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quinta-feira, abril 17, 2014

"Por uma Adega Maior"


D.L.

Curiosa, esta pública manifestação de amizade, gratidão e consideração, valores que parece andarem tão esquecidos pela maior parte de nós!...
Um exemplo a seguir,
por um Fado Maior!

sábado, setembro 18, 2010

A canção das perdidas...



I.P.

...autorias???

... do Fado?!

Um breve por exemplo de duas dessas quadrinhas "das perdidas", que se cantam em Fado, porém desenquadradas deste contexto (se bem que não completamente) e autoria (completamente) e noutros integradas... Não sei se me faço entender...

Dos fados "Mª Madalena", por Lucília do Carmo e "A mais linda mulher", pelo Júlio Peres.

(A propósito, reparei que, num dos blogues sobre fado, que entendo aqui não dever nomear, vem erradamente indicado como sendo Carlos Zel o intérprete de "A mais linda Mulher", em vez de Júlio Peres, embora as vozes nem sejam confundíveis... enfim, numa confusão ou num erro, qualquer um tropeça e pode mesmo cair, mas que, depois de receber dois comentários de alerta, o autor não se tenha dado ao trabalho de proceder a verificação e emenda... Pois é, por estas e por outras...)

Perdidas, mas achadas!...

sábado, novembro 15, 2008

AUGUSTA ERMIDA - "Foi na Travessa da Palha"

Para o repertório de Maria Alice, Gabriel d' Oliveira escreveu este fado a que deu originalmente o título "Cena Fadista", mas que ficou posteriormente conhecido pelo nome de "Foi na Travessa da Palha", na voz de várias intérpretes, entre elas Lucília do Carmo e Augusta Ermida, cantado no Fado Britinho de Frederico de Brito.

VÍDEO DE HOMENAGEM

No blog BicLaranja, que recomendo e cujo editor daqui saúdo, pode saber mais acerca da Travessa da Palha e da Taberna do Friagem; um artigo muito curioso http://biclaranja.blogs.sapo.pt/269487.html

domingo, julho 06, 2008

FERNANDO MAURÍCIO - "Na Mouraria"






















Fernando Maurício (1933-2003), nascido na R. do Capelão, no coração da Mouraria, um bairro de grandes tradições fadistas, dono de uma voz inconfundível, é um marco na História do Fado.

Acerca dele, Victor Reis, do blog http://ideotario.blogspot.com/
escreveu este belíssimo texto que transcrevo:

"Quarta-feira, Julho 16, 2003
o último fado de Fernando Maurício
Nas minhas andanças pelo mundo, no tempo que passa sem sentirmos, deixei-me vadiar pelas casas de fado, especialmente aquelas onde se cantava o fado amador e espontâneo, em ambiente simultaneamente rasca e fidalgo, numa perfeita comunhão do querer e do sentir. Na chamada “Linha”: Cascais, Birre, Alcabideche frequentei com alguma assiduidade O Tabuinhas, O Arreda, O Estribo e O Estribinho e pela Madragoa, em Lisboa, o Timpanas, a Cesária e o Solar da Madragoa, onde se ouvia o fado vadio até à exaustão e onde pontuavam figuras que pela sua forma de vida e pelo casticismo do seu cantar se transformaram em ícones de um imaginário fadista e da fadistagem. Alto, elegante, com um carismático bigode foi envelhecendo neste caminho, foram-lhe despontando cãs que lhe davam mais encanto e encantando-nos com sua voz, especialmente com o fadistar de “A Igreja de Santo Estevão”. Voz profunda, olhar penetrante não demos importância ao tempo que ia passando. Sempre pronto a partilhar a sua arte muito gostava de sair “fora de portas”, atravessar o rio e de Cacilhas, já não de burro que isso teria sido nos finais do século XIX, vir para junto do mar, e onde o fado fosse batido, num improvisado tasco de um parque de campismo ou na nobreza do Convento dos Capuchos, cantar o fado. Mas os contadores do tempo não param, mesmo quando estamos menos atentos e não sentimos a areia da ampulheta a esgotar. Fernando Maurício foi tudo isso. A fadistagem está mais pobre. Enriquecidos estarão sempre os que tiveram o privilégio de o conhecer e de o ouvir."

"Na Mouraria", do repertório de Natália dos Anjos, com letra de Gabriel de Oliveira e música de J. Pereira, é o fado que Fernando Maurício interpreta neste

VÍDEO DE HOMENAGEM

quarta-feira, maio 14, 2008

AMÁLIA - "HÁ FESTA NA MOURARIA"


VÍDEO DE HOMENAGEM

Empolgante!

Música de Alfredo Duarte Marceneiro, interpretação de Amália Rodrigues, Letra de António Amargo, cf. indicação de autoria no fonograma; outros registos há que indicam (e parece que muito bem), como autor desta letra, Gabriel de Oliveira.
(Prontos! Agora já sei fazer vídeos... Até nem correu mal, hem ?...)

***

De acordo com Eduardo Sucena, in Lisboa, O Fado e os Fadistas, esta letra que Amália aqui canta é efectivamente da autoria de Gabriel de Oliveira, mais conhecido por Gabriel Marujo, foi criação de Alberto Costa, com música de Alfredo Marceneiro; porém, "a sextilha que serviu de mote a esta letra seria ainda glosada assim por um outro poeta, António Amargo (aliás, António Correia Pinto d'Almeida) que também viveu na Figueira da Foz e faleceu em 12.05.1933":

Desde manhã os fadistas, / Jaquetão, calça esticada, / Se aprumam com galhardia; / Seguem as praxes bairristas, / É data santificada / Há festa na Mouraria!

Toda aquela que se preza / De fumar, falar calão, / Pôs em praça a juventude, / Nessa manhã chora e reza. / É dia da procissão / Da Senhora da Saúde!

Nas vielas do pecado / Reina a paz, tranquila e sã, / Vive uma doce alegria. / À noite, é noite de fado, / Tudo toca, tudo canta / Até a Rosa Maria.

A chorar, arrependida, / A cantar com devoção, / Numa voz fadista e rude, / Aquela Rosa perdida / Da Rua do Capelão / Parece que tem virtude!

sábado, fevereiro 02, 2008

NATÁLIA DOS ANJOS - "O Embuçado"

Este fado, com letra de Gabriel de Oliveira e música de José Marques Piscalarete, foi uma criação de Natália dos Anjos, tendo-se posteriormente tornado mais conhecido cantado por João Ferreira-Rosa. Gabriel de Oliveira, notável letrista, que no meio do Fado ficou conhecido como Gabriel Marujo, por ter andado embarcado, era monárquico e quis, deste modo, homenagear o Rei que gostava muito de fado; ainda Príncipe Real, D. Carlos aprendeu a tocar guitarra, tendo sido seu professor o guitarrista João Mª dos Anjos.

D. Carlos poderá não ter sido o melhor dos políticos; foi mesmo O Mal-Aconselhado; foi, no entanto, um homem de notável cultura- cientista, pintor e lavrador. A História far-lhe-á justiça...
Quanto ao "incidente" ocorrido na A.R., convido-vos a ler esta pérola: "O REI MORREU. VIVA O REI!..."
aqui

De facto, "nem sequer é preciso ser monárquico"!...

Plat.