domingo, junho 15, 2008

HERMÍNIA SILVA - "Telhados de Lisboa"



"É indiscutível que Hermínia Silva foi um ídolo do povo, que a elegeu, a amou e venerou, e ela correspondeu. ... Eu adorei a Hermínia", diz Vítor Duarte Marceneiro, no seu livro Recordar Hermínia Silva, uma monografia em jeito de homenagem.

Creio que muitos serão os que, como Vitor Marceneiro, dirão "Eu adorei a Hermínia"! Eu, já disse!

Apaixonada pela sua cidade, vamos recordá-la interpretando um dos seus enormes êxitos, o fado "Telhados de Lisboa", cuja música é, curiosamente, da autoria de seu filho, Mário Silva, e a letra de Frederico de Brito.

VÍDEO DE HOMENAGEM


Do blog http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/ , da autoria de Vítor Marceneiro, a nota biográfica desta notável fadista:
"Hermínia Silva nasceu às 18 horas do dia 23 de Outubro de 1907, no Hospital de São José, freguesia do Socorro, era filha de Josefina Augusta, que morava à data do parto na Rua do Benformoso, 153, no 1.º andar, freguesia dos Anjos, em Lisboa. (1)

(1) Conforme Acento de Nascimento n.º 704, do ano de 1907, na 8.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa.
Sua mãe, chamava-se Josefina Augusta, era natural de Samora Correia. Teve uma irmã mais velha que tinha o nome de Emília e um irmão que se chamou Artur Moreira.

É com palavras da própria Hermínia, com a sua simplicidade, a sua graça no jeito tão pitoresco que ela tinha a exprimir­‑se, que aqui se transcreve parte da sua biografia:
Julgo que nasci numa casa ali para os lados do Campo de Santana (2), numa travessa, cujo nome não recordo, e não recordo porque saí de lá apenas com oito meses. A verdade é que não tenho quaisquer recordações do tempo que mediou entre o meu nascimento e a idade escolar, mas creio que fui uma criança absolutamente normal, com todas as gracinhas, «perrices» e evoluções que são comuns a todas as crianças normais.
No entanto, recordo que me con­taram que quando tinha oito meses caí da varanda à rua. Mas eu explico como isso foi e como é possível eu ainda aqui estar a falar sobre a minha infância.
Ora, na casa onde nasci, havia uma va­randa, na qual eu brincava habitualmente, que, por segurança, estava protegida por uma rede. Porém, um dia, por qualquer razão, que ignoro, alguém tirou a rede e eu, na minha «gatinhice», enfiei pelas grades e fiz um «voo pi­cado» até à rua… bom, até à rua não, porque tive a sorte de cair na giga de uma mulher que vendia hortaliça e que, providencial­mente, passava nessa al­tura debaixo da varanda.
Logo um senhor, que passava por ali na ocasião, agarrou em mim e levou­‑me para o Hospital. Cheguei lá e... pasmem, verificaram que não tinha nem uma beliscadura. E eu, muito sossegadinha, não chorava nem nada.
Deram­‑me, depois, lá no Hospital, uma colher de cerveja preta e trouxeram­‑me finalmente de volta a casa, onde todos se encontravam mui­to aflitos,... Mas cair de um segundo andar à rua, apenas com oito meses, e nada sofrer, hem?! Ao menino e ao borracho…
Este é, segundo julgo, o único episódio fora do vulgar da minha infância, já que não tenho ideia ouvir falar em mais nada.
Como consequência dessa queda da janela à rua, veio uma mudança de resi­dência. Minha mãe, impressionada com o acidente, não quis continuar naquela casa e, assim, mudámo­‑nos para o Castelo.
(2) Hermínia faz esta afirmação sobre o seu nascimento em entrevista ao jornal Trovas de Portugal, de 30 Julho de 1933, onde, na página seis, Hermínia escreve pela pena do jornalista: — Sou de Lisboa, freguesia do Socorro, e criei­‑me no Castelo de S. Jorge!
No Álbum da Canção, datado de 1965, fala do local do seu nascimento, mas sem muita clareza: — nasci numa travessa da qual não me lembro o nome, ali ao “Campo de Santana”.
Em 1980, quando da festa da entrega da Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa, Hermínia Silva é entrevistada para a RTP e diz que nasceu na «Rua das Flores» que ficava junto à Travessa Conde de Avintes, e que era perto do local onde morava o Armandinho. Ora este local situa­‑se na freguesia de S. Vicente de Fora e há lá uma Travessa das Flores e não Rua das Flores.

Desde que me entendo que gostei de cantar. E o fado, cantava­‑o a todo o mo­mento, e por toda a parte: na rua, em casa, na escola, desde que aos seis anos comecei a frequentar a escola, que ficava ali na Rua da Madalena, mesmo em frente da igreja.
Ora lá na escola, por vezes, havia umas festas nas quais tomavam parte algumas meninas que sabiam cantar. Eu deixava­‑me ficar muito caladinha quanto aos meus «méritos», pois tinha vergonha de os reve­lar. Até que um dia, quando se preparava uma dessas festas, uma das minhas colegas dirigiu-se à mestra e, apontando-me, revelou:
— Minha Senhora, esta menina canta muito bem!
Claro está que a professora quis, imediatamente, avaliar as minhas possibilidades e mandou-me cantar uma música que eu soubesse bem. E eu «desatei» logo a cantar um fado, daqueles bem fadistas.
A professora ao ouvir-me cantar o fado levou as mãos à cabeça e, fazendo um gesto negativo, declarou:
— Ai. Esta menina! Não… Fado não!
Depois, talvez por ver a decepção estampada na minha cara, incitou-me a cantar outra «moda» que eu soubesse. Cantei, ou melhor, comecei a cantar uma canção que sabia também, mas o pior é que mesmo a canção, na forma como eu cantava e na minha voz, soava como fado. E, de novo, a senhora me interrompeu, repetindo, um tanto ou quanto escandalizada:
— Não, fado não… Esta menina não pode cantar na festa! As meninas não cantam fado!
Escusado será dizer que fiquei com uma grande «pinha», pois cantar já era para mim uma paixão.
E começava também já a despontar em mim o desejo de representar. E chorei que me fartei.
Mas a vida continuou e eu sempre cada vez mais possuída por aquela verdadeira paixão que era para mim o cantar. E sempre que podia lá estava eu de «boca aberta» quer fosse em casa, quer fosse nas casas de pessoas amigas que me convidavam, de vez em quando, a cantar um «fadinho», quer fosse em festas particulares, onde me chamavam de propósito para eu «botar» cantiga, porque achavam que eu tinha «jeitinho».E eu ia sempre cantando e sempre a pensar no Teatro, pois nesse tempo não havia casas típicas e eu para as tabernas não ia… claro que não ia.
Até que um dia…
Estava eu em casa da minha irmã Emília (3), que morava ali em Entre Muros do Mirante, quando casualmente passou o Armandi­nho, que morava para aqueles lados e me ouviu cantar. Ou melhor, ouviu uma voz, vinda da­quele prédio. Então, subiu as escadas, bateu a porta e perguntou à minha imã, que foi quem abriu:
— Não é aqui que está uma pequena a cantar?
— É, é. É a minha irmã — re­plicou.
— Que idade tem ela?
— Olhe, tem doze anos.
— Chame­‑a lá, faz favor — vol­veu Armandinho, cada vez mais interessado.
A minha irmã, que sabia o quanto eu era acanhada, volveu:
— Ai, ela não vem.
— Chame­‑a lá — insistiu o grande Armandinho. — Olhe que ela tem uma bonita voz. Uma voz muito engraçada. Ora cha­me­‑a lá. Que eu arranjo já um contrato para ela ir gravar um disco ao «Valentim de Carvalho».
A minha irmã sorriu, pouco convencida, e explicou a Armandinho:
— Ai, ela não vai. A minha mãe não deixa.
Porém, o famoso guitarrista não se deixou con­vencer com aquela primeira negativa da minha irmã.
(3) Hermínia refere que a irmã vivia ali «Entre Muros do Mirante», à Graça, e provavelmente passava por este local quando ia para casa da irmã. Quanto à sua alusão a Rua das Flores, e como já acima referi, será lógico ser Travessa das Flores, que fica na freguesia de S. Vicente de Fora.

Gostara, sinceramente, da minha voz, da ma­neira como eu interpretava o fado e não estava disposto a desistir assim às primeiras. E então pediu licença para entrar, para falar directamente comigo.
Escusado será dizer que eu, que estivera a ou­vir toda a conversa, apareci nesse instante e, então, Armandinho dirigiu­‑se­‑me:
— Então, não quer vir cantar?
Eu claro que queria cantar, já que cantar era, pode dizer­‑se, a mi­nha vida.
Mas a verdade é que fi­quei muda e o malogrado artista prosseguiu:
— Ora vá, venha gravar um disco. Olhe, nós agora até vamos a Berlim, com o Menano e a Ercília Costa, e a menina também podia ir.
Talvez por julgar que me encon­trava a sonhar, a verdade é que per­maneci muda como um penedo, enquanto o meu interlocutor, certamente para me entusiasmar, ia pros­seguindo, tentador:
— Vá, venha que faz um «vistaço». Venha lá gravar um disco. Então não quer ir connosco cantar? Então não quer ir para o Teatro?
É claro que, se eu tinha imensa vontade de ir para o Tea­tro, naquela altura, ainda fiquei com mais. Mas não fui. Não fui com o Armandinho. Sim, não ia assim para Berlim. De maneira nenhuma...
Mas as coisas da vida nem sempre cor­rem à medida dos nossos desejos, e o mundo dá muitas voltas.
Chegou a altura em que tive necessidade de ir aprender um ofício e empreguei­‑me como aprendiza de modista. No en­tanto, o meu pensamento estava sem­pre no Teatro e no Fado. E continuei a cantar, quer pelos bailaricos, quer em festas particulares, para as quais estava sempre a ser chamada. E eu ia sempre, pois o que eu queria era cantar…


EU, QUE NÃO SOU NADA DRAMÁ­TICA,
FUI AMADORA DRAMÁTICA…

Em 1925, sempre norteada pelo grande amor que dedicava ao Teatro, inscrevi­‑me como ama­dora dramática no «Grupo dos Leais Amigos», ali ao pé da igreja de S. Vicente. O que eu queria era representar e tanto assim que representei coi­sas dramáticas, eu que não sou nada dramática... Mas tal era a fúria de ser artista... que tudo me servia.
Em 1926, representei e cantei no antigo Teatro Gil Vicente, à Graça. Foi ali que, certo dia, apareceu um senhor que era escritor, Artur Vítor Machado de seu nome. Esse senhor levou­‑me à presença do pai, o maestro A. Júlio Machado, que era empresário, e foi logo assim, que ainda nesse ano me levou numa tournée à província.
Era tal a minha gana de vencer, que me comportei de tal modo que, no início desse giro artís­tico, o meu nome figurava nos cartazes em último lugar e quando regressámos eu era já a primeira figura.
Terminada essa tournée que foi, pode dizer­­‑se, o início da minha carreira como profissional, fui trabalhar para um cinema, ali à Esperança, o «Malacaio». O contrato por oito dias que me fizeram era para cantar fados no final da exibição dos filmes.
Mas a verdade é que o público me dispensou tantas gentilezas, me acolheu e adoptou com tanta e tão grande simpatia, que esses oito dias se transfor­maram, quase sem que déssemos por isso, em dois anos.É verdade: durante dois anos consecutivos actuei no «Malacaio» em final de festa. E sempre com o pleno agrado do público frequentador da­quele cinema que não me regateou o seu apoio e os seus aplausos. Ainda hoje conservo no coração a simpatia daquele pú­blico. Foi Rui Metelo, um empresário muito co­nhecido na época, que me proporcionou esse contrato.

O PARQUE MAYER

Quando finalmente deixei de cantar no «Malacaio», fui para o Parque Mayer. Ali os estabelecimentos de far­turas tinham, ao tempo, grande clientela, estavam em voga. Ali se cantava o fado. Pode dizer­‑se que essas casas foram as percursoras das casas típicas que hoje conhecemos.
Ora, quando fui para o Parque Mayer, era contratada pelo «Valente das Farturas». Este contrato, tal como acontecera com o cinema da Esperança, era por oito dias. Mas tal como aconteceu no «Malacaio», esses oito dias prolongaram­‑se por mais dois anos.
Nessa altura, eram frequentadores assíduos no «Valente das Farturas» a grande maioria dos artistas de então, que trabalhavam nos Teatros do Parque Mayer. Muitos deles já iam lá especialmente para me ouvirem, pois gostavam da minha maneira de cantar. O meu salário então já era de cinquenta e cinco escudos diários, o que para o tempo era um grande cachet, mesmo tendo em consideração que chegava a ter seis sessões diárias.
Entre os muitos artistas que fre­quentavam assidua­mente o «Valente das Farturas», que se tornara o palco onde eu dava livre curso ao meu íntimo desejo de cantar, contavam­‑se dois artistas de grande cartel na época, que trabalhavam no Teatro Maria Vitória, que eram o Alberto Ghira e a Hortense Luz, e certo dia vieram falaram comigo, convidando­‑me a ir para o teatro. Mas eu ganhava ali muito bem, embora o teatro fosse a minha grande paixão, eu não ia trocar o certo pelo duvidoso. Foi, pois, embora contrariada, que lhes disse que não acei­tava.
O Alberto Ghira ainda voltou a insistir, mas continuei a recusar, com o mesmo fundamento de que me sentia ali bem e ganhava uma pequena fortuna, mas disse logo que no dia em que deixar de trabalhar aqui irei para o Teatro, se ainda me quiserem lá.
E, assim, se gorou a primeira grande oportuni­dade­ para eu entrar para o Teatro de Revista e dele fazer o centro da minha actividade artística.
Como já tive oportunidade de frisar, também no «Valente das Farturas», tal como acontecera, ante­riormente, no Cinema em que actuei em fim de festa, mantive­‑me dois anos consecutivos, merecendo sempre, devo reconhecê­‑lo, o carinho do público, que aliás eu fazia por manter, dando tudo quanto tinha dentro de mim, sempre que cantava, o que acontecia, como também já disse, muitas vezes em cada dia.
Mas certo dia tive mesmo que parar de cantar, porque tive uma grande constipação nas cordas vocais que me pôs bastante «à rasca», durante mais de um ano. Foi com imensa tristeza, pois como já sabem, o cantar era o maior gosto da minha vida, e além disso tinha passado a ser a minha fonte de subsistência (4).

(4) Estava­‑se em finais de 1926 e Hermínia estava grá­vida; seu filho Mário Silva vem a nascer em 9 de Abril de 1927.
Grande constipação..!, Herminia não fala da sua gravidez nesta altura, pois tem que manter a "credibilidade" da idade que diz que tem e que a sua figura muito miúda aparenta. Em 1926 tem dezanove anos, mas afirma que tem 15, esta diferença com os anos passa para menos 7 anos, por isto toda a gente fazia as contas e julgava que ela tinha nascido em 1913.

POR FIM O TEATRO DE REVISTA

Quando, finalmente, recuperei da doença, roidinha de sau­dades de cantar e do contacto com o meu querido público, que sempre me acarinhara, fui trabalhar para uma Sociedade de Recreio que, se não estou em erro, era o «Comando-Geral». Foi aí que, certo dia, o co­nhecido empresário Ma­cedo e Brito me abor­dou, dizendo­‑me que, conhecendo o meu valor achava que eu devia voltar era a cantar. Prometeu­‑me que me ia arranjar uma entrevista com o empresário de teatro António de Macedo.
Passados poucos dias confirmou­‑me a marcação da entrevista; fiquei entusiasmada, não podia perder esta nova oportunidade de ingressar no Teatro, que era o sonho doirado da minha vida, e logo fui falar com o António Macedo, que me contratou imediatamente, para actuar em fim de festa, cantando fados — claro está — na opereta «Fonte Santa» (1932).
O público voltou a corresponder inteiramente, aplaudindo­‑me com simpatia, e foi graças a esse mesmo público que, logo de seguida, fui contratada para fazer uma revista, que se intitulava Feijão­‑Frade (1933), que era um original de Xavier de Magalhães, Almeida Amaral e Fernando Santos. E esta foi a primeira revista em que eu entrei.
Foram assim na realidade os meus primeiros passos a sério com o teatro de revista, e a verdade é que, sem vai­dade, fiz um autêntico brilharete.
De então para cá tomei parte em inúmeras revistas, assim como numas quantas operetas, e até em peças declamadas.
A minha carreira continuou, felizmente, com grandes êxitos, que, certamente, eu não merecia, mas o público me quis oferecer.
Também actuei nos estúdios da RTP, a última vez foi num dos episódios da série Os Três Saloios, protagonizada por Raul Solnado, Humberto Madeira e Emílio Correia, três valores do nosso teatro ligeiro.E devo confessar que gostei.
Tive, ao longo da minha carreira, como é natural, muitas e variadas pro­postas para ir ao estrangeiro, mas como sou multo «pegada» a isto.
Tenho muita relutân­cia em sair de Portugal, eu ainda nem sequer visitei as províncias ultramarinas, apesar dos muitos convites que para o efeito me têm endere­çado e do grande desejo que te­nho de as conhecer.
— Fui ao Brasil, onde me demorei o menos tempo possível, aos Açores e à Madeira, onde fiz uma curta série de espectáculos.
Herminia Silva desde a sua estreia em 1932, participou em 13 operetas, 37 revistas, 2 peças declamadas e ainda em 5 filme e vários programas de televisão.

Conclusão do autor:

Hermínia, sem sombra de dúvidas, nasceu a 23 de Outubro de 1907, no Hospital de S. José, freguesia do Socorro, em Lisboa.

O episódio que contou sobre ter caído da janela à rua refere­‑se decerto à rua onde sua mãe morava quando do seu nascimento, Rua do Benformoso, 53, 1.º, freguesia dos Anjos, em Lisboa.

Tudo leva a crer que sua irmã morava na Travessa das Flores, freguesia de S. Vicente de Fora, em Lisboa, enqua­drando­‑se assim com toda a lógica o episódio em que conta como o guitarrista Armandinho a ouviu cantar."

© Vítor Duarte Marceneiro
Autorizada a utilização desde que seja mencionada a autoria.

sábado, junho 14, 2008

FERNANDO FARINHA - "Canção de Lisboa"



















Em 1934, era publicada esta letra do Fado "Chic", da autoria de Luiz da Silva Gouveia, do repertório de Joaquim Pimentel, cantada na música do "Fado do Estudante" do filme "Canção de Lisboa" (1933).
Numa colectânea de fados editada em 1999, vem este fado indicado como tendo letra de Fernando Farinha, que também o canta, e música de Jaime Mendes (!?).
VÍDEO DE HOMENAGEM
A seguinte nota biográfica acerca de FERNANDO FARINHA é daqui http://www.macua.org/biografias/fernandofarinha.html
"Talvez poucas pessoas saibam que esta figura tão típica da cidade de Lisboa e da sua memória nasceu, afinal, no Barreiro, em 1928. O seu pai, barbeiro, decide tentar a sorte na capital e, com 8 anos, o pequeno Fernando vem viver para o bairro do Bica.No ano seguinte canta pela primeira vez em público, num concurso entre bairros. Triunfante, com alcunha logo ali ficou: o "Miúdo da Bica". Com 11 anos, por morte o pai, torna-se profissional do fado, para o que foi precisa licença especial. Apoiado pelo conhecido empresário José Miguel, vai ganhar 50 escudos por noite no Café Mondego. Pela mão de Fernando Santos, jornalista e autor, entra ainda criança no Teatro de Revista (Boa Vai Ela), na qual se estreia, igualmente, Laura Alves. Aufere 100 escudos por noite. Assim ampara a família.O percurso das casas de fados será o seu destino nos anos que se seguem: Retiro da Severa, Solar da Alegria, Café Latino. Com 23 anos vai pela primeira vez ao Brasil. Aí estará durante quatro meses, actuando nas rádios Tupi e Record, de São Paulo. Ao longo de toda a década de cinquenta internacionalizará, progressivamente, a sua carreira junto das prósperas comunidades portuguesas, sobretudo do Brasil. Em 1957 é nomeado "A Voz mais portuguesa de Portugal", pela Rádio Peninsular.Presente na televisão desde os seus alvores, Fernando Farinha participa no programa Melodias de Sempre.A década de sessenta é o culminar da sua popularidade. Segundo classificado em 1961, triunfa em 1962 como Rei da Rádio. No ano seguinte vence o primeiro galardão "Disco de Ouro", à frente de Calvário e de Tudela. Em 1963 ganha o Oscar da Casa da Imprensa para melhor fadista. Participou nos filmes O Miúdo da Bica e Última Pega.Continuou a sua carreira nas décadas seguintes, actuando sobretudo para as comunidades de emigrantes. Uma das suas facetas menos conhecidas é a sua capacidade como letrista e poeta popular.
PRINCIPAIS ÊXITOS:Sou do Povo, Deus Queira, Belos Tempos, Dias Contados, Menina do Rés-do-Chão, Fado das Trincheiras, Eterna Amizade, Guitarra Triste. "

sexta-feira, junho 13, 2008

O FADO em PARIS












Já em 1914, data desta notícia, o "Fado" se ouvia e dançava em Paris; um sucesso que o público parisiense assinalava, aplaudindo entusiasticamente e obrigando a orquestra do Dancing Palace a bisar essa composição.
(Para ler a notícia, clicar no texto)

SANTO ANTÓNIO


















Tem alguma razão Júlio Dantas quando assim fala. De facto, nem sempre lembramos Stº António como um dos Doutores da Igreja, um dos maiores sábios do seu tempo. E é justo que o façamos!
Aqui fica a lembrança, nesta crónica datada de 1914.

quinta-feira, junho 12, 2008

MARIANA SILVA - "Marcha dos manjericos"
















Este fado-marcha, inicialmente intitulado "O meu Manjerico", com letra de Alberto Rodrigues, que foi dono da "Parreirinha", e música de Casimiro Ramos, foi uma criação de Berta Cardoso, que nunca o terá gravado.

Vamos ouvi-lo, pois, na interpretação de Mariana Silva.

VÍDEO DE HOMENAGEM

quarta-feira, junho 11, 2008

FADO MACAU


















Ora bem, aqui temos o autor do Fado Macau!
Investigando, a gente/agente encontra, não é?
Vem este "recado" e cartão vermelho a propósito de ter eu encontrado, em dois livros de referência, uma indicação de autoria que, desde logo, me pareceu suspeita- num, era referido como autor Adriano Baptista(?) ou Jaime Santos, no outro, Adriano Roiz Baptista... Não andaram longe, não, mas as imprecisões são inaceitáveis e sempre de palmatória em "livros de referência" e denotam uma imensa falta de respeito pelos leitores... até mesmo porque são erros que, geralmente, se eternizam no tempo e ganham foro de verdade, impedindo depois, por vezes, a reposição da verdade verdadeira...

terça-feira, junho 10, 2008

A PORTUGUESA

A assinalar o Dia de Portugal, o Hino cantado pelo Coro do Teatro S. Carlos.

segunda-feira, junho 09, 2008

domingo, junho 08, 2008

VANDALISMOS






TRISTEZA, não é?
Isto não são graffitis, não é arte urbana, é puro vandalismo sobre bens públicos e privados, cometido por MARGINAIS e tolerado por uma sociedade imbecilizada, defensora da teoria dos "no frustated babies"...

Até quando vamos tolerar isto?

ERMELINDA VITÓRIA - "O meu Portugal"




VÍDEO DE HOMENAGEM


Gravado em 1929, este fado cantado por Ermelinda Vitória(1892-198 ), uma das consagradas cantadeiras que pertence à História do Fado das primeiras décadas do séc. XX, encontra-se no Vol.I - Fado de Lisboa (1928-1936), da colecção "Arquivos do Fado", editada em Portugal pela Tradisom , de que é Director José Moças.

"Meu país é Portugal / de beleza sem rival / com o céu da cor de anil / Nesse pequeno tesoiro / cai o sol em chuvas d'oiro /dando à terra graças mil"...

É interessante recordar, a/de propósito, que Ermelinda Vitória, uma cantadeira de renome na sua época e que foi companheira do grande violista e compositor Georgino de Sousa, acabou os seus dias como empregada de limpeza d' A Brasileira do Rossio...

sábado, junho 07, 2008

ERCÍLIA COSTA - "Na minha infância"






"Com o tradicional exagero dos cognomes que o público arranjava para as vedetas de quem muito gostava, Ercília Costa ficou conhecida como "a Santa do Fado" ou "a Toutinegra do Fado". Mas aqueles que tiveram o privilégio de a ouvir sabem que Ercília Costa era uma das grandes cantadeiras de fado da primeira metade do século XX. O seu nome é hoje pouco recordado, pois as gravações que realizou são anteriores aos anos cinquenta, altura em que se começou a popularizar o disco gravado, mas no seu tempo foi uma vedeta acarinhada pelo público. Nascida em 1902, na Costa da Caparica, filha de pescadores, Ercília Costa iniciou-se na música quase por acaso. Sem ter prévia experiência musical ou artística, apenas motivada pelo gosto de cantar, a então adolescente apresentou-se no Conservatório de Lisboa em resposta a um anúncio procurando cantores para uma récita a realizar no Teatro de São Carlos. Ercília foi escolhida para o elenco, mas a representação acabou por não se fazer e, apesar de ter sido sondada para seguir o curso daquela instituição, régressou à sua vida. Pouco depois, o actor Eugênio Salvador, que se cruzara com ela no Conservatório, recordado da voz que chamara a atenção, convida-a para o teatro. E foi assim, em resposta a um convite casual, que Ercília entrou para a companhia do Teatro Maria Vitória.Embora tenha sido pela revista que começou - actuando ao lado das maiores vedetas do palco da altura, como Luísa Satanella ou Beatriz Costa - Ercília Costa tornar-se-ia verdadeiramente popular como fadista, actuando em muitos retiros e nas mais importantes casas típicas da altura, e chegando inclusive a realizar espectáculos no estrangeiro, casos de uma digressão por França em 1937 e de actuações nos EUA em 1939 e 1947. Participou igualmente em alguns filmes, e, caso raro, chegou a compor algumas das suas criações mais célebres, como o Fado da Mocidade ou O Filho Ceguinho (conhecido como o Menor da Ercília).No início da década de cinquenta, Ercília Costa retirar-se-ia da actividade artística. Depois de participar em 1951 no filme Madragoa e de algumas actuações pontuais em espectáculos de beneficência, abandonou a carreira para se dedicar ao seu casamento, sem nunca ter cedido à tentação de regressar ao palco. Como declarou em 1967 à revista Flama, "não quis fazer festa de despedida, porque pensei sempre que algum dia podia precisar de voltar...". Mas não voltará a actuar em público até ao seu falecimento em 1985. "
VÍDEO DE HOMENAGEM

Na interpretação distinta de Ercília Costa (1902 - 1985), este fado que tem letra de João da Mata e música de Armandinho (???)

(Respeitamos a autoria mencionada no EP, mas parece-nos que o Menor com versículo é do A. Marceneiro, não?)

sexta-feira, junho 06, 2008

JOSÉ PORFÍRIO - "Fado Vitória"

VÍDEO DE HOMENAGEM

José Porfírio (1909-1940) terá gravado este fado em 1929, ano em que se profissionalizou, cantando então no retiro Ferro de Engomar.

Um fado de Lisboa que evoca Coimbra, o Mondego, as Tricanas, o fado coimbrão...

Mais uma gravação, em boa hora recuperada pela Tradisom, que integra a colecção Arquivos do Fado.

quarta-feira, junho 04, 2008

PARE - ESCUTE - OLHE...




















Parei a ler esse "aviso à navegação", escrito por um qualquer poeta anónimo, que se encontra inscrito num tapume das persistentes obras do Metro do Terreiro do Paço. É importante a mensagem:
A Fome

"Quando um ser não come
A fome consome
Tudo em si corrói
E dói
Mata lentamente
Nenhum prazer sente
E transforma-se lentamente
Num animal irracional
Que não consegue distinguir
O bem do mal"

Pois é! Parece que alguns já terão atingido esse perigoso estado de irracionalidade...
Olhando para o lado de lá da rua, em plena Praça do Comércio, a sala de visitas de Lisboa, avistei esse montículo que me pareceu, à primeira vista, alguma bagagem esquecida... Olhando melhor, apercebi-me que era, afinal, mais um dos vários sem-abrigo que habitam o local, ali, junto aos ministérios... ali abandonado, no chão, como lixo... testemunho da indiferença de todos nós.
Que vergonha! Que dor! Que revolta!

sábado, maio 31, 2008

MARIA EMÍLIA FERREIRA - "Fado do Aljube"


VÍDEO DE HOMENAGEM

Recuperada pela Tradisom em 1994, esta interpretação poderosa de Mª Emília Ferreira (1896-1941) é datada de 1929.

O Aljube, que até ao início da década de (19)30, foi estabelecimento prisional que recebia presos comuns, começou então a ser local de reclusão de presos políticos do Estado Novo. Esta cadeia foi encerrada em Agosto de 1965.

sexta-feira, maio 30, 2008

ALFREDO MARCENEIRO - "A Viela"



VÍDEO DE HOMENAGEM


Este continua a ser um dos meus fados preferidos, na voz do consagrado Alfredo Marceneiro (1891-1982).
Mais uma lição de Fado!
A VIELA

Letra – Guilherme Pereira da Rosa
Música – Fado Cravo de A. Marceneiro

Fui de viela em viela
Numa delas dei com ela
E quedei-me enfeitiçado
Sob a luz dum candeeiro
Estava ali o Fado inteiro
Pois toda ela era fado

Arvorei um ar gingão
Um certo ar fadistão
Que qualquer homem assume
Pois confesso que aguardei,
Quando por ela passei,
O convite do costume

Em vez disso, no entanto,
No seu rosto só vi pranto
Só vi desgosto e descrença
Fui-me embora amargurado
Era fado, mas o fado
Não é sempre o que se pensa

Ainda recordo agora
A visão que ao ir-me embora
Guardei da mulher perdida
A pena que me desgarra
Só me lembra uma guitarra
A chorar penas da vida

Acerca do fadista, o blog http://alfredomarceneiro.no.sapo.pt/
e o artigo em inglês http://fadous.blogspot.com/search/label/alfredo%20marceneiro

terça-feira, maio 27, 2008

domingo, maio 25, 2008

MARIA ALICE - Fado Menor


VÍDEO DE HOMENAGEM


Há quem diga que o Fado Menor é o Maior dos Fados...

Maria Alice (1904-1997), que ficou conhecida como a criadora do Fado "Perseguição", interpreta este Menor servido com um tema de tratamento muito melindroso. Aqui fica a letra

FADO MENOR

Por eu vender o meu corpo
Olham para mim com desdém
As ricas também se vendem
E tudo lhes fica bem

Ninguém censure a mulher
Que p’ra dar aos filhos pão
Depois de tudo sofrer
Ponha o seu corpo em leilão

Não há ninguém que suponha
Qual a cruz do meu penar
É ser mãe e ter vergonha
Dos meus filhitos beijar

FADO FALADO - JOÃO VILLARET

Uma Homenagem ao Fado, um vídeo realizado por J.M.

sábado, maio 24, 2008

RODRIGO - "Recordações do Passado"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Este fado, que tem letra (http://fadocravo.blogspot.com/2005_10_01_archive.html) de Frederico de Brito e música de Francisco Viana, e que foi, creio, uma criação de Noémia Cristina, tornou-se conhecido na voz genuína de Rodrigo. Um fado que recorda alguns dos nomes de referência da cultura fadista, à qual os próprios autores também pertencem.

E Rodrigo é, sem dúvida, um nome que já tem história na História do Fado.

quinta-feira, maio 22, 2008

PÁGINAS DE FADO

http://www.bertacardoso.com/Index.swf

http://www.fadocravo.blogspot.com/

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/

http://demandadodragao.blogspot.com/

http://www.fadista-valeria-mendez.weblog.com.pt/


http://fado.startpagina.nl/


http://museudofado.egeac.pt/desktopdefault.aspx

http://webserver.cm-lisboa.pt/fonoteca/index2.htm

http://www.meloteca.com/

http://www.portaldofado.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

http://www.portaldofado.com.br/


http://www.tertuliadofado.com/main.php

http://www.euclidescavaco.com/

http://www.fadiario.blogspot.com/

http://www.lisbon52.com/index2.html

http://macua.blogs.com/o_fado_e_portugal/

http://guitarristasdefado.blogspot.com/

http://www.agal-gz.org/blogues/index.php/fado?blog=36&page=1&paged=1

http://www.copotinto.blogger.com.br/

http://fadinhos.blogspot.com/

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http://joanaamendoeira.blogspot.com/

http://www.mariadoceo.com/biografia.php

http://pwp.netcabo.pt/apaf/quem_somos.htm

http://www.jose-lucio.com/Fado/Aprender.htm

http://www.jose-lucio.com/Pagina2/Folha2.htm

http://www.macua.org/biografias/index.html

http://www.fado.org/

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http://members.tripod.com/~Beto_Brazil/vozesfemininasportuguesas/index.html

http://fado.com/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

http://www.fadofatum.com/fr/home.html

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segunda-feira, maio 19, 2008

BEATRIZ DA CONCEIÇÃO - "As meninas dos meus olhos"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Beatriz da Conceição irá receber amanhã, 21 de Maio, o Prémio Carreira Amália Rodrigues. Aqui a lembramos na interpretação deste fado que tem letra de Fernando Pinto Coelho e música de Jaime Santos.
Divina Bia!

JOAQUIM SILVEIRINHA - "Minha Tipóia"



















VÍDEO DE HOMENAGEM

Este fado, de Franklin Godinho e de Jaime Lúcio, na voz de Joaquim Silveirinha lembra-nos um tempo passado, esse tempo em que se andava de tipóia que era, como todos sabemos, um meio de transporte movido a feno... mais ecológico, portanto, se bem que menos amigo dos animais... E de tipóia se ia ouvir o fado fora de portas, aos retiros... Mas se não se quisesse ir tão longe, ficava-se logo ali, na Rua do Norte, n' A Tipóia, da Adelina Ramos...

sábado, maio 17, 2008

FLORA PEREIRA - "JANELAS ENFEITADAS"

VÍDEO DE HOMENAGEM

São já poucas as janelas enfeitadas que se encontram na Grande Cidade e tudo leva a crer que tendem a desaparecer, mesmo porque os actuais padrões arquitectónicos não as consideram. Vamos aqui recordar esse costume, através deste fado que tem letra (http://fadocravo.blogspot.com/2007/04/janelas-enfeitadas.html) de J. Linhares Barbosa e música de Casimiro Ramos, na magnífica interpretação de Flora Pereira, recentemente falecida (1929 - 2008).

Permito-me aqui destacar alguns dos comentários ao post que editei no passado dia 9 de Abril, a todos agradecendo a atenção:

Aldina Duarte said... "Inesquecível o momento em que ouvi Flora Pereira ao vivo!"

"Fadista de rara sensibilidade na maneira única que dava a cada interpretação, tornando-a sua. Ouvi-la era um deleite pela finura com que interpretava e cantava cada verso, numa dicção clarissíma!" Flores de Verde Pino

"Uma bonita voz que não conhecia" Pedro Fonteiro

"Foi sempre em clima de grande emoção que ouvia Flora" Maria Luísa Castanheira

"Nunca esquecerei uma noite de fados na Ajuda com a Flora Pereira e o Fernando Maurício. Que saudades destes fadistas!" António Antunes

"As vezes que ouvi a Flora Pereira impressionou-me sempre muito pela capacidade de entrega, e de cativar sem "gritos" ou "arranques" de voz. Sem encenação alguma ou gestos gratuitos a sua figura cativava a audiência, impondo-se pela sua qualidade e uma voz límpida."Nuno Almeida Coelho

"A Flora era uma serenidade de interpretação, mas (atenção!) não uma monotonia, de facto sem os "arranques" de voz como afirma o Sr. Almeida Coelho, mas certamente de uma vincada personalidade interpretativa. "Finura" como escreveu alguém" José Regaleira

Bruno Dias said...
Ela era a Minha Tia Avó. Infelismente não tive oportunidade de a conhecer pessoalmente

"Tinha uma voz lindíssima ..." José Jaquetão

"Gostei sempre de a ouvir e fiquei pasmada quando li a notícia no DN e com um fotografia trocada. Que continue a cantar onde quer que esteja! Adorava ouvi-la interpretar o "Voltaste" ou "Sou tua". Emília Pereira

sexta-feira, maio 16, 2008

ARTUR BATALHA - "MUNDO DE INVERNO"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Artur Batalha, "O Príncipe do Fado", interpreta, como só ele sabe, este fado com letra e música de Paco Gonzalez.

quarta-feira, maio 14, 2008

AMÁLIA - "HÁ FESTA NA MOURARIA"


VÍDEO DE HOMENAGEM

Empolgante!

Música de Alfredo Duarte Marceneiro, interpretação de Amália Rodrigues, Letra de António Amargo, cf. indicação de autoria no fonograma; outros registos há que indicam (e parece que muito bem), como autor desta letra, Gabriel de Oliveira.
(Prontos! Agora já sei fazer vídeos... Até nem correu mal, hem ?...)

***

De acordo com Eduardo Sucena, in Lisboa, O Fado e os Fadistas, esta letra que Amália aqui canta é efectivamente da autoria de Gabriel de Oliveira, mais conhecido por Gabriel Marujo, foi criação de Alberto Costa, com música de Alfredo Marceneiro; porém, "a sextilha que serviu de mote a esta letra seria ainda glosada assim por um outro poeta, António Amargo (aliás, António Correia Pinto d'Almeida) que também viveu na Figueira da Foz e faleceu em 12.05.1933":

Desde manhã os fadistas, / Jaquetão, calça esticada, / Se aprumam com galhardia; / Seguem as praxes bairristas, / É data santificada / Há festa na Mouraria!

Toda aquela que se preza / De fumar, falar calão, / Pôs em praça a juventude, / Nessa manhã chora e reza. / É dia da procissão / Da Senhora da Saúde!

Nas vielas do pecado / Reina a paz, tranquila e sã, / Vive uma doce alegria. / À noite, é noite de fado, / Tudo toca, tudo canta / Até a Rosa Maria.

A chorar, arrependida, / A cantar com devoção, / Numa voz fadista e rude, / Aquela Rosa perdida / Da Rua do Capelão / Parece que tem virtude!

terça-feira, maio 13, 2008

Procissão de Nossa Senhora da Saúde

Lisboa, 11 de Maio de 2008

"Há festa na Mouraria / é dia da Procissão / da Senhora da Saúde / Até a Rosa Maria / da Rua do Capelão / parece que tem virtude"...

Os tempos, agora,são outros, mas esta festa da Fé encheu de música e preces as ruas da Mouraria...

A abrir o cortejo, a nossa fantástica Charanga a cavalo da GNR.

sexta-feira, abril 25, 2008

ANTÓNIO MOURÃO - "Ó MEU PAÍS GUERREIRO E MAREANTE"

Plat.

VÍDEO DE HOMENAGEM
Deste fado, conheço duas versões, ambas com letra de Maria Manuel Cid, esta na voz inconfundível de António Mourão, que é também autor da música. António Mourão, natural do Montijo, começa a cantar na "Parreirinha de Alfama" e, na revista em que se estreia em 1965, alcança um êxito estrondoso com "Ó Tempo volta p'ra trás", a que se somarão depois muitos outros sucessos.
A outra versão deste fado é cantada por Carlos Zel, no Fado Margarida.
A ambas é comum esta estrofe: "Ó meu país guerreiro e mareante / Ó meu país de montes e trigais / Descansa nos meus braços, um instante / E diz-me, por favor, aonde vais"

domingo, abril 13, 2008

ADÉLIA PEDROSA - "MEU PORTUGAL, MEU AMOR"

Adélia Pedrosa canta "Meu Portugal, Meu Amor", de Fontes Rocha e José Luis Gordo. Acompanhamento: Manuel Marques, Nelito Marques e Bonfim.

Uma voz aplaudida e premiada no Brasil, originária de Pedrógão - Leiria.

Visitem: http://adeliapedrosa.blogspot.com/

Vídeo gentilmente cedido por Cláudia Tulimoschi.

quarta-feira, abril 09, 2008

FLORA PEREIRA - "SILÊNCIO, CORAÇÃO"












Soube, há momentos, que partiu, exactamente hoje, no dia em que completava 79 anos.



"Silêncio, coração / a vida é sempre assim /em tudo põe um fim /guarda dentro de mim / só a saudade".

Onde quer que te encontres, um beijo para ti, querida Flora!

domingo, março 30, 2008

MARIA ALICE - "FEIRA DE AMORES"

De J. Frederico de Brito e de Júlio Proença este fado que, não sendo o mais conhecido de Mª Alice, é um dos meus preferidos.
"Peguei nas juras, nas promessas que fizeste
Nas amarguras e nos beijos que me deste
Ilusões belas que pintavas com gracejos
E fui com elas ao mercado dos desejos"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Les Ballets Trockadero

GENIAIS!

Visite-os aqui http://www.trockadero.org/

e aqui http://www.trockadero.org/46.html para os espectáculos; até dia 12 de Abril em Portugal

sábado, março 15, 2008

NEVOA - "OFELIA"

Uma fadista catalã, conhecida em Portugal, que já editou 4 discos de fado, Núria Piferrer, que se apresenta com o nome artístico de Névoa. Canta em catalão, no Fado Menor do Porto, com uma letra de sua autoria, "Ofélia".
No vull que em miris així /ara que arriba el final /ara que res em fa mal / i que per fi puc dormir // No vull que em prenguis així /si saps que el cos no em respon /el riu és el meu llençol / el fang és el meu coixí.
Se quiser saber mais acerca de Nevoa, siga este caminho http://www.nevoa.com/

sábado, março 08, 2008

JÚLIA CHAVES - "MULHERES DO MEU PAÍS"



"...Por todo o mal que vos fiz /Trago os olhos razos d'água"

Letra de J.C.Ary dos Santos interpretada, no Fado Rosita, por Júlia Chaves.

domingo, fevereiro 17, 2008

CARLOS DO CARMO - FADO DA SAUDADE




Este é um excerto do fado que ganhou este ano o Prémio Goya, atribuído pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Espanha à melhor Canção Original de filme, neste caso o contestado "Fados", de C. Saura.

Quando todos pensávamos "que bom, finalmente um prémio para Portugal", alguém levantou o dedo e disse "O REI VAI NU!..." Estala a polémica à qual me parece, porém, alhear-se o principal visado, Carlos do Carmo, que continua renitente, sem dar explicações públicas. Foi Vitor Marceneiro quem, na qualidade de herdeiro de Alfredo Marceneiro, levantou a celeuma e disse "mas que é lá isto, esta música é da autoria do meu avô, é o Fado Versículo, ou Pierrot, ou simplesmente Versículo, cantado e recantado por tantos e tão bons fadistas e agora quem recebe o prémio é o C.doC. e nem diz de quem é esta música..." Ora, no programa do Malato, quando este pergunta ao Carlos do Carmo de quem é a música do Fado Saudade, o Carlos responde um bocado atrapalhadamente que "é o Menor, do qual se desconhece o autor..." e não fala no Versículo, nem no Marceneiro. Mas noutras declarações, já C.doC. vem dizer "Nunca reclamei a autoria, é um fado menor em versículo que é uma forma musical de que o povo se apropriou, e a que cada um dá o seu estilo". Portanto, C.doC. parece aqui reconhecer que esta forma musical é mesmo o Fado Versículo, mas também parece não reconhecer a reclamada autoria de Alfredo Marceneiro...

O produtor do filme, Ivan Dias, declarou à Agência Lusa que o "Fado da saudade" "é um fado menor em versículo com arranjos dos músicos que acompanham Carlos do Carmo", assim parecendo também reconhecer tratar-se do Fado Versículo...

Acerca da matéria, muitos se pronunciaram a favor da tese defendida por Vitor Marceneiro, mas, "estranhamente", alguns profundos conhecedores de música veem a terreiro defender o NIM...
Para que não subsistam dúvidas, nos dois "posts" anteriores pode ouvir-se o Menor, pela Mariana Silva e o Versículo, pela Berta Cardoso. Parece-me que não há dúvidas que a música que o Carlos do Carmo canta com esta letra do F. Pinto do Amaral é mesmo o Versículo, que se encontra registado em nome do A.Marceneiro.


A questão que se coloca agora é "sendo a música a do Fado Versículo, poderia o prémio ter sido atribuído a este Fado, uma vez que o Regulamento determina que "Al Premio a la Mejor Canción Original podrán optar aquellas canciones, compuestas de letra y música, en las que ambas han de ser originales y creadas expresamente para la película. La canción debe ser claramente audible en algún momento a lo largo de la película, incluidos sus títulos de crédito"??? Se a palavra "original" tem ainda o mesmo significado, eu diria que não, uma vez que a música, embora com «arranjos novos», é precisamente a que o Marceneiro arranjou para a letra do Pierrot, há já umas décadas...

A situação criada é muito desagradável, tanto para Portugueses, como para Espanhóis, uns porque podem ficar sem o prémio, outros porque terão que reconhecer que, afinal, é de Portugal que nem bons ventos... Mas também, quem os manda a eles pronunciarem-se acerca de matérias que não conhecem?! Também por lá se usa! Não acredito que Carlos do Carmo tenha indicado outra autoria para a música; o que creio é que, simplesmente, não indicou! E os Académicos, que nunca tinham ouvido o Versículo e mesmo, se calhar, nenhum outro Fado, sauf quiçá algum da Amália, acharam lindo, que é, e premiaram. Vamos a ver, agora, como descalçam a bota... Que, calhando, nem há bota nenhuma para descalçar! Nós é que somos todos uns pobres de espírito, uns ignorantes, uns tontos... como a criança do REI VAI NU!... A música parece a do versículo, aquela forma musical de que o povo se apropriou..., mas não é, é uma forma musical completamente original e reabilitada com arranjos novos, embora aos ignorantes continue a parecer aquela mesma outra forma musical da autoria do Marceneiro, entendido?

MARIANA SILVA - FADO MENOR - "RENASCIMENTO"

Este é o Fado Menor, um dos três pilares do Fado, cuja autoria se perdeu na noite dos tempo; a letra é de Fernando Farinha; a interpretação de Mariana Silva, que foi Raínha do Fado Menor em 1952, num concurso organizado por Fernanda de Castro, no Teatro Apolo.

sábado, fevereiro 02, 2008

NATÁLIA DOS ANJOS - "O Embuçado"

Este fado, com letra de Gabriel de Oliveira e música de José Marques Piscalarete, foi uma criação de Natália dos Anjos, tendo-se posteriormente tornado mais conhecido cantado por João Ferreira-Rosa. Gabriel de Oliveira, notável letrista, que no meio do Fado ficou conhecido como Gabriel Marujo, por ter andado embarcado, era monárquico e quis, deste modo, homenagear o Rei que gostava muito de fado; ainda Príncipe Real, D. Carlos aprendeu a tocar guitarra, tendo sido seu professor o guitarrista João Mª dos Anjos.

D. Carlos poderá não ter sido o melhor dos políticos; foi mesmo O Mal-Aconselhado; foi, no entanto, um homem de notável cultura- cientista, pintor e lavrador. A História far-lhe-á justiça...
Quanto ao "incidente" ocorrido na A.R., convido-vos a ler esta pérola: "O REI MORREU. VIVA O REI!..."
aqui

De facto, "nem sequer é preciso ser monárquico"!...

Plat.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

REI MORTO...

01. FEVEREIRO. 1908


















As armas do crime












...REI POSTO
















O REI MORREU! ... VIVA O REI!

domingo, janeiro 27, 2008

FERNANDA MARIA - "Aquela velhinha"

Em data que não me é possível precisar, foi editado um EP, pela Orfeu, onde José Cid figura, ao lado de Mercês da Cunha Rego, Florência e António M. da Silva, interpretando o Fado Nossa Senhora de Nossa Senhora (Fado Cigano), que dá nome ao disco. Neste disco, como em muitos outros, não é indicada a autoria das letras e músicas dos temas cantados, julgando alguns que aquele fado fosse da autoria do Cid que, habitualmente, compõe os temas que canta. A letra encontra-se transcrita aqui:

http://fadocravo.blogspot.com/2005_08_01_archive.html


Acontece que a letra daquele fado que José Cid gravou com o nome de Fado Nossa Senhora de Nossa Senhora- :) -e posteriormente editou com o título abreviado de O Fado de Nossa Senhora é em tudo semelhante a um fado que muitas fadistas cantavam nas casas de fado, com o título AQUELA VELHINHA, que Fernanda Maria gravou e cuja belíssima letra se deve a JOÃO LINHARES BARBOSA, o Príncipe dos Poetas, sendo a música de Armando Machado - Fado Cigana.

Esta é a letra:

Perguntei a uma velhinha
se já tinha amado alguém
e a velhinha respondeu
-Amei, como uma rainha
e sofri como ninguém
ninguém amou como eu.

Depois sentei-me com ela
nos degraus duma capela
e ela prosseguiu então
-Se amares alguém, tem cuidado
que amar pode ser pecado
ou talvez a redenção.

O amor varia a roupagem
pode aparecer-te num pagem
belo e sair-te um algoz
Pode aparecer-te um pastor
e ser Deus Nosso Senhor
que sofreu por todos nós.

Depois de me aconselhar
a velhinha, pobrezinha,
levantou-se e foi-se embora
E eu tenho estado a apensar
se aquela boa velhinha
seria Nossa Senhora!

Resta aqui deixar os meus agradecimentos a Fernando Batista, grande conhecedor e amante de Fado, que disponibilizou o material que permitiu fazer este vídeo.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

LINDA LEONARDO "Na boca de toda a gente"

OU

http://www.youtube.com/watch?v=N6NfrOEFrrU

"Nem sempre o fado tradicional ou castiço tem que ser antigo..." Pois não! Este fado é disso um bom exemplo.
Com letra de Tiago Torres da Silva, música de Daniel Gouveia (Fado Daniel) e interpretação de Linda Leonardo, este belíssimo fado parece não ter suscitado o interesse comercial (?) de nenhuma das editoras do país do Fado, tendo acabado por ser registado em CD "Mystery of Fado", editado pela Ark Music, em Londres... Da minha parte, Bem haja! Deu-me a oportunidade de ouvir e me deleitar com este fado que acho maravilhoso. PARABÉNS aos autores e à Linda que lindamente o canta !
Sem mais conversa, vamos mas é ouvir e cantar o fado!


"Se eu te disser, ao ouvido

Que o Fado me tem pedido

Para ninguém o cantar

Por favor, guarda segredo

Porque o Fado está com medo

Que alguém o queira matar
... ... ... ... ... ... ... ...
É por isso que eu lhe digo

Que, quando lhe dou abrigo,

Sinto o peito tão cansado

E um dia talvez consiga

Que, ao chorar, o Fado diga

Que quer voltar a ser Fado."

domingo, janeiro 13, 2008

FREI HERMANO DA CÂMARA - "Mãe"

É de Miguel Torga este belíssimo poema que Frei Hermano da Câmara musicou e interpreta e que aqui fica assinalando um ano de saudade, Mãe!

D.L.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

BERTA CARDOSO - "Cruz de Guerra"

Este o fado que escolhi para despedida de 2007 e entrada em 2008, a todos desejando, essencialmente, PAZ. Essa é, de resto, a mensagem desta brilhante letra de Armando Neves, que ganhou o 1º Prémio de Poesia do Concurso Literário do Secretariado da Propaganda Nacional (1935); a música é de Miguel Ramos; a criadora deste fado foi Berta Cardoso, sendo este um dos seus fados mais emblemáticos e um dos seus maiores sucessos, e também da música portuguesa, em termos de venda e audição, à escala da época, claro está.

domingo, dezembro 23, 2007

ARGENTINA SANTOS - "Noite de Natal"

Aqui fica o meu agradecimento a Fernando Batista, que me enviou este fado interpretado pela Argentina Santos e cuja autoria se deve a Fernando Teles e a Filipe Pinto.

sábado, dezembro 22, 2007

UM NATAL MAIS EUROPEU

Recebi hoje este e-mail e não posso deixar de o partilhar convosco.

Segundo noticias hoje divulgadas, após uma breve visita de inspeção, a ASAE fechou e selou o estábulo do presépio, por objectiva falta de condições de higiene e segurança. Foram ainda encontradas várias embalagens irregulares de leite e outros produtos não embalados individualmente na origem e sem prazo de validade, que os ocupantes do presépio alegaram serem 'oferendas de pastores'. Todos estes produtos, em claro desacordo com as normas da Comunidade, foram apreendidos e serão prontamente destruídos.
A Comissão de Proteção de Menores retirou o Menino Jesus à alegada familia por falta de garantias quanto à capacidade de criação e educação por parte desta. As condições em que a criança foi encontrada indicavam precisamente isso, segundo os agentes. A criança, um menino, foi imediatamente entregue a uma instituição de acolhimento onde ficará até ser encontrado o pai biológico.
A criança foi encontrada numa manjedoura, vestida apenas com uma fralda, pelo que se suspeita de maus tratos continuados. A mãe, de nome Nossa Senhora, está obrigada a pulseira electrónica e a apresentações semanais na esquadra de Belem e o pai adoptivo, autodenominado São José, ficou em prisão domiciliária.
A vaca foi de imediato enviada a um matadouro oficial para ser abatida por suspeita de BSE. O burro assustou-se com a rusga, conseguiu fugir e foi incluído no Circo Chen. Porque só sabe zurrar e exalar um bafo quente,deverá brevemente servir de jantar aos leões...
Entretanto, na fronteira do Caia, a Brigada Fiscal deteve três individuos sem identificação que se faziam transportar em camelos. Estão em prisão preventiva por suspeita de tráfico de metais preciosos e substâncias psicotrópicas, que foram para análise, além de entrada ilegal no Espaço Schengen. Os camelos em que se faziam transportar foram apreendidos e enviados para o Jardim Zoológico, por suspeita de importação ilegal de animais exóticos.
As árvores de Natal foram proibidas pelo Ministério do Ambiente porque, no caso de serem naturais, delapidam as florestas nacionais e, se forem de plástico, são feitas a partir de combustiveis fósseis, pelo que contribuem para o aumento do buraco do ozono. As medidas já foram aplaudidas pela Quercus, Greenpeace e ambientalistas vários.
As prendas são desaconselhadas pela DECO que publicou um estudo em que prova que 85,7% dos brinquedos à venda são perigosos para as crianças, porque têm pequenas peças que se podem soltar e engolir, e para os Pais porque usam os cartões de crédito como se não houvesse amanhã... coisa que é provável que haja, não obstante a falta de conformidade dos dias com a calibragem média (é sabido que os dias de inverno se apresentam bastante abaixo do formato médio e em desconformidade com as normas do sector). A ASAE estuda o assunto pelo que não se sabe qual será o futuro dos dias.
O Pai Natal foi proibido de voar com as suas renas, por falta de homologação do plano de vôo pelo operador do sector. Aparentemente, haverá também problemas com a propulsão dos trenós, cuja homologação pela CE se encontra pendente por serem demasiado poluentes e não respeitarem os limites de emissão de determinados gases com efeito de estufa. Tal medida, aliás, tem um efeito cumulativo e ineficaz, uma vez que já tinha sido proibida a introdução de objectos pelas chaminés devido ao perigo de incêndio dos recuperadores de calor.
Também as crianças foram proibidas de porem sapatinhos e meias nas chaminés pela mesma razão. A medida foi apoiada pela Associação de Protecção à Criança, porque a ansiedade causada pela espera dos presentes pode contribuir para o stress infantil, como apontam alguns estudos norte-americanos.
O Instituto Português de Cardiologia publicou um comunicado em que alerta para os perigos da Ceia de Natal devido ao elevado consumo de fritos e açucares ricos em colesterol e bacalhau com elevado teor de sal, propondo em alternativa um jantar à base de sopa de legumes e uma peça de fruta.
Também a Liga de Defesa dos Animais publicou um comunicado insurgindo-se contra a 'habitual chacina de perus nesta epoca' e convocando uma manisfestação para o Terreiro do Paço na noite de 24 de Dezembro, onde simbolicamente alguns perus serão devolvidos à liberdade!!! (entretanto a Associação de Caçadores da Trafaria convocou uma 'batida ao peru' mas isso é outra história.....)
O Governo já declarou este como 'o mais europeu de todos os Natais', que se espera que decorra sem os costumeiros incidentes (chaminés fumegantes, Pais Natais chamuscados dando entrada nos serviços de urgência -ou SAP's- e renas com stress pós-traumático), pelo que desejou um Feliz e Tranquilo Natal a todos os portugueses. Está já nomeada com carácter de urgência uma comissão de peritos para analisar as repercussões negativas e as desconformidades do *Ano Novo,* pelo que é provavel que este ano se prolongue ou nunca mais acabe...
Um Feliz Natal e um 2008 o melhor possivel!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

ALFREDO D. MARCENEIRO - "O Natal do moleiro"

Embora o vinil não esteja já em muito boas condições, mesmo assim acho que vale a pena partilhar convosco este belo fado, com letra de Henrique Rego, música de A. Marceneiro que também brilhantemente o interpreta.

domingo, dezembro 09, 2007

ALFREDO DUARTE JR. - "Aí vem o Natal"



Uma letra de Carlos Conde na música do Fado Cuf, para lembrar que o Natal se aproxima e desejar, com o poeta, que o Natal "venha este ano com bandeirinhas brancas para todos"...

domingo, dezembro 02, 2007

ALFREDO DUARTE e ALFREDO DUARTE JR. - "Ser Fadista"

O pai Alfredo Duarte que, no Fado, ficou mais conhecido por "Marceneiro" e o filho, Alfredo Duarte Jr. a quem, no Fado, chamaram o "fadista-bailarino", cantam esta letra de Armando Neves, sendo a música do próprio A. Duarte. Ambos cantadores e fadistas que, "cantando o Fado com altivez", muito honram o povo português.

domingo, novembro 25, 2007

FERNANDA MARIA - "Isto é Fado"



Fernanda Maria, que durante anos reinou no "Lisboa à Noite", interpreta, numa rapsódia de fados, esta história duma noite de fados, escrita por Fernando Farinha.
Neste blog http://ratorecordsblog.blogspot.com/ vai encontrar uma história exemplar (post de 4 de Out. - "Lisboa à Noite": A Descoberta do FADO), para além de muita música portuguesa e algumas raridades. Um blog excelente, como tudo o que é feito com amor...

sábado, novembro 24, 2007

ZÉ FREIRE - "Fado das Iscas"



Acho este fado particularmente saboroso... Uma daquelas letras!
Para lembrar o Zé Freire, que tanto gosto de ouvir, e espero que vocês também...

domingo, novembro 18, 2007

ANA ROSMANINHO - "Lisboa, faço questão"

Um fado de João Dias e António Chainho, na voz de Ana Rosmaninho, que tão cedo nos deixou...



domingo, novembro 11, 2007

Mª EMÍLIA FERREIRA - "Fado Corrido"

Mª Emília Ferreira é uma das consagradas cantadeiras cujo percurso artístico marcou a História do Fado das primeiras décadas do séc. XX. Contemporânea, entre outros , de Alfredo Duarte "Marceneiro", Berta Cardoso, Ercília Costa, Ermelinda Vitória, Filipe Pinto, Hermínia Silva, Júlio Proença, Madalena de Melo, Mª Albertina, Mª Alice, Mª do Carmo, Mª do Carmo Torres, Natália dos Anjos... a sua biografia, bem como a dos mais notáveis cantadores e cantadeiras do início do século passado, encontra-se num dos mais prestigiados livros da especialidade - "ÍDOLOS DO FADO", de A. Victor Machado (1937), um registo feito com intenção, permitindo ainda que todos esses "nomes perdurem na memória dos vindouros". De todos os que pertencem à História do Fado, alguns há de que já foi possível encontrar e recuperar antigas gravações, que são parte do Património Cultural Português. Refiro-me à colecção de discos "Arquivos do Fado", constituída por 6 CD's, elaborada pelo detentor de um espólio invejável de música portuguesa, nomeadamente Fado, e proprietário da Interstate Music, colecção editada em Portugal pela Tradisom http://www.tradisom.com/index.html , cujo Director, José Moças, editou também recentemente um blogue http://www78rotacoes.blogspot.com/ que tem como principal objectivo "criar um local de debate para os apaixonados" do 78 rotações.
Este fado, interpretado por Mª Emília Ferreira, encontra-se no Vol.I - Fado de Lisboa (1928-1936) - da Colecção acima referida, que regista ainda as vozes de Mª Silva, Alfredo Duarte, Madalena de Melo, Mª do Carmo Torres, José Porfírio, Ermelinda Vitória e Mª do Carmo. Os discos podem ser adquiridos on line, na Tradi-Loja, ou então na loja do Museu do Fado.
A editora deste blogue a todos deseja um especial dia de S. Martinho, comemorado com as tradicionais castanhas assadas ou cozidas, tanto faz, mas portuguesas s.f.f., regadas por uma "pingoleta", das que cantam, e tudo acompanhado ao som deste maravilhoso fado e outros, mas todos portugueses s.f.f. !
Tenha um óptimo Domingo!

sexta-feira, novembro 02, 2007








The Fado (Lisbon)

«Music washes away from the soul the dust of everyday life.»
Berthold Auerbach *
Retirado da página http://www.pbase.com/diasdosreis/image/318874/original editada pelo fantástico fotógrafo português Dias dos Reis, cujo trabalho muito admiro.

domingo, outubro 28, 2007

ERCÍLIA COSTA - "Santa do Fado"





"As pessoas ouviam-na e choravam, Ercília cantava também com as lágrimas nos olhos. Era um fenómeno de comunicação. A sua voz tinha algo de tragédia grega, a sua expressão era, diziam, a de uma santa. Assim nasce o nome de "Santa do fado", explica Eduardo Damas, autor com E. Costa deste seu fado emblemático .

domingo, outubro 21, 2007

BERTA CARDOSO - "Fado Faia"

Se Berta Cardoso estivesse ainda entre nós, completaria hoje 96 anos.

Não poderia deixar passar esta data sem, mais uma vez, lembrar com saudade essa fadista maior que tão bem sabia transmitir Fado.

São autores deste tema, originalmente denominado "Feitiço",J. Linhares Barbosa (letra) e Martinho d'Assunção (música).

sábado, setembro 15, 2007

LINA Mª ALVES - "Ponto Final"

Plat.

Deixou-nos há pouco tempo.
Aqui fica a minha homenagem à criadora de "O cigano é só meu", provavelmente o seu mais conhecido sucesso.
Contudo, hoje recordo-a cantando este fado da autoria de Alberto Rodrigues e de A. Pessoa.
A "Parreirinha", onde cantava há cerca de 40 anos, perdeu mais uma das suas figuras emblemáticas e todos nós ficámos mais pobres.