domingo, abril 01, 2007

Quando Fado acontece


A letra é de Artur Ribeiro e a música de João Mª dos Anjos

Nem sempre acontece fado
No cantar estilizado
Que sai de cada garganta
E às vezes nada acontece
Porque quem cante se esquece
De dar sentido ao que canta.

Quem canta, nem sempre tem
Razões para amar alguém
E às vezes nunca sofreu
E, sem nunca ter vivido,
Como pode dar sentido
Ao que o poeta escreveu?

Mas, se acontece o contrário,
Nós temos por fadário
Amar, amar sem medida
E então acontece fado
E cada verso cantado
Fica transformado em vida!
Posted by Picasa

sexta-feira, março 30, 2007

Ser BENFIQUISTA


Esta dos ecopontos do Benfica tem graça!... Significa, talvez, que mesmo o lixo benfiquista é reciclável!...
Eu, que de football nada entendo, adoro, porém, este Hino do Benfica que ouvia cantar na belíssima voz do LUÍS PIÇARRA...
E fico sempre à espera de ver um campo de papoilas saltitantes!

Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
A que qualquer engrandece
Sou dum clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal

Ser Benfiquista
É ter na alma
A chama imensa
Que nos conquista
E leva a palma
À luz intensa
Do sol que lá do céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Pelos campos a vibrar
São papoilas saltitantes !...

Posted by Picasa

terça-feira, março 27, 2007

Um soberbo quadro!


Ver Lisboa e além-Tejo, do adro da Igreja de Stº Estêvão, lembrando a letra do fado homónimo, escrita pelo inspirado Gabriel de Oliveira...
"Na Igreja de Stº Estêvão
Junto ao cruzeiro do adro
Houve, em tempos, guitarradas
Não há pincéis que descrevam
Aquele soberbo quadro
Dessas noites bem passadas."

Limpa a vista e faz bem! Mas também faz saudades...

"Mal que batiam Trindades
Reunia a fadistagem
No adro da santa igreja
Fadistas, quantas saudades
Da velha camaradagem
Que já não há quem a veja!"

Só nos resta esperar por melhores dias, pelo milagre do Santo...

"Stº Estêvão, padroeiro
Desses recantos de fama
Faz o milagre sagrado
Que voltem ao teu cruzeiro
Esses fadistas d'Alfama
Que sabem cantar o fado!"

Amén!
Posted by Picasa

sexta-feira, março 23, 2007

Fado.site.list

















Ontem descobri, não 1, mas 5 sítios onde o tema principal é o FADO.
Três desses sítios são editados pela musicóloga Regina Gonçalves que defenderá brevemente, em data a anunciar, a sua Tese de Mestrado Fiz Leilão de Mim: A Carreira de Artur Ribeiro no Portugal do Estado Novo.


http://arturribeiro.blogspot.com/

http://miguelramosbiografia.blogspot.com/

http://guitarristasdefado.blogspot.com/

Os outros dois sítios, um de domínio português, outro brasileiro, mas ambos Portais, são também de grande interesse e de visita obrigatória, na minha modesta opinião.
http://www.portaldofado.net/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

http://www.portaldofado.com.br/

Motivo não falta para falar de Fado. Ainda há muito por dizer, muitos de quem falar, muita investigação a fazer...

É tão bom viver o Fado!
Posted by Picasa

quinta-feira, março 22, 2007

quarta-feira, março 21, 2007

BENFICA - FADO





















PENALIDADES

Meu primeiro namorado,
Tinha eu vinte anos de idade...
Recordarmos o passado
É vivermos da saudade!

P'lo distintivo na gola
Soube que era "Benfica",
E que só jogava a bola
Porque a família era rica.

Quando o Benfica perdia,
Que neura que eu lhe aturava!...
Eu sorria, não sorria
Eu falava, não falava.

Mas se ganhava a equipe
Dos vermelhos... coisa louca!
Tinha sempre um acepipe
Para me adoçar a boca.

E como o amor é desejo
E dá azo a que se pegue
O beque pedia um beijo
E eu dava um beijo ao meu beque.

Certa vez que ele me deita
As mãos para me abraçar
O meu pai que andava à espreita
Apareceu a apitar.

Todos pretextos são vãos
Porque o meu pai só replica:
-Fazer joguinho de mãos
Não é próprio dum "Benfica",

Aqui sou árbitro e reino,
Fora daqui, seu vadio!
Quando isto é um simples treino
Que fará num desafio!...

Inda hoje recordo o fogo
Desse amor todo ansiedade.
Aquele fogoso jogo
E aquela penalidade.

(Out.1945)

Este o poema (inédito) que escolhi para lembrar, no Dia Mundial da Poesia, que todos os dias devem ser dias de Poesia.

O poema é da autoria de J. Linhares Barbosa e costumava ser cantado no Fado Trafaria, por Berta Cardoso, para um público muito restrito, em noites que acabavam depois de amanhecer. . .

Saberá o que é o Fado quem não lhe conhece esta e outras facetas e o reduz à condição de uma canção triste e miserabilista?




domingo, março 18, 2007

FORD...











... FOR YOU!
Isto, sim, eram automóveis! Até desciam escadas! Óptimos travões, condução segura.
Se alguma vez o FOR TWO se pode comparar a esta maravilha...
Já não se fazem carros como se faziam dantes, ora essa!
(Foto IP 1914)
Posted by Picasa

sábado, março 17, 2007

De novo ! ?


Hoje, enquanto ouvia este CD, entretive-me, como de costume, a ler o nome dos autores das letras e das músicas. Mais uma vez, o pouco cuidado das editoras conseguiu surpreender-me... Já em Junho de 2005, no postal intitulado "Berta Cardoso - Discografia", aqui escrevi sobre o facto de se indicar erradamente uma autoria, dessa vez relativamente a um fado, criação e grande sucesso de Berta Cardoso na revista "Manda Ventarolas", "O Fado do Marinheiro" gravado posteriormente com o nome "Canção das Descobertas".
Desta vez, enquanto ouvia o fado "A minha pronúncia", na voz da Argentina Santos, fiquei na dúvida se, de facto, a letra é, como se indica, do Alberto Rodrigues; parecia-me ter já lido informação noutro sentido. Fui consultar alguns dos, lamentavelmente poucos, documentos que fazem parte da minha "biblioteca de fado" e, na verdade, nem tive que procurar muito. No indispensável "Ídolos do Fado" (ed.1937), de A. VictorMachado, colhi a devida informação: - o fado "A minha pronúncia" é da autoria do poeta popular Clemente José Pereira que o escreveu para a cantadeira Carolina Redondo , que pronunciava acentuadamente os rr e que era por isso conhecida pela "Cantadeira de Setúbal" e por ser natural daquela cidade; este fado era, pois, do repertório da cantadeira Carolina Redondo que o cantava no Fado-Marcha Júlio Duarte; Argentina Santos canta-o no Fado-Marcha do Marceneiro.
Pois é, meus senhores, errare humanum est !... Mas, na minha modesta opinão, estes erros não deviam registar-se porque, das duas, três- ou, de facto, tratamos os assuntos do Fado com o respeito e rigor que merecem e pugnamos por elevá-lo a Património Mundial da Humanidade, ou, então, será melhor ficarmos quietinhos, que ainda nos pode acontecer uma grande vergonha...
Em qualquer dos casos, o melhor é mesmo tratar a res fadística com a consideração que a Cultura Portuguesa nos merece, o que passa, antes de mais, pelo estudo, pela verdade e pelo zelo.
As editoras têm o dever de melhor cuidar da informação, já que são o seu veículo por excelência e, por vezes, único. Atenção, pois, à responsabilidade de informar erradamente.

sexta-feira, março 16, 2007

JÚLIA MENDES


















Actriz de revista e cantadeira de fados (foto I.P.1908)

Uma biografia de Júlia Mendes, no blog Artistas Portugueses http://artistasportugueses.blogspot.com/2009/08/julia-mendes-1885-1911.html

Um fado, da autoria de Carlos Conde e de Fernando de Freitas, recordando Júlia Mendes, a que trocava "a vida pelo fado"...

O TREM DESMANTELADO

Fui hoje ver um trem desmantelado
Na quinta do Zé Grande em Odivelas
Se há relíquias que são traços de Fado
Aquela traquitana é uma delas

Foi lá que a Júlia Mendes, certa vez
Ferida de ciúme e paixão cega
Entrou no pátio velho do marquês
Para uma ceia típica na adega

Noite alta, canjirões, fado e rambóia
O Zé da Praça entrou, fez burburinho
Trouxe a Júlia na frente p'rá tipóia
E fizeram as pazes no caminho

Quantas ceias iguais de amor e fado
De ciúme e de sangue, algumas delas
Se viveram no trem desmantelado
Que eu vi hoje na quinta de Odivelas

Posted by Picasa

quinta-feira, março 15, 2007

Insignes Fadistas














Sabe quem são?
Eu ajudo.
Da esquerda para a direita, M_ _ _ _ _ _ _ d'Assunção, F_ _ _ _ _ _ _ Maria, C_ _ _ _ _ Ramos, M_ _ _ _ _ _ Silva e C_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ .
Elas, embora já "retiradas", continuam a cantar maravilhosamente - com verdade, com raça e sentimento... que é como se deve cantar o Fado! Digo eu...

domingo, março 11, 2007

quinta-feira, março 08, 2007

TEATRO


















O grande actor CHABI PINHEIRO, no 2º quadro da revista "O Pão Nosso", no Teatro da República (1914).

sábado, março 03, 2007

Fado em ALFAMA


Mais uma fotografia de Dias dos Reis, em
http://www.pbase.com/diasdosreis/root , um pormenor da casa de fados Dragão de Alfama, onde se encontra a cantar, aos fins de semana, Flora Pereira, que durante alguns anos fez parte do elenco da Parreirinha, da Argentina Santos e onde, para além dela, cantam a Lina Mª Alves e a Tina Santos, todas fadistas da "velha guarda".
CASAS DE FADO em Alfama:

Bacalhau de Molho - Beco dos Armazéns de Linho, nº1
Clube de Fado - Rua de S. João da Praça, 92-94
Dragão de Alfama - Rua Guilherme Braga, 8
Fado Maior - Largo do Peneireiro, 7
Guitarras de Lisboa - Beco do Melo, 1
Marquês da Sé - Largo do Marquês Lavradio, 1
A Parreirinha de Alfama - Beco do Espírito Santo, 1
A Taverna d’ El Rey - Largo do Chafariz de Dentro, 14
Vale sempre a pena ir ouvir o fado, ao vivo ! E, então, jantar na Parreirinha, nem se fala...

sexta-feira, março 02, 2007

SABER VIVER


"Todas as grandes regras de saber-viver se fundem numa só: pensar nos outros. Não faças aos outros aquilo que não queres para ti... Se cumprir esta máxima pode estar certo de que jamais faltará gravemente às regras de boa educação.
O saber-viver só tem um sentido: facilitar as relações humanas e torná-las o mais agradáveis possíveis."

Este conselho, retirei-o de uma EVA, a de Janeiro de 1954 e a imagem, fui buscá-la ao site www.humour.com


quinta-feira, março 01, 2007

Fado no BAIRRO ALTO


A Rua do Norte, pela objectiva do fotógrafo Dias dos Reis cuja galeria - belíssima - pode ver em http://www.pbase.com/diasdosreis/galleries.
Houve um tempo em que se rumava ao Bairro Alto para "ir aos fados"; presentemente, as casas de fado alimentam-se maioritariamente de estrangeiros; grande parte dos portugueses procuram agora outros sons... mas, mesmo assim, aqui fica a morada, se não de todas, de algumas das
CASAS DE FADO do Bairro Alto:
Adega Machado - Rua do Norte, 91
Restaurante Nô-Nô (encerrado) - Rua do Norte, 47-49
Adega Mesquita - Rua Diário de Notícias, 107
Já Disse - Rua do Diário de Notícias, 42
A Tasca do Chico - Rua do Diário de Notícias, 39
O Faia - Rua da Barroca, 48
O Forcado - Rua da Rosa, 221
O Canto do Camões - Travessa da Espera, 38
Lisboa à Noite - Rua das Gáveas, 69
A Severa (encerrado) - Rua das Gáveas, 55
Café Luso - Travessa Queimada, 10

terça-feira, fevereiro 27, 2007

GRANDES PORTUGUESES



















Data de 1914 este concurso organizado pelo jornal O Século. Um concurso com intuitos pedagógicos "do qual se tirarão, além do ensinamento e do prazer da leitura de magníficos trechos literários, proveitosos brindes...". Um concurso que consiste em coleccionar 40 Figuras Nacionais cujos feitos constituem parte da História de Portugal. "Difundir a História d' um povo é dar-lhe energias, vida, conhecimento do passado cujos exemplos de grandeza ficam como incitamentos e cujos horrores, cujos crimes, são como motivos de repulsa salvando os homens de os imitarem. A História tempera o carácter dum povo...".
Para além da curiosidade, vem este postal a propósito do concurso Os Grandes Portugueses, que pode consultar em http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/index.php ; é hoje apresentado um documentário sobre Luís de Camões, que o Prof. Helder Macedo considera "o pioneiro da moderna consciência universalista"; parece-me que todos concordaremos com o Prof., mas seria bom referir que essa consciência se adquire pelo conhecimento, que a Camões sobejava, da História do seu próprio Povo, neste caso o Povo que "deu Mundos ao Mundo"...
Lembremos, a propósito, que as sucessivas reformas no sistema de ensino determinaram a existência de várias gerações de portugueses que ignoram quase por completo a História do seu país...
Nota de rodapé - Entre os nossos 10 finalistas, ao contrário do que acontece noutros países, não figura mulher alguma... Pelos vistos, Portuguesa Ilustre em Portugal, só o Hino !

SIMPLEX





Em 1908, SIMPLEX era, como se vê, marca registada de discos, propriedade de J. Castello Branco.
Em 2006, SIMPLEX é, como se sabe, "um Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa que engloba um conjunto de iniciativas que visam a facilitação da vida dos Cidadãos e Empresas" com patente de J. Sócrates.
Curioso!... Ambos nos dão música!...

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

GRANDES PORTUGUESES



Ao Bairro Alto, na R. João Pereira Rosa, chama a atenção, de quem por ali passa, o prédio com o nº 6 em cuja frontaria se encontram 7 lápides! Lendo-as se fica a saber que ali residiram os seguintes portugueses ilustres: JOSÉ GOMES FERREIRA; OFÉLIA MARQUES; FERNANDA DE CASTRO; BERNARDO MARQUES; ANTÓNIO FERRO; JOAQUIM P. OLIVEIRA MARTINS e ainda que ali também viveu e faleceu RAMALHO ORTIGÃO. É um prédio com História, não é? Mas está como outros, igualmente importantes para a história da Cidade, a degradar-se...
Quem, de dia, circula pelo Bairro Alto não pode deixar de indignar-se com o estado em que se encontra a maior parte dos prédios, alguns ameaçando ruir, outros já parcialmente desmoronados e muitos vandalizados. Mas, de dia, quem lá mora ainda?...
Quem, de noite, se faz ao Bairro Alto para se divertir e assim, nem se apercebe do real estado das coisas; é natural- com o barulho das luzes nem se nota!... E ficamos todos muito mais descansados!

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

LISBOA no GUINESS



















Este é o endereço : http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/
Um blog sobre fado e sobre Lisboa, "a mais cantada e mais amada cidade do mundo".
Um blog de amor de Vitor Duarte Marceneiro.
Parabéns !

sábado, fevereiro 10, 2007

Lugares do Mundo











Machico - Madeira

Acedendo ao endereço indicado, pode fazer uma viagem à volta do mundo, sem pagar bilhete nem outros transtornos de viagem, visitando alguns dos mais belos lugares do planeta. Um album de 4977 fotografias, da autoria de Dominique.
Muito interessante.
http://www.alovelyworld.com/index2.html

domingo, janeiro 28, 2007

Acerca da Morte















"Toda a morte é uma criação. Verdadeiramente, nada morre na Natureza, porque a Natureza inteira é viva. A morte não mata nunca. A morte não é mais que o desenvolvimento instantâneo
duma vida nova, até ali oculta na vida que a precedeu. A Morte, como o nascimento, é progresso da Vida."
Fichte

quinta-feira, janeiro 04, 2007

MÃE















Hoje há mais uma estrela no céu !
A Minha Querida Mãe

As palavras mais bonitas
que a nossa Língua contém
são estas três, tão benditas:
Amor e Saudade e Mãe...
.... .... ....
(Armando Neves)

... .... .... ...
Quando, cansada da vida
E farta de mil abrolhos
Queria que a fechar meus olhos
Fosses tu, mãezinha querida !
Sem ti, é mais dolorida
Da vida, a dura jornada
Mas Deus quis, mãe adorada!
Que tu partisses primeiro
E, no mundo traiçoeiro,
Quem não tem mãe, não tem nada!

(Domingos Gonçalves Costa)


Não minha mãe. Não era ali que estava.
Talvez noutra gaveta. Noutro quarto.
Talvez dentro de mim que me apertava
contra as paredes do teu sexo-parto.

A porta que entretanto atravessava
talhada no teu ventre de alabastro
abria-se fechava dilatava.
Agora sei: dali nunca mais parto.

Não minha mãe. Também não era a sala
nem nenhum dos retratos de família
nem a brisa que a vida já não tem.

Talvez a tua voz que ainda me fala...
... o meu berço enfeitado a buganvília...
Tenho tantas saudades, minha mãe!

(J.C. Ary dos Santos)


quinta-feira, dezembro 21, 2006

NATAL














(Imagem retirada de : http://sotaodaines.chrome.pt/Sotao/histor76.html )

NATAL

Natal ! Um hino de esp'ranças
De ilusões e sonhos ledos
Quando as felizes crianças
Pedem beijos e brinquedos !

Natal ! Há destinos falsos
Nesta vida triste e breve
E andam pèsinhos descalços
Caminhando sobre a neve !...

(Poema de Domingos Gonçalves Costa)

A todos desejo um Santo Natal

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Trapeira




Esta obra de arte encontra-se em Leiria, num prédio antigo, ao Terreiro. Se quiser ver outras maravilhas leirienses vá até ao sítio da Janus www.januariaehelena.blogspot.com ou vá mesmo até Leiria e aproveite também para comer umas Brisas do Liz e uns Barquinhos de ovo e chocolate. Garantidamente, do melhor!

terça-feira, dezembro 19, 2006

Boas Festas














Aproveitando este sugestivo cartoon natalício "caçado" no blog www.maschamba.weblog.com.pt, aproveito para desejar a todos
BOAS FESTAS

segunda-feira, dezembro 04, 2006

VENDE-SE !


Recebi esta "piada" por e-mail e não resisto a partilhá-la.
De facto, para desgraça ou por graça nossa, continuamos muito bons neste género!...

domingo, dezembro 03, 2006

EXTRAORDINÁRIO !














Os FADISTAS que circularem aqui pela zona do Campo Pequeno, ficam a saber - têm uma passadeira de peões especial para eles, com toda a prioridade!...
Imagem "caçada" no blog http://www.januariaehelena.blogspot.com/
Não deixa de não ser intrigante!...

sábado, dezembro 02, 2006

O BAIRRO, O POETA, A FADISTA E O FADO










O BAIRRO E O POETA
(Miguel Ramos/Carlos Conde
canta Frutuoso França)


A Natália, essa fadista
De voz terna, saudosista
Toda encanto e melodia
Foi a melhor companheira
Que o Gabriel de Oliveira
Teve ali, na Mouraria.

Ele fazia-lhe os versos
Esses poemas dispersos
Com sabor a tradição
E ela aprendia a cantar
Naquele 1º andar
Na Rua do Capelão

Em volta imagens antigas
De fadistas e cantigas
Numa graça colorida
Tudo ali sabia a fado
Desde um verso bem rimado
À tese mais escolhida

Na viela escura e triste
Onde agora só existe
A saudade duma grei
Aquela velha casinha
Era um trono de rainha
Num bairro onde o fado é rei

Foi nesse bairro fadista
Que o poeta mais bairrista
Um nome grande marcou
Porém, tudo se perdeu
Porque o Gabriel morreu
E a Mouraria acabou.

(Imagem: MOURARIA, emprestada por www.teiaportuguesa.com)

quinta-feira, novembro 30, 2006

Noite de Gala

















"Troféu Amália", da autoria do escultor Rui Fernandes


Também na II Gala dos Prémios Amália Rodrigues, não se verificou a presença de muitos amigos do fado e amantes da canção nacional... Por onde anda a fadistagem?!... Não sabem o que perderam...
Independentemente da justiça/justeza da escolha dos premiados, o que aqui não vem ao caso, e de uma certa atribulação no andamento da I parte do espectáculo, o serão valeu a pena.
Fernanda Maria cantou. Maria da Fé teve o mérito de a "convencer" a aceitar o desafio. Foi um dos momentos mágicos em que aconteceu Fado.
A apresentação, por Helena Ramos e Filipa Gordo, enriqueceu o espectáculo criando momentos de boa disposição para o que também contribuiu a actriz Alina Vaz com algumas divertidas intervenções.
Finalmente, o aplauso merecido para as Adufeiras de Monsanto.

Um Romance Epistolar




O Livro do Meio
O livro de género inovador, de que são co-autores Maria Velho da Costa e Armando Silva Carvalho, cuja apresentação, a cargo de Isabel Allegro de Magalhães e de António Mega Ferreira, aconteceu ontem em Lisboa, no Hotel Altis, não se verificando a presença de muitos intelectuais da nossa praça...
Por onde andará a intelligentia deste país?!

terça-feira, novembro 28, 2006

LIMALHA


cOLECÇÃO fADO NO mUSEU DO fADO
"A perpétua roxa é uma flor utilizada na elaboração do chá das fadistas, para dar brilho e claridade à voz".
Interessante...
Mais informação no blog da Liliana http://limalha.blogspot.com/

segunda-feira, novembro 27, 2006

JUSTIÇA


"ONDE HÁ JUSTIÇA, NÃO HÁ POBREZA"
Um pensamento de Confúcio

MEMÓRIAS DE FADO














A APAF, em colaboração com o Museu do Fado, irá realizar na próxima 5ª feira, dia 30, pelas 21h, no Museu do Fado, uma sessão dedicada ao fadista FERNANDO FARINHA.
A evocação será feita por Nuno Lopes; Vitor Duarte Marceneiro apresentará um diaporama.
Os fadistas Manuela Cavaco e António Rocha, acompanhados pelo guitarrista Luís Ribeiro e o violista Jaime Martins, interpretarão alguns fados de Fernando Farinha.
Entrada livre.
O Museu do Fado situa-se em Alfama, no Largo do Chafariz de Dentro, nº 1.

sexta-feira, novembro 24, 2006

PUDIM FADISTA





Uma receita para experimentar no fim de semana

Consulte http://www.gastronomias.com/doces/doce0053.htm e depois diga se gostou...

ARRÁBIDA

I.P. 1905

















A celebrar o Portinho d'Arrábida, um "fado" com música de Armando Machado e letra de Ivete Pessoa, interpretado por Maria de Lourdes Machado, todos ao tempo residentes da Adega Machado, uma das mais afamadas casas de fado de Lisboa de que Armando e Mª de Lourdes Machado eram os proprietários e, respectivamente, violista e fadista e Ivete Pessoa, para além de servir às mesas, era também uma das fadistas de serviço.

BALANÇA, BALANÇA
Ó meu Portinho d'Arrábida
Onde os dias vou passar
Venho sempre com saudades
De não poder cá ficar

Ó minha Pedra d'Anicha
Tu és para mim um tesouro
Quando as algas o sol bate
Brilham mais que o próprio ouro

Balança, balança, nas ondas do mar
Balança, balança, barquinho a pescar
Balança, balança, nas ondas do mar
Que não percas esperança
De à praia voltar

Meu barquinho, meu amigo
Quando vais a navegar
Vais desafiando o perigo
A correr e a saltar

Como é bom olhar pr'ó mar
Ver das ondas o fulgor
E ouvir ao longe cantar
A canção do pescador

Balança, balança, barquinho no mar
Balança, balança, barquinho a pescar
Balança, balança nas ondas do mar
Que não percas esperança
De à praia voltar

quinta-feira, novembro 23, 2006

FADÓ - FADO



FADÓ é nome de joalharia Irlandesa, com sítio na Net www.fadojewelry.com, onde se explica que a palavra fadó significa "há muito tempo" em Gaélico.

Costumamos nós dizer que a nossa palavra fado tem origem no étimo latino fatum que significa "destino".

Atendendo à nossa origem Celta, que o destinomuito tempo entendeu cruzar com os colonos romanos, será que não existe também algum cruzamento a nível da palavra?...

Vá lá, Senhores Filólogos, vejam bem isso!...

terça-feira, novembro 21, 2006

BALADA PARA UMA VELHINHA



"Oldwoman" -foto retirada de www.trekearth.com
Num banco de jardim, uma velhinha
Está tão só com a sombrinha
Que é o seu pano de fundo
Num banco de jardim, uma velhinha
Está sozinha
Não há coisa mais triste neste mundo
E apenas faz ternura,
Não faz pena, não faz dó
Pois tem no rosto um resto de frescura
Já coseu alpergatas e bandeiras,
Verdadeiras
Amargou a pobreza até ao fundo
Dos ossos fez as mesas e as cadeiras,
As maneiras
Que a fazem estar sentada sobre o mundo
Neste jardim é ela a trepadeira
Das canseiras
Das rugas, onde o tempo é mais profundo
Num banco de jardim, uma velhinha
Nunca mais estará sozinha
O futuro está com ela
E abrindo ao sol o negro da sombrinha
Poidinha
O sol vem namorá-la da janela
Se essa velhinha fosse a mãe que eu quero
A mãe que eu tinha
Não havia no mundo outra mais bela
Num banco de jardim, uma velhinha
Faz desenhos nas pedrinhas
Que, afinal, são como eu
Sabe que as dores que tem também são minhas,
São moinhas
Do filho a desbravar que Deus lhe deu
E em volta do seu banco os malmequeres,
As andorinhas
Provam que a minha mãe nunca morreu.
Uma criação de Carlos do Carmo, com letra de Ary dos Santos e música de Martinho d'Assunção.

Pois é !