VÍDEO DE HOMENAGEM
Este vídeo de homenagem a Maria Amorim, que aqui lembro interpretando o conhecido "Lisboa Menina e Moça", de Ary dos Santos e Paulo de Carvalho, tem uma introdução feita pelo Dr. Godfrey Simmons, um súbdito de Sua Magestade, grande amante de Fado, como o próprio confessa.
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No castelo, ponho o cotovelo / Em Alfama, descanso o olhar / E assim desfaço o novelo / De azul e mar / À ribeira, encosto a cabeça / Almofada da cama do Tejo / Com lençóis, bordados à pressa / Na cambraia, de um beijo
Lisboa menina e moça, menina / Da luz que os meus olhos vêem, tão pura / Teus seios são as colinas, varina / Pregão que me traz à porta, ternura / Cidade a ponto luz, bordada / Toalha à beira mar, estendida / Lisboa menina e moça, amada / Cidade, mulher da minha vida
No terreiro, eu passo por ti / Mas da Graça, eu vejo-te nua / Quando um pombo te olha, sorri / És mulher da rua / E no bairro mais alto do sonho / Ponho o fado que soube inventar / Aguardente de vida e medronho / Que me faz cantar
Lisboa menina e moça, menina / Da luz que meus olhos vêem, tão pura / Teus seios são as colinas, varina / Pregão que me traz à porta, ternura / Cidade a ponto luz, bordada / Toalha à beira mar, estendida / Lisboa menina e moça, amada / Cidade, mulher da minha vida
Lisboa no meu amor, deitada / Cidade por minhas mãos despida / Lisboa menina e moça, amada / Cidade, mulher da minha vida
Lisboa menina e moça, menina / Da luz que os meus olhos vêem, tão pura / Teus seios são as colinas, varina / Pregão que me traz à porta, ternura / Cidade a ponto luz, bordada / Toalha à beira mar, estendida / Lisboa menina e moça, amada / Cidade, mulher da minha vida
No terreiro, eu passo por ti / Mas da Graça, eu vejo-te nua / Quando um pombo te olha, sorri / És mulher da rua / E no bairro mais alto do sonho / Ponho o fado que soube inventar / Aguardente de vida e medronho / Que me faz cantar
Lisboa menina e moça, menina / Da luz que meus olhos vêem, tão pura / Teus seios são as colinas, varina / Pregão que me traz à porta, ternura / Cidade a ponto luz, bordada / Toalha à beira mar, estendida / Lisboa menina e moça, amada / Cidade, mulher da minha vida
Lisboa no meu amor, deitada / Cidade por minhas mãos despida / Lisboa menina e moça, amada / Cidade, mulher da minha vida
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Morreu a fadista Maria Amorim
Lisboa, 20 Dez 2003(Lusa) - A fadista Maria Amorim, radicada em Londres desde 1953, morreu hoje na capital britânica, vítima de doença prolongada, devendo o corpo ser cremado domingo, disse à Agência Lusa fonte familiar.
A fadista, que contava 67 anos, foi este ano homenageada em Londres, pelos seus 50 anos de carreira, e viu em Novembro editado um CD com os seus principais êxitos.
A fadista começou a cantar na Parreirinha de Alfama, de Argentina Santos, em Lisboa.
"A minha mãe era amiga da Argentina e comecei ainda nova a cantar e às vezes até ficava a dormir no apartamento por cima da Parreirinha", recordou Maria Amorim, em entrevista concedida à Lusa por ocasião da homenagem pelos 50 anos de carreira.
"O fado despertou-me interesse quando, ainda pequenina, ia espreitar os fados numa taberna próxima de onde morava. Nessa altura "escutava enlevada o Manuel Calisto, Joaquim Silveirinha, Manuel Gil, José Coelho, entre outros. Nomes da chamada 'Velha Guarda'", referiu na entrevista.
Nas lides fadistas, a criadora de "Já é tarde" (Joaquim Campos/ Alberto Rocha) era conhecida pela Migalhinha, alcunha que lhe advém de uma quadra que Fernando Farinha lhe dedicou.
Entre os fados que a celebrizaram contam-se "Fado de outrora" (José Marques/João de Freitas), "Esperas de gado" (Nuno Meireles/J.Freitas), "Vidas sombrias" (Túlio Penha/J. Freitas), "Fado nos arredores" (Hugo Vidal/J. Freitas) e "Eu nasci na Madragoa" (F.Farinha).
Em Londres, Maria Amorim participou em vários espectáculos e gravou discos com fados do seu repertório e outros mais conhecidos do público inglês como 'Casa Portuguesa', 'Lisboa à noite' ou 'Fado errado'.
A fadista, que contava 67 anos, foi este ano homenageada em Londres, pelos seus 50 anos de carreira, e viu em Novembro editado um CD com os seus principais êxitos.
A fadista começou a cantar na Parreirinha de Alfama, de Argentina Santos, em Lisboa.
"A minha mãe era amiga da Argentina e comecei ainda nova a cantar e às vezes até ficava a dormir no apartamento por cima da Parreirinha", recordou Maria Amorim, em entrevista concedida à Lusa por ocasião da homenagem pelos 50 anos de carreira.
"O fado despertou-me interesse quando, ainda pequenina, ia espreitar os fados numa taberna próxima de onde morava. Nessa altura "escutava enlevada o Manuel Calisto, Joaquim Silveirinha, Manuel Gil, José Coelho, entre outros. Nomes da chamada 'Velha Guarda'", referiu na entrevista.
Nas lides fadistas, a criadora de "Já é tarde" (Joaquim Campos/ Alberto Rocha) era conhecida pela Migalhinha, alcunha que lhe advém de uma quadra que Fernando Farinha lhe dedicou.
Entre os fados que a celebrizaram contam-se "Fado de outrora" (José Marques/João de Freitas), "Esperas de gado" (Nuno Meireles/J.Freitas), "Vidas sombrias" (Túlio Penha/J. Freitas), "Fado nos arredores" (Hugo Vidal/J. Freitas) e "Eu nasci na Madragoa" (F.Farinha).
Em Londres, Maria Amorim participou em vários espectáculos e gravou discos com fados do seu repertório e outros mais conhecidos do público inglês como 'Casa Portuguesa', 'Lisboa à noite' ou 'Fado errado'.
AO/NL.