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quarta-feira, maio 14, 2008

AMÁLIA - "HÁ FESTA NA MOURARIA"


VÍDEO DE HOMENAGEM

Empolgante!

Música de Alfredo Duarte Marceneiro, interpretação de Amália Rodrigues, Letra de António Amargo, cf. indicação de autoria no fonograma; outros registos há que indicam (e parece que muito bem), como autor desta letra, Gabriel de Oliveira.
(Prontos! Agora já sei fazer vídeos... Até nem correu mal, hem ?...)

***

De acordo com Eduardo Sucena, in Lisboa, O Fado e os Fadistas, esta letra que Amália aqui canta é efectivamente da autoria de Gabriel de Oliveira, mais conhecido por Gabriel Marujo, foi criação de Alberto Costa, com música de Alfredo Marceneiro; porém, "a sextilha que serviu de mote a esta letra seria ainda glosada assim por um outro poeta, António Amargo (aliás, António Correia Pinto d'Almeida) que também viveu na Figueira da Foz e faleceu em 12.05.1933":

Desde manhã os fadistas, / Jaquetão, calça esticada, / Se aprumam com galhardia; / Seguem as praxes bairristas, / É data santificada / Há festa na Mouraria!

Toda aquela que se preza / De fumar, falar calão, / Pôs em praça a juventude, / Nessa manhã chora e reza. / É dia da procissão / Da Senhora da Saúde!

Nas vielas do pecado / Reina a paz, tranquila e sã, / Vive uma doce alegria. / À noite, é noite de fado, / Tudo toca, tudo canta / Até a Rosa Maria.

A chorar, arrependida, / A cantar com devoção, / Numa voz fadista e rude, / Aquela Rosa perdida / Da Rua do Capelão / Parece que tem virtude!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

ALFREDO D. MARCENEIRO - "O Natal do moleiro"

Embora o vinil não esteja já em muito boas condições, mesmo assim acho que vale a pena partilhar convosco este belo fado, com letra de Henrique Rego, música de A. Marceneiro que também brilhantemente o interpreta.

domingo, abril 29, 2007

Amor é água que corre - A.MARCENEIRO

Um fado da autoria de A. César Barbosa e de A.Duarte.
À guitarra J. Pracana e Fontes Rocha e à viola F. Peres (Paquito).
E, não se esqueçam: Amor também pode ser "um fogo que arde sem se ver"... Pois é, "se tão contrário a si é o mesmo Amor" como não há-de o Amor ser ComTradição?!...

segunda-feira, novembro 20, 2006

A SENHORA DO MONTE


















Mais uma das belíssimas fotos de Dias dos Reis, cuja página se encontra em http://www.pbase.com/diasdosreis/root , para ilustrar o poema do poeta Gabriel de Oliveira, com música e interpretação de A. Duarte

Naquela casa de esquina
Mora a Senhora do Monte
E a Providência Divina
Mora ali, quase defronte.
Por fazer bem à desgraça
Deu-lhe a desgraça também
E aquela Divina Graça
" " " "
Que Nossa Senhora tem.

Senhora, tão bem-fazeja
Que a própria Virgem Maria
Não sei se está na Igreja
Se naquela moradia.
Com a mágoa que desconsola
A pobreza se conforta
Na certeza de uma esmola
" " " " "
Quando bate àquela porta.

O luar da lua cheia,
Ao bater-lhe na janela,
Reforça a luz da candeia
No alpendre da capela.
Vai lá muita pecadora
Que, de arrependida, chora
Mas não é Nossa Senhora
" " " "
Que naquela casa mora.

Senhora tão bem-fazeja
Que a própria Virgem Maria
Não sei se está na Igreja
Se naquela moradia.

sexta-feira, outubro 27, 2006

HOMENAGENS













A primeira, de um ciclo a realizar no Museu do Fado, a Homenagem a Alfredo Marceneiro.
Anunciada com início às 21h, só começou cerca de uma hora depois. Esta contrariedade veio mostrar que éramos poucos, mas muito interessados, uma vez que ninguém arredou pé.
A sessão valeu pelo espírito de tertúlia que a caracterizou. As imagens, os fados e as histórias do "Alfredo, mas Duarte" que, no Fado, foi o Marceneiro.
De parabéns o Museu do Fado, provavelmente o nosso único Museu com vida e noite dentro!...

domingo, outubro 01, 2006

ALFREDO MARCENEIRO (1891 - 1982)


Nascido em Lisboa, na freguesia de Stª Isabel, Alfredo Duarte estreia-se como fadista com cerca de 20 anos (1911), num "cabaret" sito no 14 do Largo do Rato. Começa a ser conhecido pelo Alfredo "Lulu" em virtude de andar sempre muito bem vestido, muito janota. Mais tarde o fadista, que é marceneiro de ofício, vem então a ter nome Alfredo Marceneiro, nome com o qual fica imortalizado no fado, como cantador e como compositor. São de Marceneiro o Fado Margarida, o Fado Cravo, o Fado Balada, o Fado Pagem, a Marcha de A. Marceneiro, entre outros, e o Fado Cuf em que cantava, com versos do poeta Armando Neves, o fado "O Marceneiro"

Com lídima expressão e voz sentida
Hei-de cumprir no Mundo a minha sorte
Alfredo Marceneiro toda a vida
Para cantar o fado até à morte.
... ... ...
A produção discográfica de Alfredo Marceneiro não é muito grande; consta que gostava pouco de gravar; a sua actividade cingiu-se praticamente às casas de fado em Lisboa; fez uma "incursão" no cinema, em 1940, tendo participado, bem como Berta Cardoso, no filme de António Lopes Ribeiro "Feitiço do Império".
O ofício de marceneiro, que exerceu até 1943, conjuntamente à actividade fadista, ficará para sempre testemunhado, não só no nome, mas também n' "A casa da Mariquinhas", obra que construiu em madeira e que ilustra o fado com o mesmo nome, com letra de Silva Tavares; em exposição no Museu do Fado.
Criado pela sua bisneta Susana Duarte, em Outubro de 2001, é de consulta obrigatória, para quem queira saber mais acerca do artista, o site http://www.alfredomarceneiro.com/ ; complementarmente, em suporte papel, a fotobiografia, assinada pelo seu neto Vitor Duarte, "Recordar Alfredo Marceneiro"Posted by Picasa

domingo, março 12, 2006

OUTRO FADO


















A LUA E O CORPO
Eis que a lua devagar te vai despindo
Atrevendo uma carícia em cada gesto
De igual modo é que a nudez te vai despindo
E o teu corpo condescende sem protesto

Mal os ombros se desnudam surge o peito
Logo o ventre no desenho da cintura
Cada músculo detém o mais perfeito
Movimento em sincronia com a ternura

Já as ancas se arredondam e projectam
Sobre as coxas, sobre os vales, sobre os montes
Onde as vidas noutras vidas se completam
Quando o tempo é um sorriso ou uma fonte

Fica a roupa amontoada junto aos pés
Quer dos teus, quer dos da cama que sou eu
Estende a mão, apaga a lua que a nudez
Do teu corpo fica acesa sobre o meu

(Letra de Rui Manuel; Música de Alfredo Marceneiro) Posted by Picasa

sábado, janeiro 28, 2006

FADO BALADA

Conta uma linda balada
Que um rei dum reino sem par
Vendo morta a sua amada
Quis o seu seio moldar

E pelo molde modelada
Depois de gasto um tesoiro
Nasceu a graça encantada
De uma taça toda d'oiro

E quando por ela bebia
Morto por se embriagar
Saudoso triste sorria
Com vontade de chorar

Certa noute imaculada
À luz dum luar divino
Deixou a corte pasmada
E fez-se ao mar sem destino

No mar ansiando a graça
De com a morta se juntar
Bebeu veneno p'la taça
E atirou a taça ao mar

Ao seu seio não há nada
Que se possa igualar
Nem a taça da balada
Que jaz no fundo do mar


Letra de Silva Tavares
Música e interpretação de Alfredo Duarte Marceneiro

terça-feira, dezembro 06, 2005

Cavalheirismo

25. FEV.1938
Armando Neves escreveu, a Censura proibiu, mas Alfredo Marceneiro cantou sempre que "os" apanhava de costas... Maravilhoso!

Diz uma história galante,
se é verídica não sei,
que, em certo país distante,
a Viscondessa era a amante
mais preferida do Rei.

Ora, o Visconde, coitado,
oitenta anos fazia
e o Rei, como era engraçado,
pôs-se a pensar, como é dado,
na prenda que lhe daria.

E, então, o Rei decidido
e, à falta de bons conselhos,
por presente divertido
mandou ao pobre marido
um cestinho de chavelhos.

E o portador, diligente,
com tal oferta abalou
e o Visconde, reverente,
recebeu o real presente
e ao portador exclamou:

-Como grato estou, enfim,
e a oferta não me desgosta
espere um pouco por mim
que eu vou ali ao jardim
buscar a minha resposta!

Foi colher rosas, sozinho,
às roseiras mais formosas,
com elegância e carinho
encheu o mesmo cestinho
de formosíssimas rosas.

E ao Rei as remeteu
com um bilhete, também.
Grande lição ao Rei deu
pois no bilhete escreveu:
CADA UM DÁ O QUE TEM!....