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sábado, outubro 21, 2017

BERTA CARDOSO

















Este é um pequeno excerto de um filme realizado pela RTP(2) em 1982, a celebrar as Bodas de Ouro da actriz-cantadeira Berta Cardoso, único registo em filme que ainda existe, creio eu, de uma das mais importantes fadistas do século passado. Quis hoje (02.11.2017) lembrá-la aqui, uma vez mais, homenageando nela todos os que, com o seu talento, trabalho e dedicação, fizeram do Fado um ex-libris nacional e o guindaram a Património Imaterial da Humanidade.
A gravação foi feita na "Viela" - "o último reduto fadista" - de que era proprietário o fadista Sérgio e onde então também cantava a fadista Eduarda Maria; como guitarrista, o António Proença e, como violista, Amadeu Ramin.
Espero que apreciem esta Desgarrada.

terça-feira, outubro 11, 2011

"FIGURAS DO FADO"





Três sonetos que Armando Neves (1899-1944), poeta e jornalista, dedicou, homenageando, a estas três grandes Figuras do Fado, painel em que ele igualmente deverá figurar como um dos mais importantes letristas. Dele, lembramos alguns dos que foram grandes êxitos: "Cruz de Guerra" e "Canção da Neve", criações de Berta Cardoso, "Amor de pai", criação de Mª Emília Ferreira e "A Freira", do repertório de Joaquim Campos, entre outros.
Sentados a uma mesa da "Adega O Faia", espaço inquestionavelmente ligado à grande Lucília do Carmo, Berta e Marceneiro ouvem atentamente Linhares Barbosa que lhes estará lendo uma nova letra, provavelmente para o repertório de Berta Cardoso que, nos anos 50 foi dirigente artística daquele restaurante típico.

sexta-feira, setembro 02, 2011

QUANTOS AUTORES TEM O FADO...?!




Em Dezembro de 2008, lembrei Beatriz Ferreira interpretando um fado antigo, "Três beijos", gravado por Júlio Proença e cuja autoria indicada, no fonograma, é de Joaquim Campos.



Em Janeiro de 2010, editei este verbete no Fadoteca, precisamente acerca desse fado e do "Puxavante", parecendo que, afinal, a autoria pertence a Pedro Rodrigues, que a reclama em carta dirigida a João da Mata, ouvidos ainda o próprio Joaquim Campos e o Júlio Proença.



"Se bem me lembro", ainda não há muito tempo se gerou, no "meio do Fado", semelhante conflito acerca da autoria de um fado a que, entretanto, foi dada outra autoria, igual e simplesmente apenas por causa "da forma de tocar", com a singela diferença de que, neste último caso, o mais recente autor insiste na sua razão...



De facto, a partir do momento em que o Fado se profissionalizou (e já lá vão largos anos), parece continuar a ser muito difícil ser prior de tal freguesia... "à qual muitas pessoas de valor ultimamente têm vindo e, no número das quais, sente muito em não querer ser" englobada esta vossa amiga...

domingo, julho 31, 2011

"FADO DE MOURARIA"





Atrevo-me a divulgar mais esta faixa do Vol. VI dos Arquivos do Fado, da Tradisom, porque sei que o seu Director me autoriza a fazê-lo, mais ainda porque naquela, para além dos já conceituados fadistas Ercília Costa e Joaquim Campos, participa a então nóvel fadista Berta Cardoso, nome maior entre os maiores do Fado, de quem este ano se comemora o centenário. A convite de Armandinho, que a acompanhou e ouviu cantar quando, pela primeira vez se exibiu em público no Salão Artístico de Fados, Berta Cardoso foi a Madrid gravar, acompanhada por Maria Alice e seguidamente por outros cantadores e cantadeiras, como é o caso.
Ercília Costa, Joaquim Campos e Berta Cardoso são, pois, as vozes que dão voz a este "Fado de Mouraria", acompanhados pelo insigne guitarrista Armando Freire e o distinto violista Georgino de Sousa.


Silêncio, que se vai cantar o Fado!


"Cierto día del año 1930 llegó a Madrid un contingente fadista procedente de Lisboa y compuesto por los cantantes Joaquim Campos, Berta Cardoso, Cecília d’Almeida y Ercília Costa, todos ellos rutilantes estrellas de famoso Café Luso..."

terça-feira, julho 26, 2011

"A DESGARRADA"




Com o selo Tradisom, do vol.VI - Arquivos do Fado, esta "Desgarrada", gravada em Madrid em 1930, em que intervêm os instrumentistas "Armandinho" e João Fernandes, a cantadeira Ercília Costa, o cantador Joaquim Campos e ainda António Menano.

segunda-feira, março 28, 2011

"Luto nas guitarras" - JÚLIO PERES



Poderia dizer-se que neste fado, que Júlio Peres interpreta numa música de Joaquim Campos (Alexandrino), o tema denotava já a preocupação com duas presentes realidades - por um lado, a descaracterização da Mouraria, "berço do Fado", por outro, o que tem vindo a ser a tentativa de apagamento da sua história, da Tradição... Por isso o cantador, que decerto não é como "as fadistinhas de agora" que "chamam fados às cantigas", interpela os fadistas ("os verdadeiros", entenda-se) ao luto e à oração - o luto que é símbolo da tristeza que, contudo, sempre se suportará melhor se carregada pela fé e a esperança com que se reza para que, se "o que era não puder voltar a ser", ao menos que "o que for não desvirtue o que já foi"... e que, igualmente, se respeite a História, escrevendo-a com Verdade, porque nunca nada poderá envergonhar mais um Povo do que a mentira e a vergonha ou o desconhecimento do seu Passado.

É claro que a Velha Mouraria segue, como tudo e todos, a Lei da Vida e que nada seria menos razoável que pretender que fosse agora esse bairro como o foi antanho... mas claro que também me parece incontestável que melhor apreciará o que é agora quem melhor conhecer o que então foi. De resto, o que verdadeiramente aqui está em causa não é a questão do Progresso; é, sim, a fundamental questão, a da Alma "Tornaram-te burguesa / Mas roubaram-te a Alma"... Alma Fadista! Nobre e popular, avessa aos ditames da burguesia que a hostilizou...

E fico-me por aqui, não sem antes lembrar três nomes emblemáticos do Fado e da Mouraria - a lendária Severa, o Rei do Fado e a internacional Mariza que está voltando agora às raízes...

Desculpem! Tanta conversa, quando o que interessa mesmo é ouvir este fado nessa voz tão fadista de Júlio Peres:


Quem se recorda já dessa Rua dos Canos / Do Diogo das Iscas , perfumadas, quentinhas / Da Adega do Saloio, já morto há tantos anos / Da "pescada com todos", no velho Campaínhas? /

Vai-se indo a pouco e pouco a velha Mouraria / Ontem foi o Socorro, hoje a Rua da Palma / Já não há camareiras, nem sombras de rufias / Tornaram-te burguesa, mas roubaram-te a alma /

Mataram teu passado, a tua tradição / De bairro mais fadista esvai-se da memória / Não cheira a rosmaninho, está triste o Capelão / Vão rasgando aos poucos a tua velha história /

Fadistas, ponham luto, um fumo nas samarras / P'la morte da Mouraria, homenagem singela / Um crepe nas volutas de todas as guitarras / E depois, em silêncio, vão lá rezar por ela.

quinta-feira, junho 03, 2010

ANA MOURA - "Caso arrumado"

VÍDEO DE HOMENAGEM


Não te via há quase um mês / Chegaste e mais uma vez / Vinhas bem acompanhado / Sentaste-te à minha mesa / Como quem tem a certeza / Que somos caso arrumado // Ela não me queria ouvir / Mas tu pediste a sorrir / O nosso fado preferido / Fiz-te a vontade, cantei / E quando à mesa voltei / Ela já tinha saído // Não é a primeira vez / Que começamos a três / Eu vou cantar e depois / O nosso fado que eu canto / É sempre remédio santo / Acabamos só nós dois // Eu sei que tu vais voltar / P'ra de novo te livrar / De um caso sem solução / Vou cantar o nosso fado / Fica o teu caso arrumado / O nosso caso é que não.

Ana Moura interpreta, de Manuela de Freitas, no Pedro Rodrigues, este "Caso arrumado", cuja letra, tão curiosa quanto interessante, vale a pena aqui patentear, até mesmo porque reflecte, de certo modo, uma realidade tantas vezes vivida - a do "caso a três", remediado por um certo "nosso fado" que tem o poder de anular, sempre que necessário, o indesejado terceiro membro da relação e repôr o "nosso caso" a dois, eternamente arrumado... o reconhecimento e aceitação da infidelidade, sem dramatismos, a ajuda até na resolução desse deslize... isto é muito fadista! Lembra-me o "Fado Antigo", de Berta Cardoso, cuja letra, do Linhares, diz assim "...Eu ando cheia de ciúme / pelo meu bem que está ausente / É o rapaz mais valente / e também o mais infiel / Mas não me digam mal dele / Que eu não sou nenhuma santa..." Lindo! Quantas vezes ouvimos esta confissão?... Geralmente, os outros é que são infiéis!; nós, de santo/as, só nos falta o altar!...
Mas, o mais intrigante neste fado da Ana Moura é que, ao ouvi-lo, sempre me acorda a lembrança de um fado que ouvi na poderosa e inolvidável interpretação de Berta Cardoso e que, creio, pertence ao seu repertório, mas que apenas tenho na também superior versão de Fernanda Maria, "Candeia", de Frederico de Brito e J. Campos; oiçam lá, que vale a pena, embora o estado desta cópia não seja já dos melhores...

Não o via há tantos dias / Tinham dado avé Marias / Na capelinha da aldeia / Esperava por ele e não vinha / E como estava sozinha / Fui acender a candeia // Gemia o vento lá fora / Passa uma hora, outra hora / E ao romper da lua cheia / Ei-lo que vem meigo e doce / E fosse lá pelo que fosse / Tinha mais luz a candeia // Mil beijos, mil juramentos / E nesses loucos momentos / Toda a minha alma se enleia / Quis mostrar-me o amor seu / E jurou que era só meu / Pela luz daquela candeia // Mas vi-lhe a boca a tremer / Eu mesma não sei dizer / O que me veio à ideia / É que a verdade realça / Essa jura era tão falsa / Que se apagou a candeia.
E então?!... Se isto tem alguma coisa a ver!?... 'Tá bem, mas eu acho que sim, correcto? Há aqui umas associações fundamentais a que nem todos chegam, mas porém... é bom até, de vez em quando, dizer umas certas alarvidades... dá estatuto! Ah, pois é! A propósito, logo, lá te espero, na Procissão. Já sabes, se estiver com companhia, falamos depois... Claro, deixa lá... Isto, do Fado, é tramado, pá! Já estava aqui a lembrar-me doutro... os fados são como as cerejas Este ano estão um bocadito acres, p'ra meu gosto Não é isso... vêm uns atrás dos outros Ah, quem diria... como tu estás!... Eu, não é?! Ah, pois é!... :-)

sábado, fevereiro 14, 2009

TERESA SILVA CARVALHO - "Choram meus olhos"


Não sei se ando distraída, mas tenho a sensação de não ouvir falar de Teresa Silva Carvalho há bastante tempo. Creio que, nos painéis do Museu do Fado, a sua foto se encontra, entre as demais, a assinalar e lembrar a sua presença no Fado e o seu valioso contributo que, como muito bem refere Ary dos Santos, foi importante, não só como intérprete, mas também como compositora, para além do facto assinalável de escolher criteriosamente o seu repertório.
Este fado, com letra de António Botto, acerca do qual vos recomendo o visionamento desta exposição virtual http://www.bmab.cm-abrantes.pt/Ant%C3%B3nio%20Botto/.%5CExposicaoBotto.htm, é disso exemplo.
Espero que o vídeo esteja à altura da intérprete homenageada e dos autores
VÍDEO DE HOMENAGEM

quarta-feira, dezembro 10, 2008

BEATRIZ FERREIRA - "Três beijos"


Lembro hoje Beatriz Ferreira, a primeira intérprete de Luís Alcaria, pseudónimo de José Luís Gordo, fadista que durante anos integrou o elenco da "Viela", com o Sérgio e a Berta Cardoso... Interpretando este fado da autoria de Joaquim Campos.

VÍDEO DE HOMENAGEM

quinta-feira, outubro 09, 2008

JOSÉ MANUEL OSÓRIO - "Fado da Meia-Laranja"



José Manuel Osório é mais um nome incontornável no fado, não só como fadista, mas também como investigador e estudioso do Fado, com obra editada. Este fado, que lhe ouvi cantar, emocionada, há já alguns anos, numa noite, no "Tostão", continua a ser um dos meus preferidos, não só pela belíssima letra de José Luís Gordo, que tão bem tratou este tema tão difícil, como pela feliz escolha desta música de Joaquim Campos, como ainda pela superior interpretação de J. M. Osório.


Quem me dera saber escrever assim:


"Ali, à Meia-Laranja,


Meio-Inferno de Lisboa,


Onde a morte anda a viver


Há milhares de olhos baços


A vida tem tantos braços


Para a morte se esconder
....

Há punhais de infelicidade

Ali se mata a idade

no coração de Lisboa "

VÍDEO DE HOMENAGEM

domingo, julho 20, 2008

GABINO FERREIRA - "Alfama"
















Henrique Perry escreveu a letra e J. Campos musicou este fado "Alfama" que pode escutar aí

VÍDEO DE HOMENAGEM
Acerca deste fadista, recomendo a leitura deste artigo, por Antón García-Fernández