
Uma serigrafia de Júlio Pomar.
Cantador e letrista, Júlio Vieitas interpreta este fado com letra de sua autoria e música de Armandinho.
Um fado da autoria de J. Linhares Barbosa e de José Marques, interpretado por Berta Cardoso, "A voz de oiro do fado". As fotos de Lisboa são de Dias dos Reis http://www.pbase.com/diasdosreis/root
Um fado de Manuel Pardal e de Armandinho, respectivamente, letra e música. Canta António Rocha.
Este foi o primeiro fado gravado por Mariana Silva, aos 17 anos. A letra é de Henrique Rego e a música de Alfredo Duarte "Marceneiro".
Acerca desta fadista, há vários postais que pode consultar no blog www.fadocravo.blogspot.com
Um vídeo da EradoGramophone http://www.youtube.com/user/eradogramophone, a recordar Hermínia Silva, no Fado das Toiradas, de Luís Galhardo e Hugo Vidal.

Uma "reportagem" muito tremida de uma minúscula parte da Procissão do Corpo de Deus que, hoje, teve lugar em Lisboa. A abrir a Procissão, a fantástica Charanga a cavalo da GNR que, entre outros, executou este tema que contém a seguinte prece: "Nossa Senhora...faz com que a guerra se acabe na Terra..."
Uma prece universal, creio eu.
Gabino Ferreira nasceu no Porto em 1922 tendo, por isso, ficado conhecido pelo "Miúdo do Bonfim". Em 1942 veio para Lisboa onde cantou em vários restaurantes típicos. Em 1946 participou no espectáculo "Portugal a cantar" que deu origem ao programa radiofónico "Voz de Portugal". Retirou-se da vida artística no auge da carreira. De entre muitos dos seus êxitos, lembro "Vamos para as hortas", "Lenda da Amendoeira", "Ri sempre" e "O Fado está doente", todos com música da sua autoria e letra de Carlos Conde.
Um fado na voz de Fernando Farinha,que é também autor da letra, música de Casimiro Ramos.
...do que mal acompanhada!
Um fado da autoria de Artur Ribeiro, criação de Flora Pereira.
Artur Ribeiro tem uma página www.arturribeiro.blogspot.com, editada por Regina Gonçalves que apresentará tese de mestrado acerca deste poeta,compositor e intérprete.
Flora Pereira, uma fadista da "velha guarda", que se estreou em 1948 na E.N., no programa "Do céu caiu uma estrela",cantou fado pela primeira vez na "Parreirinha de Alfama" a cujo elenco pertenceu durante vários anos, continua a cantar muito bem e a ser uma boa companhia...
Um poema de António Botto e música de Júlio Proença na voz singular de Júlio Peres.
Para todos os corações que andam mesmo a precisar de férias... e para os outros também, é claro!
VÍDEO DE HOMENAGEM
Nota biográfica:
Alfacinha de gema, Carlos Ramos tornou-se num dos fadistas mais queridos do público português, graças à sua voz quente e à sua postura modesta e discreta - e ao anormal número de grandes êxitos que teve, aliás ligados à popularidade crescente do disco e da televisão, meios de comunicação que explorou com grande sucesso no início da década de sessenta. Contudo, poucos se recordam que, apesar da sua apetência pelo fado vir de criança, só tardiamente Carlos Ramos o abraçou como carreira a tempo inteiro.De facto, Ramos gostava de ficar a ouvir o fado nas tascas de Alcântara, bairro onde nasceu em 1907, e foi como guitarrista acompanhante que iniciou carreira, aprendendo a tocar guitarra portuguesa na adolescência, nos intervalos dos estudos liceais. Estudou para médico, mas a morte do pai, com apenas 18 anos, obrigou-o a trabalhar para sustentar a família, dedicando-se à radio-telegrafia, ofício que aprendera no serviço militar e do qual faria carreira profissional. Continuava, contudo, a tocar e cantar nas horas vagas, primeiro apenas como acompanhante (nomeadamente de Ercília Costa numa digressão americana) depois também como fadista em nome próprio, acompanhando-se a si próprio à guitarra, acabando, a conselho de Filipe Pinto, por se profissionalizar como cantor em 1944. Estreou-se então no Café Luso, no Bairro Alto, criando Senhora do Monte o seu primeiro grande êxito.Ao longo da sua carreira, Carlos Ramos viria a especializar-se no fado-canção, género inicialmente pensado para os palcos de revista, e no qual conseguiria alguns dos seus maiores êxitos: Não Venhas Tarde e Canto o Fado. Frequentador regular das casas típicas de Lisboa durante as décadas de quarenta e cinquenta, fez também uma breve carreira internacional, participou em revistas e filmes e tornar-se-ia em 1952 artista exclusivo da casa de fado Tipóia, ao lado de Adelina Ramos, de onde sairia para, em 1959, abrir a sua própria casa, A Toca, experiência cujo sucesso não correspondeu às expectativas. Uma trombose ocorrida em meados da década de sessenta viria terminar abruptamente a sua carreira artística. Ramos morreria alguns anos mais tarde, em 1969.
Este fado, posteriormente intitulado Perna de Pau, é da autoria de Amadeu do Vale e de Raul Portela. Foi uma criação de Berta Cardoso na revista "Olaré, Quem Brinca".
Um fado da autoria de A. César Barbosa e de A.Duarte.
À guitarra J. Pracana e Fontes Rocha e à viola F. Peres (Paquito).
E, não se esqueçam: Amor também pode ser "um fogo que arde sem se ver"... Pois é, "se tão contrário a si é o mesmo Amor" como não há-de o Amor ser ComTradição?!...
Agradeço a Rogério Santos, editor do site www.industrias-culturais.blogspot.com/, ter visionado a sessão de encerramento da exposição sobre Berta Cardoso, que decorreu, em 21 Out.2006, no Museu do Fado.
Este fado - VOLTA - da autoria de Frederico de Brito e de Raul Pinto, foi um dos êxitos de Berta Cardoso, nos anos (19)30, aqui sendo reproduzida em gravação da época. Uma raridade!


Imagem retirada de http://www.madeiraislands.travel/pls/madeira/wsmwhom0.home
A homenagem apaixonada ao cavalo, uma das mais belas e nobres criaturas do mundo.

FUNCHAL - Imagem retirada de


Efeméride.


http://arturribeiro.blogspot.com/
http://miguelramosbiografia.blogspot.com/
http://guitarristasdefado.blogspot.com/
Os outros dois sítios, um de domínio português, outro brasileiro, mas ambos Portais, são também de grande interesse e de visita obrigatória, na minha modesta opinião.
http://www.portaldofado.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1
http://www.portaldofado.com.br/
Motivo não falta para falar de Fado. Ainda há muito por dizer, muitos de quem falar, muita investigação a fazer...
É tão bom viver o Fado!

PENALIDADES
Meu primeiro namorado,
Tinha eu vinte anos de idade...
Recordarmos o passado
É vivermos da saudade!
P'lo distintivo na gola
Soube que era "Benfica",
E que só jogava a bola
Porque a família era rica.
Quando o Benfica perdia,
Que neura que eu lhe aturava!...
Eu sorria, não sorria
Eu falava, não falava.
Mas se ganhava a equipe
Dos vermelhos... coisa louca!
Tinha sempre um acepipe
Para me adoçar a boca.
E como o amor é desejo
E dá azo a que se pegue
O beque pedia um beijo
E eu dava um beijo ao meu beque.
Certa vez que ele me deita
As mãos para me abraçar
O meu pai que andava à espreita
Apareceu a apitar.
Todos pretextos são vãos
Porque o meu pai só replica:
-Fazer joguinho de mãos
Não é próprio dum "Benfica",
Aqui sou árbitro e reino,
Fora daqui, seu vadio!
Quando isto é um simples treino
Que fará num desafio!...
Inda hoje recordo o fogo
Desse amor todo ansiedade.
Aquele fogoso jogo
E aquela penalidade.
(Out.1945)
Este o poema (inédito) que escolhi para lembrar, no Dia Mundial da Poesia, que todos os dias devem ser dias de Poesia.
O poema é da autoria de J. Linhares Barbosa e costumava ser cantado no Fado Trafaria, por Berta Cardoso, para um público muito restrito, em noites que acabavam depois de amanhecer. . .
Saberá o que é o Fado quem não lhe conhece esta e outras facetas e o reduz à condição de uma canção triste e miserabilista?






