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sábado, outubro 21, 2017

BERTA CARDOSO

















Este é um pequeno excerto de um filme realizado pela RTP(2) em 1982, a celebrar as Bodas de Ouro da actriz-cantadeira Berta Cardoso, único registo em filme que ainda existe, creio eu, de uma das mais importantes fadistas do século passado. Quis hoje (02.11.2017) lembrá-la aqui, uma vez mais, homenageando nela todos os que, com o seu talento, trabalho e dedicação, fizeram do Fado um ex-libris nacional e o guindaram a Património Imaterial da Humanidade.
A gravação foi feita na "Viela" - "o último reduto fadista" - de que era proprietário o fadista Sérgio e onde então também cantava a fadista Eduarda Maria; como guitarrista, o António Proença e, como violista, Amadeu Ramin.
Espero que apreciem esta Desgarrada.

domingo, maio 07, 2017

AMOR, SAUDADE e MÃE


Um poema de Armando Neves, do repertório de Berta Cardoso, a celebrar o Dia da Mãe com "as três palavras mais belas que a nossa língua contém... Amor Saudade e Mãe"


autor de uma das mais notáveis letras de fado - Cruz de Guerra - poema com que obteve o 1º Prémio de Poesia (1935) e que foi expressamente escrito para a grande figura do Fado de então - Berta Cardoso -, poema cuja tónica recai igualmente nessas "três palavras mais lindas" da nossa Língua ... Mãe, (que é) Amor e (que é já ) Saudade... (e também) Dor


Saudade, Mãe!
Maior Amor
Maior a Dor

segunda-feira, abril 27, 2015

O Fado presta!

BERTA CARDOSO - "A Loucura dos Fadistas"

Foi com este verbete que, faz hoje dez anos, iniciei este blogue, num tempo em que muito pouco havia ainda na net acerca de Fado. Muitos outros blogues e sites foram depois aparecendo, podendo dizer-se que, hoje, se eu fechar portas, fica o assunto muito bem entregue e eu muito descansada porque não é lá por isso que se irá deixar de tratar de Fado por estes sítios. Mas também, diga-se de passagem, não penso encerrar tão cedo...:)
Poderia assinalar a data com mais "um vídeo daqueles", mas, pensando melhor, vou brindar com um excerto  de um texto a propósito, de António Botto, in "Cartas que me foram devolvidas"

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"Não digas que o fado não presta. O fado, por mais voltas que lhe dêem, é um lamento do amor, uma nota de saudade no fundo musical de um povo de mareantes e contemplativos, uma doce cantilena sem complicações de fusas na simplicidade baça de uma vida sem destino. O fado nunca faz mal. É um cansaço de sons na lira do infortúnio. Afastá-lo dos que o metem nas versalhadas de pé coxo com ideias de serradura, isso é que era necessário. E seleccionar as gargantas; raspar-lhes a desafinação, o pigarro, e ajustar o tom e as palavras no compasso do equilíbrio, da harmonia, e da beleza. Reprovar o que não presta. Deixá-lo ser verdadeiro, ungido naquela graça que é feita de uma tristeza que nasce do coração, e não lhe dar tremidinhos histéricos de baiana nem lhe meter histórias de comadres desavindas ou patrióticos disparates de bobos sem rei nem roque. Servem-se dele, do triste, para todos os salsifrés, e o pobre geme e suspira mascarado de vadio. Deixem-no andar isolado à mercê da inquietação que nasce da própria vida sem comando e sem contrôle porque o fado já não pode com tanta literatice. Rasguem e queimem essas cantiguinhas tolas que ele acompanha contrafeito. Debrucem-se, os poetas, na chaga social dos factos que entristecem a existência da hora actual tão profunda na tragédia e tão alta no anseio!..."

Assim falava António Botto, esse enorme poeta que também cantou o Fado

D.L.1925


Dom.Ilust.1925 

terça-feira, outubro 21, 2014

Memórias do Fado

D.L. 21.10.55



Tempos antigos, tempos passados!

Tempos de ir beber um 


e passar



ouvindo algumas das vozes que por lá passaram








e também as que se fizeram ouvir no mesmo espaço, rebaptizado O Poeta





Tempos da memória,
Memórias do FADO,
que tem muito que contar!...

domingo, junho 08, 2014

EMBAIXADA DO FADO

D.L.

Uma Embaixada do Fado, um elenco de oiro, nos (ainda) anos de oiro do Fado - 1946. 
As décadas de 20 a 50 terão sido provavelmente as mais importantes e decisivas para a divulgação do Fado dentro e fora do país...

domingo, março 31, 2013

FADO LOUCURA - O SEU A SEU DONO !
















Há bocado, estava ali a ler as declarações de um fadista com grandes responsabilidades, porque é uma referência, e fiquei surpreendida; afirma ele que o fado Loucura, da autoria de Júlio de Sousa, foi o primeiro que cantou porque era um fado de sua mãe...
Ora, que eu saiba, a mãe do referido fadista só começou a cantar uns anos após Berta Cardoso, já esta era primeiro nome de cartaz e merecera o cognome de "A Loucura dos Fadistas", exactamente devido à sua brilhante intrepertação daquele fado - "Berta Cardoso fez do Fado da Loucura uma verdadeira loucura..." (in Guitarra de Portugal, nº 211, 1930) !...
É lamentável que, pelo menos, não se respeite a verdade histórica ... Já que, por qualquer obscura razão, se teima continuadamente em omitir o nome de uma das maiores fadistas do séc. XX: Berta Cardoso.

(Clique sobre a imagem, para ampliar)

(verbete de 29.12.2005, reeditado)

"Saudade, vai-te embora" - JÚLIO DE SOUSA


VÍDEO DE HOMENAGEM

Creio que poucos conhecerão este registo fonográfico de Júlio de Sousa, interpretando uma das suas composições de maior êxito "Saudade vai-te embora"... Vem este vídeo a propósito do dia de hoje, em que Berta Cardoso, a sua intérprete de eleição, comemoraria o seu 98º aniversário.

(verbete publicado em 21.10.2009, reeditado)

quinta-feira, setembro 06, 2012

BERTA CARDOSO - "Testamento"


Em 2006, no Museu do Fado, esteve patente uma exposição sobre BERTA CARDOSO, actriz e cantadeira, uma das mais importantes personalidades da História do Fado do séc. XX.
A exposição foi um sucesso, tendo sido primorosamente organizada, como pode constatar-se pelas fotos que integram o vídeo.
Não será demais agradecer, ainda uma vez, a dedicação e empenho de todos que colaboraram neste projecto, nomeadamente à responsável pelo Museu do Fado. Bem Haja!

Com este fado -"Testamento", da autoria de João Redondo, na voz de Berta Cardoso, despeço-me, neste espaço, de todos que seguiram este blogue (cujos verbetes continuarei a actualizar), agradecendo a atenção e os comentários.
Continuarei aqui, onde vos espero.

sábado, agosto 25, 2012

BERTA CARDOSO - "O Homem da Berta"


...

Quando, no início da década de 50 do século passado, Berta Cardoso estreou este fado, o nosso mundo rural não era ainda, como hoje o é, uma espécie em extinção... A desertificação do Portugal profundo, o abandono das terras, a busca de uma outra vida nos meios urbanos, dentro e fora do país, ainda não ocorrera. Nesse tempo, as pessoas, mesmo as mais citadinas, conheciam bem essa outra realidade regida, mais pelas leis da Natureza do que pelas dos homens... E, assim, melhor entendiam e, portanto, respeitavam, esse mundo que tanto, obrigatoriamente, difere do citadino onde, quando chove, se pode mesmo assim calçar sapato de polimento, porque se anda na calçada... Nesse tempo, que era ainda um tanto o que a Severa vivera, as letras do Fado contavam histórias, descreviam personagens, que eram o elo de união entre esses dois mundos; mais, o Fado institui precisamente, como mito fundador, a Severa (uma personagem dos bas-fonds urbanos) e a história dos seus (des)amores por um fidalgo, que obviamente personifica o mundo rural, às portas da Cidade; é nesse mundo rural que se inscreve e escreve a ligação desses urbanos, que nunca cortaram o cordão umbilical com a terra, e que, por isso, ou continuam a procurá-la nos retiros e hortas onde vão farrar e fadistar, ou sistematicamente a importam para a cidade através de uma das suas mais ancestrais festas, a do toiro e do cavalo, isto é, através das largadas, entradas de toiros e das toiradas, esses novos urbanos matam saudades, revivem a sua natural união à terra... 
Ora, este fado, que vem na sequência do Tia Macheta (que diz do nascimento do "fado triste da Mouraria", na hora em que o fidalgo não voltou para a Severa) e do Cinta Vermelha (que estabelece a íntima ligação entre o Fado e a Festa Brava, que vive através do Amor dos seus mais representativos actores), forma com eles uma trilogia da temática fadista por excelência, sendo interessante verificar que tenha o autor da letra instituído, neste e no Cinta Vermelha, um certo paralelismo das personagens com as do Tia Macheta... mas isso fica para os estudiosos do Fado, por certo mais competentes do que eu nessas matérias. Curioso não deixa de ser igualmente o facto de, em qualquer das letras destes 3 fados, ser explícito o nome das cantadeiras - a Severa e a Berta - o que, lá por isso, não lhes retira a intemporalidade, permitindo um estimulante encontro com um passado que questiona e desafia o presente... 
Este Fado é, quanto a mim, um ícone da (ainda) nossa ruralidade, que perdura na Festa do Cavalo e do Toiro, amante da Canção, de todas mais portuguesa- o Fado, do qual se não deslarga e traz de braço dado, numa celebração amorosa que perdura(rá)...

  

quarta-feira, agosto 15, 2012

FADO - Colectânea


Uma colectânea que merece destaque. Aqui fica uma pequena amostra desta selecção de luxo, para vos abrir o apetite; e, já agora, aqui fica também a informação acerca das respectivas autorias dos fados cujos excertos apresento no vídeo:  
José Porfírio - Consagração ao fado - Fernando Teles - Joaquim Campos
Mª do Carmo Torres - O Sonho - Francisco Duarte Ferreira - José Marques Piscalarete
Júlio Vieitas - Embriaguês do amor - Júlio Vieitas - Alfredo Duarte Marceneiro
Mª José da Guia - Ronda fadista - Domingos Gonçalves Costa - Vianinha
Júlio Peres - Encontrei a Mariquinhas - Carlos Conde - F. Mouraria
Lucília do Carmo - Manjerico - J. Linhares Barbosa - F. Macau
Adelina Ramos - Nós e ela - Carlos Conde - Armandinho
Berta Cardoso - Ouvi cantar o Ginguinha - J. Linhares Barbosa - Torres Mondego

sexta-feira, agosto 10, 2012

BERTA CARDOSO - "Tia Macheta"


Este é um dos mais emblemáticos fados do repertório de BERTA CARDOSO e é também, na minha modesta opinião, uma das mais conseguidas letras do genial J. Linhares Barbosa que, nesta aguarela fadista, representa a génese do Fado triste... uma fadista, a Severa, um fidalgo, o Vimioso, e o Amor presente, mas unilateral e impossível... e a Tia Macheta, a que tem poderes de adivinhar o futuro, a quem (ontem como hoje) se recorre como reduto da esperança, de que leia nas cartas os bons presságios e não os mais que certos"Maus Agoiros", como acontece nesta história e que, por isso, o poeta assim intitulou.
É curioso que o Fado tenha ficado depois conhecido pelo nome de quem anuncia a desgraça, a Tia Macheta, como se, na história e na vida, este personagem se confundisse com o próprio Destino...


VÍDEO DE HOMENAGEM

(Verbete publicado em 21.09.2009)

Para além de Berta Cardoso, criadora deste fado, algumas fadistas o interpretaram e gravaram, de entre as quais destaco Natalina Bizarro



Essa personagem, que Júlio Dantas criou na sua peça Severa, foi interpretada por Sofia Santos, tendo Júlia Mendes o papel da Severa.  

I.P.09