domingo, junho 22, 2008

FRUTUOSO FRANÇA - "Elogio rural"















Tão pouco se fala deste fadista!...


Vale a pena ler a crónica "Frutuoso França, Lobo Antunes e o meu avô", editada no Afixe
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É de LisboanoGuiness a seguinte Nota Biográfica:
"Nasceu em Lisboa no bairro de Alcântara) em 1912, tendo começado a cantar o fado muito jovem, nas sociedades de recreio, onde também fez teatro dra­mático. Participou em cegadas, estreando-se numa da autoria de Carlos Conde intitulada «Carnaval da Vida». Cantou nos antigos retiros Perna de Pau e Ferro de Engomar, na Adega Vitória, no Café dos Anjos, no Retiro da Severa, no Solar da Alegria, no Café Mondego, no Café Ginásio e no Café Luso (da Avenida).
Em 1936 iniciou a sua carreira de cantador profissional, no Café Luso (da Avenida) e também quando este foi transferido para a Travessa da Queimada, onde ainda hoje existe.
Participou nas revistas "Iscas Com Elas" e "Dança da Luta" (1938) levadas à cena no Teatro Apolo, conquis­tando o público com o seu estilo castiço e com as letras dos seus fados.
Em 1950 parte para Angola, onde permaneceu durante dez anos a trabalhar na sua profissão de cortador de carnes, mais tarde na Rodésia, África do Sul e Holanda.
Regressa a Portugal em 1976, e reinicia a sua actividade de cantador, actuando em festas, em casas típicas, na televisão e na rádio.
È dos fadistas que tem todo o seu repertório gravado em discos, nos quais inclui fados com músicas da sua autoria como Anabela, Amigos São Inimigos, O Mineiro, Doutora Inocente, Diálogo em Sentido Figurado, Coisas da Vida, Salve!, Vê-te ao Espelho e Eterno Amor de Mãe, O Sábio e o Barqueiro, Fado Cadillac, Maria da Paixão, Contraste, Não Com­preendo, etc., para além de outros autores.
Dos cerca de 30 fados cantados por Frutuoso França, um dos que tiveram maior audiência foi “O Médico e a Duquesa”, com música sua e letra de Joaquim M. S. Teixeira."

Do seu repertório, para o lembrar e à sua particular interpretação, escolhemos este fado com letra e música da sua autoria.

VÍDEO DE HOMENAGEM
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1 comentário:

Anónimo disse...

Gosto em ver que não sou só eu,que me lembro deste artista do fado,ouvia os seus fados em pequeno na radio,e apesar de não ser o meu preferido e com muito gosto que recordo de vez em quando as suas canções que se pode quase dizer actuais não fosse a epoca em que foram realmente cantadas,pois se hoje em dia se tivesse só uma parte do sentido de vida que é transmitido pelas letras das mesmas provavelmente viveriamos num mundo melhor...trajedias á parte...