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sábado, julho 07, 2012

BERTA CARDOSO - "Cinta vermelha"


Este fado, originalmente intitulado "Coisas vermelhas", escrito em 1954 para o repertório de Berta Cardoso, por João Linhares Barbosa, é "Um fado castiço", como o próprio menciona em subtítulo, na página do manuscrito. Cantado no Fado Magala, cuja autoria se atribui a José Carlos "Magala" e a seu irmão, o guitarrista Acácio Gomes, é mais um dos fados emblemáticos de Berta Cardoso, que outras fadistas têm interpretado também, retirando-lhes, é claro, os versos que referem o nome da sua criadora (com algumas excepções...)

VÍDEO DE HOMENAGEM


(verbete de 17.08.2008, republicado)

Eis algumas das interpretações, disponíveis na net, por

 Ana Sofia Varela



Maria Amélia Proença



 Cristina Andrade



Anabela Silva



Júlia Lopes




sábado, junho 05, 2010

RUI VELOSO - BERTA CARDOSO - ANA SOFIA VARELA



FADO DO LADRÃO ENAMORADO(Letra de Carlos Tê - música e interpretação de Rui Veloso)

Vê se pões a gargantilha / Porque amanhã é Domingo / E eu quero que o povo note / A maneira como brilha / No bico do teu decote...


CINTA VERMELHA (Letra de J. Linhares Barbosa, Fado Magala, Repertório: Berta Cardoso)

Põe esta cinta vermelha / Para adelgaçar-te a cintura / Eu quero que as outras vejam / Que tens bonita figura...

Interpretação de Ana Sofia Varela

domingo, fevereiro 28, 2010

ARGENTINA SANTOS - "Não sei se canto se rezo"

A exposição "Argentina Santos - Não sei se canto se rezo", ontem inaugurada no Museu do Fado e que estará patente ao público até ao próximo dia 30 de Abril, teve casa cheia e bem merece uma visita, mesmo de quem não aprecia estas coisas do Fado...
Desde logo, porque a exposição leva a assinatura de António Viana, que sempre sabe revestir estes espaços de uma certa magia, sem nada lhes retirar de realidade, dando-lhes o brilho certo; depois, porque vale a pena conhecer o percurso fadista de Argentina Santos, particularmente pelo que ele tem de invulgar.
Ontem, na inauguração, tal como estava anunciado, prestou-se uma breve homenagem à fadista, tendo-se ouvido as vozes de Ricardo Ribeiro, Ana Sofia Varela e Carlos do Carmo, nenhum deles tendo mencionado as autorias dos fados que cantaram, o que achei inusitado, dado o espaço e o acto, particularmente no que respeita à prestação de Carlos do Carmo que teve também a seu cargo a "oração de sapiência", no que esteve irrepreensível. Finalmente, Argentina Santos, que recupera ainda de um recente problema de saúde, brindou-nos com "a última lição"- um fado seu, que primou pela genuinidade e por essa grandeza de oferecer o que podia, para não desiludir o seu público que, mesmo assim, tanto queria ouvir essa "voz que é um pregão", como tantas vezes dela ouvi dizer Berta Cardoso.
Vale a pena o catálogo da exposição, belissimamente ilustrado e com textos de Sara Pereira e Sofia Bicho; apenas fiquei na dúvida se, como consta a páginas 27 do sobredito, o fado "A minha pronúncia", que ali se indica como sendo do repertório de Argentina Santos e ter letra da autoria de Alberto Rodrigues, será o mesmo que foi do repertório de Carolina Redondo, cuja letra se deve a Clemente J. Pereira e que, de facto, também Argentina Santos costuma cantar. Ora veja lá:
De resto, está de Parabéns a Argentina e o Museu!
Esperemos que outras homenagens estejam na forja...