Interpretado por Tereza Tarouca, na Marcha do Marceneiro, o "Fado do Cartaz", com letra de Manuel Andrade. No vídeo, esta informação está errada, dado ter-se optado por manter as indicações constantes no fonograma original...
Aqui encontra um apontamento biográfico acerca da fadista
Atenção O musical "Fado… esse malandro vadio!" de João Núncio estreia dia 30 de Outubro no teatro-auditório do Casino Estoril, com a participação especial de Teresa Tarouca.
O estilo inconfundível de Mª Teresa de Noronha (Paraty), Condessa de Sabrosa, pelo seu casamento com D. José António Serôdio, guitarrista amador e grande amante de Fado, neste fado com letra de José Mariano, interpretado na Marcha de Manuel Maria, e que diz assim:
"...Enquanto houver portugueses / Ninguém diga em Portugal / Que vai morrendo o passado".
"...mora fado no meu peito / não se canse, não insista / não há ninguém que desista / quando vive satisfeito..."
Autores da letra e música- Hermano Sobral e Hermano da Câmara
Nota biográfica
O grande amor à música, e em especial ao fado, vai levar o jovem D. Hermano Cabral da Câmara a juvenis fadistadas com seus irmãos. Tal não é de admirar, havendo ele nascido, em 1934, numa família de aristocratas e fadistas.Grava o seu primeiro disco no circuito comercial em 1959, Sunset and Sentimental, onde se encontram temas ainda hoje conhecidos, como Colchetes de Oiro. Rapidamente a sua voz, muito particular, conquistará o coração de inúmeros fãs.Com 27 anos decide, bruscamente, tornar-se monge beneditino. Desta resolução nasce o mítico Fado da Despedida. Ao longo dos anos, e com a abertura proporcionada pelo Concílio Vaticano II, Frei Hermano da Câmara voltará a gravar temas, marcados pela sua vocação religiosa, onde a sua voz continua a revelar o fulgor que o distinguiu.
PRINCIPAIS ÊXITOS: Colchetes de Oiro, Minha Mãe, Olhos Negros, Guitarra Chora Que eu Canto, O Rapaz da Camisola Verde, Os Teus Olhos São Passarinhos, Ave Maria, Jesus, Sede de Infinito.
Uma quadra de J. Linhares Barbosa, glosada por Joaquim da Silva, interpretada no Fado das Horas (ou será simplesmente o Mouraria estilizado?!) por Mariana Silva.
E ASSIM NASCEU O FADO
Repertório de Mariana Silva
Quando Deus criou as rosas Neste país encantado Caiu uma, desfolhou-se, E dela nasceu o Fado.
Não havia uma canção Entre as canções amorosas Que despertasse a paixão Quando Deus criou as rosas.
Mas quis o Bom Criador Que uma lá do seu agrado Fosse uma canção de amor Neste país encantado.
Ou por divina magia Ou fosse lá pelo que fosse Ao despontar certo dia Caiu uma, desfolhou-se.
Segundo a lenda nos narra Foi disposta com cuidado Nas cordas duma guitarra E dela nasceu o Fado.