
Sec. Ilust. 1948

MARIA GALVANY sings "Ouvi dizar" by Julio Neuparth--FADO PORTUGUEZ--Victor record 87061, recorded May 12, 1908. BRILLIANT singing & a BRILLIANT recording. Contrary to what you're thinking, some of you night recognize the latter part of this song, which is very beautiful and lively.
This disc was never released in the U.S., which explains why it's generally UNKNOWN.
In Dec. 2008, the composer's great- grandson, Antonio Neuparth Sottomayor, sent an email from Portugal that included a picture of Galvany and the 1903 program where the song was introduced to the public. FADO was written FOR Maria Galvany.
Galvany made 22 "G & T Victor" recordings, most of which were not in U.S. catalogs.
Marisa Galvany (1878-1944), one of the most dazzling coloratura sopranos who every lived, was born in Granada and studied at Madrid Conservatory.
She made her debut as Lucia at Cartagena in 1897. Specializing in coloratura roles, she sang with great success in Spain and Italy, gaining her greatest popularity in South America. She also toured with a company that performed throughout Europe, including Russia, where she was a favorite singer.
In London in 1909, she appeared at Drury Lane as Amina, Rosina, and in the title role of Meyerbeer's Dinorah. In Lisbon she sang uninterruptedly for 15 years at the Coliseu.
She gained great success in Parma, Venice, and Genoa. Galvany NEVER appeared at La Scala, the Met, the Teatro Cólon, or Covent Garden.
She retired to Brazil, taught for a period, and died there in poverty. (Daqui)
Acerca do autor:
(Rev. Occidente 1901)
Partitura de um dos fados desta revista, o "Fado da Amargura".
"Nas revistas portuguesas, o fado é inevitável. O fado é a cocaína do nosso povo"
O nosso povo, agora, parece preferir outras cocaínas..., mas que o Fado voltou a estar na moda, lá isso!... o que muito apraz a todos os oportunistas e aproveitadores... Já agora, pelo menos, que dele se não pudesse augurar a desnacionalização, como Oliveira Martins o faz acerca do futuro da revista portuguesa , mas que, a mim, me não lembra outra coisa, lá isso!...
O futuro, já nem digo, mas também; agora, a origem, valha-me Deus!... Mas é a tal coisa que o povo diz e com razão "Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão"?!... Depois, levamos "Gato por lebre", é o que é!...
I.P.
Em tempo de vindimas, relembremos o "Parreirinhas", um fado de Mª Nelson e de Casimiro Ramos, interpretado por Mavilda Gonçalves, a recordar-nos que o vinho mais do que "o prazer celta de beber e sonhar" significa ou, pelo menos, significava "a abundância de todo o ano, a riqueza para muitos e o conforto para todos"...
I.P.
...autorias???
... do Fado?!
Um breve por exemplo de duas dessas quadrinhas "das perdidas", que se cantam em Fado, porém desenquadradas deste contexto (se bem que não completamente) e autoria (completamente) e noutros integradas... Não sei se me faço entender...
Dos fados "Mª Madalena", por Lucília do Carmo e "A mais linda mulher", pelo Júlio Peres.
(A propósito, reparei que, num dos blogues sobre fado, que entendo aqui não dever nomear, vem erradamente indicado como sendo Carlos Zel o intérprete de "A mais linda Mulher", em vez de Júlio Peres, embora as vozes nem sejam confundíveis... enfim, numa confusão ou num erro, qualquer um tropeça e pode mesmo cair, mas que, depois de receber dois comentários de alerta, o autor não se tenha dado ao trabalho de proceder a verificação e emenda... Pois é, por estas e por outras...)
Perdidas, mas achadas!...
Duas grandes interpretações de um mesmo fado "Vi-te há bocado", do repertório de BERTA CARDOSO, que não o gravou, nas vozes das veteranas Mª AMÉLIA PROENÇA e BEATRIZ DA CONCEIÇÃO, vulgo BIA.

I.P. 1922
Mais um documento para a validação da teoria da origem afro-brasileira do Fado, do ponto de vista de uma problemática inclusiva de uma etnografia contextualizante de uma super-estrutura melómana e lundúnica, assente numa perspectiva crítica da modernidade académica...
O Fado, a ceguinha e... o sexo dos anjos!... :-)
I.P.
"Mas houve um que era o primeiro
I.P.
"Oiçam bem o nome dela
A genial Ângela Pinto!"
"Vão saber quem ela era
Era a Maria Vitória!"
"As Guitarras de Alcácer Quibir" - premissas criativas que giram à volta do fado...
"Varinas", um poema de Fernanda de Castro, publicado em 1922 na I.P.,
musicado e interpretado por Frei Hermano da Câmara
Uma fantasticogenial produção Mandala... (que era o que muitos mereciam, era!...)
Continuem a mandar assim, que nem todos podemos mandá-los desta maneira...
E não, Xoné, essoutro "Fados" nada tem a ver com este e já repetidamente expliquei que não é produção Mandaura... Apre!
Este, sim! Mandá-la ouver!...
Datada de Maio de 1963, esta dedicatória do conceituado poeta e letrista espanhol Xandro Valério à grande Berta Cardoso, "Manola Caracol" de Portugal!...
e Olé!
Um espectáculo espectaculoso, desses que o La Féria sabe fazer e a que nos habituou. "Muita parra, pouca uva", um espelho deste tempo que mais valoriza o parecer que o ser... Ostentoso que baste, nos cenários, guarda-roupa, luz, som, nem esquecendo esculturais bailarinos e figurantes... Interessante, de facto! Mas que revisite "a história do Fado Português", como se anuncia... nem por lá passa! Nesse pequeno pormenor ou pormaior, como queiram, é um falhanço tão grandioso quanto pomposo é o espectáculo... já nem querendo referir alguns quadros de gosto duvidoso, não poderei deixar de lamentar o logro da "reconstituição" histórica anunciada e apresentada que, afinal, mais não será do que "a história do fado segundo La Féria" que, diria eu, não está mal de todo, não senhor, até fala da Severa, da Cesária, do Marceneiro, também do Farinha e do Carlos Ramos e nem esquece o Maurício, nem mesmo a Mª Teresa de Noronha e, vejam lá, até homenageia o Ary e o Carlos do Carmo e nem Hermínia, nem a Amália foram esquecidas, mas que hei-de fazer?, acho que lhe falta tudo, falta-lhe o substrato!...
Vão ver! Depois falamos...
"TIA DOLORES"
letra de Linhares Barbosa, música de José António Sabrosa, do repertório de Lucília do Carmo, interpretado pela própria
"TIA ANICA"
letra de Francisco Radamanto, música de Acácio Gomes, criação de Florinda Maria, interpretado por Anita Guerreiro
P'ra quando o Dia da Tia? não fora a cacofonia!... :-)
Faz hoje 13 anos que Berta Cardoso partiu.
Idolatrada, durante décadas, por um público tão exigente quanto conhecedor de Fado, reconhecida pelos seus pares como "a maior" e indestronável, requerida por poetas e compositores que ansiavam o êxito dos seus fados que aquela "voz d'oiro" lhes traria, Berta Cardoso, que foi uma das primeiras grandes embaixadoras do Fado, que divulgou, nos anos 30 e 40, pela Europa, África e América, nomeadamente no Brasil onde obteve estrondosos êxitos, nunca obteve das Instituições o reconhecimento que lhe era / é devido, como já em 1967 muito bem se assinalava...
Dessa Severa do séc XX, melhor fala o seu legado do que tudo o que alguém possa dizer...
Obrigada, Berta!
SR.FADO - R. dos Remédios, 176
BELA - R. dos Remédios, 190
LANTERNA VERDE - R. S. João da Praça, 45
A TASCA DO CHICO - R. dos Remédios, 83
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- Vânia Fernandes
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- Dulce Pontes
- Maria Ana Bobone
TAVERNA D'EL REY - Largo do Chafariz de Dentro, 14 - 15
S. MIGUEL D'ALFAMA - R. de S. Miguel, 9
PARREIRINHA DE ALFAMA - Beco do Espírito Santo, 1
MARÍTIMA DAS COLUNAS - Largo Chafariz de Dentro, 17
FADO MAIOR - Largo do Peneireiro, 7
Com letra do Conde de Sobral, música de Casimiro Ramos, ALFAMA, nas inolvidáveis vozes de Natália dos Anjos e de Fernando Maurício.