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sábado, fevereiro 25, 2017

A ronda do «Ti Alfredo»

D.L.

"...  nasceu em Lisboa, no dia 29 de Fevereiro de 1888, embora o seu bilhete de identidade referisse o seu nascimento a 25 de Fevereiro de 1891.
..." (ler+)

quinta-feira, abril 02, 2015

Café com leite ou Bailarico ?

D.L.


Sede de beijos (Fado do café com leite) / [intérp.] Maria Amélia Proença; letra, Domingos Silva; música, Daniel Jorge Martins. (daqui)


De facto, o cantador Daniel J. Martins acusou publicamente Marceneiro de plágio, pois segundo ele, o “Fado Bailarico”, mais não era que o seu “Fado Café com Leite”. (daqui)

terça-feira, setembro 23, 2014

"RONDA DOS BAIRROS" - "SENHORA DA SAÚDE"

G.C.F.54

Esta propaganda dos Bairros de Lisboa recordou-me um fado, precisamente também intitulado "Ronda dos Bairros", que apenas conheço gravado pela Mª de Lourdes Machado e tem como autores Francisco dos Santos e Fernando Freitas.



Também de Francisco dos Santos, mas com letra diferente e música de Alfredo Duarte, interpreta Lucília do Carmo o fado "Senhora da Saúde",



fado que Tony de Matos gravou com o título de "Ronda dos Bairros"...


Estes são alguns dos  Fados Alexandrinos

terça-feira, outubro 11, 2011

"FIGURAS DO FADO"





Três sonetos que Armando Neves (1899-1944), poeta e jornalista, dedicou, homenageando, a estas três grandes Figuras do Fado, painel em que ele igualmente deverá figurar como um dos mais importantes letristas. Dele, lembramos alguns dos que foram grandes êxitos: "Cruz de Guerra" e "Canção da Neve", criações de Berta Cardoso, "Amor de pai", criação de Mª Emília Ferreira e "A Freira", do repertório de Joaquim Campos, entre outros.
Sentados a uma mesa da "Adega O Faia", espaço inquestionavelmente ligado à grande Lucília do Carmo, Berta e Marceneiro ouvem atentamente Linhares Barbosa que lhes estará lendo uma nova letra, provavelmente para o repertório de Berta Cardoso que, nos anos 50 foi dirigente artística daquele restaurante típico.

segunda-feira, maio 16, 2011

"NOS TEMPOS EM QUE EU CANTAVA"



Tempo para ouvir Alfredo Marceneiro de quem alguém disse :" Quem já teve o privilégio de o ver ... terá novamente diante de si todo o fascinante espectáculo que é uma sessão de fados pelo Marceneiro: a figura franzina, o rosto enrugado contrastando com uma cabeleira surpreendentemente negra e ondulada, os requebros do corpo acompanhando as magistrais inflexões da voz, o lenço de seda como que a proteger-lhe simbolicamente a garganta contra os ultrajes do tempo - em suma, o verdadeiro fadista, a lenda viva."



A "voz velada e tão dorida que parece por momentos à beira da desintegração..." nesta interpretação magistral e inconfundível duma letra de Fernando Teles, no Fado Rosa,


Eis o nosso fabuloso MARCENEIRO, e o seu confesso "orgulho em ser da grei dos faias do Bairro Alto".

À guitarra, José Nunes; Francisco Perez, na viola; o som é do especial(ista) Hugo Ribeiro










sábado, abril 23, 2011

PLATINA...


...valeu este espectáculo que Jorge Fernando, em boa hora, se lembrou de organizar. Parabéns! Queremos mais, muitos mais espectáculos destes, genuínos, de Fado! Pareceu-me ser este o nosso apelo, do público, que aplaudia entusiasticamente cada cantador e que não queria dar o serão fadista como acabado... tiveram mesmo que regressar a palco e brindar-nos com mais uma "rodada", mas bem se notava que cantavam tão prazenteiramente quanto nós os escutávamos. Repertório escolhido primorosamente. Obrigada!


Dos cinco "diamantes", apenas dois ainda não foram homenageados neste blog que (embora não só, mas acima de tudo) nasceu, cresceu e vive para lembrar esses fadistas que, em dado tempo, foram comercialmente preteridos e, por isso, vão sendo esquecidos por uns e desconhecidos de outros... Aproveito, por isso, a ocasião, que não podia ser melhor, parece-me, para lembrar o

José Manuel Rato


num dos fados que ontem interpretou excelentemente e que se encontra gravado ao vivo neste vídeo, no YouTube e cuja letra encontra aqui





e o António Pelarigo

neste Fado da Balada com que, igualmente, ontem nos presenteou numa magnífica interpretação e de que também pode consultar a letra, mas aqui



domingo, abril 17, 2011

"POVO CATIVO" - Fernando Maurício



Fernanda do Carmo (letrista, empresária e irmã da fadista Cidalisa do Carmo) escreveu esta letra que Fernando Maurício interpreta na Marcha do Marceneiro, acompanhado pelos guitarristas Manuel Mendes e João Alberto, pelo viola Júlio Gomes e o viola-baixo José Vilela.


"Povo, que cantas o Fado / Que sonhas com o Infinito/ Que anseias Liberdade / Já não andas amarrado / Podes soltar o teu grito / Impor a tua vontade" ...

sábado, setembro 18, 2010

A canção das perdidas...



I.P.

...autorias???

... do Fado?!

Um breve por exemplo de duas dessas quadrinhas "das perdidas", que se cantam em Fado, porém desenquadradas deste contexto (se bem que não completamente) e autoria (completamente) e noutros integradas... Não sei se me faço entender...

Dos fados "Mª Madalena", por Lucília do Carmo e "A mais linda mulher", pelo Júlio Peres.

(A propósito, reparei que, num dos blogues sobre fado, que entendo aqui não dever nomear, vem erradamente indicado como sendo Carlos Zel o intérprete de "A mais linda Mulher", em vez de Júlio Peres, embora as vozes nem sejam confundíveis... enfim, numa confusão ou num erro, qualquer um tropeça e pode mesmo cair, mas que, depois de receber dois comentários de alerta, o autor não se tenha dado ao trabalho de proceder a verificação e emenda... Pois é, por estas e por outras...)

Perdidas, mas achadas!...

terça-feira, setembro 14, 2010

"CAVALINHOS"

"...Nosso amor há-de ir ao céu
Numa tipóia de praça
Puxada a dois cavalinhos"




Interpretado por Mª de Lourdes Machado, na Marcha do Marceneiro, este fado tem letra desse notável Homem de Letras que foi Norberto de Araújo

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

RITA CASTELO BRANCO - "Noite de guitarra"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Rita Castelo Branco é o nome artístico de Rita da Conceição Moita Almeida Morgado, uma alentejana de Moura, que no passado dia 1 festejou o seu 71º aniversário (oficialmente a 8), fadista que teve Hermínia Silva como sua Madrinha de Fado, que fez parte dos elencos do "Solar da Hermínia", "Viela", "Taverna d'El-Rei", "Poeta", "Mal Cozinhado" (na Foz - Porto), "O Fado" (em Madrid), entre outros, participou em vários espectáculos, no país e no estrangeiro, tendo-se retirado em 1982.

Aqui fica este apontamento biográfico e este fado a recordar Rita Castelo Branco.

quinta-feira, outubro 08, 2009

VITOR DUARTE - "Bairros de Lisboa"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Oriundo de uma família fadista, como poderia ser outro o seu Destino, que não o Fado? Vitor Duarte, filho, neto e sobrinho de fadistas de 1ª água, é por todos nós conhecido, não só como biógrafo de seu avô, Alfredo Duarte "Marceneiro", e ainda de Hermínia Silva, mas também como o responsável do blog http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/, o que teve a ideia e tem vindo a lutar por colocar Lisboa no Guiness, como a cidade mais cantada do mundo. Mas Vitor Duarte também canta o fado, e, embora a sua vida profissional tenha "corrido ao lado", tem discos editados e canta, com certa regularidade, em casas de fado e vários espectáculos, ouvindo-se sempre com muito agrado, diga-se de passagem. Um dos fados que mais gosto de ouvir-lhe é este, com que o lembro e presto a merecida homenagem, um fado sobre Lisboa, com letra do notável poeta Carlos Conde e música do não menos insigne compositor Alfredo Duarte, "Bairros de Lisboa".

Para si, com um bjinho, Vitó

quarta-feira, outubro 07, 2009

MARIANA SILVA - "Estranha forma de vida"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Com este fado tradicional, do repertório e com letra de Amália, música de Alfredo Duarte, lembro a decana das fadistas, que faz hoje 76 risonhas primaveras, e o seu estilo inconfundível. Beijinho de PARABÉNS!

http://fadocravo.blogspot.com/search/label/Mariana%20Silva

domingo, julho 05, 2009

CARLOS DUARTE - "Teu vestido azul"



Filho de Alfredo Duarte "Marceneiro" e irmão de Alfredo Duarte Jr., Carlos Duarte (1921 - 1966) é, dos Marceneiro, provavelmente, o menos conhecido do grande público, tanto mais que
cantou o Fado apenas como amador.
Era frequentador assíduo dos retiros de fado, onde era muito considerado, sendo unânime a opinião, de todos quantos o escutavam, de que era um grande intérprete do Fado. São de sua autoria algumas letras de fados que interpretou; porém, a do fado, com que hoje o lembro, é da autoria de Henrique Rego, uma letra muito interessante, com um certo gosto e codificação petrarquistas, interpretada no Fado Mª Marques, da autoria de seu pai, Alfredo Duarte Marceneiro.
Vídeo de Homenagem

sábado, abril 04, 2009

ALFREDO MARCENEIRO e MARIANA SILVA - "Amor campestre"



Escolhi este fado para, finalmente, exemplificar uma desgarrada. Cantar à desgarrada, significa cantar ao desafio, o que pode acontecer entre duas ou mais pessoas, sendo a letra, geralmente, improvisada e cantada, ou no Mouraria, ou no Corrido. Neste caso, a desgarrada é entre Mariana Silva e Alfredo Marceneiro, que é também autor da música e, embora o fado tenha sido gravado ao vivo, a letra não foi de improviso, é do consagrado poeta Henrique Rego.

VÍDEO DE HOMENAGEM

sexta-feira, outubro 24, 2008

ARGENTINA SANTOS - "A minha pronúncia"



















EP1952


Não se pode falar de Argentina Santos sem falar da sua "Parreirinha de Alfama", conceituada casa de fados por onde passaram grandes nomes da Canção Nacional e onde se come magnificamente.
De facto, Argentina é, para além de uma notável cantadeira, uma excelente cozinheira, ou vice-versa...
Em http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/69863.html encontrará mais informações sobre Argentina Santos e poderá ouvi-la aqui numa interpretação sua deste fado que tem letra de Clemente J. Pereira e música de Alfredo Duarte Marceneiro, que foi uma criação de Carolina Redondo, natural de Setúbal, região onde se verifica essa particular pronúncia do R a que alude a letra.
VÍDEO DE HOMENAGEM

domingo, julho 13, 2008

JÚLIO PERES - "Velho faroleiro"

Este fado, criação de Júlio Peres (1909-1995), tem letra de João de Freitas e música de Alfredo Duarte. Para saber mais sobre este fadista da "velha guarda" vá aqui http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/...

VÍDEO DE HOMENAGEM

sábado, junho 07, 2008

ERCÍLIA COSTA - "Na minha infância"






"Com o tradicional exagero dos cognomes que o público arranjava para as vedetas de quem muito gostava, Ercília Costa ficou conhecida como "a Santa do Fado" ou "a Toutinegra do Fado". Mas aqueles que tiveram o privilégio de a ouvir sabem que Ercília Costa era uma das grandes cantadeiras de fado da primeira metade do século XX. O seu nome é hoje pouco recordado, pois as gravações que realizou são anteriores aos anos cinquenta, altura em que se começou a popularizar o disco gravado, mas no seu tempo foi uma vedeta acarinhada pelo público. Nascida em 1902, na Costa da Caparica, filha de pescadores, Ercília Costa iniciou-se na música quase por acaso. Sem ter prévia experiência musical ou artística, apenas motivada pelo gosto de cantar, a então adolescente apresentou-se no Conservatório de Lisboa em resposta a um anúncio procurando cantores para uma récita a realizar no Teatro de São Carlos. Ercília foi escolhida para o elenco, mas a representação acabou por não se fazer e, apesar de ter sido sondada para seguir o curso daquela instituição, régressou à sua vida. Pouco depois, o actor Eugênio Salvador, que se cruzara com ela no Conservatório, recordado da voz que chamara a atenção, convida-a para o teatro. E foi assim, em resposta a um convite casual, que Ercília entrou para a companhia do Teatro Maria Vitória.Embora tenha sido pela revista que começou - actuando ao lado das maiores vedetas do palco da altura, como Luísa Satanella ou Beatriz Costa - Ercília Costa tornar-se-ia verdadeiramente popular como fadista, actuando em muitos retiros e nas mais importantes casas típicas da altura, e chegando inclusive a realizar espectáculos no estrangeiro, casos de uma digressão por França em 1937 e de actuações nos EUA em 1939 e 1947. Participou igualmente em alguns filmes, e, caso raro, chegou a compor algumas das suas criações mais célebres, como o Fado da Mocidade ou O Filho Ceguinho (conhecido como o Menor da Ercília).No início da década de cinquenta, Ercília Costa retirar-se-ia da actividade artística. Depois de participar em 1951 no filme Madragoa e de algumas actuações pontuais em espectáculos de beneficência, abandonou a carreira para se dedicar ao seu casamento, sem nunca ter cedido à tentação de regressar ao palco. Como declarou em 1967 à revista Flama, "não quis fazer festa de despedida, porque pensei sempre que algum dia podia precisar de voltar...". Mas não voltará a actuar em público até ao seu falecimento em 1985. "
VÍDEO DE HOMENAGEM

Na interpretação distinta de Ercília Costa (1902 - 1985), este fado que tem letra de João da Mata e música de Armandinho (???)

(Respeitamos a autoria mencionada no EP, mas parece-nos que o Menor com versículo é do A. Marceneiro, não?)

sexta-feira, maio 30, 2008

ALFREDO MARCENEIRO - "A Viela"



VÍDEO DE HOMENAGEM


Este continua a ser um dos meus fados preferidos, na voz do consagrado Alfredo Marceneiro (1891-1982).
Mais uma lição de Fado!
A VIELA

Letra – Guilherme Pereira da Rosa
Música – Fado Cravo de A. Marceneiro

Fui de viela em viela
Numa delas dei com ela
E quedei-me enfeitiçado
Sob a luz dum candeeiro
Estava ali o Fado inteiro
Pois toda ela era fado

Arvorei um ar gingão
Um certo ar fadistão
Que qualquer homem assume
Pois confesso que aguardei,
Quando por ela passei,
O convite do costume

Em vez disso, no entanto,
No seu rosto só vi pranto
Só vi desgosto e descrença
Fui-me embora amargurado
Era fado, mas o fado
Não é sempre o que se pensa

Ainda recordo agora
A visão que ao ir-me embora
Guardei da mulher perdida
A pena que me desgarra
Só me lembra uma guitarra
A chorar penas da vida

Acerca do fadista, o blog http://alfredomarceneiro.no.sapo.pt/
e o artigo em inglês http://fadous.blogspot.com/search/label/alfredo%20marceneiro