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domingo, outubro 16, 2011

PIONEIROS DO FADO

"Berta Cardoso vai novamente transpor longos mares..."


O que me admira que nenhum destes pilares do Fado tenha sido escolhido para integrar a colecção filatélica "O Fado" !...

Que critérios terão presidido à escolha? Ou terá sido simplesmente a gosto de quem decide, como antigamente?!... De notar que João da Mata, Armandinho e Martinho d'Assunção, são, para além de brilhantes instrumentistas, notáveis autores de letras e músicas... De notar que Berta Cardoso foi aquela que Amália desejava vir a ser, quando começou...

Porque não terão sido escolhidas algumas destas tão genuínas individualidades fadistas, a quem tanto o Fado deve, para figurar naquela colecção?!...

Ó, gentes da minha terra! Afinal, até parece que temos um Feudo do Fado!... Mas nem por isso há-de cair o Carmo e a Trindade!... :-)

sexta-feira, setembro 02, 2011

QUANTOS AUTORES TEM O FADO...?!




Em Dezembro de 2008, lembrei Beatriz Ferreira interpretando um fado antigo, "Três beijos", gravado por Júlio Proença e cuja autoria indicada, no fonograma, é de Joaquim Campos.



Em Janeiro de 2010, editei este verbete no Fadoteca, precisamente acerca desse fado e do "Puxavante", parecendo que, afinal, a autoria pertence a Pedro Rodrigues, que a reclama em carta dirigida a João da Mata, ouvidos ainda o próprio Joaquim Campos e o Júlio Proença.



"Se bem me lembro", ainda não há muito tempo se gerou, no "meio do Fado", semelhante conflito acerca da autoria de um fado a que, entretanto, foi dada outra autoria, igual e simplesmente apenas por causa "da forma de tocar", com a singela diferença de que, neste último caso, o mais recente autor insiste na sua razão...



De facto, a partir do momento em que o Fado se profissionalizou (e já lá vão largos anos), parece continuar a ser muito difícil ser prior de tal freguesia... "à qual muitas pessoas de valor ultimamente têm vindo e, no número das quais, sente muito em não querer ser" englobada esta vossa amiga...

terça-feira, janeiro 19, 2010

Acompanhamentos

O grande João da Mata chama aqui a atenção para o facto de os instrumentistas terem como função "acompanhar" os/as fadistas e não deverem, por isso, nessa circunstância, conduzir-se como solistas... coisa de que alguns andam presentemente bem esquecidos!... Nas "Guitarradas", é que é mostrar o vosso virtuosismo!...

sábado, novembro 14, 2009

MADALENA DE MELO - "Fado Armandinho"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Madalena de Melo é, provavelmente, das fadistas menos lembradas, embora tenha sido um dos grandes nomes do Fado e tenha tido um papel importantíssimo na sua divulgação. Com os também insignes Armandinho, João da Mata, Martinho d'Assunção e Berta Cardoso, fez parte do Grupo Artístico de Fados, responsável, no dealbar dos anos (19)30, por levar a Canção Nacional, pela primeira vez, a terras de Angola e Moçambique, entre outras.

sexta-feira, agosto 14, 2009

QUINITA GOMES - "Festa na Atalaia"


Queria muito aqui lembrar esta fadista e por isso me atrevo a fazê-lo com um registo fonográfico em mau estado (também, já não é o primeiro...), mas é o que tenho!...
Antes assim que nada, não é?
No verbete de 2 de Agosto de 2007 do Fadocravo, já eu tinha falado no nome da Quinita Gomes
http://fadocravo.blogspot.com/search?q=quinita+gomes , a propósito de uma ida ao Porto de uma representação fadista que Quinita integrou com, entre outros, o seu companheiro de então, o fadista Frutuoso França...

Hoje, lembro "uma das letras mais populares do repertório de Quinita Gomes", nome artístico de Joaquina Gomes, "Um passeio à Trafaria", da autoria do consagrado João da Mata, que foi também seu companheiro.

Quinita Gomes começou a cantar com apenas 8 anos de idade. A sua voz «velada e triste» fez-se ouvir na "Jansen", no "Solar da Alegria", no "Salão Artístico de Fados"... e no "Monumental", onde um dia se estreou uma outra fadista com apenas 10 anos de idade, Mariana Silva, "A Miúda do Alto do Pina", de quem foi Madrinha de Fado.

"Festa na Atalaia", assim se intitula este fado, que tem como autores João da Mata e Miguel Ramos, é do repertório e interpretado por Quinita Gomes

VÍDEO DE HOMENAGEM

sábado, junho 07, 2008

ERCÍLIA COSTA - "Na minha infância"






"Com o tradicional exagero dos cognomes que o público arranjava para as vedetas de quem muito gostava, Ercília Costa ficou conhecida como "a Santa do Fado" ou "a Toutinegra do Fado". Mas aqueles que tiveram o privilégio de a ouvir sabem que Ercília Costa era uma das grandes cantadeiras de fado da primeira metade do século XX. O seu nome é hoje pouco recordado, pois as gravações que realizou são anteriores aos anos cinquenta, altura em que se começou a popularizar o disco gravado, mas no seu tempo foi uma vedeta acarinhada pelo público. Nascida em 1902, na Costa da Caparica, filha de pescadores, Ercília Costa iniciou-se na música quase por acaso. Sem ter prévia experiência musical ou artística, apenas motivada pelo gosto de cantar, a então adolescente apresentou-se no Conservatório de Lisboa em resposta a um anúncio procurando cantores para uma récita a realizar no Teatro de São Carlos. Ercília foi escolhida para o elenco, mas a representação acabou por não se fazer e, apesar de ter sido sondada para seguir o curso daquela instituição, régressou à sua vida. Pouco depois, o actor Eugênio Salvador, que se cruzara com ela no Conservatório, recordado da voz que chamara a atenção, convida-a para o teatro. E foi assim, em resposta a um convite casual, que Ercília entrou para a companhia do Teatro Maria Vitória.Embora tenha sido pela revista que começou - actuando ao lado das maiores vedetas do palco da altura, como Luísa Satanella ou Beatriz Costa - Ercília Costa tornar-se-ia verdadeiramente popular como fadista, actuando em muitos retiros e nas mais importantes casas típicas da altura, e chegando inclusive a realizar espectáculos no estrangeiro, casos de uma digressão por França em 1937 e de actuações nos EUA em 1939 e 1947. Participou igualmente em alguns filmes, e, caso raro, chegou a compor algumas das suas criações mais célebres, como o Fado da Mocidade ou O Filho Ceguinho (conhecido como o Menor da Ercília).No início da década de cinquenta, Ercília Costa retirar-se-ia da actividade artística. Depois de participar em 1951 no filme Madragoa e de algumas actuações pontuais em espectáculos de beneficência, abandonou a carreira para se dedicar ao seu casamento, sem nunca ter cedido à tentação de regressar ao palco. Como declarou em 1967 à revista Flama, "não quis fazer festa de despedida, porque pensei sempre que algum dia podia precisar de voltar...". Mas não voltará a actuar em público até ao seu falecimento em 1985. "
VÍDEO DE HOMENAGEM

Na interpretação distinta de Ercília Costa (1902 - 1985), este fado que tem letra de João da Mata e música de Armandinho (???)

(Respeitamos a autoria mencionada no EP, mas parece-nos que o Menor com versículo é do A. Marceneiro, não?)