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segunda-feira, junho 14, 2010

Não pareceria! é mesmo uma PARCERIA...

...entre o M. do F. e a S.P.A.

Parece-me bem! para além de muito necessário...

Para os menos atentos, como eu, que só hoje dei com ela, aqui fica a notícia da parceria , que foi devidamente protocolada, entre o Museu do Fado e a Sociedade Portuguesa de Autores.

Pela minha parte, as maiores felicidades para as equipas de trabalho, que vão ter muito que pedalar e partir pedra para abrir caminho... se possível, com a celeridade e o rigor que os tempos impõem e a candidatura requer...

domingo, fevereiro 28, 2010

ARGENTINA SANTOS - "Não sei se canto se rezo"

A exposição "Argentina Santos - Não sei se canto se rezo", ontem inaugurada no Museu do Fado e que estará patente ao público até ao próximo dia 30 de Abril, teve casa cheia e bem merece uma visita, mesmo de quem não aprecia estas coisas do Fado...
Desde logo, porque a exposição leva a assinatura de António Viana, que sempre sabe revestir estes espaços de uma certa magia, sem nada lhes retirar de realidade, dando-lhes o brilho certo; depois, porque vale a pena conhecer o percurso fadista de Argentina Santos, particularmente pelo que ele tem de invulgar.
Ontem, na inauguração, tal como estava anunciado, prestou-se uma breve homenagem à fadista, tendo-se ouvido as vozes de Ricardo Ribeiro, Ana Sofia Varela e Carlos do Carmo, nenhum deles tendo mencionado as autorias dos fados que cantaram, o que achei inusitado, dado o espaço e o acto, particularmente no que respeita à prestação de Carlos do Carmo que teve também a seu cargo a "oração de sapiência", no que esteve irrepreensível. Finalmente, Argentina Santos, que recupera ainda de um recente problema de saúde, brindou-nos com "a última lição"- um fado seu, que primou pela genuinidade e por essa grandeza de oferecer o que podia, para não desiludir o seu público que, mesmo assim, tanto queria ouvir essa "voz que é um pregão", como tantas vezes dela ouvi dizer Berta Cardoso.
Vale a pena o catálogo da exposição, belissimamente ilustrado e com textos de Sara Pereira e Sofia Bicho; apenas fiquei na dúvida se, como consta a páginas 27 do sobredito, o fado "A minha pronúncia", que ali se indica como sendo do repertório de Argentina Santos e ter letra da autoria de Alberto Rodrigues, será o mesmo que foi do repertório de Carolina Redondo, cuja letra se deve a Clemente J. Pereira e que, de facto, também Argentina Santos costuma cantar. Ora veja lá:
De resto, está de Parabéns a Argentina e o Museu!
Esperemos que outras homenagens estejam na forja...

sábado, novembro 01, 2008

MARIA ALBERTINA - "Meu filho"


















Lembro hoje esta cantadeira dos tempos áureos do Fado que, como se refere aqui http://www.macua.org/biografias/mariaalbertina.html , inexplicavelmente nunca alcançou o estrelato ou, diria eu, nunca quis alcançar... Conheci-a pessoalmente e guardo dela a imagem de uma pessoa verdadeiramente encantadora. Este é, de certo, o fado que sempre melhor viveu e cantou .
Gostaria que este blog tivesse outra dimensão e visibilidade e que o Cândido Mota visse este vídeo de homenagem à sua mãe. Pode ser que o improvável aconteça! De qualquer modo, aqui fica a minha saudação fadista ao inesquecível "Passageiro da Noite".
VÍDEO DE HOMENAGEM

Verbete publicado em 01.11.2008

(Ele há coisas!... Há bocado recorri ao site do Museu do Fado para ver o que lá constava acerca da Maria Albertina e eis que verifico que o tema escolhido para a Galeria Multimédia desta artista foi exactamente este seu emblemático "Meu filho"; porém, chamou-me a atenção ser indicado o João Linhares Barbosa como sendo um dos autores do tema e, como já não tenho grande confiança na minha memória, logo recorri a este meu blogue para tirar a dúvida que se me instalara 


Ora, como se verifica da ficha incluída no vídeo, aponto o famoso autor do Fado Malhoa como sendo igualmente o autor desta letra, de parceria com Raul Ferrão, autor da música; de facto, parece-me estar a razão do meu lado, tanto mais que é essa a informação constante do fonograma


Devendo ser o site do Museu do Fado a fonte on line mais credibilizada de tudo o que há na Net acerca de Fado, parece-me no mínimo caricata, por improvável, a ocorrência de lapsos destes, estando, demais, o MdoF tão bem assessorado quanto está!... Desculpem lá meus caros amigos, mas, como sabem, esta chamada de atenção em nada altera a consideração e estima que tenho por vós e espero que vice versa, ao contrário do que anteriormente já se verificou em casos semelhantes, se bem que com outros personagens, verdade seja... 
Atrevo-me ainda a acrescentar que não se perdia nada se dessem uma revisão geral à matéria publicada porque, para ser franca, este não foi e não é, nem o primeiro nem o único lapso que verifiquei e, desnecessário será lembrar a obrigatoriedade, por inerência, bem como a responsabilidade de ser "a referência", como acontece in casu. Bem já basta o tanto de incorrecções que se publica acerca do Fado, euzinha incluída porventura..., mas esse é um "luxo" a que o Museu se não pode/deve dar, presumo eu...
Como provavelmente não frequentam este sítio, espero que alguma alma caridosa vos recomende este verbete e que, com a humildade que a Sabedoria requer, emendem este e outros lapsos que não ficam bem no sítio do Museu do Fado. 
Desde já, os meus agradecimentos
Verbete acrescentado e republicado em 08.10.2012)
 
Em Paris
Plat.61