domingo, dezembro 20, 2009

CARLOS RAMOS - "Noite de Natal"

video

OU

http://www.youtube.com/watch?v=fDOmaXPmeXY

Uma belíssima letra de João de Freitas, no melhor estilo do fado descritivo, vestida a rigor com música de Miguel Ramos, interpretada por essa voz única de Carlos Ramos, celebrando o Natal, tempo de Fé e de Impossíveis...

Com este Fado, a todos desejo uma luminosa Noite de Natal e que, a cada um, o Menino traga o que mais deseje!

6 comentários:

Anton Garcia-Fernandez disse...

Cara amiga Ofélia:

Excelente esta série de videos que servem como celebração do Natal. Não conhecia este fadinho do grande Carlos Ramos. Como você sabe, um dos elementos favoritos meus dentro do fado são essas letras narrativas que contam histórias. Nesta ocasião, a letra é muito bela, e diz muito em poucas palavras, como toda a boa poesia popular faz.

Já chegou dezembro, e a Erin e eu estamos a trazer todas as nossas coisas para Memphis; acaba assim a nossa separação destes últimos meses. Por isso não tenho tido muito tempo para me manter em contacto com você. Mas depois do Natal as coisas hão-de estar muito mais calmas.

Um beijinho fadista desde Memphis,

Antón.

MLeiria disse...

Viva, Anton, há quanto tempo!... claro que eu sabia que, apenas devido a essa azáfama da mudança, esteve este tempo sem dar notícias. Fico contente que estejam juntos de novo. Espero o v/ contacto.
Beijos para ambos, BOAS FESTAS e Bons Fados!
O

APS disse...

Cara Fadista

Grande guitarrista, fadista e um bom homem que se perdeu já lá vão uns aninhos.
Como recordação, foi ele que viabilizou a minha carteira "profissional", para cantar no "Teatro Maria Vitória".
Velhos tempos!
Um abraço
APS

Fadista disse...

Já lá vão 40 aninhos, salvo erro... como o tempo passa!...
Perdoe-me a ignorância, esta minha aborrecida companheira inseparável, mas não estou a lembrar o seu nome dos palcos nem mesmo a associá-lo ao "Maria Vitória"... se calhar usava pseudónimo?
Já agora, posso saber mais, eu que sou sua fã absoluta do "Ruas de Lisboa com alguma história" ?...
Abraço Fadista
O.

APS disse...

Cara Fadista

Peço imensa desculpa só hoje responder ao seu pedido.
Nos anos sessenta do século passado o dinheiro não abundava muito e eu tinha necessidade de angariar mais algum nos extras.
Tinha um emprego de 7 horas diárias no jornal mas não ganhava o suficiente para a vida que eu desejava.
Assim tinha um extra como efectivo no coro da FNAT hoje INATEL, trabalhava no coro das «MELODIAS DE SEMPRE» do maestro Alves Coelho Filho, fazia-se uns programas de TV, entrei numa opereta «O ROMANCE NA SERRA», e «CASA DA MILAGRES» com Simone de Oliveira, Domingos Marques, Elvira Velez, Maria Fernanda Soares e Artur Garcia.

Falando do saudoso Carlos Ramos e do contacto que tive com ele, foi por proposta do Maestro que chegámos à fala. Nos anos 60 quem trabalhava no teatro tinha de possuir uma carteira profissional de artista. Ora eu era amador nas cantigas, embora sempre remunerado nas actuações.
Aconteceu que adoeci e fui substituído, quando já estava melhor, os meus colegas que faziam parte do cor, diziam que eu não perdi nada, pois eles cantavam e não recebiam.

De qualquer maneira eu sempre fiquei agradecido a Carlos Ramos, embora eu não tivesse usufruído da carteira, existiu uma oferta sua ficando registado na proposta de admissão que eu fui cantor na "TOCA" Restaurante Típico durante alguns anos.

Presentemente só toco campainhas de portas!

Em 1967 na África do Sul (como emigrante) ainda organizei e cantei «MELODIAS DE SEMPRE». Tenho uma foto agarrada ao meu blogue eu e minha mulher numa representação.
Quanto à minha mulher chegou a fazer muitos espectáculos de Serões para Trabalhadores como solista (era 1º soprano) eu só fazia coros como (1º Tenor).
Agora como estou reformado das cantigas, vou escrevendo a história das ruas de Lisboa.
Queira desculpar este longo "comentário".
Fique em paz.
Um abraço
APS

Fadista disse...

Desculpar o longo comentário?!... Ora essa!... Agradeço-o e podia mesmo ser mais longo; li-o com todo o interesse, o interesse com que igualmente leio as histórias das ruas de Lisboa que nos vai contando.
Bem haja!
Abraço
O.