Mostrar mensagens com a etiqueta Fado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fado. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, novembro 17, 2011

Sim! Que vantagens?!...

Também ignoro que vantagens haverá e duvido mesmo que haja algumas!...
Temo até que possa haver algumas menos boas consequências...
Pelos vistos, estou bem acompanhada ...

segunda-feira, junho 20, 2011

"Fado à Bulhão Pato"


Ilust.


Um curioso artigo de Mercedes Blasco que, no "Makavenkos", cantou o Fado, a pedido do homenageado dessa noite - o poeta Bulhão Pato, o último romântico.

sexta-feira, junho 03, 2011

OS ROUXINOIS DO MONDEGO...


Dom. Ilust.

... e do Tejo, diria eu, "tem cotação na bolsa. Atravessamos um período em que as acções do fado estão cotadas na alta." Valha-nos isso, co'a breca! Ao menos que as do Fado, seja de Coimbra ou de Lisboa, continuem a valorizar... Amen.

terça-feira, maio 24, 2011

sábado, janeiro 15, 2011

Uma história banal...


I.P.

Nesta crónica, datada do princípio do século passado, Acácio de Paiva chama a atenção para essa ocorrência banal de acabarem na miséria alguns dos nossos mais conceituados artistas que, ao envelhecerem, caem no desemprego e vão sendo preteridos, esquecidos até acabarem na mais aviltante penúria...
Claro que não é situação que se verifique presentemente, nesta sociedade democrática e republicana, nesta sociedade de gente livre e europeia, neste país de cidadãos do mundo... claro que não!... Mas há tantos esquecidos que é bom não esquecer :-)

quinta-feira, janeiro 06, 2011

O FADO POLÍTICO

Começo o ano por relembrar este texto, publicado em 1907 na I.P., assinado por TINOP, Pinto de Carvalho, a quem se deve a obra basilar "História do Fado", editada em 1903, reeditada em 1984 pela Dom Quixote, uma das mais sólidas referências sobre o género, um documento que se mantém actual e válido e que está na origem de tudo o que, nos últimos anos, se tem vindo a escrever sobre o assunto. Como se sabe, Tinop é defensor da origem marítima do Fado, recusando em absoluto a raiz árabe que Teófilo Braga lhe atribui. Para aquele autor, o fado surge como consequência de uma expressão musical com origem marinheira, mescla das “toadas plangentes” de que falava Oliveira Martins, “cantigas monótonas como o ruído do mar”, que se ouviam “por toda a costa do ocidente”e que apenas em 1840 aparece referenciado em Lisboa: “Até então, o único fado que existia era o fado do marinheiro, cantava-se à proa das embarcações, onde andava de mistura com as cantigas de levantar ferro, a canção do degredado e outras cantilenas undívagas”, diz Pinto de Carvalho.

Neste texto, começa Pinto de Carvalho por declarar que "Lisboa é a metrópole do fado" que é "genuinamente alfacinha"; refere-se às diversas fases e épocas do fado , nomeando as mais notáveis cantadeiras e cantadores, aos fados políticos e respectivas histórias e conclui reconhecendo que, muito embora, "nos últimos anos o fado tenha mudado de rumo, a hipócrita civilização do séc XX não logrará fazê-lo sumir no vórtice da moda, porque o fado é a mais portuguesa das canções portuguesas,enfim, porque o fado é o nosso absoluto da consciência real".
Amen!

domingo, dezembro 19, 2010

FLADO II

I.P.

J.Dantas - Ilust. Manuel Gustavo

De braço dado, Portugal e Espanha, flamenco e fado, ai! olé!...

sexta-feira, novembro 26, 2010

"O venenoso cogumelo do FADO"


I.P.

De entre muitos textos curiosos, do início do século passado, que tenho encontrado sobre o FADO, este mereceu-me hoje particular atenção, talvez apenas por causa daquela interessante comparação estabelecida entre os cogumelos e o fado... ambos tão "mortais" que, dizem uns, "Não comam cogumelos selvagens!", suplicam outros "Não canteis o Fado!".

Para os que melhor queiram conhecer o autor do texto, aqui têm.

segunda-feira, setembro 27, 2010

"Ouvi dizer"




MARIA GALVANY sings "Ouvi dizar" by Julio Neuparth--FADO PORTUGUEZ--Victor record 87061, recorded May 12, 1908. BRILLIANT singing & a BRILLIANT recording. Contrary to what you're thinking, some of you night recognize the latter part of this song, which is very beautiful and lively.

This disc was never released in the U.S., which explains why it's generally UNKNOWN.

In Dec. 2008, the composer's great- grandson, Antonio Neuparth Sottomayor, sent an email from Portugal that included a picture of Galvany and the 1903 program where the song was introduced to the public. FADO was written FOR Maria Galvany.

Galvany made 22 "G & T Victor" recordings, most of which were not in U.S. catalogs.

Marisa Galvany (1878-1944), one of the most dazzling coloratura sopranos who every lived, was born in Granada and studied at Madrid Conservatory.

She made her debut as Lucia at Cartagena in 1897. Specializing in coloratura roles, she sang with great success in Spain and Italy, gaining her greatest popularity in South America. She also toured with a company that performed throughout Europe, including Russia, where she was a favorite singer.

In London in 1909, she appeared at Drury Lane as Amina, Rosina, and in the title role of Meyerbeer's Dinorah. In Lisbon she sang uninterruptedly for 15 years at the Coliseu.

She gained great success in Parma, Venice, and Genoa. Galvany NEVER appeared at La Scala, the Met, the Teatro Cólon, or Covent Garden.

She retired to Brazil, taught for a period, and died there in poverty. (Daqui)

Acerca do autor:

(Rev. Occidente 1901)

sábado, setembro 25, 2010

"BICHINHA GATA"

I.P.

Partitura de um dos fados desta revista, o "Fado da Amargura".


"Nas revistas portuguesas, o fado é inevitável. O fado é a cocaína do nosso povo"

O nosso povo, agora, parece preferir outras cocaínas..., mas que o Fado voltou a estar na moda, lá isso!... o que muito apraz a todos os oportunistas e aproveitadores... Já agora, pelo menos, que dele se não pudesse augurar a desnacionalização, como Oliveira Martins o faz acerca do futuro da revista portuguesa , mas que, a mim, me não lembra outra coisa, lá isso!...

O futuro, já nem digo, mas também; agora, a origem, valha-me Deus!... Mas é a tal coisa que o povo diz e com razão "Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão"?!... Depois, levamos "Gato por lebre", é o que é!...

E se lessem primeiro umas coisitas do Theophilo e da Michaëlis antes de aparecerem por aí a defender umas teorias suprapalermóides?... Era bom, era! e todos ganhávamos com isso... mas, também, assim como assim, quem se importa verdadeiramente com tal ?... Necessário é vender uns programazitos e mais uns itos e ir aparecendo, mais bacorada menos bacorada, tanto dá, para quem é bacalhau basta... e também em país de cegos quem tem olho é rei e quem se mexe bem nos bastidores dos media é que dá cartas e o resto são conversetas acerca de uma coisa que se chama democracia , mas que se passou por este país foi há muito tempo e de corrida, provavelmente a fugir dessa cambada de néscios que orgulhosamente passeiam a ignorância, presumindo que o conhecimento é saber juntar duas letras e contar pelos dedos, que pouco mais sabe muito licenciado e upa upa de hoje em dia... Havia até aí um Homem que dizia que o indivíduo mais sábio que conheceu não sabia ler nem escrever... Como o compreendo!... Quanto mais não sabiam/sabem muitos dos denominados analfabetos do que muito menino e menina mestre, doutor e tal e tal... Mas, afinal, quem se rala com isso? Quem, neste país, se preocupa verdadeiramente com o estado da instrução e cultura, se é coisa que não dá carradas de euros nem fama nem algo, como acontece, por ex., com o chuto na bola???!!!... Sim, quem se rala?... Aqui para nós, que ninguém nos ouve, para além de mim, de si, caro leitor, e do Prof. Medina, que muito admiro, não conheço mais ninguém... até mesmo porque é tão mais fácil governar esta gente!...
Sim, por certo há uma conspiração! Sim, por certo há outras maneiras de adormecer a malta, para além das cocaínas...
Que querem? É o nosso Fado!... e o Fado é tão genuinamente português que o Fado da Amargura é mesmo inevitável nesta grande Revista Portuguesa que todos estamos a viver!...

segunda-feira, setembro 13, 2010

Feira da Luz



I.P. 1922

Mais um documento para a validação da teoria da origem afro-brasileira do Fado, do ponto de vista de uma problemática inclusiva de uma etnografia contextualizante de uma super-estrutura melómana e lundúnica, assente numa perspectiva crítica da modernidade académica...

O Fado, a ceguinha e... o sexo dos anjos!... :-)

domingo, agosto 22, 2010

OS NOSSOS FA(R)DOS

Uma fantasticogenial produção Mandala... (que era o que muitos mereciam, era!...)

Continuem a mandar assim, que nem todos podemos mandá-los desta maneira...

E não, Xoné, essoutro "Fados" nada tem a ver com este e já repetidamente expliquei que não é produção Mandaura... Apre!

Este, sim! Mandá-la ouver!...

sexta-feira, julho 09, 2010

Em Hollywood canta-se o Fado ?!

Seria, em 1954, o sonho de Serapião Tristão que o imaginava na voz da bela Cyd Charisse... Pudera não!...
Mas, como dizia o gordo taberneiro "Quem não sabe beber vinho não entra em tabernas"...

quinta-feira, junho 24, 2010

O FADO, Canção de vencidos

Foi sob esse título e obedecendo ao tema que, em 1936, foi publicada a compilação de 8 palestras, de Luiz Moita, emitidas pela Emissora Nacional,


colectânea ilustrada por Bernardo Marques


e de que vos deixo este apontamento, para reflexão, onde se cita António Arroio, que exprime o que pensava acerca do Fado e muito mais do que isso ...





Ao contrário dele, deixo-vos eu com este pedido

«Cantem o Fado

segunda-feira, junho 21, 2010

FADO no Câmara Clara - RTP2

Ontem, na RTP2, o Fado, particularmente a sua Candidatura a Património Imaterial da Humanidade, foi tema do programa Câmara Clara.

Logo a abrir, apresenta-se, do documentário Fado Celeste, um (mau) momento do depoimento de Celeste Rodrigues em que a própria divaga sobre a interpretação do "Saudade vai-te embora", não se alcançando bem o que pretende dizer para além de que a sua interpretação era tão excelente que até chegava a cantar esse fado 9 vezes por noite, a pedido do público, na que foi a sua casa de fados, a Viela; não quereria dizer, por certo, que o autor entendesse e lhe tivesse dado indicações para interpretar esta brilhante composição, que nem escreveu para o repertório da Celeste, como quem está "toda contentinha"?!... vale a pena relembrar e "re-ouver" aqui a magoada interpretação do próprio autor, Júlio de Sousa, que afinal também sabia cantar e que, tanto quanto sei, nem frequentava casas de fado, tendo tido a sua própria, no Bairro Alto... sendo que, habitualmente, era aí que o/as fadistas iam buscar as composições e ele as exemplificava ao piano... Ó Celeste, recordar desse modo Júlio de Sousa?!... "Não havia necessidade"! Enfim!...

Entrando propriamente no programa, ouvimos as razões e as lições de Sara Pereira e de José Pracana e ficámos com aquela estranha sensação de ouvir agora, como novas, coisas que têm vindo a ser ditas por várias pessoas que apenas não têm tido a devida visibilidade... um pouco como a questão das autorias, há quem tenha as ideias e depois quem as apresente como suas... pouco importa!

Por certo, para alguns de nós, o Fado será sempre o mais importante.