
http://sverigesradio.se/sida/default.aspx?programid=2489
e aqui tem o link directo para audição do mesmo... basta aguardar que comece
http://sverigesradio.se/webbradio/webbradio.asp?type=broadcast&Id=2317814&BroadcastDate=&IsBlock=

VÍDEO DE HOMENAGEM
O Fado sempre encantou quem com ele se cruzou... é universal e cantado de ocidente a oriente...
Hoje, trago-vos Maria Dolores Pradera, http://es.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%ADa_Dolores_Pradera, notável "cantante" e actriz espanhola que aprecio imenso e que também gravou alguns fados, entre os quais "Primavera", uma letra de David Mourão-Ferreira, com música de Pedro Rodrigues, uma criação de outro expoente da cultura Ibérica, Amália Rodrigues.
Um enorme obrigada ao meu Amigo Jorge Falé, sem o qual este vídeo não teria sido possível!
Do Brasil, para todo o mundo, com Amor, Música Portuguesa e não só...
Um notável serviço público em prol da Cultura Portuguesa.
Oiça aqui http://webradioportugal.blogspot.com/ (hora do Brasil)
Felicitações e agradecimentos a Cláudia Tulimoschi e a Oliveira Nunes por esta fantástica iniciativa.
De Portugal para o Brasil, "aquele abraço" e votos do maior sucesso!
VÍDEO DE HOMENAGEM
No Fado Meia-Noite, o homenageado Manuel Cardoso de Menezes http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/130233.html interpreta esta "Última corrida em Salvaterra" http://avozportalegrense.blogspot.com/2007/08/ltima-corrida-de-touros-em-salvaterra.html , igualmente uma homenagem à Festa Brava.
Aproveito o ensejo para, na pessoa do seu Presidente, felicitar a Câmara Municipal de Lisboa, pela atitude corajosa de, nestes tempos de contestação, não se ter eximido a merecidamente condecorar, no passado dia 8, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, o Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, José Luís Gomes (que, nessa noite, despiu a jaqueta), assim reconhecendo e valorizando o Forcado enquanto figura emblemática da Toirada Portuguesa, espectáculo de inquestionável importância Nacional, seja pelo facto de integrar e preservar valores Tradicionais, seja pelo que representa e vale em termos culturais e económicos. Obrigada!
Feitas as apresentações, passemos ao que interessa. Confesso que tinha prometido a mim própria nada mais comentar acerca do "Divas do Fado", mas a verdade é que, depois de ler o que li, não consegui manter a promessa, feita antes de ler o que li, pelo que, em rigor, nem por incumprimento me devo penitenciar...
E o que li e aqui partilho, escrito por Manuel Halpern (que, no citado livro, escreve umas tantas páginas, que, à semelhança do que ocorre em obra anterior, continuam a denotar deficiente informação em assuntos de fado e deficiente expressão em língua materna) não será sequer, quiçá, um dos trechos que melhor ilustre o que afirmei acerca do discurso deste pós-graduado em Crítica de Cinema e Música Pop, Licenciado em Comunicação Social (pela Católica!), que não deveria ser, portanto, mais um inho qualquer desses que escrevem por aí ou por aí têm quaisquer programas de entertenimento; ora atentem, a páginas 28, assegura-nos, então, o amigo Halpern: "A ausência de tocadoras de guitarra portuguesa, por um lado, deve-se a uma forte tradição masculina, mas por outro trata-se mesmo de uma questão fisionómica." ???!!!(sublinhado meu) Se não fosse tão triste, eu voltaria a gargalhar como o fiz com aquela tirada acerca da fadista Raquel Tavares que "contrariando essa esmagadora tendência," (de serem sempre homens os tocadores) "arriscou em Ardinita, acompanhar-se à guitarra. E a sua imagem, de guitarra em punho, tornou-se forte e libertadora" (sublinhado meu), como se essa fosse uma imagem rara... Ó Manuel, o menino deve andar cego! É o que não falta, fadistas "de guitarra em punho"! é, de resto, uma imagem mais que vulgar!; toda a fadista que se preze, tem uma fotografia empunhando a guitarra... que algumas tocavam, acompanhando-se, ou não se lembra de nenhuma que o fizesse? Será que a mítica Severa tinha uma guitarra só para enfeitar, compor a imagem? E a Maria do Carmo (Alta)? Acha mesmo que a Luísa Amaro tem razão ao afirmar, segundo citação sua, que "Ainda não apareceu uma mulher que fosse capaz de tocar guitarra como os homens" ? Gostava que me explicasse o sentido desta comparação, para além do que encontrou e explicitamente se encontra vertido no comentário que seguidamente tece "Sendo assim, Luisa descobriu uma forma feminina de tocar, em que contorna a questão da virilidade com uma doçura invulgar. Todavia, escreve as suas próprias composições e não acompanha fado." (sublinhado meu) ... Irra! Que raciocínio!... Parece até que, dada a sua compleição, tocar guitarra é quase tão inadequado à mulher como pegar toiros!...
Deste breve exemplo, cada um tire as suas próprias conclusões...
Não termino, porém, sem antes lembrar o nome da actual guitarrista Marta Pereira da Costa, com um já significativo e notável percurso artístico, bem como recordar o nome das instrumentistas Isabel e Georgina de Sousa, que nos anos 30 do passado século constituiram o Duo Glória-Lusa, precisamente as que se podem observar na imagem deste blog, em frontispício.
Deixo-vos com este vídeo, que me chegou por mail, a propósito e parecendo até de propósito, que ilustra a enorme dificuldade sentida por estes imberbes instrumentistas, de ainda débil compleição, a qual, por isso, muitas vezes se compara à das mulheres, às mais franzinas, está visto... Coitaditos! que falta lhes faz "as mãos grandes e os dedos cumpridos", dado "o grande esforço físico que a guitarra portuguesa exige"... Fim de citação!
Que tal? Magníficos, não? diria mesmo, fisionomicamente muito agradáveis!... :-)

VÍDEO DE HOMENAGEM
"A Voz Quente do Fado", Terezinha Alves, essa voz que aquece a alma, interpreta, de António Campos e Jorge Barradas, "Perfil da tua imagem".
Aqui encontra mais informação acerca desta conceituada fadista http://terezinha2008.blogspot.com/ , blog a que recorri, para a realização deste vídeo, bem como a essa preciosa fonte de informação que é o http://fbfadoporto.blogspot.com/ e ainda a esse não menos precioso e inesgotável repositório de imagem que é a Galeria de Claudia Tulimoschi.
Obrigada a todos e Bom Domingo!
http://puraterylenevirgem.blogspot.com/search?q=mariema
VÍDEO DE HOMENAGEM
João Pedro é o fadista que hoje lembro, com o seu enorme êxito de estreia em 1995, "Lenda da Fonte", de Domingos Silva, que foi uma criação de Natalino Duarte.
Em 2004, aquando do lançamento do seu segundo CD, "Fado Sentido", a Lusa disso deu notícia, que pode ler aqui http://macua.blogs.com/o_fado_e_portugal/2004/10/fado_sentido_ma.html
Que será feito agora deste promissor fadista?!...
VÍDEO DE HOMENAGEM

http://www.youtube.com/watch?v=Y_zbfCzThEI
Conheci a Alzira Canede, há já alguns anos, n' "A Viela", onde muitas vezes ouvi o Sérgio interpretar este fado, acompanhado pelo autor da música, Amadeu Ramin (viola) e habitualmente pelo outro instrumentista residente, o Acácio Rocha (guitarra); ouvi várias versões acerca do autor da letra que, no fonograma utilizado, vem indicado pela sigla D.R. (Direitos Reservados), cuja descodificação é sempre difícil de explicar aos estrangeiros... (vá-se lá perceber porquê!...) Adiante. Hoje, deu-me para ir confirmar à B.D. da S.P.A. a informação que colhi no fonograma e reparei, então, que o Sérgio tinha passado de intérprete a... autor!..., embora "sem Categoria", sendo declarado um outro autor "com Categoria", o Laiert (?) dos Santos Brito Neves..., isto na suposição de que se trata da mesma letra, claro!..., mas até parece que sim, uma vez que figura como único compositor desta obra, de "género indefinido", o meu querido amigo e notável violista, que Deus haja, Amadeu Ramin... Já seria demasiada coincidência!
O "Fado espanhol" magnificamente interpretado por Luz Sá da Bandeira
http://jjsilva.bloguedemusica.com/r352/Luz-Sa-da-Bandeira/Autoria, conforme indicação na B.D. da S.P.A.
Na sequência dos verbetes anteriores, ainda as tão importantes autorias!...
Canção do Sul, 1936
http://fadocravo.blogspot.com/2008/10/argentina-santos-minha-pronncia.html
Recorte da pg.72 do Livro4CD "Divas do Fado"
Bem me dizia a mim o coração que, depois daquele primeiro mau contacto com o supracitado livrinho, deveria ficar-me por ouvir a música e prontos!... mas a curiosidade, espreitando maldosamente, açoitava-me a vontade e... quando dei por mim já estava a ler e a revoltar-me, quase a cada linha que lia; porém, já que tinha caído na tentação, continuei... encontrando dislates atrás de dislates, até que, a páginas 72, encontro este enorme despautério de que aqui publico cópia, dando assim ensejo, aos meus muitos leitores, de, como eu, o verem "claramente visto", não vos deixando dúvidas do que claramente vi... Não acredito que, quem escreveu essas linhas, não saiba que o autor do citado livro, que em 1937 "traçou a biografia de alguns dos nomes da primeira linha fadista...", foi o escritor e jornalista A. Victor Machado e que o também escritor e jornalista Artur Inês apenas contribuiu com umas "Notas para um prefácio", sendo que o editor terá sido, creio eu, a Tipografia Gonçalves, igualmente editora de outras obras da mesma época e do mesmo autor...
Quero crer que este erro, bem como os outros que referi em verbete anterior e aqueles a que apenas aludi de um modo geral, como dislates, se deve simplesmente à falta de uma imperiosa revisão de texto... seja como for, parece-me que o Fado deve merecer o mesmo respeito que outras matérias e começa a ser tempo de ser tratado por Académicos, que não têm apenas o Diploma, mas que dão provas de que efectivamente o possuem... Isto de se dizer que se é historiador, por ex., e dar de seguida uma caterva de erros, é mais grave do que simplesmente se intitular investigador, embora nada o credencie enquanto tal...
Creio que a minha indignação é legítima e nem sequer exagerada! É que este livro, como outros que se têm publicado, igualmente crivados de incorrecções, servem, a mor das vezes, de consulta a estudantes da disciplina que acabam por reproduzir, nos seus trabalhos, essas tontices e, mais grave ainda, ficarem delas convencidos. É natural; se eu compro um livro acerca de biologia, escrito por alguém que é apresentado como especialista na matéria, em princípio, não vou sequer validar as informações prestadas, não é verdade?...
Espero que, desta vez, este meu verbete seja alvo de comentários, como o foi a matéria noticiada pelo Vitor Marceneiro, relativa ao Gabino Ferreira, assunto no qual, ao Marceneiro, apenas se pode apontar a sua ingenuidade, ao acreditar em certas fontes... de facto, o erro parece ter sido do J.M.Osório que encontrou uma certidão de um indivíduo com o mesmo nome do Gabino e a tomou como certa, divulgando-a, não tendo questionado as diferentes datas de nascimento... De todo o modo, nem o Victor, nem o Osório, detêm as qualificações académicas dos autores da colectânea em questão, o que, de algum modo, lhes alija a carga de responsabilidade.
E não vale a pena continuar a fazer de conta que o que se escreve num blog não tem a dignidade do que se escreve num BOOK!... Este é o veículo de informação do Futuro e eu, do cimo da minha provecta idade, já lá estou!... Mas não em "pontas"!... Estou com a humildade que o saber requer e trato toda a informação, que aqui costumo deixar, com o mesmo cuidado que sempre investi na docência, exactamente porque me respeito e a quem por aqui passa e igualmente respeito e amo a matéria de que trato - o Fado... Que faria se publicasse em Livro! É que, aqui, até dá para emendar; em BOOK, agora, nem com Errata! Só retirando e voltando a publicar!... Para já, oiçam os CD's. Não estão mal!...
Como nota de rodapé, apenas queria esclarecer que Berta Cardoso, também ao contrário do que se refere no livrinho, se manteve em actividade até à década de 1980 e não 1970, tendo, em 1981, após um curto interregno, regressado às casas de fado, convidada para "inaugurar", em Alfama, "O Poeta", de cujo elenco também fazia parte a grande Natália dos Anjos... e, em 1982, ainda gravou para o programa televisivo "Artistas".
Alea jacta est, Oh Divas!...
VÍDEO DE HOMENAGEM
Maria Jôjô é o nome artístico de Maria José Lopes Botas, natural de Nisa, que, com 16 anos, se estreou no "Galito", ao lado de Rodrigo e de Carlos Zel e que seguidamente cantou no "Tabuínhas" e na "Viela", com Berta Cardoso, que foi sua Madrinha de Fado. Integrou também, entre outros, os elencos do "Timpanas", do "Luso" e do "Faia", com Lucília do Carmo, Carlos do Carmo e Tristão da Silva. Actuou em vários países, de Espanha a Macau. Aos 18 anos, começa a cantar na "Taverna d'El Rey", ao lado de Maria Valejo e é nesta casa de fados, de que é proprietária há cerca de 30 anos, que se mantém e que todas as noites continua a cantar o fado, à frente de um seleccionado elenco de que presentemente fazem parte Ana Maria, Isabel Raimundo e Lúcio Bamond, acompanhados por Carlos Macedo e Eduardo Tereso. http://www.taverna-del-rey.com/ . http://tavernadelrey.pt.tripod.com/ . Esta é, de certo, a "Taverna do Fado", que Mário Raínho escreveu e que Maria Jôjô, com tanta intenção, interpreta.