sexta-feira, outubro 01, 2010

"Adeus Mouraria"



Sec. Ilust. 1948

Nesta crónica, Artur Portela, referindo-se ao desaparecimento de mais um velho trecho de Lisboa , "brasão de glória bairrista", sustenta que "O Arco do Marquês do Alegrete era o fado", o "velho fado", "o que já não se canta"... Pois, não cantará!..., mas que, felizmente, o Fado continua vivo e de saúde, ninguém duvida e que continua a contar com grandes letristas, compositores, instrumentistas e intérpretes, também ninguém põe em causa...
Exemplo disso, este "Adeus Mouraria", de Artur Ribeiro, interpretado pelo mais novo dos Moutinhos, o Pedro.

segunda-feira, setembro 27, 2010

"Ouvi dizer"




MARIA GALVANY sings "Ouvi dizar" by Julio Neuparth--FADO PORTUGUEZ--Victor record 87061, recorded May 12, 1908. BRILLIANT singing & a BRILLIANT recording. Contrary to what you're thinking, some of you night recognize the latter part of this song, which is very beautiful and lively.

This disc was never released in the U.S., which explains why it's generally UNKNOWN.

In Dec. 2008, the composer's great- grandson, Antonio Neuparth Sottomayor, sent an email from Portugal that included a picture of Galvany and the 1903 program where the song was introduced to the public. FADO was written FOR Maria Galvany.

Galvany made 22 "G & T Victor" recordings, most of which were not in U.S. catalogs.

Marisa Galvany (1878-1944), one of the most dazzling coloratura sopranos who every lived, was born in Granada and studied at Madrid Conservatory.

She made her debut as Lucia at Cartagena in 1897. Specializing in coloratura roles, she sang with great success in Spain and Italy, gaining her greatest popularity in South America. She also toured with a company that performed throughout Europe, including Russia, where she was a favorite singer.

In London in 1909, she appeared at Drury Lane as Amina, Rosina, and in the title role of Meyerbeer's Dinorah. In Lisbon she sang uninterruptedly for 15 years at the Coliseu.

She gained great success in Parma, Venice, and Genoa. Galvany NEVER appeared at La Scala, the Met, the Teatro Cólon, or Covent Garden.

She retired to Brazil, taught for a period, and died there in poverty. (Daqui)

Acerca do autor:

(Rev. Occidente 1901)

sábado, setembro 25, 2010

"BICHINHA GATA"

I.P.

Partitura de um dos fados desta revista, o "Fado da Amargura".


"Nas revistas portuguesas, o fado é inevitável. O fado é a cocaína do nosso povo"

O nosso povo, agora, parece preferir outras cocaínas..., mas que o Fado voltou a estar na moda, lá isso!... o que muito apraz a todos os oportunistas e aproveitadores... Já agora, pelo menos, que dele se não pudesse augurar a desnacionalização, como Oliveira Martins o faz acerca do futuro da revista portuguesa , mas que, a mim, me não lembra outra coisa, lá isso!...

O futuro, já nem digo, mas também; agora, a origem, valha-me Deus!... Mas é a tal coisa que o povo diz e com razão "Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão"?!... Depois, levamos "Gato por lebre", é o que é!...

E se lessem primeiro umas coisitas do Theophilo e da Michaëlis antes de aparecerem por aí a defender umas teorias suprapalermóides?... Era bom, era! e todos ganhávamos com isso... mas, também, assim como assim, quem se importa verdadeiramente com tal ?... Necessário é vender uns programazitos e mais uns itos e ir aparecendo, mais bacorada menos bacorada, tanto dá, para quem é bacalhau basta... e também em país de cegos quem tem olho é rei e quem se mexe bem nos bastidores dos media é que dá cartas e o resto são conversetas acerca de uma coisa que se chama democracia , mas que se passou por este país foi há muito tempo e de corrida, provavelmente a fugir dessa cambada de néscios que orgulhosamente passeiam a ignorância, presumindo que o conhecimento é saber juntar duas letras e contar pelos dedos, que pouco mais sabe muito licenciado e upa upa de hoje em dia... Havia até aí um Homem que dizia que o indivíduo mais sábio que conheceu não sabia ler nem escrever... Como o compreendo!... Quanto mais não sabiam/sabem muitos dos denominados analfabetos do que muito menino e menina mestre, doutor e tal e tal... Mas, afinal, quem se rala com isso? Quem, neste país, se preocupa verdadeiramente com o estado da instrução e cultura, se é coisa que não dá carradas de euros nem fama nem algo, como acontece, por ex., com o chuto na bola???!!!... Sim, quem se rala?... Aqui para nós, que ninguém nos ouve, para além de mim, de si, caro leitor, e do Prof. Medina, que muito admiro, não conheço mais ninguém... até mesmo porque é tão mais fácil governar esta gente!...
Sim, por certo há uma conspiração! Sim, por certo há outras maneiras de adormecer a malta, para além das cocaínas...
Que querem? É o nosso Fado!... e o Fado é tão genuinamente português que o Fado da Amargura é mesmo inevitável nesta grande Revista Portuguesa que todos estamos a viver!...

terça-feira, setembro 21, 2010

VINDIMAS e "PARREIRINHAS"

I.P.

Em tempo de vindimas, relembremos o "Parreirinhas", um fado de Mª Nelson e de Casimiro Ramos, interpretado por Mavilda Gonçalves, a recordar-nos que o vinho mais do que "o prazer celta de beber e sonhar" significa ou, pelo menos, significava "a abundância de todo o ano, a riqueza para muitos e o conforto para todos"...

sábado, setembro 18, 2010

A canção das perdidas...



I.P.

...autorias???

... do Fado?!

Um breve por exemplo de duas dessas quadrinhas "das perdidas", que se cantam em Fado, porém desenquadradas deste contexto (se bem que não completamente) e autoria (completamente) e noutros integradas... Não sei se me faço entender...

Dos fados "Mª Madalena", por Lucília do Carmo e "A mais linda mulher", pelo Júlio Peres.

(A propósito, reparei que, num dos blogues sobre fado, que entendo aqui não dever nomear, vem erradamente indicado como sendo Carlos Zel o intérprete de "A mais linda Mulher", em vez de Júlio Peres, embora as vozes nem sejam confundíveis... enfim, numa confusão ou num erro, qualquer um tropeça e pode mesmo cair, mas que, depois de receber dois comentários de alerta, o autor não se tenha dado ao trabalho de proceder a verificação e emenda... Pois é, por estas e por outras...)

Perdidas, mas achadas!...

sexta-feira, setembro 17, 2010

"Lembrança é quase presença..."

Duas grandes interpretações de um mesmo fado "Vi-te há bocado", do repertório de BERTA CARDOSO, que não o gravou, nas vozes das veteranas Mª AMÉLIA PROENÇA e BEATRIZ DA CONCEIÇÃO, vulgo BIA.


Agora que, Graças a Deus, parece que a toda a gente já agrada o Fado, mesmo àqueles que há uns anos o desdenhavam ou parecia..., convém lembrar quem, em tempos difíceis, cultivou esta arte maior, mesmo que em tom menor; e, nesse grupo, por certo se incluem as fadistas que aqui lembro e também o artista plástico e poeta a quem se deve a letra, JORGE ROSA, e o músico e instrumentista, autor da música, ACÁCIO GOMES.








terça-feira, setembro 14, 2010

"CAVALINHOS"

"...Nosso amor há-de ir ao céu
Numa tipóia de praça
Puxada a dois cavalinhos"




Interpretado por Mª de Lourdes Machado, na Marcha do Marceneiro, este fado tem letra desse notável Homem de Letras que foi Norberto de Araújo

segunda-feira, setembro 13, 2010

Feira da Luz



I.P. 1922

Mais um documento para a validação da teoria da origem afro-brasileira do Fado, do ponto de vista de uma problemática inclusiva de uma etnografia contextualizante de uma super-estrutura melómana e lundúnica, assente numa perspectiva crítica da modernidade académica...

O Fado, a ceguinha e... o sexo dos anjos!... :-)

quarta-feira, agosto 25, 2010

"Cigarra e formiga"

Em Junho de 2008 editei este vídeo de homenagem a Natália dos Anjos, lembrando esta fadista maior da velha guarda com o fado "Cigarra e Formiga", cuja letra, de Linhares Barbosa, recria a conhecida fábula de Esopo que La Fontaine recontou...
A pedido de Luisa Notarangelo, editora deste blog , aqui fica a curiosa letra do fado, que desmente essa antiga e bizarra lenda da cigarra cantadeira e da afadigada, porém, impiedosa formiga "- Ah, cantaste? Então, agora, dança!..."
É que, afinal, também trabalha quem canta!...
Desminto uma lenda antiga
Muito velhinha e bizarra
Que conta que uma formiga
P'lo trabalho e p'la fadiga
É diferente da cigarra
*
Eu sou cigarra e formiga
Pois vivo desta maneira
Sou modesta rapariga
De noite boto cantiga
De dia sou vendedeira
*
Não faço aquela algazarra
Duma cigarra no prado
Canto ao som duma guitarra
De dia ninguém me agarra
Em qualquer sítio de fado
*
Como o trabalho me anima
E me dá pão e me alegra
E a freguesia me estima
Não canto nem uma rima
Quando sou formiga negra
*
Sou cigarra e sou formiga
E a tudo isto eu acho graça
Nem consinto que se diga
Mal de qualquer rapariga
Que ganha a vida na praça.

domingo, agosto 22, 2010

OS NOSSOS FA(R)DOS

Uma fantasticogenial produção Mandala... (que era o que muitos mereciam, era!...)

Continuem a mandar assim, que nem todos podemos mandá-los desta maneira...

E não, Xoné, essoutro "Fados" nada tem a ver com este e já repetidamente expliquei que não é produção Mandaura... Apre!

Este, sim! Mandá-la ouver!...

domingo, agosto 15, 2010

segunda-feira, agosto 09, 2010

FadoLaFéria em férias

Um espectáculo espectaculoso, desses que o La Féria sabe fazer e a que nos habituou. "Muita parra, pouca uva", um espelho deste tempo que mais valoriza o parecer que o ser... Ostentoso que baste, nos cenários, guarda-roupa, luz, som, nem esquecendo esculturais bailarinos e figurantes... Interessante, de facto! Mas que revisite "a história do Fado Português", como se anuncia... nem por lá passa! Nesse pequeno pormenor ou pormaior, como queiram, é um falhanço tão grandioso quanto pomposo é o espectáculo... já nem querendo referir alguns quadros de gosto duvidoso, não poderei deixar de lamentar o logro da "reconstituição" histórica anunciada e apresentada que, afinal, mais não será do que "a história do fado segundo La Féria" que, diria eu, não está mal de todo, não senhor, até fala da Severa, da Cesária, do Marceneiro, também do Farinha e do Carlos Ramos e nem esquece o Maurício, nem mesmo a Mª Teresa de Noronha e, vejam lá, até homenageia o Ary e o Carlos do Carmo e nem Hermínia, nem a Amália foram esquecidas, mas que hei-de fazer?, acho que lhe falta tudo, falta-lhe o substrato!...

Vão ver! Depois falamos...

domingo, agosto 01, 2010

As TIAS

A "TIA", essa instituição nacional que o fado também celebra...

"TIA MACHETA"
letra de Linhares Barbosa, música de Manuel Soares, do repertório de Berta Cardoso, interpretado pela própria

"TIA DOLORES"

letra de Linhares Barbosa, música de José António Sabrosa, do repertório de Lucília do Carmo, interpretado pela própria


"TIA ANICA"

letra de Francisco Radamanto, música de Acácio Gomes, criação de Florinda Maria, interpretado por Anita Guerreiro

P'ra quando o Dia da Tia? não fora a cacofonia!... :-)

segunda-feira, julho 12, 2010

BERTA CARDOSO


Faz hoje 13 anos que Berta Cardoso partiu.

Idolatrada, durante décadas, por um público tão exigente quanto conhecedor de Fado, reconhecida pelos seus pares como "a maior" e indestronável, requerida por poetas e compositores que ansiavam o êxito dos seus fados que aquela "voz d'oiro" lhes traria, Berta Cardoso, que foi uma das primeiras grandes embaixadoras do Fado, que divulgou, nos anos 30 e 40, pela Europa, África e América, nomeadamente no Brasil onde obteve estrondosos êxitos, nunca obteve das Instituições o reconhecimento que lhe era / é devido, como já em 1967 muito bem se assinalava...

Dessa Severa do séc XX, melhor fala o seu legado do que tudo o que alguém possa dizer...

Obrigada, Berta!

sexta-feira, julho 09, 2010

Em Hollywood canta-se o Fado ?!

Seria, em 1954, o sonho de Serapião Tristão que o imaginava na voz da bela Cyd Charisse... Pudera não!...
Mas, como dizia o gordo taberneiro "Quem não sabe beber vinho não entra em tabernas"...

domingo, julho 04, 2010

Ronda do Fado - Alfama (II)


SR.FADO - R. dos Remédios, 176

BELA - R. dos Remédios, 190


LANTERNA VERDE - R. S. João da Praça, 45





GUITARRAS DE LISBOA - Beco do Melo, 1



MESA DE FRADES - Restaurante do Museu do Fado

A TASCA DO CHICO - R. dos Remédios, 83



CASA DE LINHARES / BACALHAU DE MOLHO - Beco dos Armazéns do Linho,2


MARQUÊS DA SÉ - Lg. Marquês do Lavradio, 1


CLUBE DE FADO - R. S. João da Praça, 94


PÁTEO DE ALFAMA - R. S. João da Praça, 18



A BAIUCA - R. de S. Miguel, 20



GSA - R. Norberto Araújo, 19 A
***


ALFAMA tem mais en canto na mágica voz de Amália, letra de Ary dos Santos, música de A. Oulman, um vídeo de MadameBateflay.
*
Mas Alfama também en canta nas vozes de


- Diamantina e Gonçalo Salgueiro
*


- Mariza


*

- Vânia Fernandes

*

- Ricardo Ribeiro

quinta-feira, julho 01, 2010

FADO DA SINA


Um clássico, da autoria de Amadeu do Vale e de Jaime Mendes, uma criação de Hermínia Silva no filme "Ribatejo" (1949), por

- Hermínia Silva



- Katia Guerreiro


- Dulce Pontes



- Maria Ana Bobone


domingo, junho 27, 2010

Ronda do Fado - Alfama


TAVERNA D'EL REY - Largo do Chafariz de Dentro, 14 - 15


S. MIGUEL D'ALFAMA - R. de S. Miguel, 9


PARREIRINHA DE ALFAMA - Beco do Espírito Santo, 1



O PEREIRA D'ALFAMA - R. Guilherme Braga, 22


MARÍTIMA DAS COLUNAS - Largo Chafariz de Dentro, 17



MARIA DA FONTE - R. de S. Pedro, 5



FADO MAIOR - Largo do Peneireiro, 7



ESQUINA DE ALFAMA - R. de S. Pedro, 4

DRAGÃO DE ALFAMA - R. Guilherme Braga, 8

CORAÇÃO DE ALFAMA - Tv. Terreiro do Trigo, 8

Com letra do Conde de Sobral, música de Casimiro Ramos, ALFAMA, nas inolvidáveis vozes de Natália dos Anjos e de Fernando Maurício.

O FADO NA TABERNA

(in G.P. 1934)