São dele algumas das letras e músicas de fados mais paradigmáticos
que também interpretava com mestria
Por tudo, muito obrigada!
Numa das lendárias "casas de fado", um elenco de luxo: a cantadeira Berta Cardoso acompanhada pelos guitarristas- Armandinho, José Marques "Piscalarete" e Carlos Ramos e pelos violistas Alberto Correia, N.I. e Santos Moreira.
I.P.
A importância política e benefícios do Fado!...
O "Fado do Ganga", de João Bastos , criado por Estevão Amarante na Revista "O Novo Mundo" , em 1916.

"-Posso estar muito enganada, mas, ou é o Jaime Santos, ou o diabo por ele!..." , pensei eu para mim própria, já alterada...
De facto, a que estado chegámos!... Ninguém terá dado por este engano de palmatória, antes de este CD entrar no circuito comercial?!...
Topam as diferenças?!...
OU
http://www.youtube.com/watch?v=fDOmaXPmeXY
Uma belíssima letra de João de Freitas, no melhor estilo do fado descritivo, vestida a rigor com música de Miguel Ramos, interpretada por essa voz única de Carlos Ramos, celebrando o Natal, tempo de Fé e de Impossíveis...
Com este Fado, a todos desejo uma luminosa Noite de Natal e que, a cada um, o Menino traga o que mais deseje!
VÍDEO DE HOMENAGEM
Nota biográfica:
Alfacinha de gema, Carlos Ramos tornou-se num dos fadistas mais queridos do público português, graças à sua voz quente e à sua postura modesta e discreta - e ao anormal número de grandes êxitos que teve, aliás ligados à popularidade crescente do disco e da televisão, meios de comunicação que explorou com grande sucesso no início da década de sessenta. Contudo, poucos se recordam que, apesar da sua apetência pelo fado vir de criança, só tardiamente Carlos Ramos o abraçou como carreira a tempo inteiro.De facto, Ramos gostava de ficar a ouvir o fado nas tascas de Alcântara, bairro onde nasceu em 1907, e foi como guitarrista acompanhante que iniciou carreira, aprendendo a tocar guitarra portuguesa na adolescência, nos intervalos dos estudos liceais. Estudou para médico, mas a morte do pai, com apenas 18 anos, obrigou-o a trabalhar para sustentar a família, dedicando-se à radio-telegrafia, ofício que aprendera no serviço militar e do qual faria carreira profissional. Continuava, contudo, a tocar e cantar nas horas vagas, primeiro apenas como acompanhante (nomeadamente de Ercília Costa numa digressão americana) depois também como fadista em nome próprio, acompanhando-se a si próprio à guitarra, acabando, a conselho de Filipe Pinto, por se profissionalizar como cantor em 1944. Estreou-se então no Café Luso, no Bairro Alto, criando Senhora do Monte o seu primeiro grande êxito.Ao longo da sua carreira, Carlos Ramos viria a especializar-se no fado-canção, género inicialmente pensado para os palcos de revista, e no qual conseguiria alguns dos seus maiores êxitos: Não Venhas Tarde e Canto o Fado. Frequentador regular das casas típicas de Lisboa durante as décadas de quarenta e cinquenta, fez também uma breve carreira internacional, participou em revistas e filmes e tornar-se-ia em 1952 artista exclusivo da casa de fado Tipóia, ao lado de Adelina Ramos, de onde sairia para, em 1959, abrir a sua própria casa, A Toca, experiência cujo sucesso não correspondeu às expectativas. Uma trombose ocorrida em meados da década de sessenta viria terminar abruptamente a sua carreira artística. Ramos morreria alguns anos mais tarde, em 1969.