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sexta-feira, janeiro 17, 2014

"Mais um fado... na dúvida"


Este fado, que Flora Pereira aqui interpreta na Marcha do Marceneiro e que ouvi muitas vezes cantar ao vivo, gravou-o ela com o título de "Eternos amantes" e, no registo que tenho, é dada a autoria da letra a J. Linhares Barbosa. Desconheço quem é o/a criador/a deste fado e também quem mais o terá gravado.

Apareceu depois este tema na voz de mais novos fadistas, como é o caso desta interpretação a duo pela Mariza e Camané, no Perseguição de Carlos da Maia, com o título de "Mais um fado no fado", sendo atribuída a autoria da letra a Júlio de Sousa ...
E, claro, este é mais um fado cuja autoria me deixa com dúvidas... Afinal, quem será o autor desta letra? 
O Júlio de Sousa ou o Linhares Barbosa? 

 

Isto é bem verdade- não há uma sem duas, nem duas sem três... e assim é que, do amigo Fernando Batista do Fado em Vinil, recebi a preciosa informação de uma outra versão deste mesmo fado, a nível do título e do autor da letra. Interpretado por Madalena Ferraz, o fado é apresentado com o título "Eu sei" atribuindo-se a autoria da letra a Clemente Pereira. 


No que exclusivamente respeita à letra, repare-se que a que Mariza e Camané interpretam tem algumas várias diferenças do presumível original o que, diga-se em abono da verdade, não é raro verificar-se em fado, pelas razões que todos nós sabemos, acrescidas, neste caso, dada a rara circunstância de uma autoria tripartida :) ... 

segunda-feira, setembro 09, 2013

Na MOURARIA - CAMILLA WATSON

Da exposição de  RETRATOS DO FADO, que alinda a velha Mouraria, eu diria, parafraseando Pessoa: primeiro estranha-se, depois entranha-se...

Estranha-se, primeiro, este trabalho este tributo esta paixão de quem, não sendo portuguesa, assim se dá e nos dá a conhecer melhor ao mundo
Entranha-se-nos, depois, a Mouraria em cada Retrato do Fado 
Obrigada, Camilla Watson, por tanto gostar de nós
É especialmente para si este Bairro eterno onde reside A grandeza do Fado


sábado, março 13, 2010

"A MINHA PRONÚNCIA"




Canção do Sul, 1936

http://fadocravo.blogspot.com/2008/10/argentina-santos-minha-pronncia.html

Afinal, ao contrário do que eu ingenuamente pensava, chegou-me a notícia de que, no que ao "Divas do Fado" se refere, vai tudo continuar como está, sem qualquer reparo público, até mesmo porque "já está quase tudo vendido"... Sem querer tornar-me maçadora e apenas em prol do rigor e respeito que esta matéria me merece, deixo aqui estes recortes de uma Canção do Sul, de 1936, onde colhi a informação da autoria de um dos fados a que, na supracitada colectânea, se atribui créditos incorrectos, o fado "A minha pronúncia", que aparece como sendo da autoria de Alberto Rodrigues, sendo afinal, tudo leva a crer, de Clemente J. Pereira, e do repertório de Carolina Redondo, como já então se declarava.
É provável que, em fonogramas anteriores, por qualquer erro de simpatia, tenha sido indevidamente indicado, como autor da letra, o Alberto Rodrigues (que nem sei mesmo se já escreveria para fado em 1936...), mas, tendo sido levantada a dúvida, perante o documento que acima se exibe e que não é por certo apenas do meu conhecimento, pressupondo assim, que alguém indevidamente esteja a receber royalties em vez de quem devia... pergunto, haverá alguma estapafúrdia lei que proíba a reposição da verdade?!... que impeça que se rectifique erros anteriores?... Sinceramente, não creio! E, a existir, tem absolutamente que ser alterada, parece-me.
É que, se se pretende que tenha o Fado, seus autores e intérpretes a mesma importância e dignidade que se concede a outras Artes, teremos que começar por tratar estes assuntos com a seriedade e saber que os mesmos requerem, e não de uma forma aligeirada, apressada e pouco académica, como se fosse completamente indiferente , neste caso, por exemplo, ser um ou outro o autor da letra do fado em causa...
Fico desiludida, e mesmo pesarosa, com o facto de esta colectânea ter saído com tantas incorrecções e de que nada se faça para as colmatar, tanto mais quanto é obra pela qual são responsáveis dois jornalistas de algum gabarito, particularmente o Nuno Lopes que, diga-se em abono da verdade, muito tem feito pela res fadística, de que é mesmo um estudioso e conhecedor.
Concluindo, se eu já tinha dúvidas, com mais dúvidas fiquei!...
Pergunto, será trilhando estes caminhos que Portugal vai apresentar a candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade ?!...

domingo, fevereiro 22, 2009

HELENA VALENTE - "Ronda fadista"



Uma ronda pelos bairros de Alfama, Madragoa, Bairro Alto, na voz de Helena Valente, com letra e música de Clemente J. Pereira e de Eduardo César.


"Para recordar o passado / O fadista está presente / Cantando, em bairros do Fado, / Lisboa de antigamente / De Alfama, canta as vielas / Da Madragoa, as varinas / E do Bairro Alto, aquelas / Janelas com tabuínhas"


VÍDEO DE HOMENAGEM

sexta-feira, outubro 24, 2008

ARGENTINA SANTOS - "A minha pronúncia"



















EP1952


Não se pode falar de Argentina Santos sem falar da sua "Parreirinha de Alfama", conceituada casa de fados por onde passaram grandes nomes da Canção Nacional e onde se come magnificamente.
De facto, Argentina é, para além de uma notável cantadeira, uma excelente cozinheira, ou vice-versa...
Em http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/69863.html encontrará mais informações sobre Argentina Santos e poderá ouvi-la aqui numa interpretação sua deste fado que tem letra de Clemente J. Pereira e música de Alfredo Duarte Marceneiro, que foi uma criação de Carolina Redondo, natural de Setúbal, região onde se verifica essa particular pronúncia do R a que alude a letra.
VÍDEO DE HOMENAGEM

domingo, outubro 05, 2008

RAUL PEREIRA - "Saudoso Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM


"...a nossa voz, em todo o lado,será, para nós, a porta-voz do nosso fado"

"Quem nunca ouviu, na velha Alfama, o som plangente,
a vibração duma guitarra pelas vielas
Nunca escutou esse queixume que anda ausente,
aquele fado que embarcou nas Caravelas
....
Quem nunca ouviu, no Bairro Alto e Madragoa,
vozes fadistas em vibrantes desgarradas
Nunca escutou, nas velhas ruas de Lisboa,
todo o encanto das saudosas madrugadas
...
Quem não viveu, naquele tempo da nobreza,
junto aos plebeus, na Mouraria, em comunhão
Deve ter pena em não viver toda a grandeza
daquele Fado que nos fala a Tradição
... "

quinta-feira, julho 24, 2008

Mª AMÉLIA PROENÇA - "Campinos"















"Maria Amélia Proença continua hoje senhora de um timbre de voz único autenticamente lisboeta e fadista, senhora de uma apurada interpretação! A sua vida é uma história do fado." N.L. (jornalista)


"Esta sim é a fadista mais antiga no activo e em pleno! Continua com magnífica voz e excelente dicção, timbre fadista e genuíno!" Anónimo


Estes são dois dos comentários que mereceu o post que há cerca de um ano fiz sobre esta fadista que muito prezo. Mais uma vez agradeço aos que comentam o meu trabalho e que, desse modo, me ajudam a informar, a melhorar e corrigir e que desempenham o importante papel de interlocutor, participante neste trabalho que é feito em prol do Fado e de todos que, como eu, admiram e amam este tão genuíno e singular modo de ser português do/no Mundo.


Hoje, na sua voz tão característica, vamos ouvir Mª Amélia Proença no fado "Campinos", autoria de Clemente Pereira e Baptista Lourenço, uma homenagem a esses homens valentes das lezírias e ao mundo rural que, noutros tempos, a canção urbana não esquecia...
VÍDEO DE HOMENAGEM