quarta-feira, outubro 04, 2006

PREGÃO DOS FIGOS

















Muito escondidinhos em folhas de figueira...
já oiço apregoar, ao longe, a vendedeira:

Quem quer figos, quem quer almoçar...

Quem quer comprar figuinho moscatel,
pèzinso tombado e pingo de mel?

Os de capa rota são tão madurinhos!
A capa era pouca pra tantos grãozinhos.

Quem quer figos, quem quer almoçar...

(In "Cantigas da Minha Avó", de Delfina Figueiredo, Professora do Conservatório Nacional -ed. 1982).

Para recordar a Lisboa que foi... a Lisboa dos pregões... a Lisboa que já não é

segunda-feira, outubro 02, 2006

FADO



















acrílico de Jean-Claude SISMEIRO,
um luso-descendente, cuja obra pode ver aqui: http://www.sis-art.com/acryliques.html Posted by Picasa

domingo, outubro 01, 2006

LISBOA À NOITE









Uma fotografia enviada pelo meu cyber amigo "aideuseue"
Boa noite! Posted by Picasa

ALFREDO MARCENEIRO (1891 - 1982)


Nascido em Lisboa, na freguesia de Stª Isabel, Alfredo Duarte estreia-se como fadista com cerca de 20 anos (1911), num "cabaret" sito no 14 do Largo do Rato. Começa a ser conhecido pelo Alfredo "Lulu" em virtude de andar sempre muito bem vestido, muito janota. Mais tarde o fadista, que é marceneiro de ofício, vem então a ter nome Alfredo Marceneiro, nome com o qual fica imortalizado no fado, como cantador e como compositor. São de Marceneiro o Fado Margarida, o Fado Cravo, o Fado Balada, o Fado Pagem, a Marcha de A. Marceneiro, entre outros, e o Fado Cuf em que cantava, com versos do poeta Armando Neves, o fado "O Marceneiro"

Com lídima expressão e voz sentida
Hei-de cumprir no Mundo a minha sorte
Alfredo Marceneiro toda a vida
Para cantar o fado até à morte.
... ... ...
A produção discográfica de Alfredo Marceneiro não é muito grande; consta que gostava pouco de gravar; a sua actividade cingiu-se praticamente às casas de fado em Lisboa; fez uma "incursão" no cinema, em 1940, tendo participado, bem como Berta Cardoso, no filme de António Lopes Ribeiro "Feitiço do Império".
O ofício de marceneiro, que exerceu até 1943, conjuntamente à actividade fadista, ficará para sempre testemunhado, não só no nome, mas também n' "A casa da Mariquinhas", obra que construiu em madeira e que ilustra o fado com o mesmo nome, com letra de Silva Tavares; em exposição no Museu do Fado.
Criado pela sua bisneta Susana Duarte, em Outubro de 2001, é de consulta obrigatória, para quem queira saber mais acerca do artista, o site http://www.alfredomarceneiro.com/ ; complementarmente, em suporte papel, a fotobiografia, assinada pelo seu neto Vitor Duarte, "Recordar Alfredo Marceneiro"Posted by Picasa

quinta-feira, setembro 28, 2006

OPUS DEI - Conhecer para Opinar

A Opus Dei é uma organização que vive envolta em algum secretismo, mas a que, pontualmente, alguns factos dão visibilidade e devolvem à ribalta. É o caso, a nível internacional, do polémico "O Código da Vinci" e, a nível nacional, urbano e infelizmente muito restrito, do encerramento do histórico " Retiro Quebra Bilhas".
Por uma questão de seriedade intelectual, entendo que só se deve falar do que se conhece; ora, enfermando a referida organização de uma existência que se quer não divulgada ao público em geral, e de cuja essência só alguns eleitos têm conhecimento, aqui sugiro alguns "links" com informação vária e diversos pontos de vista.

1- Em Portugal, a OD conta com cerca de 85.000 membros. Visite o site da organização http://www.opusdei.pt/ e não deixe de ler o interessante testemunho de Diogo Gonçalves, 27 anos, docente universitário e supranumerário da OD - "Entre o Direito e o Fado".

2- A OD é uma seita a que pertencem alguns notáveis - Mota Amaral, Jardim Gonçalves...- , que controla boa parte do ensino, da comunicação social e da banca e cujo poder aumentou após a nomeação, como Papa, de Karol Wojtyla. O artigo Opus Dei e outras Seitas em

3- Saiba que " A organização católica Opus Dei em português é feminina "
http://ciberduvidas.sapo.pt/controversias/050606_2.html

4- Espreite "Os Bastidores da Opus Dei"
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1106776-1653,00.html
http://www.hottopos.com/mirand17/opbast.htm

5- Encontre resposta para as suas dúvidas, perguntando no blogue
http://soudoopusdei.blogspot.com/

6 - Conheça a Opus Dei em artigos, a Opus Livre
http://www.opuslivre.org/Artigos/

E tenha um muito Bom Dei, i.é, Dia!

quarta-feira, setembro 27, 2006

QUEBRA BILHAS / OPUS DEI




O prédio onde funcionou o histórico Quebra Bilhas e, ao lado, o palacete Beltrão, que pertenceu a Fausto Figueiredo, onde actualmente se encontra o Centro Cultural do Campo Grande, organização da Opus Dei.
Fotografia de 1971.
Mais um atentado contra monumentos históricos, na cidade de Lisboa. O "Retiro Quebra Bilhas" foi encerrado. Mais uma "testemunha" da história do Fado e de Lisboa que é "silenciada" perante a indiferença, quase generalizada, dos munícipes e das mais variadas "associações culturais" que por aí pululam, mas que de pouco servem.
Toda a notícia no Jornal da Praceta - agá tê tê pê 2pontos barra barra jornalpraceta ponto no ponto sapo pontinho pê têzinho - ufa!

terça-feira, setembro 26, 2006

FADO CRAVO




Um poema de Azinhal Abelho (1916 - 1979), alentejano de Orada -Borba,
personalidade da cultura portuguesa que publicou, entre outros, o livro de
poemas "Os Anjos Cantam o Fado".
http://viriatos.blogspot.com
O Sexo dos Anjos, o blogue de Manuel Azinhal


Em fala amena e discreta
Pediram a um poeta
Para definir a saudade...
Estavam à beira do Tejo,
Reflectia-se no rio
A luz fraca da cidade.

Aqueles três companheiros
Ficaram silenciosos
À espera duma resposta.
Disse o poeta, escrevendo:
Saudade - é amar sofrendo
O que findou e se gosta.

A noite parte-se em duas;
Ouvem-se os ecos tranquilos
Das águas em movimento;
E até das ruas desertas
Chega o mistério do silêncio
Terrível desse momento.

Ninguém mais disse uma fala
O guitarrista do grupo
Deu a resposta a tocar.
Caminharam altas horas
A sós, para que ninguém visse,
Que é feio um homem chorar. Posted by Picasa

segunda-feira, setembro 25, 2006

"FADO FADO"



















um óleo do artista irlandês Liam O'Neill, com endereço na Net - www.liamoneillart.com

quinta-feira, setembro 21, 2006

domingo, setembro 17, 2006

GLACIAR














Já ninguém acende
Amor em mim

De pedra a pele
De aço a razão
Gélido no peito
Pulsa um coração
De água feito

Se choro, Amor,
Não, não é de emoção !

terça-feira, setembro 12, 2006

Música e Artes



















"Locas por la música I"
óleo s/ lienzo, de Alfonso González Arauzo

O sítio da música e artes é a MELOTECA
www.meloteca.com Posted by Picasa

domingo, setembro 10, 2006

BRASÕES de LEIRIA




















Armas - Escudo de ouro, um castelo de vermelho, aberto e iluminado de prata, acompanhado de dois pinheiros de verde, frutados de ouro e sustidos de negro, tudo saínte de um terrado de verde realçado de negro. Os pinheiros rematados cada um por um corvo de negro, voltados para o centro. A torre central acompanhada em chefe de duas estrelas de oito raios de vermelho. Em contra-chefe, três faixetas ondadas de prata e azul. Coroa de mural de prata de cinco torres. Listel branco com os dizeres : " CIDADE DE LEIRIA ", a negro.






















Armas - Escudo de prata, águia bicéfala de negro, segurando nas garras à dextra um componedor e à sinistra uma almofada de tinta tudo de ouro; em chefe, flor-de-lis de azul entre duas fontes heráldicas e, em ponta, uma folha de papel de vermelho, enrolada nas extremidades. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: “ FREGUESIA DE LEIRIA “.
Este é o site de onde retirei esta informação:
http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/index.htm
De consulta obrigatória para todos os que se interessam por Heráldica, Vexilologia e Cartografia Portuguesas.
Parabéns ao Físico por este magnífico site.

LEIRIA










Rio Lis
Mais uma espectacular fotografia de DIAS DOS REIS
http://www.pbase.com/diasdosreis/root Posted by Picasa

domingo, setembro 03, 2006

FADO



















While the Fado Gently Weeps its Guitar Posted by Picasa
http://www.pbase.com/diasdosreis/root

TOURADA II



















"The Portuguese Style"
Aprecie uma magnífica reportagem fotográfica - http://www.pbase.com/diasdosreis/tourada
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Tourada















Imagem retirada de http://www.cannumtec.com/images/thumbnails.php?album=17


Canção concorrente ao Festival da Eurovisão de 1973
Letra de José Carlos Ary dos Santos ; Música de Fernando Tordo

Não importa sol ou sombra
Camarotes ou barreiras

Toureamos ombro a ombro as feras
Ninguém nos leva ao engano
Toureamos mano a mano
Só nos podem causar dano esperas

Entram guizos, chocas e capotes
E mantilhas pretas
Entram espadas, chifres e derrotes
E alguns poetas
Entram bravos, cravos e dichotes
Porque tudo mais são tretas

Entram vacas depois dos forcados
Que não pegam nada
Soam bravos e olés dos nabos
Que não pagam nada
E só ficam os peões de brega
Cuja profissão não pega

Com bandarilhas de esperança
Afugentamos a fera
Estamos na praça da Primavera
Nós vamos pegar o mundo
Pelos cornos da desgraça
E fazermos da tristeza graça

Entram velhas, doidas e turistas
Entram excursões
Entram benefícios e cronistas
Entram aldrabões
Entram marialvas e coristas
Entram galifões de crista

Entram cavaleiros à garupa
Do seu heroísmo
Entra aquela música maluca
Do passodoblismo
Entra a aficcionada e a caduca
Mais o snobismo e cismo

Entram empresários moralistas
Entram frustrações
Entram antiquários e fadistas
E contradições
E entra muito dólar, muita gente
Que dá lucro aos milhões

E diz o inteligente que acabaram as canções.

A TOURADA é um espectáculo polémico.
Há os Prós http://www.tourobravo.com/
e os Contra http://www.geocities.com/mobimentopt/Tourada.html

A propósito, na "tourada da vida" quem é você ?...

quinta-feira, agosto 31, 2006

"O MEU MANJERICO"
















Mais uma criação de BERTA CARDOSO. Creio que também nunca chegou a gravar este fado, como tantos outros que criou. Posted by Picasa

domingo, agosto 27, 2006

Magia...
















... do Fado, na voz de Joana Amendoeira que, no passado dia 27, se apresentou em Varazdin, na Croácia, no Festival Spancirfest.
Se, como eu, gosta de andar bem informada/o, visite o sítio http://joanaamendoeira.com e depois dê um salto a www.joanaamendoeira.blogspot.com, o blog simpático que leva assinatura da fadista Posted by Picasa

sábado, agosto 26, 2006

ANTOnioLOGIA



















Poeta e fadista, considerado, em 1959, no Café Luso, como o melhor intérprete do Fado Menor e eleito Rei do Fado em 1967, António Rocha iniciou a sua carreira profissional em 1956, no Retiro Andaluz, em Lisboa.
Para ouvir ao vivo este reconhecido estilista de fado, vá às Arcadas do Faia, na R. da Barroca, 54-56, ao Bairro Alto, onde se encontra a cantar.
Para ouvi-lo, onde e sempre que quiser, adquira a Antologia, cuja capa se mostra, com 2 CD, que inclui 30 fados - alguns dos seus êxitos entre 1966 e 1981.

(A título de curiosidade, refira-se que o Retiro Andaluz funcionou no local onde existia a Adega Peres, propriedade do avô do violista Paquito, e onde actualmente se situa o Restaurante Valbom, na Av. Conde Valbom, nº 110, em Lisboa - mais um local de fado que desapareceu, já há alguns anos, da noite lisboeta.)
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sábado, agosto 19, 2006

(Outr)os dez mandamentos

10 Regras Para Criar Filhos Delinquentes...

Comecem cedo a dar ao vosso filho tudo o que ele quer. Assim ele convencer-se-á, quando crescer, de que o mundo tem obrigação de satisfazer todos os seus caprichos.
Se, enquanto pequeno, o vosso filho utilizar expressões grosseiras, achem-lhe graça. Isso fará com que ele se convença de que é espirituoso e levá-lo-á a refinar a sua linguagem ordinária.
Não lhe dêem educação religiosa nem lhe inculquem princípios morais. Esperem pela sua maioridade para que, feitos os 18 anos, seja ele a fazer pessoalmente a sua escolha.
Evitem recriminá-lo, para que ele não crie um complexo de culpa. Estes complexos, como toda a gente sabe, não deixam que as crianças desenvolvam a sua personalidade.
Façam sempre tudo aquilo que devia ser o vosso filho a fazer. Arrumem as suas coisas e apanhem o que ele deitar para o chão. Desta maneira se habituará a empurrar para os outros as suas responsabilidades.
Deixem que o vosso filho leia tudo o que lhe vá parar às mãos. Tenham o maior cuidado em esterilizar os talheres, os pratos e os copos, mas deixem que o seu espírito se alimente de imundices.
Discutam e zanguem-se em frente dele. Isso é muito útil para que ele se convença de que a família é uma instituição nociva e de que não deve qualquer respeito aos seus pais.
Dêem-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Evitem que ele o ganhe com o seu trabalho ou através do seu comportamento. Tem tempo. Deixem-no ser feliz enquanto é jovem.
Satisfaçam todas as suas exigências ou caprichos, no que se refere a alimentação, vestuário e conforto, a fim de que o vosso filho não possa nunca sentir-se frustrado. As frustrações, como se sabe, não permitem que a personalidade se revele e torna as pessoas mais infelizes.
10ª Defendam sempre o vosso filho! Dos seus amigos, dos vizinhos, dos professores e até principalmente - da polícia. É tudo gente desprezível que apenas pretende embirrar com ele...
Copiei este texto do blog http://vizinho.blogspot.com, que visito com alguma frequência.
De acordo com um comentador anónimo, este "texto foi editado pela Polícia de Chicago, há uns anos, e depois distribuído pela população". Não sei se, por cá, isso teria algum efeito pedagógico ou se, por lá, alcançou alguns resultados... O que sei é que, de algum modo, se tem que fazer parar a delinquência (cada vez mais) juvenil, que alastra no mundo "civilizado", salvaguardando a segurança e a liberdade dos cidadãos que ainda não se tornaram delinquentes...

quarta-feira, agosto 16, 2006

terça-feira, agosto 15, 2006

Amália Rodrigues


















Amália, por Maluda

O Fado, por Amália
"O fado é saber que não se pode lutar contra aquilo que temos. É aquilo que não podemos mudar. É perguntar porquê e não saber porquê. É não deixar de perguntar e, ao mesmo tempo, saber que não temos resposta."
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segunda-feira, agosto 14, 2006

AMÁLIA RODRIGUES (1920 - 1999)


É em 1935 que, pela primeira vez, Amália aparece publicamente e canta o Fado Alcântara. Até 1938, ano em que concorre ao Concurso da Rainha dos Bairros, canta em diversos locais de fado amador, com o nome de Amália Rebordão. Em 1939, estreia-se, como fadista profissional, no Retiro da Severa e, a partir de 1940, Amália integra o elenco de várias casas de fado, é atracção em algumas revistas e também actua em outras revistas e operetas. Em 1943, começa a sua carreira internacional, actuando em Madrid, e, no ano seguinte, no Brasil. Em 1947 inicia a sua participação no cinema, tendo ganho o prémio para Melhor Actriz de Cinema com o filme Fado-História de uma cantadeira.
Durante os anos de 1949 e 1950, Amália Rodrigues canta em Paris, Londres, Brasil, Berlim, Dublin, Roma e Berna, actuando em Lisboa, unicamente em 1949, no Café Luso e no Casino Estoril.
O ano de 1951 assinala a sua primeira gravação, em Portugal, para a editora Melodia; só no ano seguinte, Amália começa a gravar para a Valentim de Carvalho.
Nas décadas de 50, 60 e 70, Amália actua quase que exclusivamente no estrangeiro.
Só em 1985 realiza em Portugal o seu primeiro grande concerto, no Coliseu dos Recreios, aí voltando em 1987 para mais dois espectáculos.
A década de 90, em que já se vislumbra o poente de Amália Rodrigues, é a década de todas as homenagens.
Acerca da fadista, escreveu Vítor Pavão dos Santos duas obras biográficas, Amália (1987) e Amália-Uma Estranha Forma de Vida (1992); Em 2005, a editora Planeta deAgostini publica a biografia Amália, da autoria de Nuno Almeida Coelho, uma obra de consulta obrigatória.
Dos variados sítios na Internet, acerca de Amália, assinalo http://www.amalia.com/ e http://amalia.no.sapo.pt/.
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domingo, agosto 13, 2006

FADOS - pautas de música




















Contra-capa de uma partitura, editada pela Casa Valentim de Carvalho, onde se publicitam os últimos sucessos de fados, com música de vários compositores:
RAUL PORTELA- Fado da Triste Feia, Fado Laura Costa, Fado dos Olhos, Canção das Perdidas e Fado do Belezas
ALVES COELHO - Fado Esperanza Iris, Fado de Portugal, Fado Anita e Fado Português
MANUEL DE FIGUEIREDO - Toada Singela Posted by Picasa

HERMÍNIA SILVA (1907 - 1993)




















Hermínia Silva foi, sem dúvida, "uma das maiores vedetas do fado".
Terá sido em 1926 que, pela primeira vez, se apresenta publicamente, no Teatro Gil Vicente; seguidamente, durante dois anos, é contratada para cantar fados, no cinema "Malacaio", no final da exibição dos filmes. Nos dois anos seguintes, canta no "Valente das Farturas", no Parque Mayer; em 1929 participa na opereta "Ouro sobre Azul", mas é em 1932 que, contratada por António Macedo, dá «os primeiros passos a sério» no teatro, actuando em fim de festa, na opereta "Fonte Santa", cantando fados. Participou em imensas revistas e algumas operetas, registando-se a sua última actuação em 1976, na revista "Cada Cor, seu Paladar". Participa também em vários filmes, nomeadamente "O Costa do Castelo", contracenando com António Silva e Maria Matos, entre outros.
O seu nome andará sempre ligado ao Teatro de Revista e ao seu estilo único de cantadeira humorística.
Nova Tendinha, de Carlos Lopes-Aníbal Nazaré e Carlos Dias, Fado Mal Falado, de Paulo Menano-Fernando Santos-Almeida Amaral e Fernando Ávila, Fado da Sina, de Amadeu do Vale - Jaime Mendes, Marinheiro Americano, de A. do Vale - A. Marceneiro, são alguns dos seus muitos fados de grande sucesso.
No 45RPM, da etiqueta DECCA, cuja capa acima se reproduz, encontram-se editados 4 outros grandes êxitos: Vou dar de beber à alegria, de Dr. Alberto Janes e Eduardo Damas, Touro de Vila Franca, Favas contadas e Anda o fado a brincar comigo, todos do Dr. Alberto Janes.
Em 13 de Maio de 1958 é inaugurado o "Solar da Hermínia", no Largo da Misericórdia, ao Bairro Alto, e pouco tempo depois passa também a explorar o Restaurante "Pôr-do-Sol", em Benavente, com espectáculos de fado aos sábados à noite e domingos à tarde. Hermínia reparte a sua actividade entre um e outro espaço, sendo certo que, quem lá ia, era para ouvir a Hermínia, embora tivesse sempre elencos de luxo.
Vitor Duarte Marceneiro publica, em 2004, "Recordar Hermínia Silva", um livro onde «reune tudo o que sobre ela conseguiu recolher, com o intuito de fazer história sobre essa mulher, que era povo, foi amada e ovacionada, mas manteve-se sempre simples e despretensiosa.»

sábado, agosto 12, 2006

BERTA CARDOSO (1911-1997)










Berta Cardoso é a fadista de referência da "época de ouro" do fado, a cantadeira que "chegou, cantou e venceu" e que foi desde logo considerada a "loucura dos fadistas". Canta pela primeira vez, em público, no Salão Artístico de Fados, acompanhada por Armandinho; o sucesso é tal que é de imediato convidada para integrar o elenco da casa, o que não vem a concretizar-se em virtude de ter apenas 16 anos. Vai, no entanto, a Espanha gravar o seu primeiro disco e em 1930 é notícia de primeira página da Guitarra de Portugal, de 30 de Outubro. Ali se refere que Berta Cardoso é "um nome consagrado", é "uma vocação que se revelou expontânea e claramente desde a sua estreia". Dotada de um estilo e de uma capacidade interpretativa singulares, Berta Cardoso tinha uma dicção irrepreensível e uma voz privilegiada, tendo ficado conhecida como "A voz de oiro do fado". A sua ascensão artística é meteórica, passando, de imediato, do anonimato a primeira figura da canção nacional.
Durante as décadas de 30, 40 e 50, tem uma notável carreira que divide entre os palcos das casa de fado e dos teatros de revista, a nível nacional e internacional; a partir da década de 60, opta por actuações mais intimistas, confinando-se quase exclusivamente às casas de fado.
Durante a sua longa carreira, Berta Cardoso criou inúmeros êxitos, tendo gravado para várias editoras discográficas, entre elas a Valentim de Carvalho, a Odeon, a Columbia, a Capitol, a Imavox... Sempre com edições esgotadas, restam alguns 78RPM e vinil, nas mãos de particulares/ coleccionadores. No mercado habitual, apenas na loja do Museu do Fado e na Discoteca Amália , se pode adquirir o CD cuja capa acima se exibe, da etiqueta Estoril, e que reproduz seis dos seus maiores êxitos: Fado Antigo, Fado Faia, Chinela, Meu Lar, Cinta Vermelha e Cruz de Guerra, sendo a letra, dos 5 primeiros fados, da autoria de João Linhares Barbosa e a letra do 6º fado, de Armando Neves.
Existe ainda, no circuito comercial, um outro CD, editado pela Movieplay Portuguesa, o nº 20 da colecção Fados do Fado, com 4 fados de Berta Cardoso: Cruz de Guerra, de Armando Neves, Meu amor fugiu do ninho e Noite de São João, ambos de J. Linhares Barbosa e Testamento, de João Redondo.
Acerca desta figura emblemática do Fado, que é Berta Cardoso, encontra-se patente uma exposição, no Museu do Fado (Largo do Chafariz de Dentro, nº 1, a Alfama), até 22 de Outubro.
Pode também visitar o sítio http://www.bertacardoso.com/

terça-feira, agosto 08, 2006

A Identidade cultural Luso-Galaica





















Uma capa de um disco de Maria do Ceo, e uma foto da fadista, em palco, acompanhada à viola por Joel Pina.
Maria do Ceo, nascida no Porto, reside na Galiza desde muito jovem, é reconhecida como embaixatriz da cultura galega no mundo, tendo sempre o fado como inspiração primordial.
O fado, que é ouvido com agrado em todo o mundo por todos os que são portugueses de alma.
Saiba mais acerca de Maria do Ceo, visitando o sítio http://www.mariadoceo.com/

domingo, agosto 06, 2006

Domingo Fadista



















(in Sábado GPS,de 03 a 09 AGO 2006, ed. Sul)
Ir ver a exposição sobre Berta Cardoso, no Museu do Fado e, antes ou depois, visitar o sítio http://www.bertacardoso.com

quarta-feira, agosto 02, 2006

O FILME




















BERTA CARDOSO participa no filme "O Feitiço do Império", de António Lopes Ribeiro, que estreou no Eden (Lisboa) a 23 de Maio de 1940. Posted by Picasa

terça-feira, agosto 01, 2006

FADO DE LISBOA

















acrílico s/ tela, Pedro Charters d'Azevedo Posted by Picasa

Minha mãe nasci fadista
(H. da Câmara - H. Sobral)

Minha mãe nasci fadista
Mora fado no meu peito
Não se canse, não insista,
Não há ninguém que desista
Quando vive satisfeito.
Não lhe dê maior cuidado
Este modo de cantar
É um destino marcado
Quando sofro canto o fado
Antes isso que chorar

Quem chora dá a saber
A má sorte que lhe cabe
Neste meu jeito de ser
Posso cantar por sofrer
Não o digo e ninguém sabe.
Fado é triste solidão
Fado existe em todos nós
Cantar fado é um condão
É dar fala ao coração
E viver com essa voz.

A cantar vivo contente
Tenho a sorte que Deus quis
Quando o fado é permanente
Dá tristeza a quem o sente
Mas quem o canta é feliz.
Minha mãe, nasci fadista
Mora fado no meu peito
Não se canse, não insista,
Não há ninguém que desista
Quando vive satisfeito.

No sítio http://www.industrias-culturais.blogspot.com/, uma reportagem acerca do Museu do Fado e da exposição temporária que lá se encontra, sobre Berta Cardoso.