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sábado, outubro 21, 2017

BERTA CARDOSO

















Este é um pequeno excerto de um filme realizado pela RTP(2) em 1982, a celebrar as Bodas de Ouro da actriz-cantadeira Berta Cardoso, único registo em filme que ainda existe, creio eu, de uma das mais importantes fadistas do século passado. Quis hoje (02.11.2017) lembrá-la aqui, uma vez mais, homenageando nela todos os que, com o seu talento, trabalho e dedicação, fizeram do Fado um ex-libris nacional e o guindaram a Património Imaterial da Humanidade.
A gravação foi feita na "Viela" - "o último reduto fadista" - de que era proprietário o fadista Sérgio e onde então também cantava a fadista Eduarda Maria; como guitarrista, o António Proença e, como violista, Amadeu Ramin.
Espero que apreciem esta Desgarrada.

quarta-feira, setembro 28, 2016

CECÍLIA DE ALMEIDA, a «Cotovia do Bairro Alto»

Em 1936, a cantadeira Cecília de Almeida, é assim lembrada na Guitarra de Portugal.

1936

"Filha do Bairro Alto", Cecília de Almeida estreou-se como cantadeira, em 1930, no «Salão Artístico de Fados», no Parque Mayer,

 1931

mas actuou também no «Moinho Vermelho»,
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no «Salão Sul América»

e no «Salão Jansen»
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Integrou o «Grupo Artístico de Fados Maria do Carmo»
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e a «Troupe Artística de Fados»
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tendo participado na festa de homenagem à distinta cantadeira  Deonilde Gouveia,
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Das suas criações, destaca-se o fado-marcha "Mimi", cuja música se deve ao guitarrista João Fernandes e a letra a J. Linhares Barbosa,

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cantado no «Solar d' Alegria» onde, ao tempo, também actuavam Maria Albertina e Hermínia Silva, entre outros
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Este fado foi inclusivamente dramatizado e levado a cena, num espectáculo em que Cecília d'Almeida não participou, vítima que foi de "doença repentina"

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Em 5 de Agosto de 1931, festeja-se a "insinuante cantadeira" no «Salão Artístico de Fados» onde pontificam Armandinho e Georgino de Sousa

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Nessa noite, Cecília de Almeida, a festejada, terá interpretado algumas das suas mais admiráveis criações, dentre as quais "Bate n'aquilo que é seu", uma letra de  Linhares Barbosa com música de Guilherme Coração,
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um fado que Hermínia Silva também gravou, com o título "Plágio", dada a autoria a Domingos Costa


e muito posteriormente Mª José Ramos também gravou como "Amo um fadista a meu jeito".

Em 1931, Cecília de Almeida, Ercília Costa, Berta Cardoso, Armandinho e Georgino de Sousa gravam, em Madrid, para a "Odeon", alguns dos seus maiores êxitos. 

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Para além dos já acima referidos fados, Cecília gravou "Justiça humana" e "Ruas do meu bairro"

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Em 23 de Janeiro de 1932, na coluna "Doentes" da "Guitarra de Portugal" prenuncia-se o lamentável e por certo inesperado desfecho ocorrido em pouco mais de uma semana - Cecília que então se encontrava "abalada de saúde", morre a 2 de Fevereiro desse ano, 


deixando na comunidade fadista um imenso pesar pela prematura partida da tão talentosa "Cotovia".


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Essa voz, nesses quatro fados, pode agora ouvi-la aqui

Aqui ficamos com o "Ruas do meu bairro" que termina com estes versos: "Vivo à espera da morte / Lá na travessa da Espera"... espera que não se fez esperar, hélas!...



quinta-feira, agosto 02, 2012

FEITIÇO - FADO FAIA











Martinho d'Assunção, Alberto Costa, Amália, Linhares Barbosa, Berta e Carvalhinho

O "Fado Faia", originalmente intitulado "Feitiço", pertence ao repertório de Berta Cardoso, sendo J. Linhares Barbosa o autor da letra e Martinho d'Assunção o autor da música. Ao ouvi-lo, Amália gostou e gravou-o, havendo por isso quem pense que é do seu repertório.
Perante os dois registos, ocorreu-me fazer este vídeo, podendo assim apreciar-se como cada uma destas consagradas fadistas aborda o mesmo fado, o interpreta e estila.
Nas fotos inseridas no vídeo, podemos ver, a acompanhar Berta Cardoso, o guitarrista João Fernandes e o violista Santos Moreira (foto Brasil-Rio de Janeiro), Martinho d'Assunção (foto Adega O Faia), Raul Nery, Armandinho e Miguel Ramos (foto Luso); a acompanhar Amália, o violista Miguel Ramos (1ªfoto Luso), o guitarristas José Nunes (foto seguinte) e o guitarrista Raul Nery.
As caricaturas são da autoria de Jorge Rosa, um multifacetado artista- caricaturista, figurinista, cenógrafo, letrista... cuja biografia pode ler acedendo a
http://salfino.blogs.sapo.pt/tag/auto+caricatura+de+jorge+rosa

Para consultar a letra deste fado, pode ir até ao site sobre Berta Cardoso
http://www.bertacardoso.com/
E, para saber mais sobre Amália, porque não ir até ao Portal do Fado ?
http://www.portaldofado.net/index.php?option=com_content&task=view&id=1259&Itemid=67

VÍDEO DE HOMENAGEM




Este verbete foi publicado em 20.05.2009 mas, agora, achei oportuno republicá-lo, acrescentando, às duas anteriores, a interpretação que Manuela Cavaco dá deste "Feitiço".

domingo, junho 10, 2012

BERTA CARDOSO - "Lés a lés"


















 
Embora o disco não se encontre nas melhores condições, acho que, mesmo assim, vale a pena ouvir estes génios do Fado - a voz de Berta Cardoso, a guitarra de Armandinho e a viola de Georgino -, interpretando um fado de autoria não menos genial - letra de J. Linhares Barbosa, música de Júlio Calado.
A Glosa obedece ao seguinte mote:
"A cantar de lés a lés /Atravessa o mundo inteiro / Verás, em todo o estrangeiro / Todos te dirão quem és"
Claramente um elogio ao povo português, aos Descobrimentos, à Canção Nacional. Se, como diz Pessoa, "A minha Pátria é a minha Língua", o Mundo é a Pátria dos Portugueses; porém, "um Mundo sempre estreito para o coração português"... Pois se o coração português é maior que o Mundo!



(Aqui pode consultar a letra, que teve inicialmente o título de "Identidade" e que Linhares dedicou a Alberto Costa - G.P. 18.04.31)

(Verbete reeditado, de 09.06.2008)

quinta-feira, junho 07, 2012

Os 2 "Fado da Azenha"

Este é um dos mais conhecidos fados tradicionais, com letra e música da autoria de J. Frederico de Brito, que o escreveu para o repertório do cantador Vitor Daniel

G.P.1931

Ao longo dos anos, foi sendo interpretado e gravado por diversos cantadores e cantadeiras, ora com a letra original, ora com outras letras, 

Curioso é o facto de ter, o próprio Frederico de Brito, escrito uma outra letra, com o mesmo motivo, para esta música e para o repertório de BERTA CARDOSO. Com sorte, este foi um dos poucos discos que "escapou" e se encontra em bom estado... Aqui fica este quase inédito, a recordar essa voz que no Fado foi reconhecida como a "Voz d'oiro", acompanhada pelos igualmente "Instrumentistas d'oiro" ARMANDINHO e GEORGINO.
Pena é que, até agora, ainda se não tenha reeditado esta Voz que, no Fado, foi um caso!...



(Verbete reeditado de 26.04.2012)