VÍDEO DE HOMENAGEM
Beatriz da Conceição irá receber amanhã, 21 de Maio, o Prémio Carreira Amália Rodrigues. Aqui a lembramos na interpretação deste fado que tem letra de Fernando Pinto Coelho e música de Jaime Santos.
Divina Bia!
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Beatriz da Conceição irá receber amanhã, 21 de Maio, o Prémio Carreira Amália Rodrigues. Aqui a lembramos na interpretação deste fado que tem letra de Fernando Pinto Coelho e música de Jaime Santos.
Divina Bia!
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Este fado, de Franklin Godinho e de Jaime Lúcio, na voz de Joaquim Silveirinha lembra-nos um tempo passado, esse tempo em que se andava de tipóia que era, como todos sabemos, um meio de transporte movido a feno... mais ecológico, portanto, se bem que menos amigo dos animais... E de tipóia se ia ouvir o fado fora de portas, aos retiros... Mas se não se quisesse ir tão longe, ficava-se logo ali, na Rua do Norte, n' A Tipóia, da Adelina Ramos...
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São já poucas as janelas enfeitadas que se encontram na Grande Cidade e tudo leva a crer que tendem a desaparecer, mesmo porque os actuais padrões arquitectónicos não as consideram. Vamos aqui recordar esse costume, através deste fado que tem letra (http://fadocravo.blogspot.com/2007/04/janelas-enfeitadas.html) de J. Linhares Barbosa e música de Casimiro Ramos, na magnífica interpretação de Flora Pereira, recentemente falecida (1929 - 2008).
Permito-me aqui destacar alguns dos comentários ao post que editei no passado dia 9 de Abril, a todos agradecendo a atenção:
Aldina Duarte said... "Inesquecível o momento em que ouvi Flora Pereira ao vivo!"
"Fadista de rara sensibilidade na maneira única que dava a cada interpretação, tornando-a sua. Ouvi-la era um deleite pela finura com que interpretava e cantava cada verso, numa dicção clarissíma!" Flores de Verde Pino
"Uma bonita voz que não conhecia" Pedro Fonteiro
"Foi sempre em clima de grande emoção que ouvia Flora" Maria Luísa Castanheira
"Nunca esquecerei uma noite de fados na Ajuda com a Flora Pereira e o Fernando Maurício. Que saudades destes fadistas!" António Antunes
"As vezes que ouvi a Flora Pereira impressionou-me sempre muito pela capacidade de entrega, e de cativar sem "gritos" ou "arranques" de voz. Sem encenação alguma ou gestos gratuitos a sua figura cativava a audiência, impondo-se pela sua qualidade e uma voz límpida."Nuno Almeida Coelho
"A Flora era uma serenidade de interpretação, mas (atenção!) não uma monotonia, de facto sem os "arranques" de voz como afirma o Sr. Almeida Coelho, mas certamente de uma vincada personalidade interpretativa. "Finura" como escreveu alguém" José Regaleira
Bruno Dias said...
Ela era a Minha Tia Avó. Infelismente não tive oportunidade de a conhecer pessoalmente
"Tinha uma voz lindíssima ..." José Jaquetão
"Gostei sempre de a ouvir e fiquei pasmada quando li a notícia no DN e com um fotografia trocada. Que continue a cantar onde quer que esteja! Adorava ouvi-la interpretar o "Voltaste" ou "Sou tua". Emília Pereira
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Artur Batalha, "O Príncipe do Fado", interpreta, como só ele sabe, este fado com letra e música de Paco Gonzalez.
VÍDEO DE HOMENAGEM
Empolgante!
Música de Alfredo Duarte Marceneiro, interpretação de Amália Rodrigues, Letra de António Amargo, cf. indicação de autoria no fonograma; outros registos há que indicam (e parece que muito bem), como autor desta letra, Gabriel de Oliveira.
(Prontos! Agora já sei fazer vídeos... Até nem correu mal, hem ?...)
***
De acordo com Eduardo Sucena, in Lisboa, O Fado e os Fadistas, esta letra que Amália aqui canta é efectivamente da autoria de Gabriel de Oliveira, mais conhecido por Gabriel Marujo, foi criação de Alberto Costa, com música de Alfredo Marceneiro; porém, "a sextilha que serviu de mote a esta letra seria ainda glosada assim por um outro poeta, António Amargo (aliás, António Correia Pinto d'Almeida) que também viveu na Figueira da Foz e faleceu em 12.05.1933":
Desde manhã os fadistas, / Jaquetão, calça esticada, / Se aprumam com galhardia; / Seguem as praxes bairristas, / É data santificada / Há festa na Mouraria!
Toda aquela que se preza / De fumar, falar calão, / Pôs em praça a juventude, / Nessa manhã chora e reza. / É dia da procissão / Da Senhora da Saúde!
Nas vielas do pecado / Reina a paz, tranquila e sã, / Vive uma doce alegria. / À noite, é noite de fado, / Tudo toca, tudo canta / Até a Rosa Maria.
A chorar, arrependida, / A cantar com devoção, / Numa voz fadista e rude, / Aquela Rosa perdida / Da Rua do Capelão / Parece que tem virtude!
Lisboa, 11 de Maio de 2008
"Há festa na Mouraria / é dia da Procissão / da Senhora da Saúde / Até a Rosa Maria / da Rua do Capelão / parece que tem virtude"...
Os tempos, agora,são outros, mas esta festa da Fé encheu de música e preces as ruas da Mouraria...
A abrir o cortejo, a nossa fantástica Charanga a cavalo da GNR.
Adélia Pedrosa canta "Meu Portugal, Meu Amor", de Fontes Rocha e José Luis Gordo. Acompanhamento: Manuel Marques, Nelito Marques e Bonfim.
Uma voz aplaudida e premiada no Brasil, originária de Pedrógão - Leiria.
Visitem: http://adeliapedrosa.blogspot.com/
Vídeo gentilmente cedido por Cláudia Tulimoschi.

Soube, há momentos, que partiu, exactamente hoje, no dia em que completava 79 anos.
"Silêncio, coração / a vida é sempre assim /em tudo põe um fim /guarda dentro de mim / só a saudade".
Onde quer que te encontres, um beijo para ti, querida Flora!
GENIAIS!
Visite-os aqui http://www.trockadero.org/
e aqui http://www.trockadero.org/46.html para os espectáculos; até dia 12 de Abril em Portugal
Uma fadista catalã, conhecida em Portugal, que já editou 4 discos de fado, Núria Piferrer, que se apresenta com o nome artístico de Névoa. Canta em catalão, no Fado Menor do Porto, com uma letra de sua autoria, "Ofélia".
No vull que em miris així /ara que arriba el final /ara que res em fa mal / i que per fi puc dormir // No vull que em prenguis així /si saps que el cos no em respon /el riu és el meu llençol / el fang és el meu coixí.
Se quiser saber mais acerca de Nevoa, siga este caminho http://www.nevoa.com/
Este é um excerto do fado que ganhou este ano o Prémio Goya, atribuído pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Espanha à melhor Canção Original de filme, neste caso o contestado "Fados", de C. Saura.
Quando todos pensávamos "que bom, finalmente um prémio para Portugal", alguém levantou o dedo e disse "O REI VAI NU!..." Estala a polémica à qual me parece, porém, alhear-se o principal visado, Carlos do Carmo, que continua renitente, sem dar explicações públicas. Foi Vitor Marceneiro quem, na qualidade de herdeiro de Alfredo Marceneiro, levantou a celeuma e disse "mas que é lá isto, esta música é da autoria do meu avô, é o Fado Versículo, ou Pierrot, ou simplesmente Versículo, cantado e recantado por tantos e tão bons fadistas e agora quem recebe o prémio é o C.doC. e nem diz de quem é esta música..." Ora, no programa do Malato, quando este pergunta ao Carlos do Carmo de quem é a música do Fado Saudade, o Carlos responde um bocado atrapalhadamente que "é o Menor, do qual se desconhece o autor..." e não fala no Versículo, nem no Marceneiro. Mas noutras declarações, já C.doC. vem dizer "Nunca reclamei a autoria, é um fado menor em versículo que é uma forma musical de que o povo se apropriou, e a que cada um dá o seu estilo". Portanto, C.doC. parece aqui reconhecer que esta forma musical é mesmo o Fado Versículo, mas também parece não reconhecer a reclamada autoria de Alfredo Marceneiro...
O produtor do filme, Ivan Dias, declarou à Agência Lusa que o "Fado da saudade" "é um fado menor em versículo com arranjos dos músicos que acompanham Carlos do Carmo", assim parecendo também reconhecer tratar-se do Fado Versículo...
A questão que se coloca agora é "sendo a música a do Fado Versículo, poderia o prémio ter sido atribuído a este Fado, uma vez que o Regulamento determina que "Al Premio a la Mejor Canción Original podrán optar aquellas canciones, compuestas de letra y música, en las que ambas han de ser originales y creadas expresamente para la película. La canción debe ser claramente audible en algún momento a lo largo de la película, incluidos sus títulos de crédito"??? Se a palavra "original" tem ainda o mesmo significado, eu diria que não, uma vez que a música, embora com «arranjos novos», é precisamente a que o Marceneiro arranjou para a letra do Pierrot, há já umas décadas...
Este é o Fado Menor, um dos três pilares do Fado, cuja autoria se perdeu na noite dos tempo; a letra é de Fernando Farinha; a interpretação de Mariana Silva, que foi Raínha do Fado Menor em 1952, num concurso organizado por Fernanda de Castro, no Teatro Apolo.
Acontece que a letra daquele fado que José Cid gravou com o nome de Fado Nossa Senhora de Nossa Senhora- :) -e posteriormente editou com o título abreviado de O Fado de Nossa Senhora é em tudo semelhante a um fado que muitas fadistas cantavam nas casas de fado, com o título AQUELA VELHINHA, que Fernanda Maria gravou e cuja belíssima letra se deve a JOÃO LINHARES BARBOSA, o Príncipe dos Poetas, sendo a música de Armando Machado - Fado Cigana.
OU
http://www.youtube.com/watch?v=N6NfrOEFrrU
"Nem sempre o fado tradicional ou castiço tem que ser antigo..." Pois não! Este fado é disso um bom exemplo.
Com letra de Tiago Torres da Silva, música de Daniel Gouveia (Fado Daniel) e interpretação de Linda Leonardo, este belíssimo fado parece não ter suscitado o interesse comercial (?) de nenhuma das editoras do país do Fado, tendo acabado por ser registado em CD "Mystery of Fado", editado pela Ark Music, em Londres... Da minha parte, Bem haja! Deu-me a oportunidade de ouvir e me deleitar com este fado que acho maravilhoso. PARABÉNS aos autores e à Linda que lindamente o canta !
Sem mais conversa, vamos mas é ouvir e cantar o fado!
"Se eu te disser, ao ouvido
Que o Fado me tem pedido
Para ninguém o cantar
Por favor, guarda segredo
Porque o Fado está com medo
Que alguém o queira matar
... ... ... ... ... ... ... ...
É por isso que eu lhe digo
Que, quando lhe dou abrigo,
Sinto o peito tão cansado
E um dia talvez consiga
Que, ao chorar, o Fado diga
Que quer voltar a ser Fado."