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quinta-feira, abril 21, 2011

"Fado Malhoa" - FLORÊNCIA

VÍDEO DE HOMENAGEM



Florência interpreta, de Frederico Valério e de José Galhardo, "Fado Malhoa", uma homenagem ao Fado e ao consagrado pintor José Malhoa que "pintou numa tela / com arte e com vida / a trova mais bela / da terra mais querida" "... e fez o mais português / dos quadros a óleo"...


"Aquilo é bairrista / Aquilo é Lisboa / Boémia e fadista / Aquilo é de artista / Aquilo é Malhoa"!...


sábado, outubro 24, 2009

MARIA PEREIRA - "Fadista sou eu" e "Primeiro amor"



Veja também http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/78471.html


A cançonetista Maria Pereira

Artigos de Opinião 2008-06-11 12:17
“As nossas belas ilhas possuem características diferentes mas, para mim, a ilha Verde tem a inconfundível paisagem das lagoas das Setes Cidades, o famoso Vale das Furnas e as típicas águas quentes, frias e mornas“. Dizia-me em 1969 a consagrada cançonetista Maria Pereira, que actuou por várias vezes nos Açores, assim como na Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Espanha e Bélgica. Maria Pereira, que durante anos actuou na rádio, não foi só uma portuguesa do Fado, como uma voz de Portugal. Que o digam os seus muitos adeptos, e muitos foram, no país ou no estrangeiro, e que certamente ainda têm discos da vasta discoteca que a cantora deixou. Tudo Maria Pereira cantou. Interpretou canções da nossa terra, transmitiu melodias e versos, tendo percorrido todos os caminhos do mundo português, pois em qualquer parte onde se falasse o nosso idioma, Maria Pereira era conhecida. A propósito, recordamos uma inesquecível passagem ocorrida na sua vida artística, na primeira vez que Maria Pereira se deslocou a Moçambique. Cantava no Teatro Moçâmedes e, quando actuava, um senhor de oitenta anos, entrou no palco interrompendo a actuação. Agarrou-se à artista, a chorar, e disse: ”Há trinta anos que saí de Lisboa, e não mais ouvi uma artista cantar”. A cançonetista havia interpretado um fado triste “menor”, fado esse que a mãe do ancião costumava cantar para o adormecer.
Fado canção e castiço Maria Pereira definia assim o fado : “O fado-canção é mais bonito. O fado-castiço é um grito de alma. A canção tem mais arte e outras características”. Maria Pereira, que na altura que a entrevistei já havia gravado mais de seiscentos discos, recordava que um dos seus maiores êxitos na altura havia sido “O meu Primeiro Amor “, que fez parte de um filme em que participara. Do seu vasto reportório fazia parte, entre outros, “Açores dos meus Amores”, que a cançonetista levava nas suas digressões, salientando que, quando cantava essa canção, o público entusiasticamente acompanhava-a. “Maria Pereira, Um Fado e Três Canções” e “Maria Pereira e o seu espectáculo” são dois filmes em que a cançonetista participou. Para aqueles que se lembram de Maria Pereira, deixámos aqui este breve apontamento de recordação. Para os mais novos e não só, reafirmo de novo que foi uma das grandes fadistas portuguesas.
(in http://www.acorianooriental.pt/ )
VÍDEO DE HOMENAGEM

sábado, novembro 01, 2008

MARIA ALBERTINA - "Meu filho"


















Lembro hoje esta cantadeira dos tempos áureos do Fado que, como se refere aqui http://www.macua.org/biografias/mariaalbertina.html , inexplicavelmente nunca alcançou o estrelato ou, diria eu, nunca quis alcançar... Conheci-a pessoalmente e guardo dela a imagem de uma pessoa verdadeiramente encantadora. Este é, de certo, o fado que sempre melhor viveu e cantou .
Gostaria que este blog tivesse outra dimensão e visibilidade e que o Cândido Mota visse este vídeo de homenagem à sua mãe. Pode ser que o improvável aconteça! De qualquer modo, aqui fica a minha saudação fadista ao inesquecível "Passageiro da Noite".
VÍDEO DE HOMENAGEM

Verbete publicado em 01.11.2008

(Ele há coisas!... Há bocado recorri ao site do Museu do Fado para ver o que lá constava acerca da Maria Albertina e eis que verifico que o tema escolhido para a Galeria Multimédia desta artista foi exactamente este seu emblemático "Meu filho"; porém, chamou-me a atenção ser indicado o João Linhares Barbosa como sendo um dos autores do tema e, como já não tenho grande confiança na minha memória, logo recorri a este meu blogue para tirar a dúvida que se me instalara 


Ora, como se verifica da ficha incluída no vídeo, aponto o famoso autor do Fado Malhoa como sendo igualmente o autor desta letra, de parceria com Raul Ferrão, autor da música; de facto, parece-me estar a razão do meu lado, tanto mais que é essa a informação constante do fonograma


Devendo ser o site do Museu do Fado a fonte on line mais credibilizada de tudo o que há na Net acerca de Fado, parece-me no mínimo caricata, por improvável, a ocorrência de lapsos destes, estando, demais, o MdoF tão bem assessorado quanto está!... Desculpem lá meus caros amigos, mas, como sabem, esta chamada de atenção em nada altera a consideração e estima que tenho por vós e espero que vice versa, ao contrário do que anteriormente já se verificou em casos semelhantes, se bem que com outros personagens, verdade seja... 
Atrevo-me ainda a acrescentar que não se perdia nada se dessem uma revisão geral à matéria publicada porque, para ser franca, este não foi e não é, nem o primeiro nem o único lapso que verifiquei e, desnecessário será lembrar a obrigatoriedade, por inerência, bem como a responsabilidade de ser "a referência", como acontece in casu. Bem já basta o tanto de incorrecções que se publica acerca do Fado, euzinha incluída porventura..., mas esse é um "luxo" a que o Museu se não pode/deve dar, presumo eu...
Como provavelmente não frequentam este sítio, espero que alguma alma caridosa vos recomende este verbete e que, com a humildade que a Sabedoria requer, emendem este e outros lapsos que não ficam bem no sítio do Museu do Fado. 
Desde já, os meus agradecimentos
Verbete acrescentado e republicado em 08.10.2012)
 
Em Paris
Plat.61