quinta-feira, maio 28, 2009

CARMENCITA AUBERT




















"Nestes olhos bem espanhóis, há a nostalgia do fado lusitano"
Nascida em Espanha - Barcelona, Carmencita / Carmelita Aubert morreu em Portugal, em 1979, país que adoptou e escolheu para viver durante uma parte significativa da sua vida.

Figura de 1º plano do Teatro e da Canção, em Espanha e em Portugal, Carmencita Aubert também cantava o fado; infelizmente, não tenho qualquer registo de fado da Aubert nem imagino se haverá; podemos contudo ouvi-la interpretando os tangos "Mi vida" e "Un compadrito fue" aqui http://www.todotango.com/english/creadores/caubert.asp
acompanhado de uma nota biográfica.
Também muito interessante e esclarecedor o artigo da Canção do Sul...
Aqui fica a minha homenagem a esta Catalã de alma Lusa, de quem Berta Cardoso, sua contemporânea, falava com muita admiração e carinho.

sábado, maio 16, 2009

VASCO RAFAEL - "Que fazes aí Lisboa"


"Que fazes aí Lisboa", da autoria de Arlindo de Carvalho e de Mário Gonçalves, a recordar Vasco Rafael.
"Vasco Rafael Simões de Sá Nogueira, nasceu em Angola na província de Moçamedes.
Começou com cançonetista, tendo um início de carreira difícil, até que é convidado de um espectáculo publicitário que se realizava num dos cinemas de Luanda, “Chá das Seis” onde começa a ser notado e vem a atingir um assinalável êxito.
Vem para Portugal e sente as dificuldades de um novo inicio de carreira. Beatriz da Conceição apresenta-o a uns empresários no Porto e lá fica a actuar durante cerca de um ano, é no Porto que grava o seu primeiro disco.
Vem para Lisboa contratado para o elenco do “Painel do Fado”, seguidamente é convidado por Sérgio de Azevedo para actuar no “Frou Frou” , agradou ao empresário que logo o convida para a revista “Ó da Guarda”, onde obtém o seu maior êxito de sempre com o Fado “ROSEIRA BOTÃO DE GENTE” com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Paulo de Carvalho, gravado em 1981 para Rádio Triunfo
Faz ainda parte do elenco da revista “A Aldeia da Roupa Suja”, mas deixa as revistas porque acha que o prendem muito tempo no mesmo local.
Tem algumas deslocações ao estrangeiro.
Já com poetas de relevo a escreverem para ele, realçando Ary do Santos, Vasco de Lima Couto, etc. grava mais uma série de EP e LP.
É contratado para as Arcadas do Faia, onde se mantém até à sua morte prematura.
Estejas onde estiveres Vasco Rafael, recebe esta pequena homenagem da “Linhagem Marceneiro”"

in lisboanoguiness
VÍDEO DE HOMENAGEM

quinta-feira, maio 14, 2009

JAIME SANTOS E MIGUEL RAMOS

















Um apontamento sobre estas duas grandes figuras do Fado - o guitarrista Jaime Santos e o violista Miguel Ramos.




















E dois sonetos da autoria do fadófilo, jornalista e poeta ARMANDO NEVES, autor, entre muitas outras, das letras dos Fados "A Cruz de Guerra" e "Fado Berta", ambos musicados por MIGUEL RAMOS, do repertório de BERTA CARDOSO.

sábado, maio 09, 2009

ANITA GUERREIRO - "Senhora da Saúde"

Plat.

Nota biográfica:
Uma das atracções mais típicas e queridas da revista, Anita Guerreiro continua ainda hoje a trabalhar e a ser uma autêntica preferida do público, embora actualmente na televisão, onde participa regularmente em telenovelas e séries de comédia. Tal como muitos outros, Anita Guerreiro começou, com apenas sete anos, por ser uma das "miúdas", fadistas infantis que ficavam identificados com o bairro de onde vinham - sendo "a miúda do Intendente", bairro onde nasceu em 1936. Com apenas quinze anos de idade, em 1952, Anita Guerreiro (nome artístico, pois o seu verdadeiro nome é Bebiana Cardinalli) concorria a um passatempo do popular programa radiofónico Combóio das Seis e Meia. Espantado com o que ouvia, o produtor do programa, Marques Vidal, convidou-a imediatamente para se juntar ao elenco e, poucas semanas depois, estreava-se como fadista no Café Luso. E antes de completar os vinte anos, era já vedeta de revista, género em que se estreou em 1955. A Anita Guerreiro se deve a criação de um fado-canção que ficou na boca do povo e até Amélia gravou: Cheira a Lisboa, que criou em 1969 na revista Peço a Palavra. Ironicamente, pouco depois desse sucesso colossal, Anita Guerreiro afastou-se da revista durante mais de uma década, apenas regressando em 1982. Manteve-se entretanto activa como fadista, cantando em casas de fados e actuando no estrangeiro.
Com letra de Francisco Radamanto é este fado que Anita Guerreiro interpreta no Fado Alcântara, de Raul Ferrão - "Senhora da Saúde", a Nossa Senhora do Fado!
Vídeo de Homenagem

quinta-feira, maio 07, 2009

LEMBRAR FERNANDA BAPTISTA





“Eu sou Fernanda Baptista
nasci para o Fado e para a Revista”



FERNANDA BAPTISTA, FADISTA E ACTRIZ,
NASCEU NA FREGUESIA DE SANTA CATARINA, EM LISBOA, A 7 DE MAIO DE 1919. COMEMORARIA ESTE ANO, SE FOSSE VIVA, 90 ANOS DE IDADE. 65 DELES DEDICOU-OS AO QUE MAIS GOSTAVA DE FAZER CANTAR O FADO E FAZER TEATRO DE REVISTA.
DEIXOU-NOS A 24 DE JULHO DE 2008, FICANDO O PANORAMA ARTÍSTICO MAIS POBRE.
PARA ASSINALAR A PASSAGEM DO SEU 90º ANIVERSÁRIO MIGUEL VILLA E A JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS-O VELHO NA MADRAGOA ,IRÃO APRESENTAR UMA EXPOSIÇÃO COM O TITULO
“EU SOU FERNANDA BAPTISTA, NASCI PARA O FADO E PARA A REVISTA” COM INAUGURAÇÃO MARCADA PARA O PRÓXIMO DIA 25 DE MAIO PELAS 18H NO ESPAÇO DE EXPOSIÇÕES DA CITADA JUNTA -(RUA DA ESPERANÇA 49-LISBOA)
A EXPOSIÇÃO, COMPOSTA POR ESPÓLIO DE MIGUEL VILLA, RECORDARÁ O PERCURSO DA FADISTA AO LONGO DE 65 ANOS DE CARREIRA ARTÍSTICA COM FOTOS DE CENA, CARTAZES CARICATURAS DA FADISTA, GUARDA ROUPA E ADEREÇOS VÁRIOS. A EXPOSIÇÃO FICARÁ PATENTE ATÉ 28 DE JUNHO, DIARIAMENTE, ENTRE AS 14 H E AS 19H E TEM ENTRADA LIVRE.

FERNANDA BAPTISTA A CRIADORA DO TEMA “FADO DA CARTA” TEVE UM CARREIRA PREENCHIDA E CHEIA DE SUCESSOS NO TEATRO DE REVISTA COMO ATRACÇAO E TAMBÉM COMO ACTRIZ. PARTICIPOU EM 48 REVISTAS, 2 COMÉDIAS E 3 OPERETAS. FEZ AINDA UMA PARTICIPAÇÂO ESPECIAL NO FILME “ SOL E TOUROS” AO LADO DE AMÁLIA RORIGUES E MANUEL DOS SANTOS.
ESCREVERAM PARA ELA OS MELHORES AUTORES E COMPOSITORES DA ÉPOCA COMO JOÃO NOBRE , EDUARDO DAMAS OU MANUEL PAIÃO SÓ PARA CITAR ALGUNS.
FEZ IMENSAS DIGRESSÕES AO ESTRANGEIRO ATINGINDO SEMPRE GRANDE SUCESSO.
A SUA PRESENÇA NA TELEVISÃO FOI ENORME AO LONGO DOS ANOS PARTICIPANDO EM VARIADÍSSIMOS PROGRAMAS.
FOI MADRINHA DE VÁRIAS MARCHAS POPULARES INCLUINDO NOS ÚLTIMOS ANOS MADRINHA DA MARCHA DA MADRAGOA, FICANDO MESMO DEPOIS DE JÁ NÃO DESFILAR COMO MADRINHA HONORÁRIA.
EM 1996 TEVE NO TEATRO SÃO LUÍZ A SUA FESTA DE CONSAGRAÇÃO
E EM 2005 RECEBE NO MESMO PALCO DAS MÃOS DO ENTÃO MINISTRO DA CULTURA A COMENDA DE ORDEM DE MÉRITO,NO TEATRO POLITEAMA A 27 DE DEZEMBRO DE 2005 FOI DESCERRADA UMA PLACA COMEMORATIVA DA SUA PASSAGEM PELO MUSICAL DE FILIPE LA FERIA “A CANÇAO DE LISBOA”
EM FEVEREIRO DE 2008 NA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA RECEBE PELAS MÃOS DO PRESIDENTE DA CÂMARA A MEDALHA DA CIDADE DE LISBOA.
DESPEDIU-SE DEFINITIVAMENTE DOS PALCOS NUMA PARTICIPAÇÃO ESPECIAL A CONVITE DE FILIPE LÁ FERIA NO PALCO DO TEATRO POLITEAMA NO MUSICAL “ A CANÇÃO DE LISBOA” EM 2005/6.
ESTA EXPOSIÇÃO CONTA COM O APOIO DA JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS-O-VELHO,TEATRO MARIA VITÓRIA E TEATRO POLITEAMA


PARA MAIS INFORMAÇÕES, MARCAÇÃO DE ENTREVISTAS PARA PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO DESTA EXPOSIÇÃO
CONTACTE MIGUEL VILLA
TLMS
91 727 15 11
96 497 29 94

OU POR MAIL

MIGUELVILLA@IOL.PT


DESDE JÁ OBRIGADO PELA ATENÇÃO DISPENSADA
CONTO COM O VOSSO APOIO NA DIVULGAÇÃO E PROMOÇÃO.

MIGUEL VILLA




Agradeço o contacto de Miguel Villa, editor do fotolog
que me enviou o cartaz e o texto acima, assim possibilitando a divulgação da exposição sobre esta grande figura do Fado e da Revista que hoje, uma vez mais, lembro, interpretando o "Fado do Toureiro", de Amadeu do Vale e de Raul Ferrão
VÍDEO DE HOMENAGEM

sábado, maio 02, 2009

JOÃO CASANOVA - "Quero que sintas que te quero"



















João Casanova, 40 anos de carreira, um veterano no fado!

A homenagem, que promete ser um excelente espectáculo de fado, realiza-se no Forum Lisboa, no próximo dia 10, das 15h às 20h., contando com a participação de vários fadistas e instrumentistas, cujos nomes pode visualizar melhor, clicando na imagem, para ampliar. O custo por bilhete, segundo me foi dito, é de 10 euros , podendo ser adquiridos nos locais indicados no cartaz.
Até lá, vamos recordando João Casanova, a interpretar este seu clássico, da autoria de Carlos Alberto C. Gonçalves.
VÍDEO DE HOMENAGEM

quarta-feira, abril 29, 2009

ALICE MARIA - "Velhinho Parque Mayer"


PARQUE MAYER!
A Catedral do Teatro de Revista, produto genuinamente português, cód.b. 560!...
Um produto em vias de extinção que alguns bravos resistentes, teimosamente, não deixam morrer... Bravo! Hélder Costa, Bravo! Marina Mota, Bravo! toda a equipa que mantém vivo o MARIA VITÓRIA.


VÁ À REVISTA!... VÁ AO TEATRO!... VÁ AO MARIA VITÓRIA!... VÁ AO PARQUE MAYER!...
E veja este vídeo
Vídeo de Homenagem
e ouça bem a letra deste fado interpretado por Alice Maria, cuja autoria se deve a Carlos Rocha e Paulino Gomes Jr. e que começa assim:
"Parque Mayer, meu amigo / Lisboa anda alvoroçada / Pois querem correr contigo / Donde ri à gargalhada..."

sábado, abril 25, 2009

PAULO BRAGANÇA - "Na ribeira deste rio"



Pode gostar-se ou não de Paulo Bragança, mas não se pode ignorá-lo!...
É belíssimo o CD que inclui este tema denominado "Na ribeira deste rio", da autoria de F. Pessoa e de M. Pacheco. Paulo Bragança é autor de grande parte das letras deste album de 1996, " O Mistério do Fado", que "celebra a maturidade da voz de Paulo Bragança", que dedica este seu trabalho a seu avô Manuel Afonso "com muito amor" e "a todos os Peregrinos que como ele cumprem em si mesmos Portugal".
algumas notas biográficas sobre este jovem que "escandalizou" os que não fecham os olhos para ouvir o fado... e que eu tanto gostaria de ouvir de novo, numa casa de fados, ao vivo e a cores!
Natural de Luanda, onde nasceu em 1968, vem para Bragança em 1978 e, 8 anos mais tarde, muda-se para Lisboa, onde ingressa na Faculdade de Direito...
É a diferença a sua marca por excelência que o impõe e lhe traça um percurso fulgurante, essa mesma diferença que ditará a sua "perdição"...
Para o Paulo Bragança, com um beijinho, este meu
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quinta-feira, abril 23, 2009

FADO MARIALVA




















Foi um evento muito agradável, e que encheu por completo o Auditório do Museu do Fado, o que ontem ali teve lugar para apresentação do livro FADO MARIALVA, da autoria do advogado, historiador, escritor, poeta e investigador António Manuel de Moraes (Dr.), prefaciado por Vicente da Câmara (Dom).


O livro, acerca do Fado e da Festa Brava, reflecte um sério trabalho de investigação nesses dois Universos e é, por certo, um dos mais completos, senão mesmo o mais acabado documento acerca da convivência dessas duas artes tão lusitanas, que fazem parte da mais genuína Cultura Portuguesa.
De facto, a palavra marialva contém, para além do seu mais pertinente significado de fidalgo, conquistador de mulheres, um outro mais oculto, mas sempre presente, o de que esse fidalgo leva uma vida marginal, convivendo com toureiros e fadistas.

E assim é que, duma ilícita união dum fidalgo marialva com a Severa, dessa insustentável paixão, porque socialmente reprovável, nasceu "o fado triste da Mouraria", como aventa Linhares Barbosa (que no Fado ficará conhecido como Príncipe dos Poetas), no conhecido e emblemático Tia Macheta, que todos conhecem na interpretação magistral de Berta Cardoso.

O nome marialva, tão exclusivo à lusitana Língua como o é também a palavra Fado e o vocábulo saudade, fica a dever-se, por certo, ao Marquês de Marialva; se bem que não seja esse o fidalgo pelo qual indaga a Severa à alcoveta Tia Macheta...

O marialva é um produto português! desgraçadamente em extinção, como as próprias sociedades rurais...

O gosto pelas coisas da terra, pelo cavalo e pelo touro, caracterizaram, de algum modo, parte da nobreza rural que "às portas" de Lisboa vivia e na cidade, onde buscava divertimento, plasmava esse seu estar, de homem civilizado mas simultaneamente selvagem, tão bravio como a própria Natureza a que pertencia... era ele o homem de uma força telúrica, admirado pelas frágeis donzelas e cortesãs urbanas que estimavam essa lusitanidade e esse porte altivo que copiara das giestas...

O marialva, esse produto 100% nacional que fez escola - o Marialvismo, mas que não se internacionalizou, terá, como seu congénere estrangeiro, o playboy, este de características bem urbanas, que, em vez do cavalo, se desloca a centenas de cavalos, que em vez de casa no campo tem apartamento numa qualquer das mais badaladas estâncias de veraneio, que não se dá com fadistas, antes com pop-stars e que toureiros nem vê-los, toiro é animal que não gosta de encontrar, nem na tela... de resto, animais só em louça ou então os da mesma espécie...
Do cruzamento de ambos, temos notícia do surgimento de uns novos espécimens - os marialvas playboys, de que iria falar seguidamente, mas que, a conselho avisado da minha gata, a Fifi, me escuso agora de escrever, até porque como muito bem disse a gata "nem vem a propósito... estás-te a passar! ... Esse programa é logo à noite na Sic. Fala é do livro para ver se acabas com o assunto, que não tens falado noutra coisa!..."
Gata manda, humano obedece!
Concluindo, então,

O Fado Marialva é, já pelo assunto, já pela qualidade, um livro indispensável na biblioteca de qualquer português ou de qualquer um com alma lusitana!

Parabéns por esta inestimável Obra!

domingo, abril 19, 2009

ELSA LABOREIRO - "Lisboa à meia noite"


















Porque hoje é dia do seu aniversário... Parabéns!
Fadista residente do Luso, hoje podemos também ouvi-la aqui a interpretar "Lisboa à meia noite", um fado da autoria de Artur Ribeiro e de António Mestre.
Beijinho!
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sexta-feira, abril 17, 2009

O Fado no S. Carlos - II










Anunciada Gala do Fado a transmitir pela RTP1, Internacional e África.

Para o Fado, abro excepção e aí estou eu, frente ao televisor, tentando confirmar aquela primeira impressão de que a Gala decorre no S. Carlos... sim, é o Teatro Nacional de S. Carlos! Boas!, disse cá pr'a mim e pr'á Fifi, a minha gata que, como eu, adora Fado... ora nem de propósito o meu post do passado dia 10, acerca da representação da peça "O Fado" no S. Carlos, em 1915!

Pelo que as câmaras mostraram, pareceu-me que a assistência se comporia exclusivamente por convidados e que muitos, ou não teriam recebido os convites, ou teriam ido a outros espectáculos, ou então são dos tais que, nem no S. Carlos, não ouvem Fado!... que pena que a sala estivesse tão vazia!

Quanto aos fadistas, de que não se disse qual o critério de escolha, a abrir tivémos a Ana Moura, que quase não reconheci naquele seu novo visual, mas que continua a ser, para mim, a mais tradicional e autêntica das fadistas da sua geração; a fechar, o "tio" João Braga, que esteve muito bem, como só ele sabe, digam o que disserem, a brindar o poeta Alegre com duas letras de sua autoria... o que, nem por isso, lhe transformou o semblante pesado que em nada fazia jus ao apelido que carrega... "a vida costa!..."; a Carminho, acompanhada ao piano... perguntava-me a Fifi "mas porquê?" "-sei lá, respondia eu, deixa ouvir, que mesmo assim vale sempre a pena...", mas de facto a Fifi estava cheia de razão e até duvidou que eu a tivesse quando lhe atirei com uma outra possível explicação "-quem sabe se não estará aqui a representar o "fado fino", o que se cantava em salões, acompanhado ao piano..."; O Gonçalo Salgueiro, tão lindo, meu Deus, a voz, então, uma voz singular, linda também... que pena só cantar coisas da Amália, ou quase... merecia repertório próprio, nem deve ter dificuldade em arranjar quem lho escreva...; Jesus!, a Kátia, com Kapa, porque é que não continua a cantar como dantes, com as mãos e os braços presos atrás das costas?... era preferível, a sério, era a diferença; assim com toda essa gestualidade tão exuberante e, por vezes, "complicada"... melhor só ouvir, muito bem!

Prontos! Passou rápido demais. Deverei confessar, em abono da verdade, que esperava mais, uma gala"em bom", em grande, sei lá!, demais no S. Carlos!
Por isso,

Não saí do lugar, embora a Fifi estivesse impaciente para ir deitar-se, porque a seguir teríamos "Mariza and the story of fado" e eu sempre queria ver do que se tratava. Deveria ter acedido ao bom senso da gata... que bem sabe que a curiosidade se não dá muito bem com a sua espécie (e nem com a minha, direi).

Não terá sido, contudo, tempo perdido; devo admitir que fiquei encantada, por ex., com a prestação do Nery, que mostrou ser tão exímio a falar inglês, quanto o pai a tocar guitarra; a Mariza também se safa muito bem nesse idioma, sim senhor! agora, propriamente no que respeita à história do fado... é que me pareceu que nem mesmo a Salwa tivesse salvo a situação...
Já que, por causa deste documentário, se não venha a "descobrir" daqui a cem anos que o Fado, afinal, teve origem em Moçambique e que foi trazido p'rá Mouraria por um casal que, vindo de lá, ali se estabeleceu e tal e treta... já não será mau, valha-nos Deus!.... O fado já tem tantas hipotéticas origens... só faltaria essa!...
De relevar as belas imagens que este documentário, com selo da BBC, oferece.
Quanto ao resto, talvez eu não tenha percebido bem a história do fado, que os especialistas entenderam contar, não só porque domino mal o idioma de Shakespeare, mas também porque tinha que estar constantemente a ler as legendas à Fifi, o que, quer se queira quer não, desconcentra.
Dormi foi muito melhor com aquela certeza que o fado tinha vindo do Brasil!... Obrigada, senhores investigadores! Agora, sim, já se fica a perceber até muito melhor a história das novelas e assim... É confortável ganharmos certezas, tanto mais dada a dificuldade de as obter.
A vós, muito agradecida!

quinta-feira, abril 16, 2009

VOZ DE OIRO
















A "Voz de Oiro" do Fado - assim foi apelidada e assim ficará conhecida na História do Fado, a genial Berta Cardoso - não apenas em Lisboa, mas também no Porto, em todo o Continente e nas Ilhas, também no Brasil, em Espanha... e em África (1933).
Sobre esta importante figura do Fado, saiba mais aqui - http://www.bertacardoso.com/
Mariza, provavelmente a mais conhecida voz do Fado da actualidade, fez-se ouvir em Nashville, reconhecida "pátria" do country.
Haverá realmente interesse pelo Fado, em Nashville, nos Estados Unidos?, pergunta-se
Neste artigo http://www.anosaterra.org/nova/mariza-e-o-fado-na-music-city-.html, a resposta de Anton García-Fernández
o vídeo do fado premonitório - "Canção de Lisboa" ou "Fado Chic", uma letra de Luiz da Silva Gouveia, interpretada por Fernando Farinha na música do "Fado do estudante" .

sábado, abril 11, 2009

"DIA DE PÁSCOA" - Frutuoso França



















Desejando a todos uma Santa Páscoa, aqui fica mais este fado, a que já me referi em post anterior, aí se encontrando transcrita a letra



A interpretação é de Frutuoso França e a autoria, quer da letra, quer da música é do D.P.
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sexta-feira, abril 10, 2009

"O Fado" no S. Carlos




















Isso mesmo! "O Fado" no Teatro S. Carlos, em 1915

in Ilustração Portuguesa, Mar. 1915

sábado, abril 04, 2009

ALFREDO MARCENEIRO e MARIANA SILVA - "Amor campestre"



Escolhi este fado para, finalmente, exemplificar uma desgarrada. Cantar à desgarrada, significa cantar ao desafio, o que pode acontecer entre duas ou mais pessoas, sendo a letra, geralmente, improvisada e cantada, ou no Mouraria, ou no Corrido. Neste caso, a desgarrada é entre Mariana Silva e Alfredo Marceneiro, que é também autor da música e, embora o fado tenha sido gravado ao vivo, a letra não foi de improviso, é do consagrado poeta Henrique Rego.

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terça-feira, março 31, 2009

CARLOS MACEDO - "Até o Rei ia ao Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Este fado, que recorda a figura do Rei D. Carlos e o seu gosto pela Arte e respeito pela Tradição, é da autoria de Tó Moliças e de Carlos Macedo, que também o interpreta.
Para saber mais sobre o fadista e guitarrista Carlos Macedo, pode consultar

domingo, março 29, 2009

El-Rei e O Fado



























Eis um interessante artigo de Rocha Martins, que nos fala do Fado, de El-Rei D. Carlos e do seu Mestre de guitarra, João Mª dos Anjos. Alguma razão terá quem sustenta que "Até o Rei ia ao Fado"...

Excelentes, as caricaturas de D. Carlos, da autoria do Mestre Rafael Bordalo Pinheiro.

sábado, março 28, 2009

MARIA JOSÉ VALÉRIO - "O Fado"


Maria José Valério
http://www.forumscp.com/wiki/index.php?title=Maria_Jos%C3%A9_Val%C3%A9rio

interpreta "O Fado"
VÍDEO DE HOMENAGEM



da autoria de Guilherme Pereira da Rosa e de Frederico Valério
http://www.macua.org/biografias/fredericovalerio.html

Tendo sido casada com o toureiro José Trincheira, aproveito para aqui o recordar, através deste belíssimo pasodoble-fadista, em sua homenagem e da Festa Brava, http://jjsilva.bloguedemusica.com/8224/Maria-Jose-Valerio-Jose-Trincheira/

segunda-feira, março 23, 2009

CHICO MADUREIRA - "Fado verdade"


"Quando um Fado for a voz / Dum Povo que chama e grita / Pode ser juiz, algoz / Mas nunca canção maldita

Quando um Fado for um credo / Quando for acto de fé / Será estrela, manhã cedo / Mas nunca falsa maré

Quando um Fado for maré / Maré-alta de verdade / Quem cantar fica de pé / Diz tudo sem falsidade

Quando um Fado for penhor / Da palavra que foi dita /Será fado mais amor / Mas nunca canção maldita"

De Silva Ferreira e de António Chaínho, este "Fado verdade" na voz de Chico Madureira

VÍDEO DE HOMENAGEM