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terça-feira, outubro 21, 2014

Memórias do Fado

D.L. 21.10.55



Tempos antigos, tempos passados!

Tempos de ir beber um 


e passar



ouvindo algumas das vozes que por lá passaram








e também as que se fizeram ouvir no mesmo espaço, rebaptizado O Poeta





Tempos da memória,
Memórias do FADO,
que tem muito que contar!...

sexta-feira, junho 29, 2012

FADO 43









D.Pop.

Uma despretenciosa mirada ao panorama do Fado, em 1943; a amostra é reduzida mas, mesmo assim, já deixa alguns indicadores e permite tirar algumas conclusões...
A consagrada Ercília Costa, apresentava-se no Retiro dos Marialvas;
A também já consagrada Berta Cardoso encontrava-se no 2º ano de interrupção da sua actividade artística, para se dedicar à obstetrícia;
Amália representava Portugal em Espanha e actuava no Casablanca, nas Noites da Moda, ao lado de Júlio Proença, do jovem Fernando Farinha e de Xavier Pinto, casa onde se exibia igualmente a Orquestra Caravana, uma orquestra feminina portuguesa de guitarras...
Natália dos Anjos, Maria Virgínia, José Coelho, Tristão da Silva e Xavier Pinto, são alguns dos fadistas que integram os seleccionados elencos do Retiro dos Marialvas.

quarta-feira, agosto 25, 2010

"Cigarra e formiga"

Em Junho de 2008 editei este vídeo de homenagem a Natália dos Anjos, lembrando esta fadista maior da velha guarda com o fado "Cigarra e Formiga", cuja letra, de Linhares Barbosa, recria a conhecida fábula de Esopo que La Fontaine recontou...
A pedido de Luisa Notarangelo, editora deste blog , aqui fica a curiosa letra do fado, que desmente essa antiga e bizarra lenda da cigarra cantadeira e da afadigada, porém, impiedosa formiga "- Ah, cantaste? Então, agora, dança!..."
É que, afinal, também trabalha quem canta!...
Desminto uma lenda antiga
Muito velhinha e bizarra
Que conta que uma formiga
P'lo trabalho e p'la fadiga
É diferente da cigarra
*
Eu sou cigarra e formiga
Pois vivo desta maneira
Sou modesta rapariga
De noite boto cantiga
De dia sou vendedeira
*
Não faço aquela algazarra
Duma cigarra no prado
Canto ao som duma guitarra
De dia ninguém me agarra
Em qualquer sítio de fado
*
Como o trabalho me anima
E me dá pão e me alegra
E a freguesia me estima
Não canto nem uma rima
Quando sou formiga negra
*
Sou cigarra e sou formiga
E a tudo isto eu acho graça
Nem consinto que se diga
Mal de qualquer rapariga
Que ganha a vida na praça.

domingo, junho 27, 2010

Ronda do Fado - Alfama


TAVERNA D'EL REY - Largo do Chafariz de Dentro, 14 - 15


S. MIGUEL D'ALFAMA - R. de S. Miguel, 9


PARREIRINHA DE ALFAMA - Beco do Espírito Santo, 1



O PEREIRA D'ALFAMA - R. Guilherme Braga, 22


MARÍTIMA DAS COLUNAS - Largo Chafariz de Dentro, 17



MARIA DA FONTE - R. de S. Pedro, 5



FADO MAIOR - Largo do Peneireiro, 7



ESQUINA DE ALFAMA - R. de S. Pedro, 4

DRAGÃO DE ALFAMA - R. Guilherme Braga, 8

CORAÇÃO DE ALFAMA - Tv. Terreiro do Trigo, 8

Com letra do Conde de Sobral, música de Casimiro Ramos, ALFAMA, nas inolvidáveis vozes de Natália dos Anjos e de Fernando Maurício.

sábado, junho 28, 2008

NATÁLIA DOS ANJOS - "Cigarra e formiga"


Natália dos Anjos (1913-1991), fadista e autora de letras de fado, natural de Lisboa, começou a cantar em sociedades de recreio, desde criança. Cantou, também como amadora, no Retiro da Severa, onde ficou contratada logo após a profissionalização, em 1936.
A letra deste fado é, de certo modo, autobiográfica. De facto, durante alguns anos, Natália dos Anjos era vendedeira durante o dia (tinha, com a mãe, um lugar de venda de aves na Praça da Figueira, que era considerado um dos mercados mais elegantes da Europa e que encerrou em 30.06.1949, tendo sido demolido posteriormente) e cantadeira à noite.
"Eu sou cigarra e formiga
pois vivo desta maneira
sou modesta rapariga
de noite boto cantiga
de dia sou vendedeira"
VÍDEO DE HOMENAGEM

sábado, fevereiro 02, 2008

NATÁLIA DOS ANJOS - "O Embuçado"

Este fado, com letra de Gabriel de Oliveira e música de José Marques Piscalarete, foi uma criação de Natália dos Anjos, tendo-se posteriormente tornado mais conhecido cantado por João Ferreira-Rosa. Gabriel de Oliveira, notável letrista, que no meio do Fado ficou conhecido como Gabriel Marujo, por ter andado embarcado, era monárquico e quis, deste modo, homenagear o Rei que gostava muito de fado; ainda Príncipe Real, D. Carlos aprendeu a tocar guitarra, tendo sido seu professor o guitarrista João Mª dos Anjos.

D. Carlos poderá não ter sido o melhor dos políticos; foi mesmo O Mal-Aconselhado; foi, no entanto, um homem de notável cultura- cientista, pintor e lavrador. A História far-lhe-á justiça...
Quanto ao "incidente" ocorrido na A.R., convido-vos a ler esta pérola: "O REI MORREU. VIVA O REI!..."
aqui

De facto, "nem sequer é preciso ser monárquico"!...

Plat.

domingo, maio 06, 2007

NATÁLIA DOS ANJOS - "O VELHO E O NOVO"

Este blog trata essencialmente de fado, embora aqui tenham lugar outros assuntos. Ao longo destes dois anos, foi dado algum relevo especial à figura que determinou a criação deste espaço - BERTA CARDOSO - e do site http://www.bertacardoso.com/, sem nunca se deixar, porém, de lembrar outros nomes da cultura portuguesa, nomeadamente da canção nacional. Sempre desejei ter som no blog, porque acho que a melhor maneira de divulgar a música, seja ela qual for, é fazê-la ouvir. Por diversas razões, fui adiando o projecto, mas eis que finalmente vou poder "mostrar-vos" a voz e a imagem dos cantadores e cantadeiras de quem tenho alguns registos. É um trabalho amador, até no verdadeiro sentido do termo, devendo a vossa generosidade suprir alguma falta de qualidade verificada.
Os últimos quatros posts pertencem ainda ao período experimental desta fase sonora; agora, embora tecnicamente nem sempre as coisas me corram ainda muito bem, vou arriscar no cumprimento deste objectivo de divulgação do fado e dos seus intérpretes, dos mais aos menos conhecidos.
Espero que todos gostem tanto como eu.
Hoje, vamos ficar com NATÁLIA DOS ANJOS e um fado que, não sendo dos mais conhecidos do seu repertório, tem uma letra, de David José, muito divertida... a música é de Jaime Santos. A escolha é "O velho e o novo".

sábado, dezembro 02, 2006

O BAIRRO, O POETA, A FADISTA E O FADO










O BAIRRO E O POETA
(Miguel Ramos/Carlos Conde
canta Frutuoso França)


A Natália, essa fadista
De voz terna, saudosista
Toda encanto e melodia
Foi a melhor companheira
Que o Gabriel de Oliveira
Teve ali, na Mouraria.

Ele fazia-lhe os versos
Esses poemas dispersos
Com sabor a tradição
E ela aprendia a cantar
Naquele 1º andar
Na Rua do Capelão

Em volta imagens antigas
De fadistas e cantigas
Numa graça colorida
Tudo ali sabia a fado
Desde um verso bem rimado
À tese mais escolhida

Na viela escura e triste
Onde agora só existe
A saudade duma grei
Aquela velha casinha
Era um trono de rainha
Num bairro onde o fado é rei

Foi nesse bairro fadista
Que o poeta mais bairrista
Um nome grande marcou
Porém, tudo se perdeu
Porque o Gabriel morreu
E a Mouraria acabou.

(Imagem: MOURARIA, emprestada por www.teiaportuguesa.com)