria, acompanhado pelos músicos que durante anos estiveram ao lado da fadista: Joel Pina, Lelo Nogueira e Carlos Gonçalves. Mas antes já muitos tinham passado pela exposição que se inaugurou naquele espaço, Amália no Mundo - O Mundo de Amália. Esta mostra tem como um dos principais objectivos "promover e divulgar" a dimensão da carreira internacional da fadista. Isabel Melo, directora do Panteão, considera mesmo que "os portugueses não têm a noção da verdadeira dimensão que Amália teve no estrangeiro", disse ao DN.
Ao todo nesta exposição, que assinala os dez anos da morte da fadista, estão presentes entre 140 a 150 objectos relacionados com Amália Rodrigues, desde vestidos, sapatos, jóias ou luvas que usou em concertos, bem como programas dos espectáculos que deu no estrangeiro ou até cartazes desses concertos, nomeadamente um relativo a um concerto que ocorreu na Rússia em 1970.
O espólio que constitui a exposição é proveniente da Fundação Amália Rodrigues, do Museu do Teatro e de algumas colecções de privados. Segundo Isabel Melo, estes permitiram que a mostra revelasse "alguns objectos inéditos de Amália", como por exemplo o seu primeiro passaporte, de 1943, "quando ela foi pela primeira vez a Espanha, convidada pela Embaixada de Portugal", sublinhou.
A directora do Panteão Nacional enumerou ainda outros objectos em destaque, como "um quimono, todo bordado a fio de prata, que lhe foi oferecido da primeira vez que foi ao Japão, em 1970" ou "uma mala de viagem", que Isabel Melo julga ter sido a primeira da fadista.
A directora do Panteão Nacional reforça que "todas as peças têm uma história", sendo que a maior dificuldade em organizar esta exposição foi mesmo "seleccionar o que seria mais relevante". Isabel Melo contou que ao organizar esta mostra se deparou "com tanta informação importante" que teve alguma dificuldade no processo de selecção.
Além dos vários objectos pessoais e dos programas de espectáculos, que até 15 de Novembro se encontram no Panteão Nacional, nesta exposição está ainda integrado o documentário The Art of Amalia, de Bruno de Almeida, que conta com vários depoimentos da fadista. A mostra está ainda integrada num percurso "que inclui o Museu da Água e o Museu do Fado, durante o qual as pessoas visitam os três espaços, acompanhadas por um animador e assim ficam a conhecer melhor a história de Amália", referiu Isabel Melo.
No Panteão Nacional haverá ainda um serviço educativo que realizará visitas guiadas e ateliers dedicados às crianças, onde estas podem criar uma banda desenhada, aprendendo sobre quem foi Amália. Isabel Melo referiu que esta é uma das "missões" desta mostra, a de fazer que "Amália Rodrigues permaneça na memória das gerações vindouras".
A exposição estará patente até 15 de Novembro, sendo que para visitá-la apenas se paga "o ingresso de entrada no Panteão, que é de 2,5 euros".

sábado, novembro 07, 2009

BERTA CARDOSO - "Perna de Pau"



O amigo Américo teve a bondade de fazer e dedicar-me este vídeo, em que Berta Cardoso interpreta o "Fado Antigo" ou "Perna de Pau", como depois ficou conhecido e foi gravado, que tem letra de Amadeu do Vale e música de Raúl Portela, da revista "Olaré quem brinca!". Obrigada!

sexta-feira, novembro 06, 2009

AMÉRICO - "À luz da candeia"

VÍDEO DE HOMENAGEM


Esta é a homenagem possível ao meu ciber amigo Américo que, na belíssima Gondarém - Vila Nova de Cerveira, canta o fado "à luz da candeia", nas noites fadistas do Kalunga...

De facto, o fado não é apenas canção de Lisboa, é Canção Nacional, que se canta e ouve onde quer que se encontre uma Alma Lusa!

O fado que escolhi para este vídeo é da autoria de Óscar Martins e é interpretado no Fado das Horas.

Aqui http://kalungablog.wordpress.com/americo-videos/ pode ouvir mais fados na voz e sentir deste fadista a quem daqui saúdo e envio um abraço todo fadista.

sábado, outubro 24, 2009

MARIA PEREIRA - "Fadista sou eu" e "Primeiro amor"



Veja também http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/78471.html


A cançonetista Maria Pereira

Artigos de Opinião 2008-06-11 12:17
“As nossas belas ilhas possuem características diferentes mas, para mim, a ilha Verde tem a inconfundível paisagem das lagoas das Setes Cidades, o famoso Vale das Furnas e as típicas águas quentes, frias e mornas“. Dizia-me em 1969 a consagrada cançonetista Maria Pereira, que actuou por várias vezes nos Açores, assim como na Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Espanha e Bélgica. Maria Pereira, que durante anos actuou na rádio, não foi só uma portuguesa do Fado, como uma voz de Portugal. Que o digam os seus muitos adeptos, e muitos foram, no país ou no estrangeiro, e que certamente ainda têm discos da vasta discoteca que a cantora deixou. Tudo Maria Pereira cantou. Interpretou canções da nossa terra, transmitiu melodias e versos, tendo percorrido todos os caminhos do mundo português, pois em qualquer parte onde se falasse o nosso idioma, Maria Pereira era conhecida. A propósito, recordamos uma inesquecível passagem ocorrida na sua vida artística, na primeira vez que Maria Pereira se deslocou a Moçambique. Cantava no Teatro Moçâmedes e, quando actuava, um senhor de oitenta anos, entrou no palco interrompendo a actuação. Agarrou-se à artista, a chorar, e disse: ”Há trinta anos que saí de Lisboa, e não mais ouvi uma artista cantar”. A cançonetista havia interpretado um fado triste “menor”, fado esse que a mãe do ancião costumava cantar para o adormecer.
Fado canção e castiço Maria Pereira definia assim o fado : “O fado-canção é mais bonito. O fado-castiço é um grito de alma. A canção tem mais arte e outras características”. Maria Pereira, que na altura que a entrevistei já havia gravado mais de seiscentos discos, recordava que um dos seus maiores êxitos na altura havia sido “O meu Primeiro Amor “, que fez parte de um filme em que participara. Do seu vasto reportório fazia parte, entre outros, “Açores dos meus Amores”, que a cançonetista levava nas suas digressões, salientando que, quando cantava essa canção, o público entusiasticamente acompanhava-a. “Maria Pereira, Um Fado e Três Canções” e “Maria Pereira e o seu espectáculo” são dois filmes em que a cançonetista participou. Para aqueles que se lembram de Maria Pereira, deixámos aqui este breve apontamento de recordação. Para os mais novos e não só, reafirmo de novo que foi uma das grandes fadistas portuguesas.
(in http://www.acorianooriental.pt/ )
VÍDEO DE HOMENAGEM

quarta-feira, outubro 21, 2009

BERTA CARDOSO - 21.OUT.1911



Para lembrar Berta Cardoso no dia em que faria 98 anos, ofereço, a todos os que costumam passar por aqui, este inédito de João Linhares Barbosa, assinado e datado de 21.10.1952 e escrito "na hora", por certo, saudando a aniversariante e aproveitando as palavras de felicitações do "Sr. Doutor"... Era um inspirado poeta e repentista, este Linhares Barbosa! Deve ter sido bem divertida a comemoração do aniversário, na Parreirinha, onde na altura Berta Cardoso se encontrava a actuar...
Para saber mais acerca desta fadista, pode consultar http://www.bertacardoso.com/

sábado, outubro 17, 2009

NATÉRCIA DA CONCEIÇÃO - "Agora choro à vontade"

VÍDEO DE HOMENAGEM

É sempre com pesar que se sabe da partida dos que nos são caros... soube há pouco que Natércia da Conceição nos deixou, no passado dia 15, assim desaparecendo mais uma fadista da Escola do Fado Tradicional.

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/tag/nat%C3%A9rcia+da+concei%C3%A7%C3%A3o

Tendo nascido em Vila Fraca de Xira, a 20 de Julho de 1934, aos 12 anos vai viver para Lisboa onde contacta com o meio fadista, ingressando nas "fileiras do fado" em 1953, tendo sido Berta Cardoso a colocar-lhe o xaile. Embora tenha uma carreira de sucesso, em 1970 vai viver para os Estados Unidos onde, com a fadista Valentina Felix, abre a primeira casa de fados; também nesse ano, participa, como locutora, na primeira estação de rádio portuguesa que, por iniciativa de Alberto Costa, abriu em New Bedford e, em 1980, ambos dão vida a uma outra estação, o Rádio Clube Português, em Providence, onde também faz locução. Da sua bem sucedida carreira artística, destaca-se a sua actução na Casa Branca, onde cantou para o Presidente Clinton. Durante estes 39 anos, Natércia da Conceição divulgou o Fado e, com ele, a Cultura Portuguesa por terras do Tio Sam. Obrigada, Natércia!

Este fado de que muito gosto, também na sua interpretação, tem letra do Dr. Guilherme Pereira da Rosa e música de Eugénio Pepe.

quinta-feira, outubro 15, 2009

BERTA CARDOSO - "Marinheiros de Portugal" e "Mulher Portuguesa"



Em http://www.youtube.com/user/eradogramophone
O Canal eradogramophone editou mais este belíssimo vídeo de outros dois êxitos de BERTA CARDOSO - "Marinheiros de Portugal" e "Mulher Portuguesa", ambos da autoria de Armando Neves e de Miguel Ramos, como consta nos respectivos registos fonográficos em 78rpm.

Armando Neves foi um dos poetas que mais escreveu para o vastíssimo repertório de Berta Cardoso, particularmente no início da sua carreira. Aqui partilho mais este documento, a letra do"Marinheiros de Portugal", devidamente autorizada...

terça-feira, outubro 13, 2009

BERTA CARDOSO na Eradogramophone









O Canal de eradogramophone brindou-nos agora com este belíssimo vídeo de dois êxitos de BERTA CARDOSO - "A Enganada", da autoria de Silva Tavares e de Armando Freire e "Último Pedido" ou "Volta", como ficou mais conhecido, de Raul Pinto e de Frederico de Brito, ambos registos fonográficos em 78rpm.


Em 1933, Berta Cardoso é primeira página d' "A Guitarra de Portugal", onde se anuncia uma tournée da gloriosa cantadeira por terras de África e se publica, precisamente, a letra do fado "Volta" e de outro seu enorme êxito "Não Voltes"


quinta-feira, outubro 08, 2009

VITOR DUARTE - "Bairros de Lisboa"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Oriundo de uma família fadista, como poderia ser outro o seu Destino, que não o Fado? Vitor Duarte, filho, neto e sobrinho de fadistas de 1ª água, é por todos nós conhecido, não só como biógrafo de seu avô, Alfredo Duarte "Marceneiro", e ainda de Hermínia Silva, mas também como o responsável do blog http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/, o que teve a ideia e tem vindo a lutar por colocar Lisboa no Guiness, como a cidade mais cantada do mundo. Mas Vitor Duarte também canta o fado, e, embora a sua vida profissional tenha "corrido ao lado", tem discos editados e canta, com certa regularidade, em casas de fado e vários espectáculos, ouvindo-se sempre com muito agrado, diga-se de passagem. Um dos fados que mais gosto de ouvir-lhe é este, com que o lembro e presto a merecida homenagem, um fado sobre Lisboa, com letra do notável poeta Carlos Conde e música do não menos insigne compositor Alfredo Duarte, "Bairros de Lisboa".

Para si, com um bjinho, Vitó

quarta-feira, outubro 07, 2009

MARIANA SILVA - "Estranha forma de vida"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Com este fado tradicional, do repertório e com letra de Amália, música de Alfredo Duarte, lembro a decana das fadistas, que faz hoje 76 risonhas primaveras, e o seu estilo inconfundível. Beijinho de PARABÉNS!

http://fadocravo.blogspot.com/search/label/Mariana%20Silva

segunda-feira, outubro 05, 2009

AMÁLIA RODRIGUES - "Ai esta pena de mim"

VÍDEO DE HOMENAGEM

A Amália entenderá porque escolhi este fado, com letra de sua autoria, embora o fonograma não se encontre nas melhores condições ...

"Ai, este meu coração!..."

VALÉRIA MENDEZ - "As mãos que trago"

Todos já terão ouvido falar de Valéria Mendez, fadista e amaliana dos quatro costados, desde 2003, editora do blogue http://www.fadista-valeria-mendez.weblog.com.pt/.
Creio, no entanto, que, dos muitos que a lêem, poucos a terão já ouvido cantar e que terão curiosidade e interesse em conhecer o seu "Fado da diferença"

















Valéria Mendez, profissionalizada como Artista de Variedades, desde 1983, gravou para a Rádio Triunfo e tem actuado nos mais diversos palcos do país e do estrangeiro. Da sua carreira artística, interrompida entre 1997/2002 e entre 2005/2009, destacam-se as grandes digressões pelo Médio Oriente e também pela Venezuela e Colômbia.
É de Cecília Meireles e de Alain Oulman a autoria deste fado, do repertório de Amália, aqui interpretado pela homenageada de hoje, Valéria Mendez

VÍDEO DE HOMENAGEM

sexta-feira, outubro 02, 2009

EXCELÊNCIA e FAMA



Recebi há pouco este curioso relato duma experiência comportamental, realizada pelo The Washington Post, sabe-se lá com que finalidade..., e que achei tanto mais interessante quanto o facto de, nestes últimos dias, dar comigo a congeminar, particularmente, acerca da Fama.

"Un hombre se sentó en una estación del metro en Washington y comenzó a tocar el violín, en una fría mañana de enero. Durante los siguientes 45 minutos, interpretó seis obras de Bach. Durante el mismo tiempo, se calcula que pasaron por esa estación algo más de mil personas, casi todas camino a sus trabajos. Transcurrieron tres minutos hasta que alguien se detuvo ante el músico. Un hombre de mediana edad alteró por un segundo su paso y advirtió que había una persona tocando música. Un minuto más tarde, el violinista recibió su primera donación: una mujer arrojó un dólar en la lata y continuó su marcha. Algunos minutos más tarde, alguien se apoyó contra la pared a escuchar, pero enseguida miró su reloj y retomó su camino. Quien más atención prestó fue un niño de 3 años. Su madre tiraba del brazo, apurada, pero el niño se plantó ante el músico. Cuando su madre logró arrancarlo del lugar, el niño continuó volteando su cabeza para mirar al artista. Esto se repitió con otros niños. Todos los padres, sin excepción, los forzaron a seguir la marcha. En los tres cuartos de hora que el músico tocó, sólo siete personas se detuvieron y otras veinte dieron dinero, sin interrumpir su camino. El violinista recaudó 32 dólares. Cuando terminó de tocar y se hizo silencio, nadie pareció advertirlo. No hubo aplausos, ni reconocimientos. Nadie lo sabía, pero ese violinista era Joshua Bell, uno de los mejores músicos del mundo, tocando las obras más complejas que se escribieron alguna vez, en un violín tasado en 3.5 millones de dólares. Dos días antes de su actuación en el metro, Bell colmó un teatro en Boston, con localidades que promediaban los 100 dólares.
Esta es una historia real. La actuación de Joshua Bell de incógnito en el metro fue organizada por el diario The Washington Post como parte de un experimento social sobre la percepción, el gusto y las prioridades de las personas. La consigna era: en un ambiente banal y a una hora inconveniente, ¿percibimos la belleza? ¿Nos detenemos a apreciarla? ¿Reconocemos el talento en un contexto inesperado?... ¿qué otras cosas nos estaremos perdiendo?..Estamos dejando de vivir los verdaderos momentos hermosos que la vida nos depara...?"

Interessante, esclarecedor, resultado absolutamente expectável, não?!... Mas, mesmo assim...

De facto, como tudo o resto, a Fama é relativa; relativa quanto à quantidade, isto é, por mais famoso que alguém seja, é improvável que "todo o mundo" o conheça, como parece provar-se nesta experiência; e igualmente relativa quanto à qualidade, ou seja, nem todos os que alcançam a Fama são Excelentes, tal como disse A. Oxenstiern "A fama dista muito de ser sempre a garantia segura do merecimento", bem como nem todos os Excelentes se tornam Famosos, ou, porque acabam por perfilhar a ideia de Agostinho da Silva "Se alguma vez te tornares conhecido, arrepende-te e volta à obscuridade; nela serás irmão dos melhores", ou, porque mesmo preferindo os caminhos da glória, não teve a oportunidade, já que, como diz Unamuno, "O céu da fama não é muito grande e, quantos mais nele entrarem, menos fica para cada um deles", nem lhe foi dada visibilidade e nem protagonismo, o que ocasiona, como muito bem referiu Diderot, que "Há quem morra desconhecido por não ter tido um teatro diferente"...
Em suma, ser excelente não significa ser famoso e tornar-se famoso é uma questão de oportunidade, espaço, conveniência, opção...
Tenho sempre uma enorme necessidade de fazer estas reflexões, nomeadamente quando aterro neste mundo do Fado onde o céu da Fama é por demais minúsculo, e onde, mesmo assim, nem sempre lá se encontra apenas quem merece...
É claro que os famosos não devem unicamente à excelência, quando a têm, a fama que alcançam; é claro que estas experiências, como a que aqui se ilustra, já se fazem há longo tempo e não são inocentes e nem inócuas... Como o não são todas essas outras que se levaram a cabo por outros canais de Informação, fazendo-as passar por puro espectáculo. É evidente que, mais do que os clássicos políticos, quem hoje verdadeiramente manda é quem manda na Informação; esse é o Poder; o Poder de intervir nos gostos e escolhas de quase todos nós, o que, parecendo que não, acaba por ser muito mais asfixiante, redutor, normativo e perigoso do que qualquer outra Força já existente, do que qualquer outra forma de colonização/clonagem. Esta coisa da Informação é efectivamente o doce envenenado que, com uma capa de democratização, mais não pretende do que a instituição da conveniente Ignorância com capa da bastante Sabedoria, o equilíbrio que sustenta a conformação das hordas e da turba. Provavelmente, a experiência em curso teria mais a ver com a análise da Ignorância e a procura de novos métodos que possibilitem cada vez mais e melhor o alheamento das massas, nomeadamente da Cultura, e a sua devoção pelo acessório, em desprezo do essencial, pelo Ter, em vez do Ser...
A meu ver, esta coisa da Fama é sempre de desconfiar; é que, se prestarmos atenção, mesmo os mais excelentes só ganham esse pedaço de "céu" se o Poder permitir, se O favorecerem... sim!, bem podem ser os melhores, mas se forem incómodos, são imediatamente abafados e metidos no bolso do Incógnito, como berlinde de colecção, que justifica e aumenta o poderio; quanto aos outros famosos, que são a maior parte, vivem apenas de favores e alimentam com favores o Poder que os favorece e, enquanto se mantiverem assim, a engrenagem não os rejeita... agora, se por um qualquer ataque de lucidez ou esperteza súbita O afrontam, então são absolutamente trucidados e nem o nome se lhes aproveita!...
Isto sou eu a falar, para muito poucos e, mesmo assim, improváveis leitores! Quer dizer, sou eu em monólogo, quase absoluto, aqui e ali salpicado de um diálogo empolgante com um ou outro benemérito leitor deste blogue, cujo poderio ( e esta fica aqui só entre nós) suplanta de longe o dessa gente da Informação, primeiro porque só os excelentes continuam a acompanhar este blogue e, segundo, porque a mim me basta o reconhecimento de excelente de um igual para me sentir no Passeio dos Famosos!...
E digo eu "-Que final mais imprevisto para este artigo de opinião"! Sinceramente que o não esperava dela, diacho!...
E finalmente, já sem complexos de coisa alguma, diga(m)-me lá se consegue(m) identificar todos os Excelentes acima representados... Eu, sem cábula, por certo não o conseguiria...
Como dizia o outro, não sem uma certa razão, "A vida, Costa!..."
Ah, pois, as autár..., mas isso não vem ao caso. Desculpem, sim?!

quinta-feira, outubro 01, 2009

JORGE FERNANDO - "Reencontro"

Vem este

VÍDEO DE HOMENAGEM

a propósito do novo album -"VIDA"-, editado recentemente por Jorge Fernando, um notável compositor e letrista e também intérprete, cuja notícia melhor pode ler aqui http://www.portaldofado.net/content/view/1529/67/ ; na Wikipédia pode informar-se acerca da biografia, discografia e de algumas curiosidades acerca deste conceituado artista que, apenas com 16 anos, compôs o belíssimo fado "Boa noite Solidão" http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Fernando_(fadista).

O fado que interpreta, neste vídeo, intitula-se "Reencontro" e é de sua autoria e de Armando Machado.

quarta-feira, setembro 30, 2009

ARTUR RIBEIRO - "Fiz leilão de mim"

VÍDEO DE HOMENAGEM
Talvez de razão perdida / Quis fazer leilão da vida / Disse ao leiloeiro / Venda ao desbarato / Venda o lote inteiro / Que ando de mim farto / Meus versos que não são versos / Atirei ao chão dispersos / A ver se algum dia / O mundo pateta / Por analogia / Diz que sou poeta
Fiz leilão de mim / E fui por fim apregoado / Mas de mau que sou / Ninguém gritou arrematado / Fiz leilão de mim / Tinhas razão minha almofada / Com lances a esmo / Provei a mim mesmo / Que não valho mais que nada
Também quis vender meu fado / Meu modo de ser errado / Leiloei ternura / Chamaram-me louco / Mostrei amargura / E o mundo fez pouco / Depois leiloei carinho / E em praça fiquei sozinho / Diz-me a pouca sorte / Que para castigo / Até vir a morte / Vou ficar comigo.

"Um dos casos raros de artista que não se limitava a interpretar mas igualmente compunha - e muito! - Artur Ribeiro escreveu alguns dos maiores clássicos da música ligeira portuguesa, como A Rosinha dos Limões, Nem às Paredes Confesso ou A Fonte das Sete Bicas.Natural do Porto, onde nascera em 1924, Artur Ribeiro gostava de cantar em miúdo mas o seu temperamento tímido fazia-o cantar escondido atrás de uma cortina. Em 1940, a família muda-se para Lisboa e é aqui que o seu talento é descoberto: num baile organizado pelo Clube Radiofónico de Portugal, Artur Ribeiro começa a trautear enquanto dança com uma jovem que queria impressionar, sendo imediatamente notado pelo director de programas da estação, que o convida a actuar numa festa em honra do Cônsul do Brasil. Nessa festa, por seu lado, Ribeiro é abordado por um dos responsáveis da Rádio Peninsular para se juntar ao elenco daquela emissora como tenor lírico. Empregando-se para não sobrecarregar o orçamento familiar, Artur Ribeiro vai subindo profissionalmente, passando inclusive a produtor de emissões e começando a compor as suas primeiras canções. Em 1944, estreia-se profissionalmente num espectáculo da Esplanada da Voz do Operário, ao lado de Amália Rodrigues, e em seguida estreia-se no teatro na Revista Internacional de 1945 no Coliseu dos Recreios, partindo em seguida para o Porto para substituir Luiz Piçarra na opereta A Chave do Paraíso. Em 1946 estreia-se na Emissora Nacional e, no ano seguinte, enfrentando um mau momento profissional, aceita ser cantor da Orquestra do Casino Estoril, iniciando uma nova fase da sua carreira. Modulando a sua voz para a canção ligeira, torna-se um aplaudido vocalista da noite lisboeta, transferindo-se do Casino para o Conjunto de Mário Teixeira, pianista com quem começa a compor regularmente. Em 1948 conhece Max, para quem virá a escrever alguns dos seus maiores sucessos -como Ilha da Madeira - e, em 1949, ganha o seu primeiro prémio como compositor com Canção da Beira.A par com a sua carreira de cantor, impõe-se como compositor, com êxitos como Rosinha dos Limões (que originará em 1954, uma opereta de grande êxito), Maria da Graça, Adeus Mouraria, Pauliteiros do Douro ou A Fonte das Sete Bicas. Em 1965, contabilizava 300 canções de sua autoria exclusiva e 700 letras feitas para melodias suas e de outros. Max, António Calvário, Rui de Mascarenhas, Madalena Iglesias, Júlia Barroso, Tristão da Silva, Simone de Oliveira ou Maria José Valério gravaram canções de Artur Ribeiro. Presença regular nos programas radiofónicos da APA, grava os primeiros discos em 1953 e passa igualmente pela televisão (onde se estreia em 1957) e pelo cinema (escrevendo a música de O Miúdo da Bica, com Fernando Farinha, onde participou igualmente como actor). Participou igualmente em muitos programas de variedades em Espanha. Faleceu em 1982." ( in http://www.macua.org/biografias/arturribeiro.html)

Este tema da sua autoria, que poderemos classificar como fado musicado, tal como o "Adeus Mouraria", é uma das suas letras mais emblemáticas e, quiçá, representativa da sua personalidade, como afirmam alguns dos que o conheceram.
Para lembrar este notável autor, compositor e intérprete, cuja carreira foi interrompida por questões de saúde, o seu "Fiz leilão de mim" (criação de Tony de Matos), com música de Max, letra e interpretação do próprio Artur Ribeiro, acompanhado pela Orquestra de Rocha Oliveira .

D.L.68

domingo, setembro 27, 2009

LIRA gosta de CARMINHO

Chega-nos da Suécia este recorte da Lira, uma revista especializada em música
A coluna "Lira Gillar" que, como todos sabemos :), equivale a dizer "Lira likes", o que em português significa "Lira gosta de", destaca os melhores albuns e, desta feita, de entre a produção mundial, a escolhida foi Carminho e o seu CD de estreia, sendo a crítica subscrita por Ulf Bergqvist, um sueco apaixonado pelo fado e por Lisboa, autor, com Thomas Nydahl, do belíssimo livro "Lissabon - Miljöer -Människor - Musik", i.é, "Lisboa - Ambientes - Pessoas - Música".
É evidente que esta escolha me enche de orgulho, tanto mais que esta menina é uma das minhas mais preferidas fadistas da nova geração.
A fim de facilitar os que usualmente não falam sueco e que, portanto, tal como eu, têm alguma dificuldade em perceber integralmente o texto em sueco :), solicitei ao próprio autor que me enviasse uma tradução em inglês e é essa que aqui se transcreve seguidamente

"The young singer Carminho has been a respected name in fado for a long time before she now makes her debut on cd. Portugal’s best guitar players gather around this singer, and here six of them are present in various constellations, José Manuel Neto, Bernado Couto and Ricardo Rocha at front, all on guitarra portuguesa. Diogo Clemente on viola contributes throughout. This very even, well prepared production contains a finely composed selection of songs, some of them based on traditional fado. Carminho must already, 24 years young, be regarded as one of the major names of the new fado. She has a good voice, but the most remarkable thing about her music is her total presence in every syllable, her dynamically very varied, richly ornamented melodic line and the energetic, temperamental way of singing. This is fado working at depth, strongly connected to the traditional ways of expression in fado, as authentic as it can be in today´s internationalized media world. The best debut cd in fado for many years! "

Adoro este final!
Parabéns Carminho!

domingo, setembro 20, 2009

JÚLIA CHAVES - "Vai e vem do cacilheiro"

VÍDEO DE HOMENAGEM


Em Abril de 1988, um conhecido jornal da época referia-se assim a Júlia Chaves "uma fadista com o curso de Teatro do Conservatório Nacional - o que deve ser caso virgem - continua a sua carreira em restaurantes típicos, aguardando uma oportunidade válida para voltar aos palcos... Entretanto, talvez para justificar o «canudo», vai fazendo recitais de poesia de quando em quando..."


Efectivamente, esta flaviense, que através do seu nome artístico presta homenagem à sua cidade natal, vem para Lisboa em 1965, tendo ingressado no Conservatório Nacional onde frequentou e terminou com excelência o curso de teatro. Porém, foi como cançonetista que iniciou a sua carreira, nos anos 50, no Porto e seguidamente em Luanda e em Lourenço Marques . Nas décadas de 60 e 70 a sua actividade artística centra-se no teatro, declamado e ligeiro, e, nos anos 80/90 dedica-se quase que exclusivamente ao Fado, tendo integrado os elencos da Viela, do Painel do Fado, Mesquita, Taverna d'El Rei, bem como actuado nas mais variadas colectividades do país. Em 1992, por motivos de saúde, interrompe a sua carreira artística, não a tendo retomado posteriormente.

Lembro-a hoje aqui, interpretando este fado que tem letra de Rui Manuel e música de Vital d'Assunção.

Beijinho, Júlia!

sábado, setembro 19, 2009

Em CARTAZ



Em 1958, eram estas as casas de fado anunciadas n' "A Voz de Portugal" e respectivos fadistas e instrumentistas residentes.
Saudade!...
"Ó Tempo, volta p'ra trás..."