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segunda-feira, agosto 29, 2011

JOSÉ MANUEL DE CASTRO - "Barco à deriva"






"Barco à deriva / Que um dia saiu do cais / E não chega nunca mais / A porto de salvação"


As palavras são de Artur Ribeiro, a música de Jorge Fontes, a interpretação de José Manuel de Castro

quinta-feira, março 17, 2011

"Guitarras de Lisboa" - FERNANDO FARINHA

A GUITARRA



Acompanhado pelo Conjunto de Guitarras de Raul Nery, Fernando Farinha interpreta este fado que tem letra de Artur Ribeiro e música de Alírio Covas e cuja letra pode consultar aqui

sábado, fevereiro 19, 2011

"Ciúmes de Guitarra" - ADA DE CASTRO

Plat.

A GUITARRA
"Ciúmes de Guitarra", da autoria de Artur Ribeiro e de Casimiro Ramos, é o fado que Ada de Castro interpreta, acompanhada à guitarra por Francisco Carvalhinho e António Chainho, à viola por José Mª Nóbrega e à viola solo por Martinho d'Assunção (Jr.).
POST-SCRIPTUM
Recebi, ontem, de um amigo "fadistófilo", uma muito pertinente questão acerca da autoria do fado em que Ada de Castro interpreta esta letra de Artur Ribeiro, o "Fado Margarida". A resposta que dei foi a seguinte:
-Acerca das autorias, já sabes que indico as que constam dos discos, embora algumas com erros, que por vezes revelo, outras não... De facto, o Casimiro Ramos é irmão do Miguel Ramos e ambos são autores de fados http://www.jose-lucio.com/Fado/Autores.htm e daí haver por vezes alguma confusão... Neste caso, acho que é mesmo o "Margarida" que, tanto quanto sei, foi composto pelo violista Miguel Ramos, irmão do Casimiro, para a Margarida Pereira - "Fado Margarida" http://fadoteca.blogspot.com/2009/12/margarida-flor-do-fado.html Mas isto sou eu a falar... -
E era!... porque, há bocado, tentando responder a outra questão de um outro amigo do Fado, deparei-me, num manual de referência - "Notas de Música", da col. "Um Século de Fado", da Ediclube -, com a informação de ser, o Fado Margaridas, da autoria de Casimiro Ramos... Será que houve qualquer correcção ao documento de 1935 que eu não tenha visto?! Provável... Se assim for e alguém souber, muito agradecida ficaria pelo esclarecimento e prova, a bem da Cultura... Acerca destes e de muitos outros importantes assuntos, deveriam pronunciar-se consistentemente os que, afinal, parece preocuparem-se com as autorias, mas particularmente noutra vertente, a qual, contudo, tem tudo a ver com esta... é que há obras onde se indica o Casimiro Ramos como autor deste Fado, noutras o seu irmão Miguel... afinal, a quem cabem os direitos?!... Bem, neste caso, até nem importará grande coisa; sempre fica tudo em família!...

segunda-feira, dezembro 20, 2010

"É NATAL"

Há 82 anos nascia, no Barreiro, aquele que foi um notável fadista e autor, Fernando Farinha; este fado, com que hoje o lembro, mais uma vez, é de sua autoria e de Artur Ribeiro.

A todos desejo que seja sempre Natal !

terça-feira, dezembro 07, 2010

ALCINDO CARVALHO - "Vielas de Alfama"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Soube, há um par de horas, que Alcindo de Carvalho foi hoje a enterrar; é uma das vozes fadistas que sempre muito apreciei, e que ouvi em vários espectáculos e casas de fado, particularmente em Alfama; talvez por isso, tenha escolhido este fado, que tão bem interpreta, para lhe prestar mais esta homenagem.

sexta-feira, outubro 01, 2010

"Adeus Mouraria"



Sec. Ilust. 1948

Nesta crónica, Artur Portela, referindo-se ao desaparecimento de mais um velho trecho de Lisboa , "brasão de glória bairrista", sustenta que "O Arco do Marquês do Alegrete era o fado", o "velho fado", "o que já não se canta"... Pois, não cantará!..., mas que, felizmente, o Fado continua vivo e de saúde, ninguém duvida e que continua a contar com grandes letristas, compositores, instrumentistas e intérpretes, também ninguém põe em causa...
Exemplo disso, este "Adeus Mouraria", de Artur Ribeiro, interpretado pelo mais novo dos Moutinhos, o Pedro.

segunda-feira, abril 19, 2010

RICARDO RIBEIRO - "Horas de Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM

É, hoje, editado o novo disco de Ricardo Ribeiro, uma Voz, um talento e um dos mais genuínos intérpretes actuais do Fado tradicional.
Desejando que tenha um enorme, já que bem merecido sucesso, com o seu novo trabalho, recordo-o nesta magnífica interpretação de "Horas de Fado", da autoria de Artur Ribeiro e Armando Machado.
Beijinho.

Horas de Fado
Horas de solidão, horas de fado / No meu andar perdido, a razão / Horas de ser poema amargurado / A falar de pecado e de traição

Horas de ser poema e não poder / Gritar, gritar até que fique rouco / O meu castigo de viver viver / Castigo de não ser ainda louco

Horas de solidão recomeçadas / De cada vez que fico só assim / Horas que vão ficar em mim paradas / Até que novo amor renasça em mim
***
Como curiosidade, e melhor respondendo à questão do amigo Jaume, aqui ficam estes dois documentos que complementam o que já ficou dito acerca deste Fado
Por estas e outras!...

quarta-feira, setembro 30, 2009

ARTUR RIBEIRO - "Fiz leilão de mim"

VÍDEO DE HOMENAGEM
Talvez de razão perdida / Quis fazer leilão da vida / Disse ao leiloeiro / Venda ao desbarato / Venda o lote inteiro / Que ando de mim farto / Meus versos que não são versos / Atirei ao chão dispersos / A ver se algum dia / O mundo pateta / Por analogia / Diz que sou poeta
Fiz leilão de mim / E fui por fim apregoado / Mas de mau que sou / Ninguém gritou arrematado / Fiz leilão de mim / Tinhas razão minha almofada / Com lances a esmo / Provei a mim mesmo / Que não valho mais que nada
Também quis vender meu fado / Meu modo de ser errado / Leiloei ternura / Chamaram-me louco / Mostrei amargura / E o mundo fez pouco / Depois leiloei carinho / E em praça fiquei sozinho / Diz-me a pouca sorte / Que para castigo / Até vir a morte / Vou ficar comigo.

"Um dos casos raros de artista que não se limitava a interpretar mas igualmente compunha - e muito! - Artur Ribeiro escreveu alguns dos maiores clássicos da música ligeira portuguesa, como A Rosinha dos Limões, Nem às Paredes Confesso ou A Fonte das Sete Bicas.Natural do Porto, onde nascera em 1924, Artur Ribeiro gostava de cantar em miúdo mas o seu temperamento tímido fazia-o cantar escondido atrás de uma cortina. Em 1940, a família muda-se para Lisboa e é aqui que o seu talento é descoberto: num baile organizado pelo Clube Radiofónico de Portugal, Artur Ribeiro começa a trautear enquanto dança com uma jovem que queria impressionar, sendo imediatamente notado pelo director de programas da estação, que o convida a actuar numa festa em honra do Cônsul do Brasil. Nessa festa, por seu lado, Ribeiro é abordado por um dos responsáveis da Rádio Peninsular para se juntar ao elenco daquela emissora como tenor lírico. Empregando-se para não sobrecarregar o orçamento familiar, Artur Ribeiro vai subindo profissionalmente, passando inclusive a produtor de emissões e começando a compor as suas primeiras canções. Em 1944, estreia-se profissionalmente num espectáculo da Esplanada da Voz do Operário, ao lado de Amália Rodrigues, e em seguida estreia-se no teatro na Revista Internacional de 1945 no Coliseu dos Recreios, partindo em seguida para o Porto para substituir Luiz Piçarra na opereta A Chave do Paraíso. Em 1946 estreia-se na Emissora Nacional e, no ano seguinte, enfrentando um mau momento profissional, aceita ser cantor da Orquestra do Casino Estoril, iniciando uma nova fase da sua carreira. Modulando a sua voz para a canção ligeira, torna-se um aplaudido vocalista da noite lisboeta, transferindo-se do Casino para o Conjunto de Mário Teixeira, pianista com quem começa a compor regularmente. Em 1948 conhece Max, para quem virá a escrever alguns dos seus maiores sucessos -como Ilha da Madeira - e, em 1949, ganha o seu primeiro prémio como compositor com Canção da Beira.A par com a sua carreira de cantor, impõe-se como compositor, com êxitos como Rosinha dos Limões (que originará em 1954, uma opereta de grande êxito), Maria da Graça, Adeus Mouraria, Pauliteiros do Douro ou A Fonte das Sete Bicas. Em 1965, contabilizava 300 canções de sua autoria exclusiva e 700 letras feitas para melodias suas e de outros. Max, António Calvário, Rui de Mascarenhas, Madalena Iglesias, Júlia Barroso, Tristão da Silva, Simone de Oliveira ou Maria José Valério gravaram canções de Artur Ribeiro. Presença regular nos programas radiofónicos da APA, grava os primeiros discos em 1953 e passa igualmente pela televisão (onde se estreia em 1957) e pelo cinema (escrevendo a música de O Miúdo da Bica, com Fernando Farinha, onde participou igualmente como actor). Participou igualmente em muitos programas de variedades em Espanha. Faleceu em 1982." ( in http://www.macua.org/biografias/arturribeiro.html)

Este tema da sua autoria, que poderemos classificar como fado musicado, tal como o "Adeus Mouraria", é uma das suas letras mais emblemáticas e, quiçá, representativa da sua personalidade, como afirmam alguns dos que o conheceram.
Para lembrar este notável autor, compositor e intérprete, cuja carreira foi interrompida por questões de saúde, o seu "Fiz leilão de mim" (criação de Tony de Matos), com música de Max, letra e interpretação do próprio Artur Ribeiro, acompanhado pela Orquestra de Rocha Oliveira .

D.L.68

domingo, abril 19, 2009

ELSA LABOREIRO - "Lisboa à meia noite"


















Porque hoje é dia do seu aniversário... Parabéns!
Fadista residente do Luso, hoje podemos também ouvi-la aqui a interpretar "Lisboa à meia noite", um fado da autoria de Artur Ribeiro e de António Mestre.
Beijinho!
VÍDEO DE HOMENAGEM

domingo, fevereiro 15, 2009

JOÃO CABRAL - "Nem sempre acontece Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Aqui, Fado acontece!

Artur Ribeiro escreveu, João Cabral interpreta; a música é de João Mª dos Anjos.

A letra está aqui http://fadocravo.blogspot.com/2007/04/blog-post.html

Não encontrei dados biográficos disponíveis sobre este fadista; se alguém tiver algumas informações que queira partilhar, antecipadamente agradeço.

sexta-feira, junho 20, 2008

MAX - "Ilha da Madeira"


Natural do Funchal, Maximiano de Sousa (1918-1980), que ficou conhecido por Max, compositor e cantador, interpreta esta "pérola", da autoria de Artur Ribeiro e de M. Gonçalves Teixeira, que alude a outra "pérola", igualmente preciosa e do nosso património - a Madeira. Uma voz pequenina, mas tão grande no fado!
VÍDEO DE HOMENAGEM
Nota biográfica:
Foi uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesas, desde os anos quarenta até à sua morte em 1980. A ele se devem êxitos como Noites da Madeira, Bailinho da Madeira ou A Mula da Cooperativa. E nada faria prever que este jovem madeirense, que sonhava ser barbeiro e fora alfaiate, viria a ser um dos mais populares artistas portugueses.Maximiano de Sousa, de todos conhecido como Max, era madeirense, nascido no Funchal em 1918. Foi aí que iniciou a sua carreira artística. Sonhara ser barbeiro e violinista, tinha ouvido para a música mas pouca paciência para aprender o solfejo, e acabou por aprender o ofício de alfaiate. Contudo, o bichinho da música que sempre tivera tornou-se numa carreira em 1936, quando começa a actuar no bar de um hotel do Funchal: cantor à noite, alfaiate de dia. Em 1942, é um dos fundadores - como cantor e baterista - do Conjunto de Tony Amaral, que se torna numa sensação nas noites madeirenses e que, em 1946, vem conquistar Lisboa. O trabalho é muito e o conjunto assenta arraiais no night-club Nina, interpretando os ritmos do momento - boleros, slows, fados-canções. E é o Fado Mayerúe de Armandinho e Linhares Barbosa, mais conhecido como Não Digas Mal Dela, que populariza a voz de Max e leva à sua saída do Conjunto de Tony Amaral, iniciando finalmente a carreira a solo que desejava em 1948.Agora actuando sozinho, Max dispara para o estrelato através da rádio e das suas presenças no Passatempo APA do Rádio Clube Português, em parceria com Humberto Madeira. Em 1949, assina contrato com a Valentim de Carvalho e grava o seu primeiro disco: um 78 rotações com Noites da Madeira e Bailinho da Madeira.É o primeiro de uma longa lista de sucessos como A Mula da Cooperativa, Porto Santo, 31 ou Sinal da Cruz. Em entrevista ao jornal Se7e, em 1978, referia que eram os discos que lhe davam mais dinheiro, pois "os direitos de autor estavam sempre a pingar".Depois da rádio, Max conquista o teatro, participando a convite de Eugênio Salvador na revista Saias Curtas, em 1952. Será apenas a primeira de uma longa série de revistas que confirmarão também os seus dotes de actor e humorista.Em 1957, parte para os EUA para uma digressão de cinco anos interrompida por uma súbita doença de coração ao fim de dois. Viajará em seguida por Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil e Argentina.Regressado a Portugal, embora continue a ser um dos artistas mais queridos do público, encontrará alguma dificuldade de trabalho, sobrevivendo à conta dos discos que continuava a gravar. Um dos seus maiores êxitos surgirá aliás neste período, Pomba Branca. Faleceu em 1980.


Plat.