quinta-feira, julho 05, 2007

quarta-feira, julho 04, 2007

JÚLIO VIEITAS - "Ser Fadista"

Cantador e letrista, Júlio Vieitas interpreta este fado com letra de sua autoria e música de Armandinho.

segunda-feira, junho 25, 2007

BERTA CARDOSO - "Noite de S. João"

Um fado da autoria de J. Linhares Barbosa e de José Marques, interpretado por Berta Cardoso, "A voz de oiro do fado". As fotos de Lisboa são de Dias dos Reis http://www.pbase.com/diasdosreis/root

domingo, junho 24, 2007

ANTÓNIO ROCHA - "De quem são as chinelinhas?"

Um fado de Manuel Pardal e de Armandinho, respectivamente, letra e música. Canta António Rocha.

quinta-feira, junho 21, 2007

MARIANA SILVA - "A minha sina"

Este foi o primeiro fado gravado por Mariana Silva, aos 17 anos. A letra é de Henrique Rego e a música de Alfredo Duarte "Marceneiro".
Acerca desta fadista, há vários postais que pode consultar no blog www.fadocravo.blogspot.com

domingo, junho 10, 2007

HERMÍNIA SILVA - "Fado das Toiradas"




Um vídeo da EradoGramophone http://www.youtube.com/user/eradogramophone, a recordar Hermínia Silva, no Fado das Toiradas, de Luís Galhardo e Hugo Vidal.

DIAMANTINA - "Fado & Lusitano"





Este vídeo é um diamante:


Diamantina interpreta "Foi na Travessa da Palha", um fado com letra de Gabriel de Oliveira e música de Frederico de Brito, do repertório de Maria Alice, mas que habitualmente se diz ser do repertório de Lucília do Carmo.

O Lusitano dança...

Deus existe!

quinta-feira, junho 07, 2007

Charanga da G.N.R.

Uma "reportagem" muito tremida de uma minúscula parte da Procissão do Corpo de Deus que, hoje, teve lugar em Lisboa. A abrir a Procissão, a fantástica Charanga a cavalo da GNR que, entre outros, executou este tema que contém a seguinte prece: "Nossa Senhora...faz com que a guerra se acabe na Terra..."
Uma prece universal, creio eu.

terça-feira, junho 05, 2007

GABINO FERREIRA - "Ri sempre"

Gabino Ferreira nasceu no Porto em 1922 tendo, por isso, ficado conhecido pelo "Miúdo do Bonfim". Em 1942 veio para Lisboa onde cantou em vários restaurantes típicos. Em 1946 participou no espectáculo "Portugal a cantar" que deu origem ao programa radiofónico "Voz de Portugal". Retirou-se da vida artística no auge da carreira. De entre muitos dos seus êxitos, lembro "Vamos para as hortas", "Lenda da Amendoeira", "Ri sempre" e "O Fado está doente", todos com música da sua autoria e letra de Carlos Conde.

domingo, maio 27, 2007

FERNANDO FARINHA - "Voz do Fado"

Um fado na voz de Fernando Farinha,que é também autor da letra, música de Casimiro Ramos.

terça-feira, maio 22, 2007

FLORA PEREIRA - "Antes só"...

...do que mal acompanhada!
Um fado da autoria de Artur Ribeiro, criação de Flora Pereira.
Artur Ribeiro tem uma página www.arturribeiro.blogspot.com, editada por Regina Gonçalves que apresentará tese de mestrado acerca deste poeta,compositor e intérprete.
Flora Pereira, uma fadista da "velha guarda", que se estreou em 1948 na E.N., no programa "Do céu caiu uma estrela",cantou fado pela primeira vez na "Parreirinha de Alfama" a cujo elenco pertenceu durante vários anos, continua a cantar muito bem e a ser uma boa companhia...

JÚLIO PERES - "Coração em férias"

Um poema de António Botto e música de Júlio Proença na voz singular de Júlio Peres.
Para todos os corações que andam mesmo a precisar de férias... e para os outros também, é claro!

domingo, maio 20, 2007

CASCAIS


Um "castelo" à beira-mar. Casa Palmela com sinais de festa e a Praia da Duquesa já com alguns primaveraneantes ansiosos por adquirir aquele sofisticado tom bronzeado que pretende distinguir qualquer coisa de que não me lembro muito bem...
Que magnífico é este cantinho do mundo!...
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quarta-feira, maio 16, 2007

CIDADES FLUTUANTES


Duas "cidades" ancoradas no porto da cidade de Lisboa - o Queen Mary 2 e o Navigator of the Seas que aportou hoje de manhã, devidamente saudado com fanfarra e "champagne"...
Dignos de uma vista in loco!
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quinta-feira, maio 10, 2007

CARLOS RAMOS - "Oração à Nazaré"

Nazaré, tradicional vila piscatória e praia de banhos conhecida internacionalmente, situa-se na Costa de Prata (litoral oeste) e pertence ao distrito de Leiria. A sua beleza natural e tipicismo, que desde sempre atraíram visitantes nacionais e estrangeiros, inspiraram também artistas das mais variadas disciplinas. Lembro, a propósito, o filme de José Leitão de Barros "Nazaré, Praia de Pescadores", estreado em 1929.
Nazaré foi também inspiração para Frederico de Brito, que escreveu esta letra que Carlos Ramos interpreta; a música é de Jaime Santos; um fado-oração a lembrar a praia da Nazaré onde, nesta época quase estival, já bem sabe dar uma passeata refrescante no picadeiro .


Um fado pouco conhecido e "misterioso", interpretado por Carlos Ramos.


VÍDEO DE HOMENAGEM

Nota biográfica:

Alfacinha de gema, Carlos Ramos tornou-se num dos fadistas mais queridos do público português, graças à sua voz quente e à sua postura modesta e discreta - e ao anormal número de grandes êxitos que teve, aliás ligados à popularidade crescente do disco e da televisão, meios de comunicação que explorou com grande sucesso no início da década de sessenta. Contudo, poucos se recordam que, apesar da sua apetência pelo fado vir de criança, só tardiamente Carlos Ramos o abraçou como carreira a tempo inteiro.De facto, Ramos gostava de ficar a ouvir o fado nas tascas de Alcântara, bairro onde nasceu em 1907, e foi como guitarrista acompanhante que iniciou carreira, aprendendo a tocar guitarra portuguesa na adolescência, nos intervalos dos estudos liceais. Estudou para médico, mas a morte do pai, com apenas 18 anos, obrigou-o a trabalhar para sustentar a família, dedicando-se à radio-telegrafia, ofício que aprendera no serviço militar e do qual faria carreira profissional. Continuava, contudo, a tocar e cantar nas horas vagas, primeiro apenas como acompanhante (nomeadamente de Ercília Costa numa digressão americana) depois também como fadista em nome próprio, acompanhando-se a si próprio à guitarra, acabando, a conselho de Filipe Pinto, por se profissionalizar como cantor em 1944. Estreou-se então no Café Luso, no Bairro Alto, criando Senhora do Monte o seu primeiro grande êxito.Ao longo da sua carreira, Carlos Ramos viria a especializar-se no fado-canção, género inicialmente pensado para os palcos de revista, e no qual conseguiria alguns dos seus maiores êxitos: Não Venhas Tarde e Canto o Fado. Frequentador regular das casas típicas de Lisboa durante as décadas de quarenta e cinquenta, fez também uma breve carreira internacional, participou em revistas e filmes e tornar-se-ia em 1952 artista exclusivo da casa de fado Tipóia, ao lado de Adelina Ramos, de onde sairia para, em 1959, abrir a sua própria casa, A Toca, experiência cujo sucesso não correspondeu às expectativas. Uma trombose ocorrida em meados da década de sessenta viria terminar abruptamente a sua carreira artística. Ramos morreria alguns anos mais tarde, em 1969.

(in http://www.macua.org/biografias/carlosramos.html)

domingo, maio 06, 2007

NATÁLIA DOS ANJOS - "O VELHO E O NOVO"

Este blog trata essencialmente de fado, embora aqui tenham lugar outros assuntos. Ao longo destes dois anos, foi dado algum relevo especial à figura que determinou a criação deste espaço - BERTA CARDOSO - e do site http://www.bertacardoso.com/, sem nunca se deixar, porém, de lembrar outros nomes da cultura portuguesa, nomeadamente da canção nacional. Sempre desejei ter som no blog, porque acho que a melhor maneira de divulgar a música, seja ela qual for, é fazê-la ouvir. Por diversas razões, fui adiando o projecto, mas eis que finalmente vou poder "mostrar-vos" a voz e a imagem dos cantadores e cantadeiras de quem tenho alguns registos. É um trabalho amador, até no verdadeiro sentido do termo, devendo a vossa generosidade suprir alguma falta de qualidade verificada.
Os últimos quatros posts pertencem ainda ao período experimental desta fase sonora; agora, embora tecnicamente nem sempre as coisas me corram ainda muito bem, vou arriscar no cumprimento deste objectivo de divulgação do fado e dos seus intérpretes, dos mais aos menos conhecidos.
Espero que todos gostem tanto como eu.
Hoje, vamos ficar com NATÁLIA DOS ANJOS e um fado que, não sendo dos mais conhecidos do seu repertório, tem uma letra, de David José, muito divertida... a música é de Jaime Santos. A escolha é "O velho e o novo".

domingo, abril 29, 2007

BERTA CARDOSO - Fado Antigo

Este fado, posteriormente intitulado Perna de Pau, é da autoria de Amadeu do Vale e de Raul Portela. Foi uma criação de Berta Cardoso na revista "Olaré, Quem Brinca".

Amor é água que corre - A.MARCENEIRO

Um fado da autoria de A. César Barbosa e de A.Duarte.
À guitarra J. Pracana e Fontes Rocha e à viola F. Peres (Paquito).
E, não se esqueçam: Amor também pode ser "um fogo que arde sem se ver"... Pois é, "se tão contrário a si é o mesmo Amor" como não há-de o Amor ser ComTradição?!...

sábado, abril 28, 2007

VOLTA - BERTA CARDOSO

Agradeço a Rogério Santos, editor do site www.industrias-culturais.blogspot.com/, ter visionado a sessão de encerramento da exposição sobre Berta Cardoso, que decorreu, em 21 Out.2006, no Museu do Fado.
Este fado - VOLTA - da autoria de Frederico de Brito e de Raul Pinto, foi um dos êxitos de Berta Cardoso, nos anos (19)30, aqui sendo reproduzida em gravação da época. Uma raridade!

quarta-feira, abril 25, 2007

"O Fado é uma canção livre"...

... diz José Luís Gordo em entrevista à SPA
Assim é, de facto. O fado, canção urbana e popular por excelência, resistiu durante décadas trocando as voltas à Censura... Era a canção que, ao povo, dava voz. Paradoxalmente, após o 25 de Abril, o Fado viveu alguns dos seus piores momentos e, quando digo Fado, nele incluo fadistas, compositores e todos os amantes de fado. Porém, resistiu e os seus detractores de então renderam-se à inevitabilidade da sua imprescindível existência. Presentemente, é a bandeira da nossa Portugalidade, a manifestação cultural proposta à UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.
Hoje celebramos, em Liberdade, a Liberdade que, institucionalmente, resgatámos há 33 anos, através de um golpe de estado que ficou conhecido como a Revolução dos Cravos.
Grândola Vila Morena é um dos temas emblemáticos dessa Revolução. Da autoria de Zeca Afonso, aqui o têm na voz fadista de Maria da Fé.
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sábado, abril 21, 2007

GUITARRA DE BEIJOS


















O fado pode cantar-se acompanhado ao piano, acordeon, saxofone, com orquestra ou como quiserem... mas parece-me que o instrumento próprio do fado, o que melhor define a sua individualidade é, sem dúvida, a guitarra portuguesa, instrumento com o qual a mítica Severa se fazia acompanhar quando cantava o fado.
Esta associação de um instrumento próprio a certo tipo de canção não nos parece redutor, como alguns sustentam, nem é, de resto, único - ao flamenco associa-se a guitarra espanhola, ao tango argentino o bandoneon, à musette o acordeon...
Para ser fado, tem que haver uma guitarra a trinar...
Mas também pode ser uma Guitarra de beijos
Numa guitarra de beijos
Fui fadista, improvisei
As canções que ando a cantar.
Saudades feitas arpejos
Do fado a que me entreguei
Para o servir e amar.

Misturei-me com tunantes,
Pus a decência de lado,
E fiz das esquinas mirantes
De onde vi passar o fado.
Paira um perfume de vielas
No seu cabelo a brilhar,
Eu cheiro a sonho e a luar
E nos meus olhos há estrelas.
... ... ... ...
Júlio de Sousa

(Foto de Berta Cardoso, 1970)

segunda-feira, abril 16, 2007

Dia Mundial da VOZ





















Uma VOZ singular, que ficou conhecida como a "A Voz de Oiro do Fado".
"Uma voz de oiro, que encanta, que faz vibrar e nos dá em melodias sem par toda a beleza da canção portuguesa. Sentimento e expressão, limpidez e ternura - tal é a voz de Berta Cardoso, que canta o fado sem fatalismos nem desgraças, tornando-a uma canção de harmonia e beleza dominadoras."
Uma Voz de oiro que foi a Alma do Fado- BERTA CARDOSO.
Para ouvir essa Voz e saber mais acerca desse nome maior do Fado, aceda ao site www.bertacardoso.com

domingo, abril 15, 2007

As Bordadoras

Imagem retirada de http://www.madeiraislands.travel/pls/madeira/wsmwhom0.home

Porque hoje é Domingo, o tema do meu post volta a ser a Ilha da Madeira, aqui lembrada através da magnífica canção "As Bordadeiras", interpretada por Max, como só ele o sabia fazer.
Esta "jóia" da canção nacional deve-se à inspirada co-autoria protagonizada pelo próprio Maximiano de Sousa, por Fernando Carvalho e Nelson de Barros.

Minha Madeira, ó meu encanto!
P'ra te cantar, eu sou profano
Jóia que Deus, num dia santo,
Deixou cair no oceano.

Como tu, não há nenhuma
E, nas noites sonhadoras,
Bordam das ondas a espuma
Os dedos das bordadoras. Posted by Picasa

sábado, abril 14, 2007

APASSIONATA

A homenagem apaixonada ao cavalo, uma das mais belas e nobres criaturas do mundo.
Um espectáculo grandioso, no Campo Pequeno, com cavalos Lusitanos, Andaluzes, Frísios, Árabes, Islandeses, Quarter e póneis Shetland.
Um espectáculo de emoções!
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sexta-feira, abril 13, 2007

INSULTO ou GOZAÇÃO ?











Só queria aqui deixar esta pergunta:

O que é que o Cristiano Ronaldo faz de tão extraordinário que mereça ganhar 900.000 € por MÊS ?
Ouvi a notícia hoje, no tele-jornal, sem mais explicações e fiquei a pensar que devo é andar fora de jogo!...

Vão lá gozar...



quinta-feira, abril 12, 2007

Mestre Sócrates







Assisti ontem, com alguma perplexidade, à "entrevista" do Sr. P.M., cujo objectivo era unicamente o de apurar se, de facto, Sócrates mentiu relativamente ao grau académico que declarou ter ou se, de algum modo, foi favorecido na obtenção do mesmo.
É espantoso que seja esta a questão crucial do momento, que traz os portugueses tão preocupados e que a oposição quis transformar na questão nacional, embora, claro está, esta demanda não seja despicienda...
À falta de produção de prova pela acusação, Mestre Sócrates provou à vontade a sua razão, que detém licenciatura em engenharia e um MBA, afirmando mesmo orgulhar-se do seu percurso académico.
Quem levantou esta lebre, acabou por não lhe acertar...
É que, para ser um caçador de sucesso, é necessário ter bons cães, boas armas, boa pontaria, ser mais astuto que a lebre e, principalmente, nascer para isso!
Parece-me de toda a justiça que se reconheça a sageza do Engº Sócrates que, a tempo, percebeu não ter nascido para ser mais um vulgar engenheiro civil, mas sim um talentoso político.
Outros há que estão convencidos que nasceram para ser políticos, mas, quem sabe ?, não seriam brilhantes engenheiros...
É que, meus senhores, como dizia o grande Armando Neves numa letra que escreveu para o repertório de Berta Cardoso,
Cada qual é para o que nasce
Moravam, por sinal, no mesmo prédio,
um na mansarda, outro no rés-do-chão,
certo senhor doutor corado e nédio
e um sapateiro magro como um cão...


O doutor em Direito era formado;
porém, não era nada inteligente.
Cansava-se de esp'rar este advogado:
-não lhe batia à porta um só cliente !

Bastante inteligente, o sapateiro,
mas muito mau no ofício, por azar,
também levava a esp'rar o dia inteiro:
-nem meias-solas tinha p'ra deitar!

Um dia, o advogado, em voz chorosa,
ao sapateiro expôs suas razões...
Tiveram uma ideia luminosa
e trocaram, então, as profissões.

Com muitas encomendas de calçado,
fez-se o advogado artista de sovela,
- enquanto o sapateiro, em advogado,
suava p'r'atender a clientela!...

Tem esta breve história uma moral:
com ela uma lição talvez se deu...
- Pois cá por este mundo, cada qual
muitas vezes não é p'r'ó que nasceu!

terça-feira, abril 10, 2007

Ilha de encanto e beleza

FUNCHAL - Imagem retirada de
http://www.pbase.com/image/36789275

A minha cyberamiga, amaliana, docente e fadista Valéria Mendez, editora do blog http://www.fadista-valeria-mendez.weblog.com.pt/ encontra-se, há algum tempo, no Continente e, como é de calcular, cheiinha de saudades da sua querida Madeira, motivo bastante para aqui recordar, mesmo sem som, a acariciante voz de Maximiano de Sousa, que ficou conhecido por Max, e o tema Ilha da Madeira, da autoria de Artur Ribeiro e de Mário Gonçalves Teixeira.

Quando te deixei, Madeira
Eu trouxe como bagagem
Saudades p'rá vida inteira
E um beijo teu p'rá viagem
Agora moro ao abrigo
Desta Lisboa encantada
Que, quando sonho contigo,
Parece cantar comigo
Esta canção magoada

Minha Madeira querida
Tão pequenina e garrida
Cheia de luz e de cor
Ilha de encanto e beleza
Linda terra portuguesa
Por quem quis ser trovador

Minha Madeira velhinha
És um ninho de andorinha
Vogando no mar sem fim

No meu cantar de saudade
Eu peço a Deus que te guarde
Inteirinha para mim. Posted by Picasa

Desculpem-me a liberdade do sublinhado, mas acho que, quanto mais não fosse, só a imagem contida nesses dois versos valem o poema.
Difícil é escrever coisas simples!... Complexa é a Simplicidade!...

segunda-feira, abril 09, 2007

Janelas enfeitadas

Parabéns, Flora Pereira! Que continue a cantar tão bem como sempre cantou, ainda durante muitos anos. Em sua homenagem, relembro aqui este fado, que foi uma das suas criações, com letra de Linhares Barbosa e música de Casimiro Ramos.

Não sabes porque enfeito estas janelas?
Enfeito-as só por ti, fica sabendo
Os olhos desta casa são só elas
Quero que elas sorriam em te vendo

Os laços cor-de-rosa, nas cortinas,
Craveiros, em dois vasos, encarnados
Canta um canário, a horas matutinas,
Uma canção de beijos repicados

As grades, nas janelas, torna-as feias
Nem mesmo requintadas tabuínhas
Janelas dessas lembram as cadeias
Quero que o sol e a lua entrem nas minhas

Quero poder mostrar-te, quando passas
Gradeamentos são para os escravos
Por isso é que eu enfeito estas vidraças
Por ti é que eu cultivo rubros cravos. Posted by Picasa
Tenha um bom dia e até logo, nos fados!

sábado, abril 07, 2007

DIA DE PÁSCOA

É difícil encontrar algum tema que não tenha sido registado em uma letra de Fado. Nisto reside também a riqueza e a grandeza deste cantar português, que o povo estima e cultiva e que faz parte do nosso Património Cultural, orgulho de todos os Portugueses.
A todos desejando uma Santa Páscoa, partilho convosco este fado alusivo ao dia de hoje.
(letra e música - D.P.; intérprete- Frutuoso França)

Esta história passou-se entre crianças
No Rossio, ali perto ao Monumento
Esvoaçavam alegres pombas mansas
E um velhinho oferecia-lhes alimento

Era dia de Páscoa e muita gente
Se juntou para ver o bom velhinho
Enquanto uma menina, meigamente
Dava amêndoas a um pobre rapazinho

O pai, que estava ao pé, indagar quis
Vendo o gesto da filha, humana e boa
E perguntou: -Conheces o petiz?
- Eu não, querido paizinho, mas perdoa

Vi-o tão pobrezinho, com atenção
Vendo as pombas comerem, coitadinho
Notei que tinha fome e dei-lhe então
Minhas amêndoas todas, meu paizinho

O pai diz-lhe: -Só quero abençoar-te
Pela tua nobre acção de humanidade
Bendito seja sempre quem reparte
Pelos pobres a santa caridade.
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FADO no CASINO ESTORIL

Efeméride.
Parece-me absolutamente justo que, desta ou de outra maneira, se lembre o nome e preste homenagem ao grande fadista que foi e é Carlos Zel, que prematuramente nos deixou. Por ele, e também para ouvir alguns dos fadistas anunciados, lá fui à Gala, bem sabendo que não seria uma noite de fados, nem do mais típico nem do mais tradicional...
Ora anotem- iniciou-se a noite com um bem português Welcome Drink no Du Arte Lounge ao mesmo tempo que no átrio, que serve este espaço e o acesso ao Salão P. eP., funcionários da imprensa se atarefavam em registar os primeiros momentos altos da noite: a chegada dos trabalhadores da empresa Jet 7, liderados pelo assessor principal Botox e respectiva Lady Whatever. Foi um momento very special este em que esses reconhecidos amantes de fado e estúrdia emprestaram as suas imagens às objectivas dos repórteres, assim simbolizando o povão presente em todos e em cada um de nós. Seguiu-se o jantar, servido no Salão Preto e Prata, cuja ementa só pecou por ser tão genuinamente portuguesa: canoa de papaia com camarões mar(in)ados ; creme aveludado de espargos frescos; naco de vitela grelhado com emulsão de poejos; bolo de amêndoa e gila com leque de abacaxi... francamente! é sempre a mesma coisa. Fartos de papaia e abacaxis andamos nós e de camarões e de emulsões, nem se fala! doces conventuais, então, é demais e com leque por causa dos calores... para esquecer. Não se lembraram de apresentar uma ementa mais original e europeísta, tipo pastelinhos de bacalhau à espanhola para começar o despique, um caldo verde francês para fazer cama a um very british patinho no forno a desgarrar com uns grelinhos cozidos e um puré de batata e depois um toucinho do céu holandês, tudo regado pelos vinhos além-tejanos que até não estavam mal escolhidos... Enfim, não me consultam, é o que dá... De realçar que o repasto foi acompanhado por música de fundo, primeiro um par de acordeões a recordar a chanson de vaudeville do Bairro Alto, depois uma pianada Alfamada, por Mestre Gama e, finalmente, directamente da Móraria, o conjunto "Lusitânia Ensemble" (pois!...) a esgalhar um género fado-câmara...
Depois vieram então os fados e os fadistas, todos eles trazidos pela mão simpática do apresentador e também cantador Miguel Sanches (ou será Sanchez?). Nada digno de registo, à excepção do som, que estava e se manteve péssimo toda a noite, e de duas particulares intervenções- a de M. C. du Carmo e a do cantador Rodrigo. O primeiro foi lá para fazer desde já a divulgação do seu próximo CD que, segundo o próprio, inclui poemas de grandes poetas portugueses, nomeadamente de Nuno Júdice, "actualmente um dos 5 melhores poetas mundiais" (C. du Carmo dixit); e depois, acrescentou, "não se queixem de que não há poetas a escrever para fado... ". Eu só quero perguntar: -Conhecem a obra do Júdice?
Ponto alto da noite foi, sim senhor, a actuação de Rodrigo. Brindou-nos com um fado tradicional a vestir o belo poema de Linhares Barbosa "É tão bom ser pequenino", fado que interpretou magistralmente e que dedicou a todos os poetas, músicos e amantes do fado.
Nunca se perde a noite quando, pelo menos, se ouve um fado que diz assim:
"É tão bom ser pequenino
Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no Destino
E ter quem goste de nós"
D'accord?

sexta-feira, abril 06, 2007

FADO-SAURA


Imagem inédita do Documentário Fado, do português Saura e onde se podem ver, para além dos também portugueses Lila Downs, Caetano Veloso, Cesária Évora e Toni Garrido, a andaluza Mariza e o brasileiro do Carmo, ambos, como se verifica, em 1º plano e os restantes, portugueses, em 2º plano como é costume, com outros figurantes, i.é, FIGURÕES...
Olé Fado!... Arriba la Lolita!
P.S. Se quiserem o contacto do fadista Plácido Domingo, enviem-me um mail que eu de imediato o contactarei. Parece-me justo que ele entre também no filme e, que diacho!, o milhão de euros recebido deve dar ainda para pagar ao homem, ou não ?; Carlinhos, deixem de ser unhas de fome, vá lá! Por Deus! fazerem um filme sobre Fado sem esse fadista é loucura... Já bem basta terem-se esquecido de outros grandes nomes da canção nacional, não é?... Habilitam-se a que a UNESCO não deixe o Fado ser elevado a Património Imaterial da Humanidade e lá vai todo este vosso trabalhão e sacrifício por água abaixo. Sim, porque todos nós sabemos como a vida está cara e quão parco é o vosso cachet... e reconhecemos todo o sacrifício que têm feito só por amor à arte, ao fado e a Portugal . BEM HAJAM!
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domingo, abril 01, 2007

Quando Fado acontece


A letra é de Artur Ribeiro e a música de João Mª dos Anjos

Nem sempre acontece fado
No cantar estilizado
Que sai de cada garganta
E às vezes nada acontece
Porque quem cante se esquece
De dar sentido ao que canta.

Quem canta, nem sempre tem
Razões para amar alguém
E às vezes nunca sofreu
E, sem nunca ter vivido,
Como pode dar sentido
Ao que o poeta escreveu?

Mas, se acontece o contrário,
Nós temos por fadário
Amar, amar sem medida
E então acontece fado
E cada verso cantado
Fica transformado em vida!
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sexta-feira, março 30, 2007

Ser BENFIQUISTA


Esta dos ecopontos do Benfica tem graça!... Significa, talvez, que mesmo o lixo benfiquista é reciclável!...
Eu, que de football nada entendo, adoro, porém, este Hino do Benfica que ouvia cantar na belíssima voz do LUÍS PIÇARRA...
E fico sempre à espera de ver um campo de papoilas saltitantes!

Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
A que qualquer engrandece
Sou dum clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal

Ser Benfiquista
É ter na alma
A chama imensa
Que nos conquista
E leva a palma
À luz intensa
Do sol que lá do céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Pelos campos a vibrar
São papoilas saltitantes !...

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terça-feira, março 27, 2007

Um soberbo quadro!


Ver Lisboa e além-Tejo, do adro da Igreja de Stº Estêvão, lembrando a letra do fado homónimo, escrita pelo inspirado Gabriel de Oliveira...
"Na Igreja de Stº Estêvão
Junto ao cruzeiro do adro
Houve, em tempos, guitarradas
Não há pincéis que descrevam
Aquele soberbo quadro
Dessas noites bem passadas."

Limpa a vista e faz bem! Mas também faz saudades...

"Mal que batiam Trindades
Reunia a fadistagem
No adro da santa igreja
Fadistas, quantas saudades
Da velha camaradagem
Que já não há quem a veja!"

Só nos resta esperar por melhores dias, pelo milagre do Santo...

"Stº Estêvão, padroeiro
Desses recantos de fama
Faz o milagre sagrado
Que voltem ao teu cruzeiro
Esses fadistas d'Alfama
Que sabem cantar o fado!"

Amén!
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sexta-feira, março 23, 2007

Fado.site.list

















Ontem descobri, não 1, mas 5 sítios onde o tema principal é o FADO.
Três desses sítios são editados pela musicóloga Regina Gonçalves que defenderá brevemente, em data a anunciar, a sua Tese de Mestrado Fiz Leilão de Mim: A Carreira de Artur Ribeiro no Portugal do Estado Novo.


http://arturribeiro.blogspot.com/

http://miguelramosbiografia.blogspot.com/

http://guitarristasdefado.blogspot.com/

Os outros dois sítios, um de domínio português, outro brasileiro, mas ambos Portais, são também de grande interesse e de visita obrigatória, na minha modesta opinião.
http://www.portaldofado.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

http://www.portaldofado.com.br/

Motivo não falta para falar de Fado. Ainda há muito por dizer, muitos de quem falar, muita investigação a fazer...

É tão bom viver o Fado!
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quinta-feira, março 22, 2007

quarta-feira, março 21, 2007

BENFICA - FADO





















PENALIDADES

Meu primeiro namorado,
Tinha eu vinte anos de idade...
Recordarmos o passado
É vivermos da saudade!

P'lo distintivo na gola
Soube que era "Benfica",
E que só jogava a bola
Porque a família era rica.

Quando o Benfica perdia,
Que neura que eu lhe aturava!...
Eu sorria, não sorria
Eu falava, não falava.

Mas se ganhava a equipe
Dos vermelhos... coisa louca!
Tinha sempre um acepipe
Para me adoçar a boca.

E como o amor é desejo
E dá azo a que se pegue
O beque pedia um beijo
E eu dava um beijo ao meu beque.

Certa vez que ele me deita
As mãos para me abraçar
O meu pai que andava à espreita
Apareceu a apitar.

Todos pretextos são vãos
Porque o meu pai só replica:
-Fazer joguinho de mãos
Não é próprio dum "Benfica",

Aqui sou árbitro e reino,
Fora daqui, seu vadio!
Quando isto é um simples treino
Que fará num desafio!...

Inda hoje recordo o fogo
Desse amor todo ansiedade.
Aquele fogoso jogo
E aquela penalidade.

(Out.1945)

Este o poema (inédito) que escolhi para lembrar, no Dia Mundial da Poesia, que todos os dias devem ser dias de Poesia.

O poema é da autoria de J. Linhares Barbosa e costumava ser cantado no Fado Trafaria, por Berta Cardoso, para um público muito restrito, em noites que acabavam depois de amanhecer. . .

Saberá o que é o Fado quem não lhe conhece esta e outras facetas e o reduz à condição de uma canção triste e miserabilista?




domingo, março 18, 2007

FORD...











... FOR YOU!
Isto, sim, eram automóveis! Até desciam escadas! Óptimos travões, condução segura.
Se alguma vez o FOR TWO se pode comparar a esta maravilha...
Já não se fazem carros como se faziam dantes, ora essa!
(Foto IP 1914)
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sábado, março 17, 2007

De novo ! ?


Hoje, enquanto ouvia este CD, entretive-me, como de costume, a ler o nome dos autores das letras e das músicas. Mais uma vez, o pouco cuidado das editoras conseguiu surpreender-me... Já em Junho de 2005, no postal intitulado "Berta Cardoso - Discografia", aqui escrevi sobre o facto de se indicar erradamente uma autoria, dessa vez relativamente a um fado, criação e grande sucesso de Berta Cardoso na revista "Manda Ventarolas", "O Fado do Marinheiro" gravado posteriormente com o nome "Canção das Descobertas".
Desta vez, enquanto ouvia o fado "A minha pronúncia", na voz da Argentina Santos, fiquei na dúvida se, de facto, a letra é, como se indica, do Alberto Rodrigues; parecia-me ter já lido informação noutro sentido. Fui consultar alguns dos, lamentavelmente poucos, documentos que fazem parte da minha "biblioteca de fado" e, na verdade, nem tive que procurar muito. No indispensável "Ídolos do Fado" (ed.1937), de A. VictorMachado, colhi a devida informação: - o fado "A minha pronúncia" é da autoria do poeta popular Clemente José Pereira que o escreveu para a cantadeira Carolina Redondo , que pronunciava acentuadamente os rr e que era por isso conhecida pela "Cantadeira de Setúbal" e por ser natural daquela cidade; este fado era, pois, do repertório da cantadeira Carolina Redondo que o cantava no Fado-Marcha Júlio Duarte; Argentina Santos canta-o no Fado-Marcha do Marceneiro.
Pois é, meus senhores, errare humanum est !... Mas, na minha modesta opinão, estes erros não deviam registar-se porque, das duas, três- ou, de facto, tratamos os assuntos do Fado com o respeito e rigor que merecem e pugnamos por elevá-lo a Património Mundial da Humanidade, ou, então, será melhor ficarmos quietinhos, que ainda nos pode acontecer uma grande vergonha...
Em qualquer dos casos, o melhor é mesmo tratar a res fadística com a consideração que a Cultura Portuguesa nos merece, o que passa, antes de mais, pelo estudo, pela verdade e pelo zelo.
As editoras têm o dever de melhor cuidar da informação, já que são o seu veículo por excelência e, por vezes, único. Atenção, pois, à responsabilidade de informar erradamente.

sexta-feira, março 16, 2007

JÚLIA MENDES


















Actriz de revista e cantadeira de fados (foto I.P.1908)

Uma biografia de Júlia Mendes, no blog Artistas Portugueses http://artistasportugueses.blogspot.com/2009/08/julia-mendes-1885-1911.html

Um fado, da autoria de Carlos Conde e de Fernando de Freitas, recordando Júlia Mendes, a que trocava "a vida pelo fado"...

O TREM DESMANTELADO

Fui hoje ver um trem desmantelado
Na quinta do Zé Grande em Odivelas
Se há relíquias que são traços de Fado
Aquela traquitana é uma delas

Foi lá que a Júlia Mendes, certa vez
Ferida de ciúme e paixão cega
Entrou no pátio velho do marquês
Para uma ceia típica na adega

Noite alta, canjirões, fado e rambóia
O Zé da Praça entrou, fez burburinho
Trouxe a Júlia na frente p'rá tipóia
E fizeram as pazes no caminho

Quantas ceias iguais de amor e fado
De ciúme e de sangue, algumas delas
Se viveram no trem desmantelado
Que eu vi hoje na quinta de Odivelas

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quinta-feira, março 15, 2007

Insignes Fadistas














Sabe quem são?
Eu ajudo.
Da esquerda para a direita, M_ _ _ _ _ _ _ d'Assunção, F_ _ _ _ _ _ _ Maria, C_ _ _ _ _ Ramos, M_ _ _ _ _ _ Silva e C_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ .
Elas, embora já "retiradas", continuam a cantar maravilhosamente - com verdade, com raça e sentimento... que é como se deve cantar o Fado! Digo eu...

domingo, março 11, 2007

quinta-feira, março 08, 2007

TEATRO


















O grande actor CHABI PINHEIRO, no 2º quadro da revista "O Pão Nosso", no Teatro da República (1914).

sábado, março 03, 2007

Fado em ALFAMA


Mais uma fotografia de Dias dos Reis, em
http://www.pbase.com/diasdosreis/root , um pormenor da casa de fados Dragão de Alfama, onde se encontra a cantar, aos fins de semana, Flora Pereira, que durante alguns anos fez parte do elenco da Parreirinha, da Argentina Santos e onde, para além dela, cantam a Lina Mª Alves e a Tina Santos, todas fadistas da "velha guarda".
CASAS DE FADO em Alfama:

Bacalhau de Molho - Beco dos Armazéns de Linho, nº1
Clube de Fado - Rua de S. João da Praça, 92-94
Dragão de Alfama - Rua Guilherme Braga, 8
Fado Maior - Largo do Peneireiro, 7
Guitarras de Lisboa - Beco do Melo, 1
Marquês da Sé - Largo do Marquês Lavradio, 1
A Parreirinha de Alfama - Beco do Espírito Santo, 1
A Taverna d’ El Rey - Largo do Chafariz de Dentro, 14
Vale sempre a pena ir ouvir o fado, ao vivo ! E, então, jantar na Parreirinha, nem se fala...

sexta-feira, março 02, 2007

SABER VIVER


"Todas as grandes regras de saber-viver se fundem numa só: pensar nos outros. Não faças aos outros aquilo que não queres para ti... Se cumprir esta máxima pode estar certo de que jamais faltará gravemente às regras de boa educação.
O saber-viver só tem um sentido: facilitar as relações humanas e torná-las o mais agradáveis possíveis."

Este conselho, retirei-o de uma EVA, a de Janeiro de 1954 e a imagem, fui buscá-la ao site www.humour.com