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quinta-feira, março 23, 2017

Quem te viu e quem te vê!...




"Ai Fado, Fado!
Quem te viu e quem te vê.
Andas agora à mercê
Dum falseado renovo
Mal empregado
O tempo que tu perdeste
A fazer como fizeste
Vibrar a alma dum povo"

Uma letra de Jorge Rosa (caricaturista, pintor e um dos grandes poetas de fado), música de João Alberto (guitarrista, compositor e letrista), na voz da veterana e consagrada fadista Mariana Silva.

terça-feira, março 21, 2017

O CRUEL E TRISTE FADO



BrancoeNegro

Rocha Peixoto, notável naturalista, professor, antropólogo, etnólogo e escritor... 

terça-feira, setembro 29, 2015

domingo, maio 17, 2015

O Fado é oração

D.L.

"...Pois o Fado é uma reza / que cantado nos dá calma / sendo a canção portuguesa / que mais fala à nossa alma..." (daqui)

quarta-feira, agosto 15, 2012

FADO - Colectânea


Uma colectânea que merece destaque. Aqui fica uma pequena amostra desta selecção de luxo, para vos abrir o apetite; e, já agora, aqui fica também a informação acerca das respectivas autorias dos fados cujos excertos apresento no vídeo:  
José Porfírio - Consagração ao fado - Fernando Teles - Joaquim Campos
Mª do Carmo Torres - O Sonho - Francisco Duarte Ferreira - José Marques Piscalarete
Júlio Vieitas - Embriaguês do amor - Júlio Vieitas - Alfredo Duarte Marceneiro
Mª José da Guia - Ronda fadista - Domingos Gonçalves Costa - Vianinha
Júlio Peres - Encontrei a Mariquinhas - Carlos Conde - F. Mouraria
Lucília do Carmo - Manjerico - J. Linhares Barbosa - F. Macau
Adelina Ramos - Nós e ela - Carlos Conde - Armandinho
Berta Cardoso - Ouvi cantar o Ginguinha - J. Linhares Barbosa - Torres Mondego

quarta-feira, junho 13, 2012

O FADO E A ALMA PORTUGUESA


Fernando António Nogueira Pessoa (13.JUN.1888 - 30.NOV.1935)...

Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.
O fado, porém, não é alegre nem triste. É um episódio de intervalo. Formou-o a alma portuguesa quando não existia e desejava tudo sem ter força para o desejar.
As almas fortes atribuem tudo ao Destino; só os fracos confiam na vontade própria, porque ela não existe.
fado é o cansaço da alma forte, o olhar de desprezo de Portugal ao Deus em que creu e também o abandonou.
No fado os Deuses regressam legítimos e longínquos. É esse o segredo sentido da figura de El-Rei D. Sebastião.


Fernando Pessoa

(in Notícias Ilustrado, 14-4-1929)

sexta-feira, dezembro 30, 2011

"O FADO E A SAUDADE"


D.P.

"Agora em Paris mal se pode ter saudades de Lisboa...", parece lamentar-se a poetisa moçambicana Merícia de Lemos ...

quarta-feira, dezembro 07, 2011

QUEBRA-CABEÇAS




- Olha, que graça! é o Figo não é?!
- Parece...
- E o que é que o Figo faz num cartaz de Fado?!
- Publicidade, claro!...
- Será que também canta o fado?
- Estás pior!...
- É que não consigo ver a ligação, a mensagem...
- Não consegues?!... Andas mesmo desligada! Não vês que agora, ao Fado, alguns chamam-lhe um figo?...
- ?! claro! nem podia ser mais evidente!... Menina, ele há publicitários!...

segunda-feira, novembro 28, 2011

Noite de ronda




Após ter tido conhecimento da vitória do nosso Fado, em Bali, e de ter ouvido e lido as reacções dos mais responsáveis e interessados pelo feito, lembrei-me eu de ir bisbilhotar os Sítios de Fado, não só os que há mais tempo divulgam o género mas também os que reputo, ou de maior qualidade, ou responsabilidade. Interessante é verificar que, sendo este o meio que, provavelmente, mais tem contribuido nos últimos tempos para divulgar inter e extra muros o nosso particular género poético-musical, não tenha havido até agora quaisquer manifestações da parte dos respectivos bloguistas, o que é, já em si, uma mensagem que todos muito bem entendemos...



Dos blogues onde, para já, se verifica uma reacção ao facto de o Fado ser agora Património da Humanidade, para além de Nacional, não posso deixar de destacar o da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado - APAF - que, obviamente, se congratula com o feito, mas à responsável do qual eu aqui gostaria de deixar as seguintes questões:

- Pelo simples facto de o Fado ter sido considerado Património Cultural Imaterial da Humanidade, é corolário que seja o Fado "um laço mais forte de união entre todos os portugueses" ???

- Não será triste sequer pensar que é o facto de termos recebido esta distinção que nos irá tornar mais responsáveis, cuidadosos e amigos do nosso Património?!...



"Esta distinção responsabiliza-nos não só do ponto de vista patrimonial, um maior cuidado com os arquivos e maior preservação de uma memória que foi durante décadas essencialmente popular, como de dignificação por quem o canta, compõe e o faz todos os dias, incluindo as casas de Fado que continuam a ser um cartaz para quem nos visita.Neste sentido, e de acordo com os princípios instituidores da APAF, esperamos que se possa dinamizar mais os estudos sobre o Fado e divulgar o seu património cultural."



Essa união, responsabilidade, cuidado e dedicação não seriam, para além de naturais, já um Dever?!...

Aqui para nós que ninguém nos ouve, espero eu que o Fado continue genuíno, a ser inventado e praticado por quem o encontrou na alma e lhe deu voz; espero igualmente o fim dos feudos instalados que trabalham principalmente para a auto-promoção e visibilidade; espero, finalmente, que este não seja mais um daqueles enormes logros em que, nos últimos tempos, nos temos democraticamente enredado e que têm prejudicado a grande maioria para beneficiar apenas uns muito poucos...

Como o Velho do Restelo, a mim apetecer-me-ía também avisar

-"Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!

..."


E, já agora, que estamos numa de Descobrimentos, de Diáspora Portuguesa, queria apenas, a terminar, lembrar que


"The first European contact with Bali is thought to have been made in 1585 when a Portuguese ship foundered off the Bukit Peninsula and left a few Portuguese in the service of Dewa Agung."


Viva o Fado! Viva Portugal!

sexta-feira, novembro 25, 2011

Uma noite de vela panda...




Ontem, a RTP1 transmitiu este espectáculo de Homenagem ao Fado (?!), promovido pela S.P.A., que teve lugar na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, cuja coordenação esteve a cargo de Tózé Brito, sendo o guião de Tiago Torres da Silva e a cenografia de António Casimiro.


Gostaria de aqui tecer largos elogios a essa notável iniciativa, mas apenas me apraz registar muito brevemente o seguinte


- mais uma vez, notei algumas ausências absolutamente inexplicáveis e certas presenças completamente dispensáveis...


- as vozes, nem sempre estiveram no seu melhor; diria mesmo que não foi uma noite feliz para grande parte do/as fadistas...


- em suma, teria sido um espectáculo sem brilho, talhado em figurino de outros tempos, não fora aquele genuíno toque Malatino, muito bem coadjuvado pela também apresentadora, mas Fadista que, com a sua interpretação irrepreensivel de um tema que não poderia ser mais bem escolhido, conseguiu transformar aquele sarau numa Noite Diamantina!...