Com este "MÃE NATAL", da autoria de Jorge Athayde e de Silva Ferreira, interpretado por Chico Madureira, aqui ficam os meus votos de um Santo Natal e de um excepcional 2017.
"... De todos os géneros originalmente gravados em disco, o fado foi, sem dúvida, aquele que permaneceu até hoje, e cuja história não pode ser contada separadamente da história da gravação. ..." (daqui)
"... Em 29 de Outubro de 1965 os seus restos mortais foram trasladados para Lisboa, por via aérea, mas só em 11 de Novembro de 1966 foram depositados num gavetão no Cemitério do Alto de São João, tendo assistido ao acto José Régio, Ferreira de Castro, David Mourão-Ferreira, Luís Amaro, Natália Correia, entre outros. ..." (ler +)
Em 1936, a cantadeira Cecília de Almeida, é assim lembrada na Guitarra de Portugal.
1936
"Filha do Bairro Alto", Cecília de Almeida estreou-se como cantadeira, em 1930, no «Salão Artístico de Fados», no Parque Mayer,
1931
mas actuou também no «Moinho Vermelho»,
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no «Salão Sul América»
e no «Salão Jansen»
DL30
Integrou o «Grupo Artístico de Fados Maria do Carmo»
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e a «Troupe Artística de Fados»
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tendo participado na festa de homenagem à distinta cantadeira Deonilde Gouveia,
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Das suas criações, destaca-se o fado-marcha "Mimi", cuja música se deve ao guitarrista João Fernandes e a letra a J. Linhares Barbosa,
GP31
cantado no «Solar d' Alegria» onde, ao tempo, também actuavam Maria Albertina e Hermínia Silva, entre outros
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Este fado foi inclusivamente dramatizado e levado a cena, num espectáculo em que Cecília d'Almeida não participou, vítima que foi de "doença repentina"
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Em 5 de Agosto de 1931, festeja-se a "insinuante cantadeira" no «Salão Artístico de Fados» onde pontificam Armandinho e Georgino de Sousa
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Nessa noite, Cecília de Almeida, a festejada, terá interpretado algumas das suas mais admiráveis criações, dentre as quais "Bate n'aquilo que é seu", uma letra de Linhares Barbosa com música de Guilherme Coração,
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um fado que Hermínia Silva também gravou, com o título "Plágio", dada a autoria a Domingos Costa
Em 1931, Cecília de Almeida, Ercília Costa, Berta Cardoso, Armandinho e Georgino de Sousa gravam, em Madrid, para a "Odeon", alguns dos seus maiores êxitos.
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Para além dos já acima referidos fados, Cecília gravou "Justiça humana" e "Ruas do meu bairro"
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Em 23 de Janeiro de 1932, na coluna "Doentes" da "Guitarra de Portugal" prenuncia-se o lamentável e por certo inesperado desfecho ocorrido em pouco mais de uma semana - Cecília que então se encontrava "abalada de saúde", morre a 2 de Fevereiro desse ano,
G.P.
D.L.02.02.32
deixando na comunidade fadista um imenso pesar pela prematura partida da tão talentosa "Cotovia".
GP32
Essa voz, nesses quatro fados, pode agora ouvi-la aqui
Aqui ficamos com o "Ruas do meu bairro" que termina com estes versos: "Vivo à espera da morte / Lá na travessa da Espera"... espera que não se fez esperar, hélas!...