domingo, julho 04, 2010

Ronda do Fado - Alfama (II)


SR.FADO - R. dos Remédios, 176

BELA - R. dos Remédios, 190


LANTERNA VERDE - R. S. João da Praça, 45





GUITARRAS DE LISBOA - Beco do Melo, 1



MESA DE FRADES - Restaurante do Museu do Fado

A TASCA DO CHICO - R. dos Remédios, 83



CASA DE LINHARES / BACALHAU DE MOLHO - Beco dos Armazéns do Linho,2


MARQUÊS DA SÉ - Lg. Marquês do Lavradio, 1


CLUBE DE FADO - R. S. João da Praça, 94


PÁTEO DE ALFAMA - R. S. João da Praça, 18



A BAIUCA - R. de S. Miguel, 20



GSA - R. Norberto Araújo, 19 A
***


ALFAMA tem mais en canto na mágica voz de Amália, letra de Ary dos Santos, música de A. Oulman, um vídeo de MadameBateflay.
*
Mas Alfama também en canta nas vozes de


- Diamantina e Gonçalo Salgueiro
*


- Mariza


*

- Vânia Fernandes

*

- Ricardo Ribeiro

quinta-feira, julho 01, 2010

FADO DA SINA


Um clássico, da autoria de Amadeu do Vale e de Jaime Mendes, uma criação de Hermínia Silva no filme "Ribatejo" (1949), por

- Hermínia Silva



- Katia Guerreiro


- Dulce Pontes



- Maria Ana Bobone


domingo, junho 27, 2010

Ronda do Fado - Alfama


TAVERNA D'EL REY - Largo do Chafariz de Dentro, 14 - 15


S. MIGUEL D'ALFAMA - R. de S. Miguel, 9


PARREIRINHA DE ALFAMA - Beco do Espírito Santo, 1



O PEREIRA D'ALFAMA - R. Guilherme Braga, 22


MARÍTIMA DAS COLUNAS - Largo Chafariz de Dentro, 17



MARIA DA FONTE - R. de S. Pedro, 5



FADO MAIOR - Largo do Peneireiro, 7



ESQUINA DE ALFAMA - R. de S. Pedro, 4

DRAGÃO DE ALFAMA - R. Guilherme Braga, 8

CORAÇÃO DE ALFAMA - Tv. Terreiro do Trigo, 8

Com letra do Conde de Sobral, música de Casimiro Ramos, ALFAMA, nas inolvidáveis vozes de Natália dos Anjos e de Fernando Maurício.

O FADO NA TABERNA

(in G.P. 1934)

quinta-feira, junho 24, 2010

O FADO, Canção de vencidos

Foi sob esse título e obedecendo ao tema que, em 1936, foi publicada a compilação de 8 palestras, de Luiz Moita, emitidas pela Emissora Nacional,


colectânea ilustrada por Bernardo Marques


e de que vos deixo este apontamento, para reflexão, onde se cita António Arroio, que exprime o que pensava acerca do Fado e muito mais do que isso ...





Ao contrário dele, deixo-vos eu com este pedido

«Cantem o Fado

quarta-feira, junho 23, 2010

ALDINA DUARTE - BERTA CARDOSO




"Princesa prometida" em Noite de S. João, o Triplicado interpretado por Aldina Duarte com um excelente poema da sua autoria, e também interpretado por Berta Cardoso com um não menos excelente poema de Linhares Barbosa, a celebrar o S. João...

segunda-feira, junho 21, 2010

FADO no Câmara Clara - RTP2

Ontem, na RTP2, o Fado, particularmente a sua Candidatura a Património Imaterial da Humanidade, foi tema do programa Câmara Clara.

Logo a abrir, apresenta-se, do documentário Fado Celeste, um (mau) momento do depoimento de Celeste Rodrigues em que a própria divaga sobre a interpretação do "Saudade vai-te embora", não se alcançando bem o que pretende dizer para além de que a sua interpretação era tão excelente que até chegava a cantar esse fado 9 vezes por noite, a pedido do público, na que foi a sua casa de fados, a Viela; não quereria dizer, por certo, que o autor entendesse e lhe tivesse dado indicações para interpretar esta brilhante composição, que nem escreveu para o repertório da Celeste, como quem está "toda contentinha"?!... vale a pena relembrar e "re-ouver" aqui a magoada interpretação do próprio autor, Júlio de Sousa, que afinal também sabia cantar e que, tanto quanto sei, nem frequentava casas de fado, tendo tido a sua própria, no Bairro Alto... sendo que, habitualmente, era aí que o/as fadistas iam buscar as composições e ele as exemplificava ao piano... Ó Celeste, recordar desse modo Júlio de Sousa?!... "Não havia necessidade"! Enfim!...

Entrando propriamente no programa, ouvimos as razões e as lições de Sara Pereira e de José Pracana e ficámos com aquela estranha sensação de ouvir agora, como novas, coisas que têm vindo a ser ditas por várias pessoas que apenas não têm tido a devida visibilidade... um pouco como a questão das autorias, há quem tenha as ideias e depois quem as apresente como suas... pouco importa!

Por certo, para alguns de nós, o Fado será sempre o mais importante.

domingo, junho 20, 2010

O FADO de SARAMAGO

Precisamente por ser este blogue dedicado ao Fado, não poderia evitar deixar aqui assinalada a presença de Saramago nesta Vida e a sua Partida, em qualquer altura temporana, se bem que em vetusta idade.
Saramago, que a si próprio se viu, sem nisso acreditar, como se apenas fora a projecção de 4 pontos luminosos, por certo iluminará agora os céus que habite, como iluminou com o seu génio as Letras portuguesas e, diria, mundiais, o que lhe valeu a atribuição de um Nobel da Literatura, assim se reconhecendo o seu enorme valor, enquanto escritor e, claro, pensador. É notável o percurso de vida deste Homem, nado e criado até à adolescência na mais profunda ruralidade onde imperava a escassez de todos os meios, excepto o mais valioso, o do Pensamento de cujo paradigma, por ele próprio indicado - seu avô, o homem mais sábio que jamais conheceu, terá seguido o trilho, porém a seu modo. Dir-me-ão que não é do mais puro Fado que um ente tão pobremente nascido e criado, transfigurado de operário em intelectual, como quem estala os dedos em golpe de magia, tenha conseguido chegar, e por mérito próprio, ao cimo da mais alta montanha?! Dir-me-ão que isto não é Destino, não é Fado?!... Para mim, é-o tanto mais claramente que lhe foi dado cumpri-lo em Portugal, terra de lavoura dos mais preclaros espíritos, por onde também passaram um Padre António Vieira, Gil Vicente, Camões, Eça, Camilo, um Aquilino Ribeiro... e nenhum deles terá levado melhores memórias de seus contemporâneos e governantes das que agora carrega Saramago, a quem o mais alto representante da Nação (fazendo de conta que não o é) nega, com a sua ausência, o preito que em si e por si, Presidente, a Nação lhe deveria prestar... Felizmente que Saramago não está nem aí! está-se bem a ralar com isso, ora essa! mas que a nós, a todos que gostaríamos de nos vermos agora representados, nestas exéquias, por quem nos representa, assim representando a Nação, a nós custa-nos um bocado verificar que, afinal, entende o Sr. Presidente não ter este momento a necessária dignidade, que o leve a interromper as suas férias (?) para presidir aos funerais de um Homem que, mais do que da Família, é de Portugal, do país onde nasceu e que engrandeceu com a sua Arte, esse país de nautas, do qual já dolorosamente se apartara, de resto, por ter sido menos bem tratado por anacrónicos censores, mas país que nunca renegou e que escolheu para descanso das suas cinzas... ou de metade, ainda não se apurou bem... seja como for... será este seguidamente o Fado que Saramago tem a cumprir, mas que, tal como ele disse ao referir-se à publicação ou não de um seu romance inédito, já cá não estará, pouco lhe importará...
Quer queiram quer não, este Homem, que a mediocridade de alguns maltratou em vida e na morte, este português ribatejano Saramago, neto do Homem mais sábio que algum dia alguma vez conheceu, este escritor, que a Academia reconheceu e agraciou com o Nobel, ficará ainda na memória de todos, ombreando com os maiores, quando, dos que o desconsideraram, já nem memória de seu nome houver, que feitos foram nenhuns!...
Palmas para Saramago que tão bem cumpriu seu Fado.
***
Já depois de ter publicado este verbete, o amigo Fernando Baptista veio muito oportunamente lembrar que José Saramago está efectivamente representado no Fado; Mísia interpreta, no Fado Franklin, esta letra de José Saramago, disponibilizado neste belíssimo vídeo

E nem sequer é caso único... Igualmente de José Saramago, com música de António Vitorino de Almeida, Mísia tem no seu repertório um outro fado, o Fado Adivinha.

segunda-feira, junho 14, 2010

Não pareceria! é mesmo uma PARCERIA...

...entre o M. do F. e a S.P.A.

Parece-me bem! para além de muito necessário...

Para os menos atentos, como eu, que só hoje dei com ela, aqui fica a notícia da parceria , que foi devidamente protocolada, entre o Museu do Fado e a Sociedade Portuguesa de Autores.

Pela minha parte, as maiores felicidades para as equipas de trabalho, que vão ter muito que pedalar e partir pedra para abrir caminho... se possível, com a celeridade e o rigor que os tempos impõem e a candidatura requer...

domingo, junho 13, 2010

FLADO - "Fado de amor e pecado"

VÍDEO DE HOMENAGEM


Outra inevitável associação, a do mais recente Album da Ana Sofia Varela, que dá voz a composições da dupla João Monge e João Gil, igualmente autores do tema editado no Album Cristal (1996), pela banda Alma, perdão, Ala dos Namorados, "Fadodeamor e pecado", tema superiormente interpretado por essa voz de Castrato, registo único no panorama musical português, a de Nuno Guerreiro e pela notável cantaora de flamenco, Carmen Linares .
É curioso verificar que a "Ala dos Namorados" (1993 - 2008) quase sempre incluiu, nas suas edições discográficas, temas como este a que, possa embora ser discutível a sua essência fadística, se deu o nome de Fado; lembro o "Fado da rádio", "Fado de cada um", "Fado siciliano", "Mistérios do fado"... E porque não, Fado?... Se bem que, neste preciso caso, eu diria FLADO, de tal modo o Fado e o Flamengo tão bem se casam... Por falar em casamento, nem de propósito, a assinalar o dia de Stº António, o casamenteiro, das suas Noivas casadas a rigor e com o rigor que manda a Tradição... será?!
Fadodeamor e pecado... Haverá algum fado que não seja de amor e algum amor que não seja pecado? Amar é sempre pecado?!... amar em pecado é que já vai sendo difícil!... Apenas resta o próprio Amor como objecto de transgressão... dirão alguns -que saudade dos beijos roubados, dos namoros às escondidas, que era assim quase como um jogo, a ver quem mandava mais, se o poder de quem julgava tê-lo, se o poder do sentimento!... Mas, enfim, "todo o tempo é feito de mudança" e isto da Liberdade é como o Fado, é mesmo muito complicado... não errarei se disser que, entre os que repudiam a legalização de certos casamentos e os que a aprovam incondicionalmente, haverá os que, tendo-a desejado, se lastimam agora de lhes terem roubado a Liberdade de serem marginais!... Isto, há gente para tudo, mas também esta coisa dos casórios nem tem nada a ver com o tema que aqui se apresenta, o Amor... isso, é outra coisa!...
"O vento passa por nós e o resto é o mar"

sábado, junho 05, 2010

RUI VELOSO - BERTA CARDOSO - ANA SOFIA VARELA



FADO DO LADRÃO ENAMORADO(Letra de Carlos Tê - música e interpretação de Rui Veloso)

Vê se pões a gargantilha / Porque amanhã é Domingo / E eu quero que o povo note / A maneira como brilha / No bico do teu decote...


CINTA VERMELHA (Letra de J. Linhares Barbosa, Fado Magala, Repertório: Berta Cardoso)

Põe esta cinta vermelha / Para adelgaçar-te a cintura / Eu quero que as outras vejam / Que tens bonita figura...

Interpretação de Ana Sofia Varela

quinta-feira, junho 03, 2010

ANA MOURA - "Caso arrumado"

VÍDEO DE HOMENAGEM


Não te via há quase um mês / Chegaste e mais uma vez / Vinhas bem acompanhado / Sentaste-te à minha mesa / Como quem tem a certeza / Que somos caso arrumado // Ela não me queria ouvir / Mas tu pediste a sorrir / O nosso fado preferido / Fiz-te a vontade, cantei / E quando à mesa voltei / Ela já tinha saído // Não é a primeira vez / Que começamos a três / Eu vou cantar e depois / O nosso fado que eu canto / É sempre remédio santo / Acabamos só nós dois // Eu sei que tu vais voltar / P'ra de novo te livrar / De um caso sem solução / Vou cantar o nosso fado / Fica o teu caso arrumado / O nosso caso é que não.

Ana Moura interpreta, de Manuela de Freitas, no Pedro Rodrigues, este "Caso arrumado", cuja letra, tão curiosa quanto interessante, vale a pena aqui patentear, até mesmo porque reflecte, de certo modo, uma realidade tantas vezes vivida - a do "caso a três", remediado por um certo "nosso fado" que tem o poder de anular, sempre que necessário, o indesejado terceiro membro da relação e repôr o "nosso caso" a dois, eternamente arrumado... o reconhecimento e aceitação da infidelidade, sem dramatismos, a ajuda até na resolução desse deslize... isto é muito fadista! Lembra-me o "Fado Antigo", de Berta Cardoso, cuja letra, do Linhares, diz assim "...Eu ando cheia de ciúme / pelo meu bem que está ausente / É o rapaz mais valente / e também o mais infiel / Mas não me digam mal dele / Que eu não sou nenhuma santa..." Lindo! Quantas vezes ouvimos esta confissão?... Geralmente, os outros é que são infiéis!; nós, de santo/as, só nos falta o altar!...
Mas, o mais intrigante neste fado da Ana Moura é que, ao ouvi-lo, sempre me acorda a lembrança de um fado que ouvi na poderosa e inolvidável interpretação de Berta Cardoso e que, creio, pertence ao seu repertório, mas que apenas tenho na também superior versão de Fernanda Maria, "Candeia", de Frederico de Brito e J. Campos; oiçam lá, que vale a pena, embora o estado desta cópia não seja já dos melhores...

Não o via há tantos dias / Tinham dado avé Marias / Na capelinha da aldeia / Esperava por ele e não vinha / E como estava sozinha / Fui acender a candeia // Gemia o vento lá fora / Passa uma hora, outra hora / E ao romper da lua cheia / Ei-lo que vem meigo e doce / E fosse lá pelo que fosse / Tinha mais luz a candeia // Mil beijos, mil juramentos / E nesses loucos momentos / Toda a minha alma se enleia / Quis mostrar-me o amor seu / E jurou que era só meu / Pela luz daquela candeia // Mas vi-lhe a boca a tremer / Eu mesma não sei dizer / O que me veio à ideia / É que a verdade realça / Essa jura era tão falsa / Que se apagou a candeia.
E então?!... Se isto tem alguma coisa a ver!?... 'Tá bem, mas eu acho que sim, correcto? Há aqui umas associações fundamentais a que nem todos chegam, mas porém... é bom até, de vez em quando, dizer umas certas alarvidades... dá estatuto! Ah, pois é! A propósito, logo, lá te espero, na Procissão. Já sabes, se estiver com companhia, falamos depois... Claro, deixa lá... Isto, do Fado, é tramado, pá! Já estava aqui a lembrar-me doutro... os fados são como as cerejas Este ano estão um bocadito acres, p'ra meu gosto Não é isso... vêm uns atrás dos outros Ah, quem diria... como tu estás!... Eu, não é?! Ah, pois é!... :-)

quarta-feira, junho 02, 2010

Resposta

ao desafio lançado, pela minha vizinha da frente, no seu verbete Dois Tons.

De facto, tal como já lhe disse na minha meia resposta, conhecia esse fado de quadras soltas, cuja autoria da letra se atribui a J. Linhares Barbosa, editado em folheto que apresenta "algumas das mais lindas creações" do repertório de Ercília Costa, no Grupo Artístico de Fados, conforme se pode atestar pelos documentos expostos; repare-se, contudo, que apenas constam 3 das 4 quadras que Ercília canta.
Lembrava-me bem deste fado porque a 1ª destas quadras serviu de mote ao belíssimo fado glosado por Joaquim da Silva "E assim nasceu o Fado", do repertório de Mariana Silva.
Espero ter dado resposta capaz...

terça-feira, junho 01, 2010

Rua Berta Cardoso







Para começar bem o mês, fui hoje em romagem à Rua a que a edilidade entendeu dar o nome de Berta Cardoso, possivelmente em reconhecimento e como memória de uma das mais importantes fadistas do século XX, seguramente a mais importante durante as décadas de 30 a 50, como provadamente se prova por documentação nacional e estrangeira, da época.
Situa-se o referido arruamento na Ameixoeira, em boa vizinhança, precisamente entre a Rua Maluda (pintora) e a Rua Barata Feyo (escultor), tendo acesso privilegiado (praticamente à porta de quem lá mora circula o 106), havendo ainda a notar a feliz localização a cota elevada, donde se disfruta uma belíssima "paisaigem" como acima fica documentado em pormenor.

Fica assim, sem mais formalidades, inaugurada on line a Rua Berta Cardoso, rua que em tamanho é inversamente proporcional à importância que esta fadista e actriz teve/tem na História do Fado, hélas!...

sábado, maio 29, 2010

Veja as diferenças



"-Posso estar muito enganada, mas, ou é o Jaime Santos, ou o diabo por ele!..." , pensei eu para mim própria, já alterada...

De facto, a que estado chegámos!... Ninguém terá dado por este engano de palmatória, antes de este CD entrar no circuito comercial?!...

E autorias? Nem uma, umazinha ???!!!...

Pobre Fado, que caminhos percorre a(os)-braços com e de "vendilhões do templo"...


Agradecimentos ao grande coleccionador e divulgador de Fado, Fernando Baptista, do utilíssimo blog Fado em Vinil, que encontrou e me enviou esta "preciosidade", permitindo a publicação e correcção, para o que abaixo se edita uma das verdadeiras fotos do (verdadeiro) artista recordado no album. Este, sim, é o Carlos Ramos!




Topam as diferenças?!...

quarta-feira, maio 26, 2010

"A Origem do Fado"


É este o título do livro em que o investigador José Alberto Sardinha defende a tese da impoluta origem portuguesa do fado, livro brilhantemente apresentado pelo autor, no Teatro da Trindade no passado dia 17, e que constitui, por certo, valioso contributo para a Cultura Portuguesa, particularmente para a História do Fado, podendo mesmo confabular-se que O fado tem uma nova história .
Esta tese, da Lusitanidade do Fado, já houvera sido defendida por outros, no passado, como de resto foi referido pelo próprio J.A.Sardinha, permitindo-me eu salientar, de entre alguns, os nomes de Mario Saa, ilustre escritor, e o da notável filóloga Carolina Michaëlis de Vasconcelos, que só não terá "aprofundado"/ defendido convenientemente essa posição em razão de então ser o Fado, considerado pela Academia, um género menor, quer no que respeita à música, quer à poesia e, assim, não ser objecto digno de investigação aturada e consequente defesa de ponto de vista; lembremos que os poetas populares, que de tal se trata, mesmo já posteriormente, meados do séc XX, não tinham ainda lugar nas Selectas Literárias, nem mereciam a atenção dos doutos académicos... que, porém, os liam e, quiçá, admiravam...
Embora, para o entendimento e fruição do fado, não me pareça crucial apurar-se a verdade da verdadeira origem do fado, se é que isso seja possivelmente possível, parece-me, no entanto, de certo modo impossível que não tenha havido certas contaminações ou cruzamentos, que sempre tão aficionados nos temos deles mostrado ao longo dos séculos, e porque não neste caso?, ideia que Mascarenhas Barreto, na sua obra "Fado: Origens Líricas e Motivação Poética" bem defende e que aqui bem se analisa.
E mais não digo. O resto fica para dizer no livro que haverei de publicar quando tiver tempo para escrever, o que só irá acontecer quando já tiver ouvido todos os fados que ainda não encontrei... Por ora, resta-me concluir que, a crer no que advoga o Exmº causídico em causa, que daqui felicito, cumprimento e agradeço pela obra em epígrafe, sempre motivo haveria para se chamar ao Fado a Canção Nacional!...
Bons Fados!

terça-feira, maio 25, 2010

"A SEVERA"





D.L. 1955

Foi esta uma das apreciações feitas aquando da reposição d' "A Severa", de Júlio Dantas, no saudoso Monumental, em 1955, cabendo então a Amália o desempenho do "papel principal", tendo correspondido "perfeitamente à expectativa". Uma peça emblemática da dramaturgia nacional, uma "obra de arte... com figuras magistralmente definidas num ambiente e numa acção poderosamente evocativos", como aqui se reconhece, "um supremo requinte de estilo, de estétismo, como toda a obra de Júlio Dantas", "um padrão imperecível na literatura dramática portuguesa".

domingo, maio 23, 2010

ALBERTO RIBEIRO - "Coimbra"



Eva, Mai.1950

Esta é a história desconhecida (e muito curiosa) do actor e notável cançonetista Alberto Ribeiro http://www.macua.org/biografias/albertoribeiro.html
que aqui lembro interpretando "Coimbra"

VÍDEO DE HOMENAGEM

quinta-feira, maio 20, 2010

sábado, maio 15, 2010

ZITO - "Na Adega da Madragoa"

VÍDEO DE HOMENAGEM



"O nome José Eduardo provavelmente não dirá nada a ninguém. Rigorosamente mesmo nada! Mas se vos falar em ZITO, talvez se acendam umas luzitas aqui e ali, sobretudo nas gentes de Moçambique que gostavam de ouvir o fado. Pois é, este Zito de que vos falo era moçambicano e foi um dos expoentes dos valores artísticos moçambicanos no final da década de 60. Cantava o fado, naturalmente, e chegou a constituir uma moda na bela Lourenço Marques daqueles anos ir ouvi-lo à Adega da Madragoa, que se situava na cave do edifício onde se alojava o Clube dos Lisboetas (avenida Brito Camacho). Esta coleção engloba o primeiro EP, editado em 1968 (faixas 13 a 16), bem como o single aparecido dois anos depois (faixas 17 e 18), ambos gravados na África do Sul. Os primeiros 12 temas foram extraídos de um CD intitulado “O fado, é tudo o que sinto, mais... o que não sei dizer”, que mão amiga me ofertou (olá Carlos Santos!), o qual terá sido editado há alguns anos, também na África do Sul, onde suponho que o Zito se encontra presentemente a viver. Deixo-vos com as notas da contra-capa do primeiro EP:«Sem falsos transportes, porque eles pertencem escravizadamente ao berro (surdo) da sua dor e ao grito (louco) da nostalgia (que talvez esvoace nos corvos negros de que fala) aqui estão os primeiros quatro fados, em disco, do Zito. Ouvi-lo é a certeza de um encontro com uma procura de algo infinitamente certo para se definir mas que ele mesmo tenta em cada jeito. Oiçamos então. E (propositadamente) foi respeitada a respiração.» (S.L.A.)"


In http://ratorecordsblog.blogspot.com/2007/05/loureno-marques-fadista.html

Veja também

http://macua.blogs.com/o_fado_e_portugal/2004/08/19/

http://www.saweb.co.za/epa/zito1.html

Por curiosidade, aqui fica a letra de "Mozambique" (1975), por Bob Dylan

I like to spend some time in Mozambique / The sunny sky is aqua blue / And all the couples dancing cheek to cheek. / It's very nice to stay a week or two. / There's lots of pretty girls in Mozambique / And plenty time for good romance / And everybody likes to stop and speak / To give the special one you seek a chance / Or maybe say hello with just a glance. / Lying next to her by the ocean / Reaching out and touching her hand, / Whispering your secret emotion / Magic in a magical land. / And when it's time for leaving Mozambique, / To say goodbye to sand and sea, / You turn around to take a final peek / And you see why it's so unique to be / Among the lovely people living free / Upon the beach of sunny Mozambique.

e o link para o vídeo

http://videos.sapo.pt/DH3fBKPePGPzAYnbr92F

quarta-feira, maio 12, 2010

ALEXANDRA - "Água e mel"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Notável, a interpretação de Alexandra deste belíssimo e emblemático fado que tem autoria de Carlos B. de Carvalho e de Miguel Ramos.

http://www.alexandra.com.pt/

http://www.marquesdase.com/

Entre os ramos de pinheiro / Vi o luar de Janeiro / Quando ainda havia sol / E numa concha da praia / Ouvi a voz que desmaia / Dum secreto rouxinol
Com água e mel / Comi pão com água e mel / E no vão duma janela / Beijei sem saber a quem/ Tenho uma rosa / Tenho uma rosa e um cravo / Num cantarinho de barro / Que me deu a minha mãe
Fui p´la estrada principal / E pela mata real / Atrás dum pássaro azul / No fundo dos olhos trago / A Estrada de Santiago / E o Cruzeiro do Sul /
Abri meus olhos / Abri meus olhos ao dia / Escutei a melodia / Que ao céu se eleva do pó / O vinho novo / Se provei o vinho novo / Se amei o Rei e o Povo / Meu Deus porque estou tão só?!

quinta-feira, maio 06, 2010

CARLOS MARQUES - "Carta a minha mãe"

VÍDEO DE HOMENAGEM

De Lopes Victor e de Nóbrega e Sousa, o fado "Carta a minha mãe", interpretado por Carlos Marques.

domingo, maio 02, 2010

AMÉRICA ROSA - "Minha mãe porque nasci"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Com letra de José Guimarães e música de Pedro Rodrigues, trago-vos para hoje este fado, numa interpretação notável de América Rosa

domingo, abril 25, 2010

MÍSIA - "Velha inimiga"

VÍDEO DE HOMENAGEM

"Velha inimiga", um fado de José de Jesus Guimarães e de Resende Dias interpretado por Mísia.

Povo que esperas a hora / Que és tronco, seiva e raiz / Que és vida e sonho pungente / Ó povo do meu país / Manda esta saudade embora / Correm os rios para o mar / Não voltam mais à nascente //

Trago esta saudade antiga / Antiga como um brazão / É uma velha inimiga / Dentro do meu coração / Porque mistério se me invoca / Este passado cinzento / Tão longe que nem me toca / Tão perto em meu pensamento //

Povo que esperas a hora / ...

Esta saudade que importa / Tem o seu lugar marcado / Por detrás daquela porta / Com que se fecha o passado / E quem procure o seu norte /Na manhã de nevoeiro / Não deve render-se à sorte / Sem haver luta primeiro //

segunda-feira, abril 19, 2010

RICARDO RIBEIRO - "Horas de Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM

É, hoje, editado o novo disco de Ricardo Ribeiro, uma Voz, um talento e um dos mais genuínos intérpretes actuais do Fado tradicional.
Desejando que tenha um enorme, já que bem merecido sucesso, com o seu novo trabalho, recordo-o nesta magnífica interpretação de "Horas de Fado", da autoria de Artur Ribeiro e Armando Machado.
Beijinho.

Horas de Fado
Horas de solidão, horas de fado / No meu andar perdido, a razão / Horas de ser poema amargurado / A falar de pecado e de traição

Horas de ser poema e não poder / Gritar, gritar até que fique rouco / O meu castigo de viver viver / Castigo de não ser ainda louco

Horas de solidão recomeçadas / De cada vez que fico só assim / Horas que vão ficar em mim paradas / Até que novo amor renasça em mim
***
Como curiosidade, e melhor respondendo à questão do amigo Jaume, aqui ficam estes dois documentos que complementam o que já ficou dito acerca deste Fado
Por estas e outras!...

domingo, abril 18, 2010

FADO na SR, Sveriges Radio, III



Ulf Bergqvist apresentou hoje o último programa desta série de três, sobre Fado, este centrado na figura de Fernando Mauríco, "Rei do Fado", e onde também se ouve as vozes de Mariana Silva, Francisco Martinho, Vitor Miranda, Ana Maurício e Ricardo Ribeiro. Óptima escolha!
Aqui, pode consultar o alinhamento do programa

http://sverigesradio.se/sida/default.aspx?programid=2489

e aqui tem o link directo para audição do mesmo... basta aguardar que comece

http://sverigesradio.se/webbradio/webbradio.asp?type=broadcast&Id=2317814&BroadcastDate=&IsBlock=

Excelente programa! Parabéns Ulf! e muito, muito obrigada por esse agradecimento, em português, de que tanto gostei. Mas deixe que seja eu a agradecer-lhe tudo o que tem feito pelo Fado e pela Cultura Portuguesa. Bem haja!

quinta-feira, abril 15, 2010

MARIA DOLORES PRADERA - "Primavera"

VÍDEO DE HOMENAGEM

O Fado sempre encantou quem com ele se cruzou... é universal e cantado de ocidente a oriente...

Hoje, trago-vos Maria Dolores Pradera, http://es.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%ADa_Dolores_Pradera, notável "cantante" e actriz espanhola que aprecio imenso e que também gravou alguns fados, entre os quais "Primavera", uma letra de David Mourão-Ferreira, com música de Pedro Rodrigues, uma criação de outro expoente da cultura Ibérica, Amália Rodrigues.

Um enorme obrigada ao meu Amigo Jorge Falé, sem o qual este vídeo não teria sido possível!

segunda-feira, abril 12, 2010

WEB RADIO PORTUGAL


Do Brasil, para todo o mundo, com Amor, Música Portuguesa e não só...
Um notável serviço público em prol da Cultura Portuguesa.
Oiça aqui http://webradioportugal.blogspot.com/ (hora do Brasil)
Felicitações e agradecimentos a Cláudia Tulimoschi e a Oliveira Nunes por esta fantástica iniciativa.
De Portugal para o Brasil, "aquele abraço" e votos do maior sucesso!

FADO na SR, Sveriges radio, II

Ulf Bergqvist apresentou, ontem, o 2º desta série de 3 programas de fado que produziu para a Rádio Sueca, programa que intitulou "Med fadon ut i världen". Excelente selecção de Fados de Lisboa, e não só, nas vozes de Amália, Gonçalo Salgueiro, Tristão da Silva, Toni de Matos, Maria Clara, Frei Hermano da Câmara, Cristina Branco, Pedro Moutinho e Maria da Conceição, entre outros.
Se quiser ouvir, tem aqui o link directo
http://sverigesradio.se/webbradio/webbradio.asp?type=broadcast&Id=2305199&BroadcastDate=&IsBlock=

E estoutro, para o 1º programa
http://sverigesradio.se/webbradio/webbradio.asp?type=broadcast&Id=2293556&BroadcastDate=&IsBlock=

sexta-feira, abril 09, 2010

MANUEL CARDOSO DE MENEZES - "Última Corrida em Salvaterra"

VÍDEO DE HOMENAGEM

No Fado Meia-Noite, o homenageado Manuel Cardoso de Menezes http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/130233.html interpreta esta "Última corrida em Salvaterra" http://avozportalegrense.blogspot.com/2007/08/ltima-corrida-de-touros-em-salvaterra.html , igualmente uma homenagem à Festa Brava.

Aproveito o ensejo para, na pessoa do seu Presidente, felicitar a Câmara Municipal de Lisboa, pela atitude corajosa de, nestes tempos de contestação, não se ter eximido a merecidamente condecorar, no passado dia 8, na Praça de Toiros do Campo Pequeno, o Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, José Luís Gomes (que, nessa noite, despiu a jaqueta), assim reconhecendo e valorizando o Forcado enquanto figura emblemática da Toirada Portuguesa, espectáculo de inquestionável importância Nacional, seja pelo facto de integrar e preservar valores Tradicionais, seja pelo que representa e vale em termos culturais e económicos. Obrigada!

quarta-feira, abril 07, 2010

"Mulheres num mundo de homens" Instrumentistas

Ainda o "Divas do Fado", um inesgotável manancial de polémica fadista...

Desta vez, cabe em sorte o Manuel Halpern, jornalista e crítico do que foi um conceituado jornal, o Jornal de Letras, Artes e Ideias; poderia apresentá-lo, mas, melhor do que eu o faria, o próprio aqui se apresenta

Manuel Halpern
Acerca de mim
Jornalista e crítico do Jornal de Letras, Artes e Ideias, Manuel Halpern escreve preferencialmente sobre música e cinema, além de manter, desde há dez anos, a coluna fixa O Homem do Leme. Popómano, cinéfilo, bloguer, ávido coleccionador de CD e DVD, e autor de booklets, nasceu em Lisboa no ano da Revolução de Abril. Tem duas filhas, duas peças de Teatro (O Segredo do Teu Corpo e Palco – Quimera, 2006), um ensaio sobre fado (O Futuro da Saudade – O Novo Fado e os Novos Fadistas, Dom Quixote, 2004). Licenciado em Comunicação Social, pela Universidade Católica, com pós-graduação em Crítica de Cinema e Música Pop, na Faculdade Ramon Lull de Barcelona, colaborou, entre outros, com a Visão, Público, Blitz, Antena 2, Diário de Notícias e Corriere della Sera. Nas horas vagas é DJ, integrando a dupla de som e imagem Ouvido Visual. Fora de Mim é a sua primeira ficção.

Feitas as apresentações, passemos ao que interessa. Confesso que tinha prometido a mim própria nada mais comentar acerca do "Divas do Fado", mas a verdade é que, depois de ler o que li, não consegui manter a promessa, feita antes de ler o que li, pelo que, em rigor, nem por incumprimento me devo penitenciar...

E o que li e aqui partilho, escrito por Manuel Halpern (que, no citado livro, escreve umas tantas páginas, que, à semelhança do que ocorre em obra anterior, continuam a denotar deficiente informação em assuntos de fado e deficiente expressão em língua materna) não será sequer, quiçá, um dos trechos que melhor ilustre o que afirmei acerca do discurso deste pós-graduado em Crítica de Cinema e Música Pop, Licenciado em Comunicação Social (pela Católica!), que não deveria ser, portanto, mais um inho qualquer desses que escrevem por aí ou por aí têm quaisquer programas de entertenimento; ora atentem, a páginas 28, assegura-nos, então, o amigo Halpern: "A ausência de tocadoras de guitarra portuguesa, por um lado, deve-se a uma forte tradição masculina, mas por outro trata-se mesmo de uma questão fisionómica." ???!!!(sublinhado meu) Se não fosse tão triste, eu voltaria a gargalhar como o fiz com aquela tirada acerca da fadista Raquel Tavares que "contrariando essa esmagadora tendência," (de serem sempre homens os tocadores) "arriscou em Ardinita, acompanhar-se à guitarra. E a sua imagem, de guitarra em punho, tornou-se forte e libertadora" (sublinhado meu), como se essa fosse uma imagem rara... Ó Manuel, o menino deve andar cego! É o que não falta, fadistas "de guitarra em punho"! é, de resto, uma imagem mais que vulgar!; toda a fadista que se preze, tem uma fotografia empunhando a guitarra... que algumas tocavam, acompanhando-se, ou não se lembra de nenhuma que o fizesse? Será que a mítica Severa tinha uma guitarra só para enfeitar, compor a imagem? E a Maria do Carmo (Alta)? Acha mesmo que a Luísa Amaro tem razão ao afirmar, segundo citação sua, que "Ainda não apareceu uma mulher que fosse capaz de tocar guitarra como os homens" ? Gostava que me explicasse o sentido desta comparação, para além do que encontrou e explicitamente se encontra vertido no comentário que seguidamente tece "Sendo assim, Luisa descobriu uma forma feminina de tocar, em que contorna a questão da virilidade com uma doçura invulgar. Todavia, escreve as suas próprias composições e não acompanha fado." (sublinhado meu) ... Irra! Que raciocínio!... Parece até que, dada a sua compleição, tocar guitarra é quase tão inadequado à mulher como pegar toiros!...

Deste breve exemplo, cada um tire as suas próprias conclusões...

Não termino, porém, sem antes lembrar o nome da actual guitarrista Marta Pereira da Costa, com um já significativo e notável percurso artístico, bem como recordar o nome das instrumentistas Isabel e Georgina de Sousa, que nos anos 30 do passado século constituiram o Duo Glória-Lusa, precisamente as que se podem observar na imagem deste blog, em frontispício.

Deixo-vos com este vídeo, que me chegou por mail, a propósito e parecendo até de propósito, que ilustra a enorme dificuldade sentida por estes imberbes instrumentistas, de ainda débil compleição, a qual, por isso, muitas vezes se compara à das mulheres, às mais franzinas, está visto... Coitaditos! que falta lhes faz "as mãos grandes e os dedos cumpridos", dado "o grande esforço físico que a guitarra portuguesa exige"... Fim de citação!







Que tal? Magníficos, não? diria mesmo, fisionomicamente muito agradáveis!... :-)

segunda-feira, abril 05, 2010

FADO na SR - Sveriges Radio


Foi ontem radiodifundido, pela Rádio Sueca, o 1º de 3 programas, acerca de Fado, Tema fado 1. Hemma i Lissabon (Theme fado 1. At home in Lisbon), da responsabilidade de Ulf Bergqvist, que apresentou algumas das mais populares vozes fadistas, entre as quais: Joaquim Silveirinha, Alfredo Marceneiro e Alfredo Duarte Jr., Aldina Duarte, Maria Marques, Artur Batalha, Joana Amendoeira, Celeste Rodrigues, Maria José da Guia, António dos Santos, Maria da Fé, Estela Alves, Natalino Duarte e Carminho. Este programa poderá ainda ser ouvido amanhã, dia 6, pelas 11:30 A.M.

Os dois outros programas terão o seguinte calendário:

Tema fado 2. Med fadon ut i världen (Theme fado 2. With the fado out into the world), Domingo, 11, às 1 P.M. e terça feira, 13, às 11:30 A.M. Tema fado 3. Kung av fadon - Fernando Maurício (Theme fado 3. King of the fado - Fernando Maurício), Domingo, 18, às 1 P.M., terça feira, 20, às 11:30 A.M. Para ouvir, é necessário ter instalado, no computador, o Windows Media Player or Real Player. Abrindo a página http://sverigesradio.se/p2/, e querendo ouvir em directo, basta clicar em "Lyssna direkt", à esquerda, por baixo do grande P2. Se quiser ouvir, em qualquer outra altura, durante os seguintes 30 dias depois da emissão, escolha "Lyssna igen" (Oiça de novo); depois escolha, ao centro, na lista de programas, "Om musik" (acerca da música) ; na página que a seguir lhe é apresentada, escolha então o programa que quer ouvir, neste caso, clicando em Tema fado e, já está!

Diga-me, depois, se gostou.

Bons Fados!

domingo, abril 04, 2010

PÁSCOA - PESSACH

A todos quero desejar uma Santa Páscoa, no sentido litúrgico-cristão do termo, de morte e renascimento, da Ressurreição,
mas também no seu mais primitivo significado judaico, de Libertação do povo e, assim, de cada um...
Uma Páscoa que seja uma Passagem, em todas as vertentes da Vida, acompanhando a transição do sombrio Inverno para a radiosa Primavera... Renascimento, Renovação que esta belíssima letra, que aqui lembro, tão bem ilustra

terça-feira, março 30, 2010

Ai! O amor das do Fado!...

Ainda as Divas... cujo amor é tema de Fado, para além das próprias o serem igualmente
Um mote de Júlio Dantas, glosado por Frederico de Brito.

Ai! O amor das do Fado!...
Não há nenhum como o delas:
baixo, que arrasta no chão,
alto, que chega às estrelas!
*
Amor que, às vezes, nos prende
numa prece ou numa praga;
e, afinal, nunca se vende!
Ou se entrega,... ou não se rende,
p'ra se dar, às furtadelas:
Um motivo p'ra novelas,
Um romance que dá brado!
Ai! O amor das do Fado,
não há nenhum como o delas!
*
Esse amor que é riso e pranto
e que tem de património,
ora a capa do demónio,
ora a túnica dum santo,
tanto pode ser encanto,
como barro das vielas;
tanto é gelo a arrefecê-lo,
como é lava de vulcão:
baixo, que arrasta no chão,
alto, que chega às estrelas!

domingo, março 28, 2010

TEREZINHA ALVES - "Perfil da tua imagem"

VÍDEO DE HOMENAGEM

"A Voz Quente do Fado", Terezinha Alves, essa voz que aquece a alma, interpreta, de António Campos e Jorge Barradas, "Perfil da tua imagem".

Aqui encontra mais informação acerca desta conceituada fadista http://terezinha2008.blogspot.com/ , blog a que recorri, para a realização deste vídeo, bem como a essa preciosa fonte de informação que é o http://fbfadoporto.blogspot.com/ e ainda a esse não menos precioso e inesgotável repositório de imagem que é a Galeria de Claudia Tulimoschi.

Obrigada a todos e Bom Domingo!

quinta-feira, março 25, 2010

MARIEMA - "Tenho ciúmes do Fado"

(1966)

http://puraterylenevirgem.blogspot.com/search?q=mariema


HOMENAGEM A MARIEMA


A Junta de Freguesia de Carnide, no âmbito das comemorações DO DIA MUNDIAL DO TEATRO, vai, no próximo dia 27 do corrente, pelas 15.30h, homenagear a

GRANDE VEDETA DA REVISTA, MARIEMA

Nesse sentido, irá ser inaugurada a escultura da autoria de Nuno Coutinho, à qual se juntam uma série de momentos que irão assinalar a vida da artista, excertos do espectáculo “AMÁLIA”, de Filipe La Féria, (com o apoio do Teatro Politeama) e inauguração da exposição sobre a vida e a obra da actriz (com o apoio de espólio cedido por Miguel Villa), que terá lugar no ESPAÇO BENTO MARTINS DA JUNTA DE FREGUESIA.
Mariema Mendes de Campos, de seu nome completo, nasceu no típico bairro de Campo de Ourique a 2 de Setembro, começou nas fadistices por brincadeira e um dia, num dos restaurantes onde cantava para amigos, foi escutada pela fadista Deolinda Rodrigues que logo nela falou para a levarem para o teatro de revista.
Estreou-se no Parque Mayer, ainda no antigo pavilhão português, na revista “É REGAR E PÔR AO LUAR”
Seria no Teatro Maria Vitória, na revista “SOPA NO MEL”, que criaria o seu maior sucesso de sempre “ O FADO MORA EM LISBOA”; a partir daqui nunca mais parou, criando no teatro rábulas de grande êxito e sucessos que ainda hoje andam de boca em boca “LISBOA, PRINCESA DO TEJO”, “MARUJINHO”, “ALFACINHA DA GEMA”, entre muitos outros.
Foi cabeça de cartaz de centenas de revistas no Parque Mayer, trabalhou com Filipe La Feria nos espectáculos “Amália”, “ My Fair Lady”
No cinema participou no filme “Bonanza & Companhia”, na televisão participou em programas de “Melodias de Sempre”, “Grande Noite” e actualmente em “ Conta-me Como Foi”
Ao longo da sua carreira fez imensos espectáculos como fadista e actriz de norte a sul do país e no estrangeiro integrada no elenco de várias revistas.
Mariema é actualmente a última grande vedeta da revista do seu tempo viva e ainda no activo
Participou recentemente na companhia “Artistas Unidos” na peça “Seis personagens à procura de um autor” que esteve em cena no teatro São Luíz.
Contamos com a vossa colaboração na promoção e divulgação desta iniciativa para mais informações:

Junta da Freguesia de Carnide
Morada: Largo das Pimenteiras 6ª, 1600-576 Lisboa
João Oliveira-
joao.oliveira@jf-carnide.pt
Catarina Pereira- catarina.pereira@jf-carnide.pt
ou
Miguel Villa-
miguelvilla@iol.pt
Tlms: 91 727 15 11 ou 96 497 29 94
(Texto recebido de Miguel Villa)


VÍDEO DE HOMENAGEM

terça-feira, março 23, 2010

JOÃO PEDRO - "Lenda da Fonte"

VÍDEO DE HOMENAGEM

João Pedro é o fadista que hoje lembro, com o seu enorme êxito de estreia em 1995, "Lenda da Fonte", de Domingos Silva, que foi uma criação de Natalino Duarte.

Em 2004, aquando do lançamento do seu segundo CD, "Fado Sentido", a Lusa disso deu notícia, que pode ler aqui http://macua.blogs.com/o_fado_e_portugal/2004/10/fado_sentido_ma.html

Que será feito agora deste promissor fadista?!...

domingo, março 21, 2010

ALZIRA CANEDE - "Vai lá falar"

VÍDEO DE HOMENAGEM



http://www.youtube.com/watch?v=Y_zbfCzThEI

Conheci a Alzira Canede, há já alguns anos, n' "A Viela", onde muitas vezes ouvi o Sérgio interpretar este fado, acompanhado pelo autor da música, Amadeu Ramin (viola) e habitualmente pelo outro instrumentista residente, o Acácio Rocha (guitarra); ouvi várias versões acerca do autor da letra que, no fonograma utilizado, vem indicado pela sigla D.R. (Direitos Reservados), cuja descodificação é sempre difícil de explicar aos estrangeiros... (vá-se lá perceber porquê!...) Adiante. Hoje, deu-me para ir confirmar à B.D. da S.P.A. a informação que colhi no fonograma e reparei, então, que o Sérgio tinha passado de intérprete a... autor!..., embora "sem Categoria", sendo declarado um outro autor "com Categoria", o Laiert (?) dos Santos Brito Neves..., isto na suposição de que se trata da mesma letra, claro!..., mas até parece que sim, uma vez que figura como único compositor desta obra, de "género indefinido", o meu querido amigo e notável violista, que Deus haja, Amadeu Ramin... Já seria demasiada coincidência!

quinta-feira, março 18, 2010

LUZ SÁ DA BANDEIRA - "Fado espanhol"

VÍDEO DE HOMENAGEM


O "Fado espanhol" magnificamente interpretado por Luz Sá da Bandeira

http://jjsilva.bloguedemusica.com/r352/Luz-Sa-da-Bandeira/


Autoria, conforme indicação na B.D. da S.P.A.



Na sequência dos verbetes anteriores, ainda as tão importantes autorias!...