
sexta-feira, abril 13, 2007
INSULTO ou GOZAÇÃO ?

quinta-feira, abril 12, 2007
Mestre Sócrates

Quem levantou esta lebre, acabou por não lhe acertar...
É que, para ser um caçador de sucesso, é necessário ter bons cães, boas armas, boa pontaria, ser mais astuto que a lebre e, principalmente, nascer para isso!
É que, meus senhores, como dizia o grande Armando Neves numa letra que escreveu para o repertório de Berta Cardoso,
um na mansarda, outro no rés-do-chão,
certo senhor doutor corado e nédio
e um sapateiro magro como um cão...
O doutor em Direito era formado;
porém, não era nada inteligente.
Cansava-se de esp'rar este advogado:
-não lhe batia à porta um só cliente !
Bastante inteligente, o sapateiro,
mas muito mau no ofício, por azar,
também levava a esp'rar o dia inteiro:
-nem meias-solas tinha p'ra deitar!
Um dia, o advogado, em voz chorosa,
ao sapateiro expôs suas razões...
Tiveram uma ideia luminosa
e trocaram, então, as profissões.
Com muitas encomendas de calçado,
fez-se o advogado artista de sovela,
- enquanto o sapateiro, em advogado,
suava p'r'atender a clientela!...
Tem esta breve história uma moral:
com ela uma lição talvez se deu...
- Pois cá por este mundo, cada qual
muitas vezes não é p'r'ó que nasceu!
terça-feira, abril 10, 2007
Ilha de encanto e beleza
FUNCHAL - Imagem retirada deA minha cyberamiga, amaliana, docente e fadista Valéria Mendez, editora do blog http://www.fadista-valeria-mendez.weblog.com.pt/ encontra-se, há algum tempo, no Continente e, como é de calcular, cheiinha de saudades da sua querida Madeira, motivo bastante para aqui recordar, mesmo sem som, a acariciante voz de Maximiano de Sousa, que ficou conhecido por Max, e o tema Ilha da Madeira, da autoria de Artur Ribeiro e de Mário Gonçalves Teixeira.
Quando te deixei, Madeira
Eu trouxe como bagagem
Saudades p'rá vida inteira
E um beijo teu p'rá viagem
Agora moro ao abrigo
Desta Lisboa encantada
Que, quando sonho contigo,
Parece cantar comigo
Esta canção magoada
Minha Madeira querida
Tão pequenina e garrida
Cheia de luz e de cor
Ilha de encanto e beleza
Linda terra portuguesa
Por quem quis ser trovador
Minha Madeira velhinha
És um ninho de andorinha
Vogando no mar sem fim
No meu cantar de saudade
Eu peço a Deus que te guarde
Inteirinha para mim.

Desculpem-me a liberdade do sublinhado, mas acho que, quanto mais não fosse, só a imagem contida nesses dois versos valem o poema.
Difícil é escrever coisas simples!... Complexa é a Simplicidade!...
segunda-feira, abril 09, 2007
Janelas enfeitadas
Não sabes porque enfeito estas janelas?
Enfeito-as só por ti, fica sabendo
Os olhos desta casa são só elas
Quero que elas sorriam em te vendo
Os laços cor-de-rosa, nas cortinas,
Craveiros, em dois vasos, encarnados
Canta um canário, a horas matutinas,
Uma canção de beijos repicados
As grades, nas janelas, torna-as feias
Nem mesmo requintadas tabuínhas
Janelas dessas lembram as cadeias
Quero que o sol e a lua entrem nas minhas
Quero poder mostrar-te, quando passas
Gradeamentos são para os escravos
Por isso é que eu enfeito estas vidraças
Por ti é que eu cultivo rubros cravos.

sábado, abril 07, 2007
DIA DE PÁSCOA
Esta história passou-se entre crianças
No Rossio, ali perto ao Monumento
Esvoaçavam alegres pombas mansas
E um velhinho oferecia-lhes alimento
Era dia de Páscoa e muita gente
Se juntou para ver o bom velhinho
Enquanto uma menina, meigamente
Dava amêndoas a um pobre rapazinho
O pai, que estava ao pé, indagar quis
Vendo o gesto da filha, humana e boa
E perguntou: -Conheces o petiz?
- Eu não, querido paizinho, mas perdoa
Vi-o tão pobrezinho, com atenção
Vendo as pombas comerem, coitadinho
Notei que tinha fome e dei-lhe então
Minhas amêndoas todas, meu paizinho
O pai diz-lhe: -Só quero abençoar-te
Pela tua nobre acção de humanidade
Bendito seja sempre quem reparte
Pelos pobres a santa caridade.

FADO no CASINO ESTORIL
Efeméride.Parece-me absolutamente justo que, desta ou de outra maneira, se lembre o nome e preste homenagem ao grande fadista que foi e é Carlos Zel, que prematuramente nos deixou. Por ele, e também para ouvir alguns dos fadistas anunciados, lá fui à Gala, bem sabendo que não seria uma noite de fados, nem do mais típico nem do mais tradicional...
Ora anotem- iniciou-se a noite com um bem português Welcome Drink no Du Arte Lounge ao mesmo tempo que no átrio, que serve este espaço e o acesso ao Salão P. eP., funcionários da imprensa se atarefavam em registar os primeiros momentos altos da noite: a chegada dos trabalhadores da empresa Jet 7, liderados pelo assessor principal Botox e respectiva Lady Whatever. Foi um momento very special este em que esses reconhecidos amantes de fado e estúrdia emprestaram as suas imagens às objectivas dos repórteres, assim simbolizando o povão presente em todos e em cada um de nós. Seguiu-se o jantar, servido no Salão Preto e Prata, cuja ementa só pecou por ser tão genuinamente portuguesa: canoa de papaia com camarões mar(in)ados ; creme aveludado de espargos frescos; naco de vitela grelhado com emulsão de poejos; bolo de amêndoa e gila com leque de abacaxi... francamente! é sempre a mesma coisa. Fartos de papaia e abacaxis andamos nós e de camarões e de emulsões, nem se fala! doces conventuais, então, é demais e com leque por causa dos calores... para esquecer. Não se lembraram de apresentar uma ementa mais original e europeísta, tipo pastelinhos de bacalhau à espanhola para começar o despique, um caldo verde francês para fazer cama a um very british patinho no forno a desgarrar com uns grelinhos cozidos e um puré de batata e depois um toucinho do céu holandês, tudo regado pelos vinhos além-tejanos que até não estavam mal escolhidos... Enfim, não me consultam, é o que dá... De realçar que o repasto foi acompanhado por música de fundo, primeiro um par de acordeões a recordar a chanson de vaudeville do Bairro Alto, depois uma pianada Alfamada, por Mestre Gama e, finalmente, directamente da Móraria, o conjunto "Lusitânia Ensemble" (pois!...) a esgalhar um género fado-câmara...
sexta-feira, abril 06, 2007
FADO-SAURA

Imagem inédita do Documentário Fado, do português Saura e onde se podem ver, para além dos também portugueses Lila Downs, Caetano Veloso, Cesária Évora e Toni Garrido, a andaluza Mariza e o brasileiro do Carmo, ambos, como se verifica, em 1º plano e os restantes, portugueses, em 2º plano como é costume, com outros figurantes, i.é, FIGURÕES...
domingo, abril 01, 2007
Quando Fado acontece
A letra é de Artur Ribeiro e a música de João Mª dos Anjos
Nem sempre acontece fado
No cantar estilizado
Que sai de cada garganta
E às vezes nada acontece
Porque quem cante se esquece
De dar sentido ao que canta.
Quem canta, nem sempre tem
Razões para amar alguém
E às vezes nunca sofreu
E, sem nunca ter vivido,
Como pode dar sentido
Ao que o poeta escreveu?
Mas, se acontece o contrário,
Nós temos por fadário
Amar, amar sem medida
E então acontece fado
E cada verso cantado
Fica transformado em vida!
sexta-feira, março 30, 2007
Ser BENFIQUISTA

Esta dos ecopontos do Benfica tem graça!... Significa, talvez, que mesmo o lixo benfiquista é reciclável!...
Eu, que de football nada entendo, adoro, porém, este Hino do Benfica que ouvia cantar na belíssima voz do LUÍS PIÇARRA...
E fico sempre à espera de ver um campo de papoilas saltitantes!
Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
A que qualquer engrandece
Sou dum clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal
Ser Benfiquista
É ter na alma
A chama imensa
Que nos conquista
E leva a palma
À luz intensa
Do sol que lá do céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Pelos campos a vibrar
São papoilas saltitantes !...
terça-feira, março 27, 2007
Um soberbo quadro!
"Na Igreja de Stº Estêvão
Junto ao cruzeiro do adro
Houve, em tempos, guitarradas
Não há pincéis que descrevam
Aquele soberbo quadro
Dessas noites bem passadas."
Limpa a vista e faz bem! Mas também faz saudades...
"Mal que batiam Trindades
Reunia a fadistagem
No adro da santa igreja
Fadistas, quantas saudades
Da velha camaradagem
Que já não há quem a veja!"
Só nos resta esperar por melhores dias, pelo milagre do Santo...
"Stº Estêvão, padroeiro
Desses recantos de fama
Faz o milagre sagrado
Que voltem ao teu cruzeiro
Esses fadistas d'Alfama
Que sabem cantar o fado!"
Amén!
sexta-feira, março 23, 2007
Fado.site.list

Ontem descobri, não 1, mas 5 sítios onde o tema principal é o FADO.
Três desses sítios são editados pela musicóloga Regina Gonçalves que defenderá brevemente, em data a anunciar, a sua Tese de Mestrado Fiz Leilão de Mim: A Carreira de Artur Ribeiro no Portugal do Estado Novo.
http://arturribeiro.blogspot.com/
http://miguelramosbiografia.blogspot.com/
http://guitarristasdefado.blogspot.com/
Os outros dois sítios, um de domínio português, outro brasileiro, mas ambos Portais, são também de grande interesse e de visita obrigatória, na minha modesta opinião.
http://www.portaldofado.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1
http://www.portaldofado.com.br/
Motivo não falta para falar de Fado. Ainda há muito por dizer, muitos de quem falar, muita investigação a fazer...
É tão bom viver o Fado!
quinta-feira, março 22, 2007
quarta-feira, março 21, 2007
BENFICA - FADO

PENALIDADES
Meu primeiro namorado,
Tinha eu vinte anos de idade...
Recordarmos o passado
É vivermos da saudade!
P'lo distintivo na gola
Soube que era "Benfica",
E que só jogava a bola
Porque a família era rica.
Quando o Benfica perdia,
Que neura que eu lhe aturava!...
Eu sorria, não sorria
Eu falava, não falava.
Mas se ganhava a equipe
Dos vermelhos... coisa louca!
Tinha sempre um acepipe
Para me adoçar a boca.
E como o amor é desejo
E dá azo a que se pegue
O beque pedia um beijo
E eu dava um beijo ao meu beque.
Certa vez que ele me deita
As mãos para me abraçar
O meu pai que andava à espreita
Apareceu a apitar.
Todos pretextos são vãos
Porque o meu pai só replica:
-Fazer joguinho de mãos
Não é próprio dum "Benfica",
Aqui sou árbitro e reino,
Fora daqui, seu vadio!
Quando isto é um simples treino
Que fará num desafio!...
Inda hoje recordo o fogo
Desse amor todo ansiedade.
Aquele fogoso jogo
E aquela penalidade.
(Out.1945)
Este o poema (inédito) que escolhi para lembrar, no Dia Mundial da Poesia, que todos os dias devem ser dias de Poesia.
O poema é da autoria de J. Linhares Barbosa e costumava ser cantado no Fado Trafaria, por Berta Cardoso, para um público muito restrito, em noites que acabavam depois de amanhecer. . .
Saberá o que é o Fado quem não lhe conhece esta e outras facetas e o reduz à condição de uma canção triste e miserabilista?
domingo, março 18, 2007
FORD...

... FOR YOU!
Isto, sim, eram automóveis! Até desciam escadas! Óptimos travões, condução segura.
Se alguma vez o FOR TWO se pode comparar a esta maravilha...
Já não se fazem carros como se faziam dantes, ora essa!
(Foto IP 1914)
sábado, março 17, 2007
De novo ! ?

sexta-feira, março 16, 2007
JÚLIA MENDES

Actriz de revista e cantadeira de fados (foto I.P.1908)
Uma biografia de Júlia Mendes, no blog Artistas Portugueses http://artistasportugueses.blogspot.com/2009/08/julia-mendes-1885-1911.html
Um fado, da autoria de Carlos Conde e de Fernando de Freitas, recordando Júlia Mendes, a que trocava "a vida pelo fado"...
O TREM DESMANTELADO
Fui hoje ver um trem desmantelado
Na quinta do Zé Grande em Odivelas
Se há relíquias que são traços de Fado
Aquela traquitana é uma delas
Foi lá que a Júlia Mendes, certa vez
Ferida de ciúme e paixão cega
Entrou no pátio velho do marquês
Para uma ceia típica na adega
Noite alta, canjirões, fado e rambóia
O Zé da Praça entrou, fez burburinho
Trouxe a Júlia na frente p'rá tipóia
E fizeram as pazes no caminho
Quantas ceias iguais de amor e fado
De ciúme e de sangue, algumas delas
Se viveram no trem desmantelado
Que eu vi hoje na quinta de Odivelas
quinta-feira, março 15, 2007
Insignes Fadistas

Sabe quem são?
Eu ajudo.
Da esquerda para a direita, M_ _ _ _ _ _ _ d'Assunção, F_ _ _ _ _ _ _ Maria, C_ _ _ _ _ Ramos, M_ _ _ _ _ _ Silva e C_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ .
Elas, embora já "retiradas", continuam a cantar maravilhosamente - com verdade, com raça e sentimento... que é como se deve cantar o Fado! Digo eu...
domingo, março 11, 2007
AMÁLIA RODRIGUES
quinta-feira, março 08, 2007
TEATRO

O grande actor CHABI PINHEIRO, no 2º quadro da revista "O Pão Nosso", no Teatro da República (1914).
sábado, março 03, 2007
Fado em ALFAMA

Bacalhau de Molho - Beco dos Armazéns de Linho, nº1
Clube de Fado - Rua de S. João da Praça, 92-94
Dragão de Alfama - Rua Guilherme Braga, 8
Fado Maior - Largo do Peneireiro, 7
Guitarras de Lisboa - Beco do Melo, 1
Marquês da Sé - Largo do Marquês Lavradio, 1
A Parreirinha de Alfama - Beco do Espírito Santo, 1
sexta-feira, março 02, 2007
SABER VIVER

quinta-feira, março 01, 2007
Fado no BAIRRO ALTO

Adega Machado - Rua do Norte, 91
Restaurante Nô-Nô (encerrado) - Rua do Norte, 47-49
Adega Mesquita - Rua Diário de Notícias, 107
Já Disse - Rua do Diário de Notícias, 42
A Tasca do Chico - Rua do Diário de Notícias, 39
O Faia - Rua da Barroca, 48
O Forcado - Rua da Rosa, 221
O Canto do Camões - Travessa da Espera, 38
Lisboa à Noite - Rua das Gáveas, 69
A Severa (encerrado) - Rua das Gáveas, 55
Café Luso - Travessa Queimada, 10
terça-feira, fevereiro 27, 2007
GRANDES PORTUGUESES

SIMPLEX

sexta-feira, fevereiro 23, 2007
GRANDES PORTUGUESES

segunda-feira, fevereiro 19, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
LISBOA no GUINESS

Este é o endereço : http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/
Um blog sobre fado e sobre Lisboa, "a mais cantada e mais amada cidade do mundo".
Um blog de amor de Vitor Duarte Marceneiro.
Parabéns !
sábado, fevereiro 10, 2007
Lugares do Mundo

Acedendo ao endereço indicado, pode fazer uma viagem à volta do mundo, sem pagar bilhete nem outros transtornos de viagem, visitando alguns dos mais belos lugares do planeta. Um album de 4977 fotografias, da autoria de Dominique.
Muito interessante.
http://www.alovelyworld.com/index2.html
domingo, janeiro 28, 2007
Acerca da Morte
quinta-feira, janeiro 04, 2007
MÃE

Hoje há mais uma estrela no céu !
A Minha Querida Mãe
As palavras mais bonitas
que a nossa Língua contém
são estas três, tão benditas:
Amor e Saudade e Mãe...
.... .... ....
(Armando Neves)
... .... .... ...
Quando, cansada da vida
E farta de mil abrolhos
Queria que a fechar meus olhos
Fosses tu, mãezinha querida !
Sem ti, é mais dolorida
Da vida, a dura jornada
Mas Deus quis, mãe adorada!
Que tu partisses primeiro
E, no mundo traiçoeiro,
Quem não tem mãe, não tem nada!
(Domingos Gonçalves Costa)
Não minha mãe. Não era ali que estava.
Talvez noutra gaveta. Noutro quarto.
Talvez dentro de mim que me apertava
contra as paredes do teu sexo-parto.
A porta que entretanto atravessava
talhada no teu ventre de alabastro
abria-se fechava dilatava.
Agora sei: dali nunca mais parto.
Não minha mãe. Também não era a sala
nem nenhum dos retratos de família
nem a brisa que a vida já não tem.
Talvez a tua voz que ainda me fala...
... o meu berço enfeitado a buganvília...
Tenho tantas saudades, minha mãe!
(J.C. Ary dos Santos)
quinta-feira, dezembro 21, 2006
NATAL

(Imagem retirada de : http://sotaodaines.chrome.pt/Sotao/histor76.html )
NATAL
Natal ! Um hino de esp'ranças
De ilusões e sonhos ledos
Quando as felizes crianças
Pedem beijos e brinquedos !
Natal ! Há destinos falsos
Nesta vida triste e breve
E andam pèsinhos descalços
Caminhando sobre a neve !...
(Poema de Domingos Gonçalves Costa)
A todos desejo um Santo Natal
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Trapeira

Esta obra de arte encontra-se em Leiria, num prédio antigo, ao Terreiro. Se quiser ver outras maravilhas leirienses vá até ao sítio da Janus www.januariaehelena.blogspot.com ou vá mesmo até Leiria e aproveite também para comer umas Brisas do Liz e uns Barquinhos de ovo e chocolate. Garantidamente, do melhor!
terça-feira, dezembro 19, 2006
Boas Festas

Aproveitando este sugestivo cartoon natalício "caçado" no blog www.maschamba.weblog.com.pt, aproveito para desejar a todos
segunda-feira, dezembro 04, 2006
VENDE-SE !

domingo, dezembro 03, 2006
EXTRAORDINÁRIO !

Não deixa de não ser intrigante!...
sábado, dezembro 02, 2006
O BAIRRO, O POETA, A FADISTA E O FADO

O BAIRRO E O POETA
(Miguel Ramos/Carlos Conde
canta Frutuoso França)
A Natália, essa fadista
De voz terna, saudosista
Toda encanto e melodia
Foi a melhor companheira
Que o Gabriel de Oliveira
Teve ali, na Mouraria.
Ele fazia-lhe os versos
Esses poemas dispersos
Com sabor a tradição
E ela aprendia a cantar
Naquele 1º andar
Na Rua do Capelão
Em volta imagens antigas
De fadistas e cantigas
Numa graça colorida
Tudo ali sabia a fado
Desde um verso bem rimado
À tese mais escolhida
Na viela escura e triste
Onde agora só existe
A saudade duma grei
Aquela velha casinha
Era um trono de rainha
Num bairro onde o fado é rei
Foi nesse bairro fadista
Que o poeta mais bairrista
Um nome grande marcou
Porém, tudo se perdeu
Porque o Gabriel morreu
E a Mouraria acabou.
(Imagem: MOURARIA, emprestada por www.teiaportuguesa.com)




