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domingo, janeiro 22, 2006
UMA QUESTÃO DE DELICADEZA ! ?
CARTA SEM RESPOSTA
Isto de toda a carta ter resposta
É mais uma maneira de dizer
Pois, de escrever, nem toda a gente gosta
E nada nos obriga a responder.
Por isso, não respondo à tua carta
'Inda tentei, porém, nada consigo
Pois a minha caneta de ti farta
Não quer desperdiçar tinta contigo.
E tu tiveste sorte, com certeza
Pois ler certas verdades ninguém gosta
No fim de contas, foi delicadeza
Deixar a tua carta sem resposta.
Fado do repertório de Mariana Silva
Letra de Artur Ribeiro
Música de Miguel Ramos
quinta-feira, novembro 10, 2005
Lisboa, Casta Princesa
O "Fado de Lisboa", com letra e música de A. Leal e R. Ferrão, que foi do repertório de Ercília Costa, na igualmente notável interpretação de Mariana Silva, que o gravou com o nome de "Lisboa, casta princesa"
Lisboa, Casta Princesa,
Que o manto da realeza
Abres com pejo
Num casto beijo;
Lisboa tão linda és,
Que tens de rastos aos pés
A majestade do Tejo.
Lisboa das Descobertas
De tantas terras desertas
Que deram brado
Lisboa tão linda és,
Que tens de rastos aos pés
A majestade do Tejo.
Lisboa das Descobertas
De tantas terras desertas
Que deram brado
No teu passado
De beleza tens a coroa
Velha Lisboa
De beleza tens a coroa
Velha Lisboa
Da Madragoa
Quantos heróis tens criado!
Sete colinas
Quantos heróis tens criado!
Sete colinas
São teu colo de cetim
Onde as casas são boninas
Espalhadas num jardim
E no teu seio
Onde as casas são boninas
Espalhadas num jardim
E no teu seio
Certo dia foi gerado
E cantado
E cantado
Pelo povo sonhador
O nosso fado.
Lisboa, tardes doiradas
Dos Domingos, das toiradas
Em que luzia
O nosso fado.
Lisboa, tardes doiradas
Dos Domingos, das toiradas
Em que luzia
A fidalguia;
E em que esse sangue valente
Mostrava que havia gente
A quem a morte sorria.
Lisboa, terra de fama,
Tens a tristeza de Alfama
E a poesia
E em que esse sangue valente
Mostrava que havia gente
A quem a morte sorria.
Lisboa, terra de fama,
Tens a tristeza de Alfama
E a poesia
Da Mouraria.
E nos teus velhos recantos
Eu sei lá quantos
E nos teus velhos recantos
Eu sei lá quantos
Tu tens encantos
Dos tempos da valentia!
Dos tempos da valentia!
Etiquetas:
Fado de Lisboa,
Mariana Silva
sexta-feira, outubro 07, 2005
PARABÉNS

7 de OUTUBRO, Aniversário de Mariana Silva

A fadista Mariana Silva, que começou a cantar com 10 anos, no Café Monumental, na R. Carvalho Araújo, é, por isso mesmo, porventura a fadista mais antiga, embora não seja a mais velha.
Durante largos anos fez parte do elenco da Parreirinha de Alfama, de Argentina Santos, tendo-se retirado das lides fadistas, há cerca de 5 anos.
Nesta 1ª página da revista Ecos de Portugal, de 1 de Maio de 1948, refere-se: "A juvenil cantadeira Mariana Silva, não tem ainda cartão de profissional, devido à sua idade pois conta apenas 14 anos. Está contudo, autorizada pela Inspecção Geral dos Espectáculos a cantar. ..."
De entre tantas das suas criações, destaco "A Sina das Marianas", de J. Linhares Barbosa e José António.Meu nome foi inventado
Para as que cantam o fado
Com tristeza e amargor
Sei muito bem que me enganas
É sina das Marianas
Morrerem de mal de amor
... ... ...
... ... ...
Sei muito bem que me enganas
Com aquelas levianas
Com quem tens acompanhado
Gostar de ti com loucura
Talvez seja desventura
Mas que queres, é o meu fado
domingo, julho 10, 2005
Fadista Mariana Silva

Fadista Mariana Silva, cantando na "Parreirinha", acompanhada pelo viola José Maria de Carvalho e pelo guitarrista Costa Branco (1998)

Esta é, porventura, a fadista viva mais antiga (mas não a mais velha) que começou a cantar com a idade de 10 anos, no Monumental, na R. Carvalho Araújo, e era então conhecida como "A miúda do Alto do Pina".
Na 1ª página da revista Ecos de Portugal, de 1 de Maio de 1948, exibe-se a foto da "juvenil cantadeira" salientando-se que, embora contando apenas 14 anos, "está autorizada pela Inspecção Geral dos Espectáculos a cantar". Para que conste, acrescenta-se que foi o Coronel Óscar de Freitas quem, na altura, deu aquela autorização, mas com uma restrição: a pequena cantadeira só podia permanecer nas casas de espectáculo até às 23 horas.
Cantou (e encantou), durante mais de 50 anos, na maior parte das casas de fado do país, mas também em França, na Bélgica, na Alemanha e na Holanda.
Quando se retirou (1999), fazia parte do elenco da Parreirinha de Alfama, a casa de fados/restaurante pertencente a Argentina Santos, casa a cujo elenco já tinha pertencido, nos anos cinquenta, e de que também faziam parte Berta Cardoso, Lina Mª Alves e Júlio Vieitas, e era então propriedade de Alberto Rodrigues, que também escreveu letras para fados.
Do seu vasto repertório, os seus maiores êxitos terão sido os fados: A Minha Sina, de Henrique Rego e Alfredo Marceneiro; Erva da rua, de J.Linhares Barbosa e Armandinho; A Sina das Marianas, de J.Linhares Barbosa e J. António Sabrosa; Santa Mãe, de J.Linhares Barbosa e A.Marceneiro e Amar não é pecado, de Moita Girão e Pedro Rodrigues, para só referir alguns.
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