quinta-feira, maio 28, 2009

CARMENCITA AUBERT




















"Nestes olhos bem espanhóis, há a nostalgia do fado lusitano"
Nascida em Espanha - Barcelona, Carmencita / Carmelita Aubert morreu em Portugal, em 1979, país que adoptou e escolheu para viver durante uma parte significativa da sua vida.

Figura de 1º plano do Teatro e da Canção, em Espanha e em Portugal, Carmencita Aubert também cantava o fado; infelizmente, não tenho qualquer registo de fado da Aubert nem imagino se haverá; podemos contudo ouvi-la interpretando os tangos "Mi vida" e "Un compadrito fue" aqui http://www.todotango.com/english/creadores/caubert.asp
acompanhado de uma nota biográfica.
Também muito interessante e esclarecedor o artigo da Canção do Sul...
Aqui fica a minha homenagem a esta Catalã de alma Lusa, de quem Berta Cardoso, sua contemporânea, falava com muita admiração e carinho.

sábado, maio 16, 2009

VASCO RAFAEL - "Que fazes aí Lisboa"


"Que fazes aí Lisboa", da autoria de Arlindo de Carvalho e de Mário Gonçalves, a recordar Vasco Rafael.
"Vasco Rafael Simões de Sá Nogueira, nasceu em Angola na província de Moçamedes.
Começou com cançonetista, tendo um início de carreira difícil, até que é convidado de um espectáculo publicitário que se realizava num dos cinemas de Luanda, “Chá das Seis” onde começa a ser notado e vem a atingir um assinalável êxito.
Vem para Portugal e sente as dificuldades de um novo inicio de carreira. Beatriz da Conceição apresenta-o a uns empresários no Porto e lá fica a actuar durante cerca de um ano, é no Porto que grava o seu primeiro disco.
Vem para Lisboa contratado para o elenco do “Painel do Fado”, seguidamente é convidado por Sérgio de Azevedo para actuar no “Frou Frou” , agradou ao empresário que logo o convida para a revista “Ó da Guarda”, onde obtém o seu maior êxito de sempre com o Fado “ROSEIRA BOTÃO DE GENTE” com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Paulo de Carvalho, gravado em 1981 para Rádio Triunfo
Faz ainda parte do elenco da revista “A Aldeia da Roupa Suja”, mas deixa as revistas porque acha que o prendem muito tempo no mesmo local.
Tem algumas deslocações ao estrangeiro.
Já com poetas de relevo a escreverem para ele, realçando Ary do Santos, Vasco de Lima Couto, etc. grava mais uma série de EP e LP.
É contratado para as Arcadas do Faia, onde se mantém até à sua morte prematura.
Estejas onde estiveres Vasco Rafael, recebe esta pequena homenagem da “Linhagem Marceneiro”"

in lisboanoguiness
VÍDEO DE HOMENAGEM

quinta-feira, maio 14, 2009

JAIME SANTOS E MIGUEL RAMOS

















Um apontamento sobre estas duas grandes figuras do Fado - o guitarrista Jaime Santos e o violista Miguel Ramos.




















E dois sonetos da autoria do fadófilo, jornalista e poeta ARMANDO NEVES, autor, entre muitas outras, das letras dos Fados "A Cruz de Guerra" e "Fado Berta", ambos musicados por MIGUEL RAMOS, do repertório de BERTA CARDOSO.

sábado, maio 09, 2009

ANITA GUERREIRO - "Senhora da Saúde"

Plat.

Nota biográfica:
Uma das atracções mais típicas e queridas da revista, Anita Guerreiro continua ainda hoje a trabalhar e a ser uma autêntica preferida do público, embora actualmente na televisão, onde participa regularmente em telenovelas e séries de comédia. Tal como muitos outros, Anita Guerreiro começou, com apenas sete anos, por ser uma das "miúdas", fadistas infantis que ficavam identificados com o bairro de onde vinham - sendo "a miúda do Intendente", bairro onde nasceu em 1936. Com apenas quinze anos de idade, em 1952, Anita Guerreiro (nome artístico, pois o seu verdadeiro nome é Bebiana Cardinalli) concorria a um passatempo do popular programa radiofónico Combóio das Seis e Meia. Espantado com o que ouvia, o produtor do programa, Marques Vidal, convidou-a imediatamente para se juntar ao elenco e, poucas semanas depois, estreava-se como fadista no Café Luso. E antes de completar os vinte anos, era já vedeta de revista, género em que se estreou em 1955. A Anita Guerreiro se deve a criação de um fado-canção que ficou na boca do povo e até Amélia gravou: Cheira a Lisboa, que criou em 1969 na revista Peço a Palavra. Ironicamente, pouco depois desse sucesso colossal, Anita Guerreiro afastou-se da revista durante mais de uma década, apenas regressando em 1982. Manteve-se entretanto activa como fadista, cantando em casas de fados e actuando no estrangeiro.
Com letra de Francisco Radamanto é este fado que Anita Guerreiro interpreta no Fado Alcântara, de Raul Ferrão - "Senhora da Saúde", a Nossa Senhora do Fado!
Vídeo de Homenagem

quinta-feira, maio 07, 2009

LEMBRAR FERNANDA BAPTISTA





“Eu sou Fernanda Baptista
nasci para o Fado e para a Revista”



FERNANDA BAPTISTA, FADISTA E ACTRIZ,
NASCEU NA FREGUESIA DE SANTA CATARINA, EM LISBOA, A 7 DE MAIO DE 1919. COMEMORARIA ESTE ANO, SE FOSSE VIVA, 90 ANOS DE IDADE. 65 DELES DEDICOU-OS AO QUE MAIS GOSTAVA DE FAZER CANTAR O FADO E FAZER TEATRO DE REVISTA.
DEIXOU-NOS A 24 DE JULHO DE 2008, FICANDO O PANORAMA ARTÍSTICO MAIS POBRE.
PARA ASSINALAR A PASSAGEM DO SEU 90º ANIVERSÁRIO MIGUEL VILLA E A JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS-O VELHO NA MADRAGOA ,IRÃO APRESENTAR UMA EXPOSIÇÃO COM O TITULO
“EU SOU FERNANDA BAPTISTA, NASCI PARA O FADO E PARA A REVISTA” COM INAUGURAÇÃO MARCADA PARA O PRÓXIMO DIA 25 DE MAIO PELAS 18H NO ESPAÇO DE EXPOSIÇÕES DA CITADA JUNTA -(RUA DA ESPERANÇA 49-LISBOA)
A EXPOSIÇÃO, COMPOSTA POR ESPÓLIO DE MIGUEL VILLA, RECORDARÁ O PERCURSO DA FADISTA AO LONGO DE 65 ANOS DE CARREIRA ARTÍSTICA COM FOTOS DE CENA, CARTAZES CARICATURAS DA FADISTA, GUARDA ROUPA E ADEREÇOS VÁRIOS. A EXPOSIÇÃO FICARÁ PATENTE ATÉ 28 DE JUNHO, DIARIAMENTE, ENTRE AS 14 H E AS 19H E TEM ENTRADA LIVRE.

FERNANDA BAPTISTA A CRIADORA DO TEMA “FADO DA CARTA” TEVE UM CARREIRA PREENCHIDA E CHEIA DE SUCESSOS NO TEATRO DE REVISTA COMO ATRACÇAO E TAMBÉM COMO ACTRIZ. PARTICIPOU EM 48 REVISTAS, 2 COMÉDIAS E 3 OPERETAS. FEZ AINDA UMA PARTICIPAÇÂO ESPECIAL NO FILME “ SOL E TOUROS” AO LADO DE AMÁLIA RORIGUES E MANUEL DOS SANTOS.
ESCREVERAM PARA ELA OS MELHORES AUTORES E COMPOSITORES DA ÉPOCA COMO JOÃO NOBRE , EDUARDO DAMAS OU MANUEL PAIÃO SÓ PARA CITAR ALGUNS.
FEZ IMENSAS DIGRESSÕES AO ESTRANGEIRO ATINGINDO SEMPRE GRANDE SUCESSO.
A SUA PRESENÇA NA TELEVISÃO FOI ENORME AO LONGO DOS ANOS PARTICIPANDO EM VARIADÍSSIMOS PROGRAMAS.
FOI MADRINHA DE VÁRIAS MARCHAS POPULARES INCLUINDO NOS ÚLTIMOS ANOS MADRINHA DA MARCHA DA MADRAGOA, FICANDO MESMO DEPOIS DE JÁ NÃO DESFILAR COMO MADRINHA HONORÁRIA.
EM 1996 TEVE NO TEATRO SÃO LUÍZ A SUA FESTA DE CONSAGRAÇÃO
E EM 2005 RECEBE NO MESMO PALCO DAS MÃOS DO ENTÃO MINISTRO DA CULTURA A COMENDA DE ORDEM DE MÉRITO,NO TEATRO POLITEAMA A 27 DE DEZEMBRO DE 2005 FOI DESCERRADA UMA PLACA COMEMORATIVA DA SUA PASSAGEM PELO MUSICAL DE FILIPE LA FERIA “A CANÇAO DE LISBOA”
EM FEVEREIRO DE 2008 NA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA RECEBE PELAS MÃOS DO PRESIDENTE DA CÂMARA A MEDALHA DA CIDADE DE LISBOA.
DESPEDIU-SE DEFINITIVAMENTE DOS PALCOS NUMA PARTICIPAÇÃO ESPECIAL A CONVITE DE FILIPE LÁ FERIA NO PALCO DO TEATRO POLITEAMA NO MUSICAL “ A CANÇÃO DE LISBOA” EM 2005/6.
ESTA EXPOSIÇÃO CONTA COM O APOIO DA JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS-O-VELHO,TEATRO MARIA VITÓRIA E TEATRO POLITEAMA


PARA MAIS INFORMAÇÕES, MARCAÇÃO DE ENTREVISTAS PARA PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO DESTA EXPOSIÇÃO
CONTACTE MIGUEL VILLA
TLMS
91 727 15 11
96 497 29 94

OU POR MAIL

MIGUELVILLA@IOL.PT


DESDE JÁ OBRIGADO PELA ATENÇÃO DISPENSADA
CONTO COM O VOSSO APOIO NA DIVULGAÇÃO E PROMOÇÃO.

MIGUEL VILLA




Agradeço o contacto de Miguel Villa, editor do fotolog
que me enviou o cartaz e o texto acima, assim possibilitando a divulgação da exposição sobre esta grande figura do Fado e da Revista que hoje, uma vez mais, lembro, interpretando o "Fado do Toureiro", de Amadeu do Vale e de Raul Ferrão
VÍDEO DE HOMENAGEM

sábado, maio 02, 2009

JOÃO CASANOVA - "Quero que sintas que te quero"



















João Casanova, 40 anos de carreira, um veterano no fado!

A homenagem, que promete ser um excelente espectáculo de fado, realiza-se no Forum Lisboa, no próximo dia 10, das 15h às 20h., contando com a participação de vários fadistas e instrumentistas, cujos nomes pode visualizar melhor, clicando na imagem, para ampliar. O custo por bilhete, segundo me foi dito, é de 10 euros , podendo ser adquiridos nos locais indicados no cartaz.
Até lá, vamos recordando João Casanova, a interpretar este seu clássico, da autoria de Carlos Alberto C. Gonçalves.
VÍDEO DE HOMENAGEM

quarta-feira, abril 29, 2009

ALICE MARIA - "Velhinho Parque Mayer"


PARQUE MAYER!
A Catedral do Teatro de Revista, produto genuinamente português, cód.b. 560!...
Um produto em vias de extinção que alguns bravos resistentes, teimosamente, não deixam morrer... Bravo! Hélder Costa, Bravo! Marina Mota, Bravo! toda a equipa que mantém vivo o MARIA VITÓRIA.


VÁ À REVISTA!... VÁ AO TEATRO!... VÁ AO MARIA VITÓRIA!... VÁ AO PARQUE MAYER!...
E veja este vídeo
Vídeo de Homenagem
e ouça bem a letra deste fado interpretado por Alice Maria, cuja autoria se deve a Carlos Rocha e Paulino Gomes Jr. e que começa assim:
"Parque Mayer, meu amigo / Lisboa anda alvoroçada / Pois querem correr contigo / Donde ri à gargalhada..."

sábado, abril 25, 2009

PAULO BRAGANÇA - "Na ribeira deste rio"



Pode gostar-se ou não de Paulo Bragança, mas não se pode ignorá-lo!...
É belíssimo o CD que inclui este tema denominado "Na ribeira deste rio", da autoria de F. Pessoa e de M. Pacheco. Paulo Bragança é autor de grande parte das letras deste album de 1996, " O Mistério do Fado", que "celebra a maturidade da voz de Paulo Bragança", que dedica este seu trabalho a seu avô Manuel Afonso "com muito amor" e "a todos os Peregrinos que como ele cumprem em si mesmos Portugal".
algumas notas biográficas sobre este jovem que "escandalizou" os que não fecham os olhos para ouvir o fado... e que eu tanto gostaria de ouvir de novo, numa casa de fados, ao vivo e a cores!
Natural de Luanda, onde nasceu em 1968, vem para Bragança em 1978 e, 8 anos mais tarde, muda-se para Lisboa, onde ingressa na Faculdade de Direito...
É a diferença a sua marca por excelência que o impõe e lhe traça um percurso fulgurante, essa mesma diferença que ditará a sua "perdição"...
Para o Paulo Bragança, com um beijinho, este meu
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quinta-feira, abril 23, 2009

FADO MARIALVA




















Foi um evento muito agradável, e que encheu por completo o Auditório do Museu do Fado, o que ontem ali teve lugar para apresentação do livro FADO MARIALVA, da autoria do advogado, historiador, escritor, poeta e investigador António Manuel de Moraes (Dr.), prefaciado por Vicente da Câmara (Dom).


O livro, acerca do Fado e da Festa Brava, reflecte um sério trabalho de investigação nesses dois Universos e é, por certo, um dos mais completos, senão mesmo o mais acabado documento acerca da convivência dessas duas artes tão lusitanas, que fazem parte da mais genuína Cultura Portuguesa.
De facto, a palavra marialva contém, para além do seu mais pertinente significado de fidalgo, conquistador de mulheres, um outro mais oculto, mas sempre presente, o de que esse fidalgo leva uma vida marginal, convivendo com toureiros e fadistas.

E assim é que, duma ilícita união dum fidalgo marialva com a Severa, dessa insustentável paixão, porque socialmente reprovável, nasceu "o fado triste da Mouraria", como aventa Linhares Barbosa (que no Fado ficará conhecido como Príncipe dos Poetas), no conhecido e emblemático Tia Macheta, que todos conhecem na interpretação magistral de Berta Cardoso.

O nome marialva, tão exclusivo à lusitana Língua como o é também a palavra Fado e o vocábulo saudade, fica a dever-se, por certo, ao Marquês de Marialva; se bem que não seja esse o fidalgo pelo qual indaga a Severa à alcoveta Tia Macheta...

O marialva é um produto português! desgraçadamente em extinção, como as próprias sociedades rurais...

O gosto pelas coisas da terra, pelo cavalo e pelo touro, caracterizaram, de algum modo, parte da nobreza rural que "às portas" de Lisboa vivia e na cidade, onde buscava divertimento, plasmava esse seu estar, de homem civilizado mas simultaneamente selvagem, tão bravio como a própria Natureza a que pertencia... era ele o homem de uma força telúrica, admirado pelas frágeis donzelas e cortesãs urbanas que estimavam essa lusitanidade e esse porte altivo que copiara das giestas...

O marialva, esse produto 100% nacional que fez escola - o Marialvismo, mas que não se internacionalizou, terá, como seu congénere estrangeiro, o playboy, este de características bem urbanas, que, em vez do cavalo, se desloca a centenas de cavalos, que em vez de casa no campo tem apartamento numa qualquer das mais badaladas estâncias de veraneio, que não se dá com fadistas, antes com pop-stars e que toureiros nem vê-los, toiro é animal que não gosta de encontrar, nem na tela... de resto, animais só em louça ou então os da mesma espécie...
Do cruzamento de ambos, temos notícia do surgimento de uns novos espécimens - os marialvas playboys, de que iria falar seguidamente, mas que, a conselho avisado da minha gata, a Fifi, me escuso agora de escrever, até porque como muito bem disse a gata "nem vem a propósito... estás-te a passar! ... Esse programa é logo à noite na Sic. Fala é do livro para ver se acabas com o assunto, que não tens falado noutra coisa!..."
Gata manda, humano obedece!
Concluindo, então,

O Fado Marialva é, já pelo assunto, já pela qualidade, um livro indispensável na biblioteca de qualquer português ou de qualquer um com alma lusitana!

Parabéns por esta inestimável Obra!

domingo, abril 19, 2009

ELSA LABOREIRO - "Lisboa à meia noite"


















Porque hoje é dia do seu aniversário... Parabéns!
Fadista residente do Luso, hoje podemos também ouvi-la aqui a interpretar "Lisboa à meia noite", um fado da autoria de Artur Ribeiro e de António Mestre.
Beijinho!
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sexta-feira, abril 17, 2009

O Fado no S. Carlos - II










Anunciada Gala do Fado a transmitir pela RTP1, Internacional e África.

Para o Fado, abro excepção e aí estou eu, frente ao televisor, tentando confirmar aquela primeira impressão de que a Gala decorre no S. Carlos... sim, é o Teatro Nacional de S. Carlos! Boas!, disse cá pr'a mim e pr'á Fifi, a minha gata que, como eu, adora Fado... ora nem de propósito o meu post do passado dia 10, acerca da representação da peça "O Fado" no S. Carlos, em 1915!

Pelo que as câmaras mostraram, pareceu-me que a assistência se comporia exclusivamente por convidados e que muitos, ou não teriam recebido os convites, ou teriam ido a outros espectáculos, ou então são dos tais que, nem no S. Carlos, não ouvem Fado!... que pena que a sala estivesse tão vazia!

Quanto aos fadistas, de que não se disse qual o critério de escolha, a abrir tivémos a Ana Moura, que quase não reconheci naquele seu novo visual, mas que continua a ser, para mim, a mais tradicional e autêntica das fadistas da sua geração; a fechar, o "tio" João Braga, que esteve muito bem, como só ele sabe, digam o que disserem, a brindar o poeta Alegre com duas letras de sua autoria... o que, nem por isso, lhe transformou o semblante pesado que em nada fazia jus ao apelido que carrega... "a vida costa!..."; a Carminho, acompanhada ao piano... perguntava-me a Fifi "mas porquê?" "-sei lá, respondia eu, deixa ouvir, que mesmo assim vale sempre a pena...", mas de facto a Fifi estava cheia de razão e até duvidou que eu a tivesse quando lhe atirei com uma outra possível explicação "-quem sabe se não estará aqui a representar o "fado fino", o que se cantava em salões, acompanhado ao piano..."; O Gonçalo Salgueiro, tão lindo, meu Deus, a voz, então, uma voz singular, linda também... que pena só cantar coisas da Amália, ou quase... merecia repertório próprio, nem deve ter dificuldade em arranjar quem lho escreva...; Jesus!, a Kátia, com Kapa, porque é que não continua a cantar como dantes, com as mãos e os braços presos atrás das costas?... era preferível, a sério, era a diferença; assim com toda essa gestualidade tão exuberante e, por vezes, "complicada"... melhor só ouvir, muito bem!

Prontos! Passou rápido demais. Deverei confessar, em abono da verdade, que esperava mais, uma gala"em bom", em grande, sei lá!, demais no S. Carlos!
Por isso,

Não saí do lugar, embora a Fifi estivesse impaciente para ir deitar-se, porque a seguir teríamos "Mariza and the story of fado" e eu sempre queria ver do que se tratava. Deveria ter acedido ao bom senso da gata... que bem sabe que a curiosidade se não dá muito bem com a sua espécie (e nem com a minha, direi).

Não terá sido, contudo, tempo perdido; devo admitir que fiquei encantada, por ex., com a prestação do Nery, que mostrou ser tão exímio a falar inglês, quanto o pai a tocar guitarra; a Mariza também se safa muito bem nesse idioma, sim senhor! agora, propriamente no que respeita à história do fado... é que me pareceu que nem mesmo a Salwa tivesse salvo a situação...
Já que, por causa deste documentário, se não venha a "descobrir" daqui a cem anos que o Fado, afinal, teve origem em Moçambique e que foi trazido p'rá Mouraria por um casal que, vindo de lá, ali se estabeleceu e tal e treta... já não será mau, valha-nos Deus!.... O fado já tem tantas hipotéticas origens... só faltaria essa!...
De relevar as belas imagens que este documentário, com selo da BBC, oferece.
Quanto ao resto, talvez eu não tenha percebido bem a história do fado, que os especialistas entenderam contar, não só porque domino mal o idioma de Shakespeare, mas também porque tinha que estar constantemente a ler as legendas à Fifi, o que, quer se queira quer não, desconcentra.
Dormi foi muito melhor com aquela certeza que o fado tinha vindo do Brasil!... Obrigada, senhores investigadores! Agora, sim, já se fica a perceber até muito melhor a história das novelas e assim... É confortável ganharmos certezas, tanto mais dada a dificuldade de as obter.
A vós, muito agradecida!

quinta-feira, abril 16, 2009

VOZ DE OIRO
















A "Voz de Oiro" do Fado - assim foi apelidada e assim ficará conhecida na História do Fado, a genial Berta Cardoso - não apenas em Lisboa, mas também no Porto, em todo o Continente e nas Ilhas, também no Brasil, em Espanha... e em África (1933).
Sobre esta importante figura do Fado, saiba mais aqui - http://www.bertacardoso.com/
Mariza, provavelmente a mais conhecida voz do Fado da actualidade, fez-se ouvir em Nashville, reconhecida "pátria" do country.
Haverá realmente interesse pelo Fado, em Nashville, nos Estados Unidos?, pergunta-se
Neste artigo http://www.anosaterra.org/nova/mariza-e-o-fado-na-music-city-.html, a resposta de Anton García-Fernández
o vídeo do fado premonitório - "Canção de Lisboa" ou "Fado Chic", uma letra de Luiz da Silva Gouveia, interpretada por Fernando Farinha na música do "Fado do estudante" .

sábado, abril 11, 2009

"DIA DE PÁSCOA" - Frutuoso França



















Desejando a todos uma Santa Páscoa, aqui fica mais este fado, a que já me referi em post anterior, aí se encontrando transcrita a letra



A interpretação é de Frutuoso França e a autoria, quer da letra, quer da música é do D.P.
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sexta-feira, abril 10, 2009

"O Fado" no S. Carlos




















Isso mesmo! "O Fado" no Teatro S. Carlos, em 1915

in Ilustração Portuguesa, Mar. 1915

sábado, abril 04, 2009

ALFREDO MARCENEIRO e MARIANA SILVA - "Amor campestre"



Escolhi este fado para, finalmente, exemplificar uma desgarrada. Cantar à desgarrada, significa cantar ao desafio, o que pode acontecer entre duas ou mais pessoas, sendo a letra, geralmente, improvisada e cantada, ou no Mouraria, ou no Corrido. Neste caso, a desgarrada é entre Mariana Silva e Alfredo Marceneiro, que é também autor da música e, embora o fado tenha sido gravado ao vivo, a letra não foi de improviso, é do consagrado poeta Henrique Rego.

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terça-feira, março 31, 2009

CARLOS MACEDO - "Até o Rei ia ao Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Este fado, que recorda a figura do Rei D. Carlos e o seu gosto pela Arte e respeito pela Tradição, é da autoria de Tó Moliças e de Carlos Macedo, que também o interpreta.
Para saber mais sobre o fadista e guitarrista Carlos Macedo, pode consultar

domingo, março 29, 2009

El-Rei e O Fado



























Eis um interessante artigo de Rocha Martins, que nos fala do Fado, de El-Rei D. Carlos e do seu Mestre de guitarra, João Mª dos Anjos. Alguma razão terá quem sustenta que "Até o Rei ia ao Fado"...

Excelentes, as caricaturas de D. Carlos, da autoria do Mestre Rafael Bordalo Pinheiro.

sábado, março 28, 2009

MARIA JOSÉ VALÉRIO - "O Fado"


Maria José Valério
http://www.forumscp.com/wiki/index.php?title=Maria_Jos%C3%A9_Val%C3%A9rio

interpreta "O Fado"
VÍDEO DE HOMENAGEM



da autoria de Guilherme Pereira da Rosa e de Frederico Valério
http://www.macua.org/biografias/fredericovalerio.html

Tendo sido casada com o toureiro José Trincheira, aproveito para aqui o recordar, através deste belíssimo pasodoble-fadista, em sua homenagem e da Festa Brava, http://jjsilva.bloguedemusica.com/8224/Maria-Jose-Valerio-Jose-Trincheira/

segunda-feira, março 23, 2009

CHICO MADUREIRA - "Fado verdade"


"Quando um Fado for a voz / Dum Povo que chama e grita / Pode ser juiz, algoz / Mas nunca canção maldita

Quando um Fado for um credo / Quando for acto de fé / Será estrela, manhã cedo / Mas nunca falsa maré

Quando um Fado for maré / Maré-alta de verdade / Quem cantar fica de pé / Diz tudo sem falsidade

Quando um Fado for penhor / Da palavra que foi dita /Será fado mais amor / Mas nunca canção maldita"

De Silva Ferreira e de António Chaínho, este "Fado verdade" na voz de Chico Madureira

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sexta-feira, março 20, 2009

SAUDADE DOS SANTOS - "Raínha do Douro"


Lembrando, com saudade, Saudade dos Santos, que, com Júlio Vieitas, assina este fado que também / tão bem interpreta, aqui se lembra igualmente a Invicta, a Rainha do Douro, o Porto, que tantos e tão bons fadistas tem dado, a todos prestando a nossa homenagem

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domingo, março 15, 2009

RAUL DIAS - "Fado estrangeirado"


Que será feito do Raul Dias?

Desde que saiu da Parreirinha, cujo elenco integrou durante algum tempo, nunca mais soube dele.

Aqui fica este fado na sua voz, da autoria de Lopes Victor e de João B. Magalhães.

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sexta-feira, março 13, 2009

ESMERALDA AMOEDO - "Fumar é matar saudades"


O Menor, com uma curiosa letra de Ary dos Santos, na voz de Esmeralda Amoedo.
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/88195.html
Embora o som não esteja nas melhores condições, achei que, mesmo assim, valeria a pena lembrar esses tempos em que fumar não era um comportamento reprovável (antes pelo contrário...) e comparar essa realidade com a que hoje se vive. Como diria o Poeta "Mudam-se os tempos / Mudam-se as vontades"...
"Fumar é matar saudades" ou também "Fumar mata"!

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D.L.69

domingo, março 08, 2009

JOÃO FERREIRA-ROSA - "Os lugares por onde andámos"


João Ferreira-Rosa, o "mais famoso dos amadores" fadistas, canta, no Fado Franklim de Quadras, uma letra de sua autoria.
VÍDEO DE HOMENAGEM

Duas ligações para este fadista; este interessante artigo, de 2004, da fadista Valéria Mendez
http://fadista-valeria-mendez.weblog.com.pt/arquivo/046264.html

e estoutro da Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Ferreira-Rosa

sábado, março 07, 2009

DEOLINDA RODRIGUES - "Madragoa"

Plat.66

Mais um fado a um Bairro de Lisboa, este com autoria de J.Bastos e Frederico Valério, na voz de Deolinda Rodrigues
Sublinha-se a presença, no vídeo, de algumas fotos da Madragoa com assinatura desse extraordinário fotógrafo que é Dias dos Reis.
De facto, esta geração de fadistas tinha mulheres lindíssimas! Repare-se como Deolinda Rodrigues continua bonita.
VÍDEO DE HOMENAGEM



Plat.51

domingo, março 01, 2009

FILIPE DUARTE - "Não digam ao Fado"


"Não digam ao Fado / Com ar de disfarce / Que é baixo, que é reles / Que não tem valia / Que aprenda ciências / Que vá doutorar-se / Que seja poeta / Mas doutra poesia..."
sábias palavras estas, de Frederico de Brito, o Britinho, a quem também se deve a música deste fado, interpretado por Filipe Duarte
Por favor, "Não digam ao Fado que vá doutorar-se"; já temos suficientes doutores e catedráticos do/no Fado!....... só nos falta Britinhos, Linhares , Condes, Regos, Bottos, Neves...
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sábado, fevereiro 28, 2009

MARIA DO CARMO (Alta) - "Os beijos são como as rosas"





VÍDEO DE HOMENAGEM


Gravado em 1929, este fado cantado por Maria do Carmo Alta, uma das consagradas cantadeiras que pertence à História do Fado das primeiras décadas do séc. XX, integra o Vol.I - Fado de Lisboa (1928-1936), da colecção "Arquivos do Fado", editada em Portugal pela Tradisom , de que é Director José Moças.
A música é da própria Maria do Carmo, que se acompanha à guitarra e a letra, de Adriano dos Reis, diz assim:
Os beijos são como as rosas / Têm espinhos e perfumes / As pétalas nascem da alma / E os espinhos do ciúme
Na capela do meu peito / Tenho a saudade escondida / Fechada no coração / Pela chave da minha vida
Meu sonho é o triste Fado / O Fado que eu tanto adoro / Quando geme uma guitarra / Pensam que canto, mas choro!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

ÍDOLOS DO FADO




Uma Antologia que bem merecia ser reeditada, prefaciada pelo ilustre escritor e jornalista Artur Inez e que o autor, A. Victor Machado, inicia com a seguinte "dedicatória":

"Em João Black, Avelino de Sousa, João Linhares Barbosa, António Garcia, João Reis, Maria do Carmo, Ermelinda Vitória, Fortunato Coimbra, António Pedro Machado, Reinaldo Varela e Francisco Miguel Ramos, lídimos paladinos do Fado, abraço todos os poetas, jornalistas, cantadeiras, cantadores, guitarristas e violistas, novos e da velha guarda, que hajam contribuído ou venham a contribuir na nobilitação e engrandecimento da linda Canção lusa.

Lisboa, 1937 "

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

JOAQUIM CORDEIRO - "Zé caloteiro"



















Interpretado por Joaquim Cordeiro, este fado tem letra de Domingos Gonçalves Costa e música de Carlos Dias
VÍDEO DE HOMENAGEM

Aqui http://fadous.blogspot.com/search/label/joaquim%20cordeiro pode encontrar mais informações acerca deste fadista
e também este interessante artigo http://motg.blogs.sapo.pt/arquivo/2007_01.html que lembra uma festa de verão em Mouriscas - Abrantes, em que participou, entre outros, o Joaquim Cordeiro.

domingo, fevereiro 22, 2009

HELENA VALENTE - "Ronda fadista"



Uma ronda pelos bairros de Alfama, Madragoa, Bairro Alto, na voz de Helena Valente, com letra e música de Clemente J. Pereira e de Eduardo César.


"Para recordar o passado / O fadista está presente / Cantando, em bairros do Fado, / Lisboa de antigamente / De Alfama, canta as vielas / Da Madragoa, as varinas / E do Bairro Alto, aquelas / Janelas com tabuínhas"


VÍDEO DE HOMENAGEM

sábado, fevereiro 21, 2009

NUNO DE AGUIAR - "As duas rosas"


Hoje, lembramos Nuno de Aguiar http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/67181.html
e a sua voz, neste fado, com letra de A. Martins, interpretado no Fado-Marcha de João Mª dos Anjos
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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

FLORINDA MARIA - "Louca saudade"


















Interpretado por Florinda Maria, este fado, que canta a saudade, tem letra de Luís Simões e música de Casimiro Ramos.


VÍDEO DE HOMENAGEM



OU


http://www.youtube.com/watch?v=De7tW_RSQLg

Aqui encontrará alguns dados biográficos da, hoje, homenageada, que é prima das fadistas Vicência Lima e Mariana Silva
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/59613.html


terça-feira, fevereiro 17, 2009

Indumentária Fadista























Esta informação de deliberação, tomada pela direcção da "Canção do Sul", data de 1937. Desde então, quanta água passou por debaixo das pontes!...

Quais serão, presentemente, os símbolos do Fado!?

Sim, que quanto a indumentária fadista, estamos conversados!...

Definitivamente, a tradição também já não é o que era!

domingo, fevereiro 15, 2009

JOÃO CABRAL - "Nem sempre acontece Fado"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Aqui, Fado acontece!

Artur Ribeiro escreveu, João Cabral interpreta; a música é de João Mª dos Anjos.

A letra está aqui http://fadocravo.blogspot.com/2007/04/blog-post.html

Não encontrei dados biográficos disponíveis sobre este fadista; se alguém tiver algumas informações que queira partilhar, antecipadamente agradeço.

sábado, fevereiro 14, 2009

TERESA SILVA CARVALHO - "Choram meus olhos"


Não sei se ando distraída, mas tenho a sensação de não ouvir falar de Teresa Silva Carvalho há bastante tempo. Creio que, nos painéis do Museu do Fado, a sua foto se encontra, entre as demais, a assinalar e lembrar a sua presença no Fado e o seu valioso contributo que, como muito bem refere Ary dos Santos, foi importante, não só como intérprete, mas também como compositora, para além do facto assinalável de escolher criteriosamente o seu repertório.
Este fado, com letra de António Botto, acerca do qual vos recomendo o visionamento desta exposição virtual http://www.bmab.cm-abrantes.pt/Ant%C3%B3nio%20Botto/.%5CExposicaoBotto.htm, é disso exemplo.
Espero que o vídeo esteja à altura da intérprete homenageada e dos autores
VÍDEO DE HOMENAGEM

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

domingo, fevereiro 08, 2009

CANTAR AO FADO



















...a opinião de Mário Saa, ilustre escritor e investigador, acerca da discutida e discutível origem do Fado.
(CS1937)

sábado, fevereiro 07, 2009

EDUARDA MARIA - "Papoilas"


O Barão de Ortega escreveu, D. João de Noronha fez a música e Eduarda Maria canta este fado que foi criação e é do repertório de Mariana Silva.

Em vão tentei obter mais informação sobre a fadista; contactei familiares, mas pouco adiantaram para além do que já informara o Lisboanoguiness
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/134963.html

No entanto, consegui um contacto e solicitei ao amigo Vitor Marceneiro que promova a investigação; estou segura que alguma coisa descobrirá e que, a seu tempo, publicarei neste espaço.
Como há pedidos de publicação das letras, aqui vai ela
Papoilas que o vento agita / Não me canso de vos ver / Há lá coisa mais bonita /Que ser simples sem saber
Ceifeiras do Ribatejo / Com saias de rubra chita / Lembra-me, quando vos vejo, / Papoilas que o vento agita
Morenas, lindas moçoilas / Vivem p'ró campo viver / Entre o trigo e as papoilas / Não me canso de vos ver
Alegres, bailando vão / Para a tarefa bendita / Entoando uma canção / -Há lá coisa mais bonita!
Ignoram sua beleza / Não têm espelho p'rá ver / -Há lá tamanha grandeza / Que ser simples sem saber!
VÍDEO DE HOMENAGEM

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

NATALINO DUARTE - "Porque gosto do fado"


Natalino Duarte, uma voz também recordada por Vitor Duarte Marceneiro, no seu blog
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/95134.html, a quem, mais uma vez, endereço os meus agradecimentos, bem como a Fernando Batista do utilíssimo blog http://fbfadoporto.blogspot.com/, pela preciosa colaboração.

Agradeço também a Julieta Estrela http://fadocravo.blogspot.com/2009/02/julieta-estrela-nao-digas-adeus.html#comments que quis honrar este blog com a sua colaboração, enviando mais alguns dados sobre Natalino Duarte. Ei-los:
"Natalino Duarte nasceu em Lisboa, em 1935, cidade onde veio a falecer em 21.02.2002.
Apresentou-se pela primeira vez em público aos 9 anos, vindo mais tarde a fazer teatro de rua, nas cegadas. Em 1957, foi o 1º classificado no concurso "Primavera do Fado", realizado no antigo Café Luso, na Travessa da Queimada, passando depois a fazer parte do seu elenco. Em 1964, participou em vários programas de televisão, tendo, num deles, actuado ao lado de D. Maria Teresa de Noronha.
Gravou 14 discos EP; em 1998, a Movieplay editou um CD com os seus principais êxitos, entre os quais "A Lenda da Fonte", de que foi o criador em 1959, da autoria de Domingos Silva.
Fez parte do elenco de várias casas de fado, estando, nos últimos tempos, ligado ao Pátio Alfacinha, como responsável pela direcção artística.
Era irmão do violista Carlos Duarte."
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terça-feira, fevereiro 03, 2009

JULIETA ESTRELA - "Não digas adeus"




















Aqui encontrará mais alguns dados acerca da fadista Julieta Estrela, que foi uma das fundadoras e é, actualmente, a Presidente da A.P.A.F. - Associação Portuguesa dos Amigos do Fado

Para ouvi-la, ao vivo, vá ao Fado Maior
"onde o bom fado e a boa mesa esperam por si"!
Ouçamos, então, "Não digas adeus", de Domingos Costa e de João Mª dos Anjos, por Julieta Estrela
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sábado, janeiro 31, 2009

ZÉ FREIRE - "Sonho afadistado"


Há uns anos atrás, aquando da edição de um vinil de Zé Freire, Fernando Peres apresentava assim o fadista- "Zé Freire sente o que canta. E sentir não é para quem quer. Por isso, tenho o maior prazer em o convidar a ouvi-lo: ele é um bom intérprete do mais belo e comovedor hino de ternura que se canta na minha terra".
Pena é que, por razões que desconheço, ande afastado das lides fadistas... Felizmente que ficaram estas gravações para podermos recordá-lo!...
Aqui, com este "Sonho afadistado", da autoria de Carlos Alberto França
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sexta-feira, janeiro 30, 2009

quarta-feira, janeiro 28, 2009

SÉRGIO - "Chinela perdida"


"Maria da Nazaré foi sozinha ao chafariz, foi calma e cheia de fé, mas lá, caiu-lhe do pé a chinela de verniz...." uma letra de J. Linhares Barbosa, a música é de Sérgio e J.Dâmaso. Sérgio, que durante vários anos foi o proprietário da casa de fados "A Viela", por onde passaram muitos dos grandes nomes da Canção Nacional e que alguém considerou mesmo o último reduto do Fado Tradicional... Ali, à Rua das Taipas.

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Plat.
 

domingo, janeiro 25, 2009

VICÊNCIA LIMA - "Outros Tempos, outro Fado"

Plat.

Vicência Lima começou a cantar, como profissional, no Solar da Madragoa, tendo sido seguidamente contratada para a Adega Mesquita.
Está em Paris cerca de dois anos n' "O Ribatejo" indo depois para Luanda como empresária do Restaurante/ Casa de Fados "O Forcado", por onde passaram muitos dos nossos conceituados fadistas. Nesses anos, em África, integrou o elenco de vários espectáculos, em Nova Lisboa, Carmona, Lobito...
Em Lisboa, esteve ainda no "Timpanas", n' "A Toca", na "Tipóia", "Lisboa à Noite", "Viela", "Poeta"...
Uma voz fadista, duma "geração" de fadistas - irmã de Mariana Silva e prima de Florinda Maria.
Hoje é dia do seu aniversário.
Com um grande abraço de Parabéns e desejo de longa vida com muita saúde, aqui fica esta recordação em jeito de homenagem.
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sexta-feira, janeiro 23, 2009

JORGE BARRADAS - "Motivos sobre a saudade"















Jorge Barradas, outro amigo que recordo com saudade interpreta, no Fado Carriche, esta letra de T. Silva.



Quando a saudade vier
Morar dentro do teu peito
Então é que vais saber
Todo o mal que me tens feito

Não sabes avaliar
A dor que o meu peito sente
-Porque é que vamos gostar
De quem não gosta da gente?

Saudade, poema lindo
É como a rosa em botão
Quanto mais se vai abrindo
Mais perfuma o coração

Perguntaste o que é saudade
Meu amor, vou-te dizer
- Saudade é tudo o que fica
Depois de tudo morrer

A saudade foi-se embora
Não voltaste naquele dia
E eu sinto saudade agora
Da saudade que sentia.

Com apenas 9 anos, em 1948, Jorge Barradas e Mª Amélia Marques, actualmente, Mª Amélia Proença - http://fadocravo.blogspot.com/2008/07/m-amlia-proena-campinos.html, são considerados a revelação do grande Concurso de Portugal, interpretando o tema que Carlos Conde escreveu propositadamente para eles, "A maior das simpatias".

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terça-feira, janeiro 20, 2009

LÍDIA RIBEIRO - "Viver em Lisboa"


É de Carlos Alberto França a autoria deste fado que bem poderia intitular-se "Que bom que é viver em Lisboa"!... que até um castelo tem/que é verdadeiro...
Discutível ?, mas o que é que o não é?...
A interpretação é da belíssima Lídia Ribeiro.
http://www.fotolog.com/parquemayer1/52135607

Como há pouquíssima informação na Net acerca desta fadista, que é mãe de Teresa Guilherme, aqui se reitera o apelo para, querendo, disponibilizar mais informação para constituir uma pequena biografia.

Após este meu repto, o amigo Vitor Marceneiro, que não é de se ficar, lançou mãos à obra, conseguiu encontrar a Lídia Ribeiro, entrevistá-la e daí resultou este fantástico documento que veio preencher uma lacuna na História do Fado
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domingo, janeiro 18, 2009

TONY DE MATOS - "Fica comigo saudade"



Este fado traz-me gratas recordações do "Nónó" e do meu amigo Jorge Barradas que nunca se esquecia de mo dedicar. Luís de Campos, que, regressado do Brasil, também por lá aparecia frequentemente, é o autor desta belíssima letra que Tony de Matos tão bem interpreta no Fado dos Sonhos.

Creio que muitos, como eu, não terão pejo de considerar Tony de Matos como fadista, embora profissionalmente se dedicasse mais à canção - o "cantor romântico"; é que, tal como diz Vitor Marceneiro, "ele era fadista de alma e coração"...
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terça-feira, janeiro 13, 2009

JOAQUIM PIMENTEL - "Porque razão, coração"


















Recordar Joaquim Pimentel é prestar-lhe homenagem, mas também a toda a comunidade fadistóloga radicada no Brasil, terra por onde o Fado já anda há largas décadas...
Adélia Pedrosa é uma notável fadista, também radicada no Brasil há alguns anos, e que tem feito, com sua filha Cláudia, um importante trabalho de divulgação, mesmo a nível mundial; vale a pena visitar
http://mundofado.blogspot.com/

http://adeliapedrosa.blogspot.com/

Que o Fado continue a ser a Alma (e o coração) de Portugal no mundo!
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MARIA DO ESPÍRITO SANTO - "Quarto alugado"


Aqui http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/60411.html tem alguns dados biográficos de Mª do Espírito Santo que recordo, interpretando este fado da autoria de Joaquim Pimentel

Quarto alugado

Naquele quarto alugado
Numa rua de Lisboa
O tempo correu à toa
Resta apenas a saudade
A recordar o passado
De que a vida morreu
Não sou tua, nem és meu
Nem há, sequer, amizade
Daquele quarto alugado
Resta apenas a saudade

Naquele quarto alugado
Sem tristeza e sem dinheiro
Tendo o sol por companheiro
Só o amor lá vivia
Era feliz nosso fado
O mundo só para nós dois
Veio o ciúme e depois
Matou a nossa alegria

Daquele quarto alugado
Só ficou a nostalgia
Ao recordar o passado
Sinto que a vida morreu
Não sou tua, nem és meu
Nem há, sequer, amizade
Daquele quarto alugado
Resta apenas a saudade
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sexta-feira, janeiro 09, 2009

ISABEL DE OLIVEIRA - "Fado é Destino"



Da autoria de J. Proença e de F. Muñoz, "Fado é Destino", na voz de Isabel de Oliveira.

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sábado, janeiro 03, 2009

MANUEL DE ALMEIDA - "Omnipotência"



Mais uma voz do Fado, Manuel de Almeida, a interpretar uma letra muito curiosa de João Linhares Barbosa, no Pedro Rodrigues.
A nota biográfica fica a cargo, mais uma vez, do nosso amigo Vitor Marceneiro, do Lisboanoguiness
http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/117819.html

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/60925.html

Mais este vídeo para todos os que gostam de fado e para os que não gostam PASSAREM A GOSTAR...
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quinta-feira, janeiro 01, 2009

MARIA JOSÉ DA GUIA - "Não me venhas ver ao fado"


Para começar bem o ano, vamos lembrar esta grande fadista, criadora, entre outros, do fado "Maria sozinha"; mas é interpretando uma letra do Dr. Guilherme Pereira da Rosa, na música do Fado Zé Negro - "Não me venhas ver ao Fado", que vamos aqui lembrá-la...

P'rá notícia biográfica, mais uma vez vos remeto para o Lisboanoguiness

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/82351.html

Maria José da Guia, que tem uma rua em Lisboa com o seu nome

http://www.memoriascomvida.com/index.php?option=com_content&task=view&id=117&Itemid=88888908

BOM ANO!

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quarta-feira, dezembro 31, 2008

CÉSAR MORGADO - "Árvore de Natal"



Se é a este tipo de fado que alguns chamam "o fado da desgraçadinha", então aqui têm um..., mas eu chamar-lhe-ía antes o fado de quem não anda distraído e vê. Não é preciso procurar muito, para encontrar por aí, nessas ruas de Lisboa, do país, do mundo, imagens parecidas com as que escolhi para ilustrar esta "árvore de Natal dos que não têm guarida" e o que me parece estranho e desgraçado é que possamos conviver com a tristeza, a pobreza, a solidão, desviando o olhar, a fingir não ver, a fazer de conta que essa realidade já não existe, que tudo está melhor...
Com este Fado Menor, com letra de Tito Rocha, interpretado por César Morgado, que muitas noites ouvi no Solar da Madragoa, me despeço da convivência de todos os que quiseram fazer-me companhia em 2008, esperando reencontrá-los por aqui no próximo ano, a todos desejando um bom 2009, que a todos traga Guarida.
Até lá!
Nota biográfica
César Morgado, nasceu em Lisboa na Freguesia de Belém a 20 de Novembro de 1931 e faleceu a 7 de Abril de 1974 em Cais das Pedras, Massarelos, no Porto.
Desde muito jovem que era um apaixonado pelo Fado o que aos 7 anos de idade levava os vizinhos a pedirem-lhe para cantar. Aos 11 anos numa tenda de circo no Caramão da Ajuda, cantou pela primeira vez, acompanhado por guitarra e viola.
César Morgado era serralheiro de profissão, e cantava o Fado como amador, até que foi contratado para a "Nau Catrineta" em Alfama ( que mais tarde viria a ser O Poeta), e assim se profissionalizou.
Em 1958 ganhou a "Guitarra de Ouro" num concurso, em que ficou em primeiro lugar, no antigo Café Luso.
Gravou uma dezena de EP´s e vários "long-play".
Foi convidado de várias rádios e em 1961 actuou na televisão.
Em Lisboa cantou ainda no Faia, no Retiro da Calçada de Carriche, e, esteve um bom par de anos no Solar da Madragoa.
No Porto actuou na Candeia, Tamariz e Palladium.
Tem um irmão de seu nome Leopoldo Morgado, que reside no Porto, e que também canta o Fado.
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