terça-feira, julho 28, 2009

MANUEL BRANQUINHO - "Balada do Encantamento"

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Esta "Balada do Encantamento" tem, para mim, encantos muito especiais e, por isso, aqui a incluo; penso que não desmerecerá o Fado, se bem que o de Coimbra, se como tal for apelidada...

Interpretada pelo meu amigo Manuel Branquinho, voz consagrada do Fado de Coimbra, esta balada, da autoria de D. José P. d'Almeida e Silva (Dr.), transporta-me inevitável e saudosamente ao tempo da minha juventude, da descoberta das sonoridades do Fado de Coimbra e depois do Fado de Lisboa, que era também cantado nas nossas tertúlias, principalmente os repertórios da então já veterana Mª Teresa de Noronha e da ainda principiante Tereza Tarouca.

Assim presto homenagem ao intérprete desta balada e à minha cidade de Leiria, onde mora a saudade e o encantamento...

Leiria dos Poetas e da Melancolia, Leiria do Marachão e do rio Lis, dos amores proibidos, do Castelo de Afonso, o Conquistador, de Dinis, o Lavrador, e da Rainha Santa Isabel, a que transformou o pão em rosas... antiga e misteriosa minha Leiria d' O Menino do Lapedo, do encantado vale!...

sábado, julho 25, 2009

LINA MARIA ALVES - "Fado da Vida"

Lina Maria Alves deixou-nos em 2007.
Conheci-a na "Parreirinha", de cujo elenco fez parte durante cerca de 40 anos.
Aqui fica a minha homenagem à criadora de "O cigano é só meu", provavelmente o seu mais conhecido sucesso.
Contudo, hoje recordo-a cantando este "Fado da Vida" da autoria de J. Frederico de Brito.

VÍDEO DE HOMENAGEM

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quinta-feira, julho 16, 2009

RUI DE MASCARENHAS - "Saudade sem vida"

eva, Jan.54
Nota biográfica:
Nasceu a 14 de Dezembro de 1932, em Vila Perry na antiga colónia Portuguesa de Moçambique.Veio para o Continente aos 5 anos de idade, passou depois pelos Açores. Cursou Arquitectura, mas concorrendo a um programa de rádio(APA), na altura muito em voga e donde saíram muitos dos Grandes nomes da nossa Canção, ganhou!!!, mandou o curso ao ar e canta por todo o lado ; levado pelos Companheiros da Alegria de Igrejas Caeiro percorre Portugal e o Brasil. Vai para França e é o segundo Artista Português a Pisar o palco de L'Olimpia de Paris, a primeira seria Amália Rodrigues. Nesse tempo ir a esta sala de espectáculo era a consagração total de um artista. Hoje qualquer artista lá canta desde que pague o aluguer. Sinais dos Tempos. Ganha a Medalha de ouro Grand Prix de Cannes. De volta a Portugal grava " Os Pauliteiros do Douro" que ficará para sempre como o seu cartão de visita. Em todos os passatempos APA realizados no Ex-cinema Eden, é presença obrigatória. Parte para os Estados Unidos onde fica alguns anos com Sucesso, fala e canta em 8 línguas diferentes. Segue para o Canadá onde renova o Sucesso de cantor; a sua bonita presença e voz encantadora leva-o para o maior Teatro de Montreal onde, sendo o único Português em centenas de cantores e actores, representa com muito sucesso a Opereta " Viúva Alegre". Grava Discos no Canadá. O seu " Amor" e " Mourir ou Vivre" manteem-se longos meses no Top, são de facto grandes êxitos. A Fama chega a Portugal. Regressa com o "Encontro às dez" e " Maria Helena", como grandes sucessos. Mas é o eterno " Pauliteiros do Douro" a que mais entra no coração dos Portugueses. Ganha o 1º prémio da Costa Verde-Espanha. Contudo, os tempos de mudança, instalados no País após a Revolução de 25 de Abril, trouxe-lhe a ele como a muitos outros Grandes um crescente desencanto. A sua "estrelinha" começa lentamente a definhar... ainda canta nalguns cabarets... triste e desolado aponta culpas, sente-se injustiçado ( e foi)... pensou gerir a sua fama... mas actores... fadistas... cantores, todos Eles começam a ficar na prateleiras... não teem espectáculos. Hoje qualquer Modelo é actor... cantor... as próprias televisões promovem esses" artistas"; hoje tudo o que é Pimba... canta canções lamechas... tem padrinho ou afilhado. Vence. Os grandes estão esquecidos, eles que deram tudo por tudo subiram a pulso, tiveram lições de canto com os maiores professores, esses ficam esquecidos. As rádios perdem a força... pouca música Portuguesa passam...Tem que se pagar fortunas para gravar... gravando, não teem quem os promova. O passado não tem futuro neste País por vezes tão ingrato. Os políticos só querem os artistas para caçar votos. No dia 22 de Fevereiro de 1987, aparece morto em sua casa, no Porto. Embolia cerebral dizem uns... e outros nem nada dizem. Morreu uma Estrela. Um Cantor de Sucesso. Um dos Grandes entre os Grandes... e o silêncio cai na cidade. Ninguém hoje recorda RUI DE MASCARENHAS. Eu, que trabalhei ainda com ele no "Satélite", não deixarei de o relembrar e dizer que os " Pauliteiros do Douro" ainda existem.
(in http://www.fotolog.com/luisduval_20/69311547)

De facto, Rui de Mascarenhas celebrizou-se e é lembrado como cançonetista, "cantor romântico", sendo dessa área os seus mais conhecidos êxitos; mas, como acontecia na época com muitos outros, também cantou Fado, gravou fado e até cantou durante algum tempo numa Casa de Fados - a "Nau Catrineta", que viria depois a ser "O Poeta" e acabaria demolida... hoje está lá o sítio, em Alfama... É, pois, essa sua faceta de fadista, quiçá menos conhecida, que aqui vamos recordar com este fado tradicional, com letra de F. Peres e música de F. Viana.

Vídeo de Homenagem

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Plat.

sábado, julho 11, 2009

ODETE MENDES - "O mundo que há em mim"

VÍDEO DE HOMENAGEM

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Odete Mendes, nome artístico de Mª Odete Pessoa Mendes Novo Gomes, cantadeira e letrista, nasceu em Lisboa em 1943, tendo-se estreado como profissional em 1960, na casa de fados "A Márcia Condessa", encontrando-se a actuar n' "O Forcado" quando se retirou. Filha de um dos mais importantes violistas de fado do séc. XX - Alfredo Mendes (1907-1967) - carregou consigo o peso dessa responsabilidade, mas também a do talento com que igualmente o Fado a marcou.

Intérprete e autora da letra, Odete Mendes dá voz a este fado como convém -com alma, sentir e saber; a música é de João Mª dos Anjos.


Agradecimento

Ao investigador José Manuel Osório, pela gentileza de me disponibilizar o inédito da biografia desta cantadeira, permitindo-me a sua integral utilização, se assim eu o entendesse. Bem Haja!

sexta-feira, julho 10, 2009

UM PLAGIADOR


Há já algum tempo, encontrei no Ilustração Portuguesa este artigo, retirado de uma Ilustração, dos anos 30, a que o autor, o conhecido Repórter X - Reynaldo Ferreira, deu o sugestivo título "A Exportação do Fado Português... por grosso e em contrabando" (sublinhado meu). Trata-se, muito simplesmente, de um caso de plágio, levado a efeito por um estranho personagem de nacionalidade polaca, que durante algum tempo residiu em Lisboa e que, de tal modo apaixonado pelo Teatro de Revista e pelos sons do Fado, regressou com eles ao seu país onde os apresentou como se seus fossem!...
Por certo, nunca lhe terá passado pela cabeça que um português fosse a Varsóvia e, demais, fosse assistir a uma representação de uma das "suas" Revistas... Azar! Logo ele, que tanto cuidado tinha tido, que, ainda com algum "pudor", tinha ido plagiar para tão longe...
A ser verdadeira esta história, não terá tido bom desfecho... é que, deste polaco plagiador, Oswald Zelñick, não há qualquer registo de autorias, nem ninguém me soube dar notícia...
Terá sido, por assim dizer, exterminado!?
Afinal, por cá, outros há, continua a haver, que sem qualquer pingo de vergonha e alarvemente, nas barbas do autor, reclamam como suas autorias consagradas que (quase) toda a gente (re)conhece... e ainda assim são premiados!...
É mesmo caso para gritar: "-Ó pai, o Rei vai nu!..."
Ou, se preferir "-E esta, hem?!"...

domingo, julho 05, 2009

CARLOS DUARTE - "Teu vestido azul"



Filho de Alfredo Duarte "Marceneiro" e irmão de Alfredo Duarte Jr., Carlos Duarte (1921 - 1966) é, dos Marceneiro, provavelmente, o menos conhecido do grande público, tanto mais que
cantou o Fado apenas como amador.
Era frequentador assíduo dos retiros de fado, onde era muito considerado, sendo unânime a opinião, de todos quantos o escutavam, de que era um grande intérprete do Fado. São de sua autoria algumas letras de fados que interpretou; porém, a do fado, com que hoje o lembro, é da autoria de Henrique Rego, uma letra muito interessante, com um certo gosto e codificação petrarquistas, interpretada no Fado Mª Marques, da autoria de seu pai, Alfredo Duarte Marceneiro.
Vídeo de Homenagem

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